{
    "2005-10-21": {
        "Parte IA - (Ministério Público)": {
            "Atos": {
                "1191": [
                    "IB - Acórdão",
                    "Procuradoria-Geral de Justiça\r\n\r\nFormato Global\r\n\r\nATO DO PROCURADOR-GERAL E DO \r\n\r\nPROCURADOR REGIONAL ELEITORAL\r\n\r\nDE 14.10.2005\r\n\r\nDesignam, a pedido, a Promotora de Justiça ANA CRISTINA LESQUEVES BARRA para prestar auxílio à 71ª Promotoria Eleitoral - Comarca de Niterói, no dia 14 de outubro de 2005, com a concordância da Promotora de Justiça Titular, sem prejuízo de suas demais atribuições.\r\n\r\nATO DO PROCURADOR-GERAL\r\n\r\nDE 19.10.2005\r\n\r\nAprova o Quadro de Movimentação dos Membros do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro para o mês de NOVEMBRO de 2005:\r\n\r\nTRIBUNAL DE JUSTIÇA\r\n\r\n1ª CÂMARA CÍVEL\r\n\r\n1ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - MARIA AMÉLIA COUTO CARVALHO\r\n\r\n2ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - MÁRCIA ALVARES PIRES RODRIGUES (PGJ)\r\n\r\nDesig. - MARIA IGNEZ CARVALHO PIMENTEL\r\n\r\n3ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - HELOISA MARIA ALCOFRA MIGUEL\r\n\r\n4ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - ERTULEI LAUREANO MATOS\r\n\r\n2ª CÂMARA CÍVEL\r\n\r\n1ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - CELSO BENJÓ\r\n\r\n2ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - VAGO\r\n\r\nDesig. - VICENTE F. DE ARRUDA COELHO FILHO\r\n\r\n3ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - CELSO FERNANDO DE BARROS (Férias até 15.11.05) (Lic. Esp. a partir de 15.11)\r\n\r\nDesig. - GLADYS MARY LICÍNIO HOLANDA\r\n\r\n4ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - ANTONIO C. DA G.DE MESQUITA (CGMP)\r\n\r\nDesig. - JOÃO MARTINS FREITAS\r\n\r\n3ª CÂMARA CÍVEL\r\n\r\n1ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - FRANCISCO A. SOUTO E FARIA (Férias)\r\n\r\nDesig. - LAISE HELENA SILVA MACEDO\r\n\r\n2ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - SERGIO BASTOS VIANA DE SOUZA\r\n\r\n3ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - ELIO GITELMAN FISCHBERG\r\n\r\n4ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - DIRCE RIBEIRO DE ABREU\r\n\r\n4ª CÂMARA CÍVEL\r\n\r\n1ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - HELCIO ALVES DE ASSUMPÇÃO (Férias)\r\n\r\nDesig. - RICARDO ALCÂNTARA AUGUSTO PEREIRA\r\n\r\n2ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - CARLOS MACHADO VIANNA \r\n\r\n3ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - JOSÉ ANTONIO LEAL PEREIRA\r\n\r\n4ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - VÂNIA MARIA CARRANO BENJÓ\r\n\r\n5ª CÂMARA CÍVEL\r\n\r\n1ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - MARIJA YRNEH RODRIGUES DE MOURA (PGJ)\r\n\r\nDesig. - MARIA CRISTINA DA SILVA GAERTNER\r\n\r\n2ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - MARIA TERESA MOREIRA LIMA (Lic. Médica)\r\n\r\nDesig. - CLÁUDIA B. CABRAL DOS SANTOS SIQUEIRA\r\n\r\n3ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - JOSÉ MARIA LEONI LOPES DE OLIVEIRA\r\n\r\n4ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - HUGO JERKE\r\n\r\n6ª CÂMARA CÍVEL\r\n\r\n1ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - ROSANE ORICHIO DE SIQUEIRA MELLO\r\n\r\n2ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA LOPES\r\n\r\n3ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - ELAINE COSTA DA SILVA (Lic. Especial)\r\n\r\nDesig. - MARIA DA CONCEIÇÃO NOGUEIRA DA SILVA\r\n\r\n4ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - MARIA C. LOPES DE SOUZA SANTOS\r\n\r\n7ª CÂMARA CÍVEL\r\n\r\n1ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - MARIA EUGÊNIA MONTEIRO CAVALCANTI\r\n\r\n2ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - DAISY PALMIEIRI DA COSTA (PGJ)\r\n\r\nDesig. - MARIA CELESTE C. DE BRITO PEREIRA\r\n\r\n3ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - EVANGELINA F. ROSADO SPINELLI \r\n\r\n4ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - FERNANDA MOREIRA JORGENSEN\r\n\r\n8ª CÂMARA CÍVEL\r\n\r\n1ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - MARIA C. P. DOS ANJOS TELLECHEA (PGJ)\r\n\r\nDesig. - DENISE FREITAS FABIÃO GUASQUE\r\n\r\n2ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - ELISABETH DE MORAES CASSAR (PGJ)\r\n\r\nDesig. - JOSÉ AVELINO ATALLA\r\n\r\n3ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - MÁRCIO KLANG (PGJ)\r\n\r\nDesig. - NEDIR MACHADO DE BRAGANÇA SOARES\r\n\r\n4ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - KÁTIA COSTA MARQUES DE FARIA\r\n\r\n9ª CÂMARA CÍVEL\r\n\r\n1ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - HELOISA CARPENA VIEIRA DE MELLO (PGJ)\r\n\r\nDesig. - ARIADNE MITROPOULOS ESTEVES\r\n\r\n2ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - CRISTIANO CULLEN DE SAMPAIO VIANNA\r\n\r\n3ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - MARIA EUGÊNIA ANDRADE DE MACEDO\r\n\r\n4ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - LÚCIA MARIA LACERDA ATALLA\r\n\r\n10ª CÂMARA CÍVEL\r\n\r\n1ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - MARILIA DE C. NEVES VIEIRA (FEMPERJ)\r\n\r\nDesig. - GLÓRIA MARCIA PERCINOTO\r\n\r\n2ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - PEDRO ELIAS ERTHAL SANGLARD (PGJ)\r\n\r\nDesig. - MARIA LUCIA LIMA E SILVA CEGLIA\r\n\r\n3ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - RICARDO RIBEIRO MARTINS\r\n\r\n4ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - JOÃO BATISTA FILGUEIRAS (Férias)\r\n\r\nDesig. - JOSÉ ALUIZIO DE ARRUDA\r\n\r\n11ª CÂMARA CÍVEL\r\n\r\n1ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - FERNANDO F. FERNANDES (Afastado)\r\n\r\nDesig. - RITA DE CÁSSIA ARAUJO DE FARIA\r\n\r\n2ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - MIRIAM C. MENDONÇA REAL DE ALMEIDA\r\n\r\n3ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - NADIA DE ARAÚJO\r\n\r\n4ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - ANA CRISTINA A. G. DA SILVA FILGUEIRAS\r\n\r\n12ª CÂMARA CÍVEL\r\n\r\n1ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - REGINA L. N. DE CARVALHO (Lic. Especial)\r\n\r\nDesig. - LUIZ FABIÃO GUASQUE\r\n\r\n2ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - AUGUSTO DOURADO\r\n\r\n3ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - NELMA GLÓRIA TRINDADE DE LIMA\r\n\r\n4ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - HELOISA MARIA DALTRO LEITE\r\n\r\n13ª CÂMARA CÍVEL\r\n\r\n1ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - ISRAEL STOLIAR\r\n\r\n2ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - LEONARDO DE SOUZA CHAVES (PGJ)\r\n\r\nDesig. - ALDA SANTAROSA FREIRE OLIVEIRA E SILVA\r\n\r\n3ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - GISELE LOBÃO SALGADO\r\n\r\n4ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - SONIA MARIA ROCHA CRUZ (Lic. Especial)\r\n\r\nDesig. - ROSA MARIA DOS REIS PARISE\r\n\r\n14ª CÂMARA CÍVEL\r\n\r\n1ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - KLEBER COUTO PINTO (Afastado)\r\n\r\nDesig. - SIMONE DE LIMA E SILVA ROSSI\r\n\r\n2ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - MONICA DA SILVEIRA FERNANDES \r\n\r\n3ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - ELIZABETH REGINA GOMES DE OLIVEIRA\r\n\r\n4ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - MARIA LÚCIA DAS CHAGAS GOMES DE SÁ \r\n\r\n15ª CÂMARA CÍVEL\r\n\r\n1ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - ANDERSON ALBUQUERQUE DE SOUZA LIMA\r\n\r\n2ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - KARLA MARIA DA CRUZ CARVALHO\r\n\r\n3ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - ADILSE DE OLIVEIRA RAMOS\r\n\r\n4ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - ARILDA SANDRA DA SILVA NUNES\r\n\r\n16ª CÂMARA CÍVEL\r\n\r\n1ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - JULIETA RAILA BERNSTEIN SEIXAS \r\n\r\n2ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - DENISE SOARES LOPES\r\n\r\n3ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - MARIA DIONÍSIA F. G. DE ALMEIDA (PGJ)\r\n\r\nDesig. - THEREZA CRISTINA BASTOS DE MENEZES\r\n\r\n4ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - CARLOS R. DE CASTRO JATAHY (CSMP)\r\n\r\nDesig. - MARCELO DALTRO LEITE\r\n\r\n17ª CÂMARA CÍVEL\r\n\r\n1ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - ADOLFO BORGES FILHO\r\n\r\n2ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - LUIZ ROBERTO SARAIVA SALGADO\r\n\r\n3ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - MARIA ELIZABETH RIENTE LIMA\r\n\r\n4ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - ANA ALICE DE BELLI\r\n\r\n18ª CÂMARA CÍVEL\r\n\r\n1ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - PAOLINA LEONE CANDIA HRYNIEVCZ\r\n\r\n2ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - MARILZA MATOS MENDES DE BORGES\r\n\r\n3ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - CLÁUDIO SOARES LOPES (PGJ)\r\n\r\nDesig. - ILMA DE ARAUJO BARROS\r\n\r\n4ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - GERALDO ANTONIO R. DE A. COUTINHO (Lic. Especial)\r\n\r\nDesig. - CRISTINA M. N. DE VASCONCELLOS COSTA\r\n\r\nSEÇÃO CRIMINAL\r\n\r\n1ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - JOSÉ ROBERTO PAREDES\r\n\r\n2ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - CARLOS ANTONIO DA SILVA NAVEGA\r\n\r\n1ª CÂMARA CRIMINAL\r\n\r\n1ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - MÁRCIA RODRIGUES DE OLIVEIRA\r\n\r\n2ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - CELMA PINTO D. DE CARVALHO ALVES \r\n\r\n3ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - VIRGÍLIO A. DA COSTA VAL (Lic. Especial)\r\n\r\nDesig. - MARCIA RODRIGUES DE OLIVEIRA\r\n\r\n4ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - DALVA PIERI NUNES\r\n\r\n5ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - ANTONIO V. DA COSTA JUNIOR (Lic. Médica)\r\n\r\nDesig. - CLÁUDIA MARIA OLIVEIRA DOS SANTOS\r\n\r\n2ª CÂMARA CRIMINAL\r\n\r\n1ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - JOSÉ AUGUSTO DE ARAÚJO NETO \r\n\r\n2ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - ROBERTO M. COSTA SOARES (CGMP)\r\n\r\nDesig. - ROGÉRIO CARLOS SCANTAMBURLO\r\n\r\n3ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - MARIA CRISTINA P. BACHA DE ALMEIDA \r\n\r\n4ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - LEONARDO C. CERQUEIRA (CGMP)\r\n\r\nDesig. - KÁTIA AGUIAR MARQUES SELLES PORTO\r\n\r\n5ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - PAULA MELLO CHAGAS\r\n\r\n3ª CÂMARA CRIMINAL\r\n\r\n1ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - ELIZABETH CARNEIRO DE LIMA\r\n\r\n2ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - JOÃO BAPTISTA LOPES DE ASSIS FILHO\r\n\r\n3ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - ALEXANDRE ARARIPE MARINHO (PGJ)\r\n\r\nDesig. - SILVANA GONZALEZ DE FABRITIS \r\n\r\n4ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - MARIA APARECIDA MOREIRA DE ARAUJO \r\n\r\n5ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - PEDRO MOREIRA ALVES DE BRITO (PGJ)\r\n\r\nDesig. - ANTONIO JOSÉ MARTINS GABRIEL\r\n\r\n4ª CÂMARA CRIMINAL\r\n\r\n1ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - WILSON PONTES CARDOSO (Lic. Especial)\r\n\r\nDesig. - GUILHERME EUGÊNIO DE VASCONCELLOS\r\n\r\n2ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - ADELÂNGELA CARVALHO SAGGIORO\r\n\r\n3ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - JOSE MUIÑOS PIÑEIRO FILHO\r\n\r\n4ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - MARIA C. MENEZES DE AZEVEDO (CSMP)\r\n\r\nDesig. - JOEL TOVIL\r\n\r\n5ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - VERA DE SOUZA LEITE (PGJ)\r\n\r\nDesig. - MARCOS RAMAYANA BLUM DE MORAES\r\n\r\n5ª CÂMARA CRIMINAL\r\n\r\n1ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - ANA MARIA DA SILVA GONÇALVES\r\n\r\n2ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - LÍGIA PORTES SANTOS (Cons. Superior)\r\n\r\nDesig. - MARIA TERESA DE ANDRADE RAMOS FERRAZ\r\n\r\n3ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - VANDA MENEZES ROCHA\r\n\r\n4ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - MARIA T. DE ANDRADE RAMOS FERRAZ\r\n\r\n5ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - CEZAR ROMERO DE OLIVEIRA SOARES (PGJ)\r\n\r\nDesig. - JULIO CESAR LIMA DOS SANTOS\r\n\r\n6ª CÂMARA CRIMINAL\r\n\r\n1ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - ROSANGELA CARROZINO CANELLAS \r\n\r\n2ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - LUIZA THEREZA BAPTISTA DE MATTOS\r\n\r\n3ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - LÚCIA NEVES DE OLIVEIRA (Lic. Especial)\r\n\r\nDesig. - SORAYA TAVEIRA GAYA\r\n\r\n4ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - ANTONIO CARLOS COELHO DOS SANTOS\r\n\r\n5ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - FREDERICO ALBERTO RIBEIRO CANELLAS\r\n\r\n7ª CÂMARA CRIMINAL\r\n\r\n1ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - MARFAN MARTINS VIEIRA (PGJ)\r\n\r\nDesig. - AFRÂNIO SILVA JARDIM\r\n\r\n2ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - MAURÍCIO ASSAYAG\r\n\r\n3ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - SILVIA LIZ XAVIER DELL´OME\r\n\r\n4ª Procuradoria\r\n\r\nTitular-FRANCISCO EDUARDO MARCONDES NABUCO\r\n\r\n5ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - LEVY DE AZEVEDO QUARESMA\r\n\r\nQuebra 8ª CÂMARA CRIMINAL\r\n\r\n1ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - FERNANDO CHAVES DA COSTA\r\n\r\n2ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - ECKNÉA ANTONIA DE ANDRADE\r\n\r\n3ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - JULIO CESAR DE SOUZA OLIVEIRA\r\n\r\n4ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - FÁTIMA MARIA FERREIRA MELO \r\n\r\n5ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - RENATO PEREIRA FRANÇA (PGJ)\r\n\r\nDesig. - NILO AUGUSTO FRANCISCO SUASSUNA\r\n\r\nREGIÃO ESPECIAL DE PROCURADORES DE JUSTIÇA\r\n\r\n1ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - SILVIA MARIA C. B. DE SIQUEIRA (PGJ)\r\n\r\n2ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - MARIA LÚCIA LIMA E SILVA CEGLIA\r\n\r\n3ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - MARIA IGNEZ CARVALHO PIMENTEL\r\n\r\n4ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - NELCY PEREIRA LESSA (PGJ)\r\n\r\n5ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - MARIA HELENA CORTES PINHEIRO(PGJ) \r\n\r\n6ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - JOÃO MARTINS FREITAS\r\n\r\n7ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - MARCOS RAMAYANA BLUM DE MORAES\r\n\r\n8ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - ARIADNE MITROPOULOS ESTEVES\r\n\r\n9ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - LAISE HELENA SILVA MACEDO\r\n\r\n10ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - CLÁUDIA MARIA OLIVEIRA DOS SANTOS\r\n\r\n11ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - JOSÉ AVELINO ATALLA\r\n\r\n12ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - CLÁUDIA B. CABRAL DOS SANTOS SIQUEIRA\r\n\r\n13ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - JOSÉ ALUIZIO DE ARRUDA\r\n\r\n14ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - MUNIR RAFIDI (Férias)\r\n\r\n15ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - AFRANIO DA SILVA JARDIM\r\n\r\n16ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - JÚLIO CESAR LIMA DOS SANTOS\r\n\r\n17ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - MARIA DA CONCEIÇÃO NOGUEIRA DA SILVA \r\n\r\n18ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - SILVANA GONZALEZ DE FABRITIS\r\n\r\n19ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - GUILHERME EUGÊNIO DE VASCONCELLOS\r\n\r\n20ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - MARIA CELESTE C. DE BRITO PEREIRA\r\n\r\n21ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - VAGO\r\n\r\n22ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - ILMA DE ARAÚJO BARROS\r\n\r\n23ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - ROSA MARIA X. GOMES CARNEIRO (PGJ)\r\n\r\n24ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - ROGÉRIO CARLOS SCANTAMBURLO\r\n\r\n25ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - MARCELLUS POLASTRI LIMA (PGJ)\r\n\r\n26ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - ANTONIO JOSÉ MARTINS GABRIEL\r\n\r\n27ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - VICENTE F. DE ARRUDA COELHO FILHO \r\n\r\n28ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - SORAYA TAVEIRA GAYA\r\n\r\n29ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - ANTONIO JOSÉ CAMPOS MOREIRA (PGJ)\r\n\r\n30ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - SIMONE BENICIO FEROLLA (Cons. Superior)\r\n\r\n31ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - MENDELSSOHN ERWIN K. CADORNA PEREIRA (Lic. Médica)\r\n\r\n32ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - CARLOS CÍCERO DUARTE JUNIOR (PGJ)\r\n\r\n33ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - RICARDO ALCÂNTARA AUGUSTO PEREIRA\r\n\r\n34ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - JOEL TOVIL\r\n\r\n35ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - ELIZABETH GOMES SAMPAIO (Lic. Especial)\r\n\r\n36ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - DENISE FREITAS FABIÃO GUASQUE\r\n\r\n37ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - GLADYS MARY LICINIO HOLANDA\r\n\r\n38ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - MARCELO DALTRO LEITE \r\n\r\n39ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - PATRICIA SILVEIRA DA ROSA (PGJ)\r\n\r\n40ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - IDA MARIA M. ALLEDI (PGJ) (Férias - 15 dias)\r\n\r\n41ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - EDUARDO DA SILVA LIMA NETO (PGJ)\r\n\r\n42ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - LAISE ELLEN SILVA MACEDO (Lic. Médica)\r\n\r\n43ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - CHARLES VAN HOMBEECK JUNIOR (PGJ)\r\n\r\nQuebra 44ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - RITA DE CÁSSIA ARAÚJO DE FARIA\r\n\r\n45ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - THEREZA CHRISTINA BASTOS DE MENEZES\r\n\r\n46ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - MARIA CRISTINA DA SILVA GAERTNER\r\n\r\n47ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - LUIZ FABIÃO GUASQUE\r\n\r\n48ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - SÉRGIO ROBERTO ULHOA PIMENTEL (PGJ)\r\n\r\n49ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - ALDA SANTAROSA FREIRE OLIVEIRA E SILVA\r\n\r\n50ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - WALBERTO FERNANDES DE LIMA (PGJ)\r\n\r\n51ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - MARIA LUIZA DE L. SÃO PAULO (CSMP)\r\n\r\n52ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - NEDIR MACHADO DE BRAGANÇA SOARES\r\n\r\n53ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - TALMA PRADO C. BRANCO JÚNIOR (PGJ)\r\n\r\n54ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - CRISTINA MARIA N. DE V. COSTA\r\n\r\n55ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - ROSA MARIA DOS REIS PARISE \r\n\r\n56ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - SUMAYA THEREZINHA HELAYEL (PGJ) \r\n\r\n57ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - SIMONE DE LIMA E SILVA ROSSI\r\n\r\n58ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - NILO AUGUSTO FRANCISCO SUASSUNA\r\n\r\n59ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - GLÓRIA MÁRCIA PERCINOTO\r\n\r\n60ª Procuradoria\r\n\r\nTitular - KATIA AGUIAR MARQUES SELLES PORTO\r\n\r\nFÉRIAS E/OU LICENÇA DOS PROCURADORES DE JUSTIÇA PARA O MÊS DE NOVEMBRO DE 2005.\r\n\r\n1. CELSO FERNANDO DE BARROS(Férias até 15.11.05) (Lic. Esp. a partir de 15.11)\r\n\r\n2. ELAINE COSTA DA SILVA (Lic. Especial)\r\n\r\n3. ELIZABETH GOMES SAMPAIO (Lic. especial)\r\n\r\n4. FRANCISCO ANTONIO SOUTO E FARIA (FÉRIAS)\r\n\r\n5. GERALDO A. R. DE A. COUTINHO (LIC. ESPECIAL)\r\n\r\n6. HÉLCIO ALVES DE ASSUMPÇÃO (Férias)\r\n\r\n7. IDA MARIA MOULIN ALEDI MONTEIRO (Férias)\r\n\r\n8. JOÃO BATISTA FILGUEIRAS (Férias)\r\n\r\n9. LÚCIA NEVES DE OLIVEIRA (Lic. Especial)\r\n\r\n10. MUNIR RAFIDI (Férias)\r\n\r\n11. REGINA LÚCIA NATAL DE CARVALHO (Lic. Especial)\r\n\r\n12. SÔNIA MARIA DA ROCHA CRUZ (Lic. Especial)\r\n\r\n13. VIRGÍLIO AUGUSTO DA COSTA VAL (Lic. Especial)\r\n\r\n14. WILSON DE PONTES CARDOSO (Lic. Especial)"
                ],
                "1192": [
                    "IB - Acórdão",
                    "Avisos, Editais e \r\n\r\nTermos de Contratos\r\n\r\nFormato Global\r\n\r\nProcuradoria-Geral de Justiça\r\n\r\nEDITAIS\r\n\r\nCONCURSO DE REMOÇÃO PARA\r\n\r\nPROCURADOR DE JUSTIÇA\r\n\r\nO PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, na qualidade de Presidente do Conselho Superior do Ministério Público, FAZ SABER aos Procuradores de Justiça que estará aberto, por 5 (cinco) dias, a contar do primeiro dia útil subseqüente à data de publicação deste edital, o prazo para apresentação de requerimentos de REMOÇÃO ao órgão de execução abaixo identificado, esclarecendo que os pedidos deverão ser formulados com observância do disposto no art. 33 do Regimento Interno do Conselho Superior do Ministério Público e protocolizados, entre 11 e 17 horas, no Departamento de Comunicação e Arquivo da Procuradoria-Geral de Justiça, situado na Avenida Marechal Câmara, nº 370, térreo:\r\n\r\n1) 2ª Procuradoria de Justiça junto à 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça, em vaga decorrente do falecimento do Procurador de Justiça Luiz Otavio de Freitas (critério de merecimento).\r\n\r\nCONCURSO DE PROMOÇÃO PARA \r\n\r\nPROMOTOR DE JUSTIÇA\r\n\r\nO PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, na qualidade de Presidente do Conselho Superior do Ministério Público, FAZ SABER aos Promotores de Justiça Substitutos que estará aberto, por 5 (cinco) dias, a contar do primeiro dia útil subseqüente à data de publicação do presente edital, o prazo para apresentação de requerimentos de PROMOÇÃO ao cargo de Promotor de Justiça abaixo identificado, esclarecendo que os pedidos deverão ser formulados com a observância do disposto no art. 33 do Regimento Interno do Conselho Superior do Ministério Público e protocolizados, entre 11:00 e 17:00 horas, no Departamento de Comunicação e Arquivo da Procuradoria-Geral de Justiça, situado na Avenida Marechal Câmara, n° 370, térreo:\r\n\r\n1) Cargo de Promotor de Justiça criado pela Lei nº 3.805, de 04/04/02, para lotação na 2ª Promotoria de Justiça Criminal junto à 4ª Vara Criminal da Comarca de São Gonçalo, em virtude da remoção da Promotora de Justiça Claudia Cristina Nogueira (critério de antigüidade).\r\n\r\nCONCURSO DE REMOÇÃO PARA\r\n\r\nPROMOTOR DE JUSTIÇA\r\n\r\nO PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, na qualidade de Presidente do Conselho Superior do Ministério Público, FAZ SABER aos Promotores de Justiça que estará aberto, por 5 (cinco) dias, a contar do primeiro dia útil subseqüente à data de publicação deste edital, o prazo para apresentação de requerimentos de REMOÇÃO aos órgãos de execução abaixo identificados, esclarecendo que cada pedido, observado o disposto no art. 33 do Regimento Interno do Conselho Superior do Ministério Público, deverá ser formulado separadamente e protocolizado, entre 11 e 17 horas, no Departamento de Comunicação e Arquivo da Procuradoria-Geral de Justiça, situado na Avenida Marechal Câmara, nº 370, térreo:\r\n\r\n1) 1ª Promotoria de Justiça junto ao IV Tribunal do Júri do Foro Central, Comarca da Capital, em vaga decorrente da promoção do Promotor de Justiça Julio Cesar Lima dos Santos (critério de antigüidade);\r\n\r\n2) Promotoria de Justiça Cível da Comarca de Vassouras, em vaga decorrente da remoção do Promotor de Justiça Robson Renault Godinho (critério de merecimento);\r\n\r\n3) 38ª Promotoria de Justiça de Substituição Regional (Genérica) da Comarca da Capital, em vaga decorrente da remoção da Promotora de Justiça Patricia do Couto Villela (critério de antigüidade);\r\n\r\n4) Promotoria de Justiça da Comarca de Miracema, em vaga decorrente da remoção do Promotor de Justiça Marcelo Fabiano Araujo dos Santos (critério de merecimento);\r\n\r\n5) Promotoria de Justiça Cível da Comarca de Teresópolis, em vaga decorrente da remoção da Promotora de Justiça Ilana Fischberg Spector (critério de antigüidade);\r\n\r\n6) 3ª Promotoria de Justiça de Infância e Juventude da Comarca de Nova Iguaçu, em vaga decorrente da remoção da Promotora de Justiça Patricia Silveira Tavares (critério de merecimento);\r\n\r\n7) 1ª Promotoria de Justiça (Criminal, Júri e Inquéritos) da Comarca de Angra dos Reis, em vaga decorrente da remoção do Promotor de Justiça Renato Monteiro Sardão (critério de antigüidade);\r\n\r\n8) 1ª Promotoria de Justiça Criminal junto à 1ª Vara Criminal da Comarca de Campos dos Goytacazes, em vaga decorrente da remoção do Promotor de Justiça Victor Mauricio Fiorito Pereira (critério de merecimento).\r\n\r\nCONCURSO DE LOTAÇÃO EM \r\n\r\nPROMOTORIAS ELEITORAIS\r\n\r\nO PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO FAZ SABER aos Promotores de Justiça que estará aberto, por 5 (cinco) dias, a contar do primeiro dia útil subseqüente à data de publicação deste edital, o prazo para apresentação de requerimentos para lotação nas Promotorias Eleitorais abaixo relacionadas, esclarecendo que os atos de investidura temporária resultantes deste concurso terão validade a contar de 01 de dezembro de 2005, nos termos da Resolução Conjunta MPRJ/MPE nº 09, de 14/08/03. \r\n\r\nA inscrição deverá ser feita na página da intranet do Ministério Público, através do link Movimentação / Movimentação Eleitoral / Concurso para Titularidade. Não será admitida a inscrição via fax ou protocolo. \r\n\r\nApós o encerramento das inscrições, não será permitida a alteração ou desistência do pedido formulado.\r\n\r\nCAPITAL:\r\n\r\n1) 11ª Promotoria Eleitoral, situada no Bairro Olaria, Comarca da Capital, em virtude do término do prazo de investidura temporária da Promotora de Justiça Fatima Lucia Alves Ferreira Nunes;\r\n\r\n2) 125ª Promotoria Eleitoral, situada no Bairro Santa Cruz, Comarca da Capital, em virtude do término do prazo de investidura temporária do Promotor de Justiça Cláudio Varela;\r\n\r\n3) 178ª Promotoria Eleitoral, situada no Bairro Realengo, Comarca da Capital, em virtude do término do prazo de investidura temporária da Promotora de Justiça Flavia Abido Alves;\r\n\r\n4) 216ª Promotoria Eleitoral, situada no Bairro Méier, Comarca da Capital, em virtude do término do prazo de investidura temporária da Promotora de Justiça Maria Cristina Faria Magalhães;\r\n\r\n5) 231ª Promotoria Eleitoral, situada no Bairro Padre Miguel, Comarca da Capital, em virtude do término do prazo de investidura temporária do Promotor de Justiça Cláudio Calo Sousa;\r\n\r\n6) 242ª Promotoria Eleitoral, situada no Bairro Campo Grande, Comarca da Capital, em virtude do término do prazo de investidura temporária do Promotor de Justiça Marcio Souza Guimarães.\r\n\r\nINTERIOR:\r\n\r\n7) 032ª Promotoria Eleitoral, situada na Comarca de Rio Bonito, em virtude do término do prazo de investidura temporária do Promotor de Justiça Claucio Cardoso da Conceição;\r\n\r\n8) 034ª Promotoria Eleitoral, situada na Comarca de Santo Antônio de Pádua, em virtude do término do prazo de investidura temporária da Promotora de Justiça Luciana Barbosa Delgado;\r\n\r\nQuebra 9) 047ª Promotoria Eleitoral, situada na Comarca de Volta Redonda, em virtude do término do prazo de investidura temporária da Promotora de Justiça Ana Paula Ribeiro Rocha de Oliveira;\r\n\r\n10) 055ª Promotoria Eleitoral, situada na Comarca de Maricá, em virtude do término do prazo de investidura temporária da Promotora de Justiça Flavia Pereira Nunes; \r\n\r\n11) 126ª Promotoria Eleitoral, situada na Comarca de Duque de Caxias, em virtude do término do prazo de investidura temporária da Promotora de Justiça Adriana Lucas Medeiros;\r\n\r\n12) 140ª Promotoria Eleitoral, situada na Comarca de Niterói, em virtude do término do prazo de investidura temporária da Promotora de Justiça Ana Cristina Lesqueves Barra;\r\n\r\n13) 158ª Promotoria Eleitoral, situada na Comarca de Nova Iguaçu, em vaga decorrente da remoção da Promotora de Justiça Patrícia Silveira Tavares;\r\n\r\n14) 159ª Promotoria Eleitoral, situada na Comarca de Nova Iguaçu, em virtude do término do prazo de investidura temporária da Promotora de Justiça Claudia das Graças Matos de Oliveira Barros;\r\n\r\n15) 174ª Promotoria Eleitoral, situada na Comarca de Três Rios, em virtude do término do prazo de investidura temporária do Promotor de Justiça Carlos Eduardo do Amaral Marques;\r\n\r\n16) 194ª Promotoria Eleitoral, situada na Comarca de Duque de Caxias, em virtude do término do prazo de investidura temporária da Promotora de Justiça Jacqueline Esther Abecassis."
                ],
                "1193": [
                    "IB - Acórdão",
                    "Formato Global\r\n\r\nAVISO\r\n\r\nO PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, no uso de suas atribuições legais, CONVOCA os Promotores de Justiça em estágio confirmatório (CECONs XXVI e XXVII) para participarem de Encontro de Trabalho sobre o tema “União Estável: Patrimônio, Alimentos e Sucessão”, com palestra a ser proferida pelo Procurador de Justiça José Maria Leoni Lopes de Oliveira, a realizar-se no dia 4 de novembro de 2005, sexta-feira, às 10 horas, no auditório do 9º andar do edifício sede do Ministério Público, na Av. Marechal Câmara, nº 370, Centro."
                ],
                "1194": [
                    "IB - Acórdão",
                    "Subprocuradoria-Geral de \r\n\r\nJustiça de Planejamento\r\n\r\nFormato Global\r\n\r\nCENTRO DE ESTUDOS JURÍDICOS\r\n\r\nAVISO\r\n\r\nO CENTRO DE ESTUDOS JURÍDICOS CONVIDA os Membros do Ministério Público, Magistrados, Defensores Públicos, Advogados, Assistentes Sociais e Psicólogos para o evento “O Direito à Convivência Familiar e Adoção”, a realizar-se no próximo dia 24 de outubro, das 14:00 às 18:00 horas, no Fórum de Itaperuna, conforme programa abaixo:\r\n\r\n14:00 h. - “O Ministério Público e a Efetivação do Direito à Convivência Familiar”\r\n\r\nElayne Christina da Silva Rodrigues, Promotora de Justiça\r\n\r\n14:20 h. - “O Papel do Poder Judiciário na Garantia do Direito à Convivência Familiar”\r\n\r\nMárcio Olmo Cardoso, Juiz de Direito\r\n\r\n14:40 h. - Painel : “Os Males da Institucionalização”\r\n\r\nSávia Silva de Oliveira, Assistente Social do TJRJ.\r\n\r\nKelly Figueiredo de Souza, Assistente Social, Especialista em Terapia Familiar\r\n\r\n15:20 h. - Debates\r\n\r\n15:40 h. - Intervalo para café\r\n\r\n16:00 h. - “Aspectos Psicológicos da Vida Familiar e Institucionalizada”\r\n\r\nLucy Muniz Figueiredo, Psicóloga do TJRJ.\r\n\r\n16:30 h. - “A Adoção como Forma de Garantir o Direito à Convivência Familiar e Comunitária”\r\n\r\nSávio Renato Bittencourt S. Silva, Promotor de Justiça e Fundador do Grupo de Apoio à Adoção Quintal da Casa de Ana\r\n\r\n17:30 h. - Debates\r\n\r\n18:00 h. - Encerramento"
                ],
                "1195": [
                    "IB - Acórdão",
                    "Corregedoria-Geral do \r\n\r\nMinistério Público\r\n\r\nFormato Global\r\n\r\nAVISO\r\n\r\nO CORREGEDOR-GERAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO avisa aos Promotores de Justiça que encaminhem à Corregedoria-Geral, via on-line, os relatórios estatísticos de janeiro a agosto do ano corrente, até o dia 04 de novembro, impreterivelmente. No caso de exercício cumulativo, deverão ser apresentados relatórios bimestrais separados para as atividades desempenhadas em cada órgão de atuação, tal como dispõe a Resolução GPGJ nº 143, de 07/6/83 e o art. 1.º, § 2.º da Portaria CGMP n.º 68, de 10/8/2004. Avisa ainda que, a partir do dia 07 de novembro de 2005, o sistema será bloqueado para a remessa de dados estatísticos.\r\n\r\n(Aviso Corregedoria-Geral n.º 23 /2005)"
                ]
            }
        },
        "Parte II (Poder Legislativo)": {
            "Atos": {
                "1196": [
                    "IB - Acórdão",
                    "Atos do Poder Legislativo\r\n\r\nFormato Global\r\n\r\nFaço saber que, tendo em vista a aprovação na Sessão de 20 outubro de 2005, do Projeto de Resolução nº 1.099 de 2005, de autoria do Deputado Adroaldo Peixoto Garani, a Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, resolve e eu Presidente promulgo a seguinte:\r\n\r\nRESOLUÇÃO Nº 986\r\n\r\nDE 2005\r\n\r\nCONCEDE A MEDALHA TIRADENTES E RESPECTIVO DIPLOMA AO GRÊMIO RECREATIVO SOCIAL E CULTURAL TORCIDA ORGANIZADA YOUNG FLU DO FLUMINENSE FOOTBALL CLUB, PELOS RELEVANTES SERVIÇOS QUE PRESTA AOS SEUS DILETOS ASSOCIADOS, E EM ESPECIAL, AOS TORCEDORES DO FLUMINENSE FOOTBALL CLUB, NO ASPECTO DE RECREAÇÃO E LAZER, INCENTIVANDO A PRÁTICA SALUTAR DOS ESPORTES, PROMOVENDO A CULTURA, TENDO UMA ATUAÇÃO ESPECIAL NO CAMPO SOCIAL\r\n\r\nArt. 1º - Fica concedida a Medalha Tiradentes e respectivo Diploma ao GRÊMIO RECREATIVO SOCIAL E CULTURAL TORCIDA ORGANIZADA YOUNG FLU DO FLUMINENSE FOOTBALL CLUB, pelos relevantes serviços que presta aos seus diletos associados, e em especial, aos torcedores do Fluminense Football Club, no aspecto de recreação e lazer, incentivando a prática salutar dos esportes, promovendo a cultura, tendo uma atuação especial no campo social.\r\n\r\nArt. 2º - Esta Resolução entrará em vigor na data de sua publicação.\r\n\r\nRio de Janeiro, em 20 de outubro de 2005.\r\n\r\nDEPUTADO JORGE PICCIANI\r\n\r\nPresidente\r\n\r\nFaço saber que, tendo em vista a aprovação na Sessão de 20 outubro de 2005, do Projeto de Resolução nº 1.158 de 2005, de autoria do Deputado Leandro Sampaio, a Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, resolve e eu Presidente promulgo a seguinte:\r\n\r\nRESOLUÇÃO Nº 987\r\n\r\nDE 2005\r\n\r\nCONCEDE A MEDALHA TIRADENTES A OLNEY RIBEIRO BOTELHO\r\n\r\nArt. 1º - Fica concedida a Medalha Tiradentes a OLNEY RIBEIRO BOTELHO.\r\n\r\nArt. 2º - Esta Resolução entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.\r\n\r\nRio de Janeiro, em 20 de outubro de 2005.\r\n\r\nDEPUTADO JORGE PICCIANI\r\n\r\nPresidente\r\n\r\nFaço saber que, tendo em vista a aprovação na Sessão de 20 outubro de 2005, do Projeto de Resolução nº 1.166 de 2005, de autoria do Deputado Paulo Pinheiro, a Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, resolve e eu Presidente promulgo a seguinte:\r\n\r\nRESOLUÇÃO Nº 988\r\n\r\nDE 2005\r\n\r\nCONCEDE O TÍTULO DE BENEMÉRITO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AO JORNALISTA ADOLFO MARTINS DE OLIVEIRA\r\n\r\nArt. 1º - Fica concedido o Título de Benemérito do Estado do Rio de Janeiro ao Jornalista ADOLFO MARTINS DE OLIVEIRA.\r\n\r\nArt. 2º - Esta Resolução entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.\r\n\r\nRio de Janeiro, em 20 de outubro de 2005\r\n\r\nDEPUTADO JORGE PICCIANI\r\n\r\nPresidente\r\n\r\nFaço saber que, tendo em vista a aprovação na Sessão de 20 outubro de 2005, do Projeto de Resolução nº 1.182 de 2005, de autoria do Deputado Paulo Pinheiro, a Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, resolve e eu Presidente promulgo a seguinte:\r\n\r\nRESOLUÇÃO Nº 989\r\n\r\nDE 2005\r\n\r\nCONCEDE O TÍTULO DE CIDADÃO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AO DOUTOR MIGUEL ÁLVARO SANTIAGO NOBRE, PRESIDENTE DO CONSELHO FEDERAL DE ODONTOLOGIA\r\n\r\nArt. 1º - Fica concedido o Título de Cidadão do Estado do Rio de Janeiro ao Doutor MIGUEL ÁLVARO SANTIAGO NOBRE, Presidente do Conselho Federal de Odontologia.\r\n\r\nArt. 2º - Esta Resolução entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.\r\n\r\nRio de Janeiro, em 20 de outubro de 2005.\r\n\r\nDEPUTADO JORGE PICCIANI\r\n\r\nPresidente"
                ],
                "1197": [
                    "IB - Acórdão",
                    "Expediente Despachado \r\n\r\npelo Presidente\r\n\r\nFormato Global\r\n\r\nPROJETO DE LEI Nº 1422-A/2004 \r\n\r\nREDAÇÃO DO VENCIDO PARA 2ª DISCUSSÃO\r\n\r\nTORNA OBRIGATÓRIA A DISPONIBILIZAÇÃO DE CARTILHA INFORMANDO SOBRE OS PROCEDIMENTOS A SEREM ADOTADOS EM CASO DE ÓBITO DE PACIENTE.\r\n\r\nA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO\r\n\r\nR E S O L V E :\r\n\r\nArt. 1º - É obrigatória a disponibilização de cartilha com informações sobre os procedimentos a serem adotados pelo familiar ou responsável em caso de óbito de paciente.\r\n\r\nParágrafo único - A cartilha a que se refere o \"caput\" deste artigo terá que trazer informações detalhadas sobre a liberação e o traslado do corpo, os procedimentos notariais necessários à obtenção da certidão de óbito, bem como os endereços e os horários de funcionamento dos cartórios de registro civil competentes.\r\n\r\nArt. 2º - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.\r\n\r\nSala da Comissão de Redação, 20 de outubro de 2005.\r\n\r\n(a) Deputados LUIZ PAULO, Presidente; DICA e ELY PATRICIO.\r\n\r\nAutor do Projeto de Lei nº 1422/2004 - Deputado FÁBIO SILVA.\r\n\r\nAprovadas as emendas da Comissão de Constituição e Justiça.\r\n\r\nPROJETO DE LEI Nº 2882/2005\r\n\r\nDISPÕE SOBRE REUTILIZAÇÃO, DESCARTE, ARMAZENAGEM, COLETA, TRANSPORTE, TRATAMENTO E DESTINA ÇÃO FINAL DE ÓLEOS COMESTÍVEIS NOS BARES, RESTAURANTES E SIMILARES NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. \r\n\r\nAutor: DEPUTADO JOSE NADER\r\n\r\nDESPACHO:\r\n\r\nA imprimir e à Comissão de Constituição e Justiça; de Defesa do Meio Ambiente; de Segurança Alimentar; de Saúde; de Economia Indústria e Comércio; e de Orçamento Finanças Fiscalização Financeira e Controle\r\n\r\nEm 20.10.2005.\r\n\r\nDEPUTADO JORGE PICCIANI - PRESIDENTE\r\n\r\nA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO RESOLVE:\r\n\r\nArt. 1º - Os bares, restaurantes, e similares não poderão, no Estado do Rio de Janeiro, reutilizar óleos comestíveis usados no preparo de alimentos para a nutrição humana.\r\n\r\nArt. 2º - Para fins desta Lei, consideram-se:\r\n\r\nI - Óleos comestíveis: os óleos de origem vegetal ou animal, extraídos, produzidos ou preparados, embalados e manuseados segundo tecnologia higiênico-sanitária adequada, de conformidade com as normas legais vigentes regulamentadoras da matéria;\r\n\r\nII - Óleos comestíveis alterados ou deteriorados: os óleos que adquiriram características indesejáveis ou danosas à saúde, perdendo suas qualidades alimentícias benéficas, estando em desconformidade com as normas e padrões técnicos fixados na legislação vigente.\r\n\r\nArt. 3º - Ficam proibidas as seguintes formas de disposição de óleos comestíveis ou seus resíduos:\r\n\r\nI - Lançamento “in natura”, alterado ou deteriorado na rede de esgoto;\r\n\r\nII - Lançamento a céu aberto, tanto em áreas urbanas quanto rurais;\r\n\r\nIII - Queima a céu aberto ou em recipientes, instalações ou equipamentos que não atendam aos padrões determinados na legislação vigente;\r\n\r\nIV - em locais para os quais não haja permissão do órgão ambiental competente;\r\n\r\nArt. 4º - Todo óleo comestível alterado ou deteriorado deverá ser armazenado apropriadamente pelos estabelecimentos comerciais, objetivando a sua reciclagem.\r\n\r\nArt. 5º - A coleta, transporte, armazenagem, tratamento e destinação final de óleo comestível alterado ou deteriorado poderão ser efetuados por terceiros, desde que seus procedimentos e instalações estejam devidamente licenciados por órgão ambiental competente, sendo que a fiscalização do disposto nesta Lei caberá à Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente - Feema, isoladamente ou em conjunto com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano - SEMADUR.\r\n\r\nArt. 6º - O controle sanitário de óleos comestíveis utilizados nos bares, restaurantes e similares no Estado do Rio de Janeiro atenderá ao disposto na legislação federal e estadual no que se refere:\r\n\r\nI - A tecnologia higiênico-sanitária dos óleos comestíveis;\r\n\r\nII - As condições higiênico-sanitárias dos alimentos preparados com óleos comestíveis.\r\n\r\nParágrafo único - Se necessário, para fins do controle previsto no \"caput\" deste artigo, a Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente - Feema poderá utilizar, a critério próprio, análises laboratoriais segundo técnicas e padrões exigidos por lei, no Laboratório Central Noel Nutels da Secretaria de Estado de Saúde, ou em outros órgãos credenciados de especial qualificação.\r\n\r\nArt. 7º - O descumprimento ao disposto nesta Lei sujeitará o infrator às sanções da Lei Estadual nº 3467, de 14 de setembro de 2000.\r\n\r\nArt. 8º - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.\r\n\r\nPlenário Barbosa lima sobrinho, 17 de outubro de 2005\r\n\r\nDEPUTADO JOSÉ NADER\r\n\r\nJUSTIFICATIVA\r\n\r\nÉ de conhecimento geral que a reutilização continuada de óleos comestíveis em frituras contribui para a formação de substâncias diversas, algumas tóxicas, quando estes óleos são submetidos a abuso térmico em presença de oxigênio. Evitar a comercialização de alimentos com óleos reutilizados é contribuir para a saúde de nossa população. Não bastando os danos à saúde, temos também os malefícios ao meio ambiente. Dentre os produtos de difícil degradação na natureza estão os óleos comestíveis, os quais não se dissolvem e nem se misturam à água, formando uma camada densa na superfície que impede as trocas gasosas e a oxigenação, tornando-se, assim, um problema para rios, lagos e aqüíferos. \r\n\r\nOs óleos jogados diretamente na pia também interferem de maneira negativa no tratamento de esgotos, sendo comum a obstrução de tubulações. O entupimento desta rede força os esgotos a infiltrarem no solo, contaminando o lençol freático, ou atingindo a superfície por provocar a impermeabilização de leitos e terrenos adjacentes que contribuem para enchentes, e encarecerem, sobremaneira, o tratamento da água que nos serve.\r\n\r\nA presente proposição tem como objetivo além de resguardar nossa população contra doenças por ingestão de alimentos impróprios ao consumo, visa também minimizar o despejo de substâncias nocivas ao meio ambiente, forçando, de certa maneira, a busca por alternativas à reciclagem das substâncias mencionadas neste Projeto de Lei, para o qual peço aprovação de meus pares.\r\n\r\nPROJETO DE LEI Nº 2883/2005\r\n\r\nINSTITUI A SEMANA DE ESCLARECIMENTO E INCENTIVO AO EXAME DE PRÓSTATA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO.\r\n\r\nAutor: DEPUTADA JUREMA BATISTA\r\n\r\nDESPACHO:\r\n\r\nA imprimir e à Comissão de Constituição e Justiça; de Saúde; e de Orçamento Finanças Fiscalização Financeira e Controle.\r\n\r\nEm 20.10.2005.\r\n\r\nDEPUTADO JORGE PICCIANI - PRESIDENTE\r\n\r\nA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO RESOLVE:\r\n\r\nArt. 1º - Fica instituído no Estado do Rio de Janeiro a “Semana de Esclarecimento e Incentivo ao Exame de Próstata no Estado do Rio de Janeiro.”\r\n\r\nParágrafo único - “Semana de Esclarecimento e Incentivo ao Exame de Próstata no Estado do Rio de Janeiro” ocorrera na primeira semana de agosto.\r\n\r\nArt. 2º - A Semana de Esclarecimento e Incentivo ao Exame de Próstata, terá a realização de debate, palestra e esclarecimento da importância do exame preventivo e os benefícios do diagnóstico precoce da doença.\r\n\r\n§ 1º - Os debates de que trata o caput deste artigo deverão contar com a participação de instituições públicas, ONGs, entidades da sociedade civil, e associações e entidades da terceira idade, entre outras.\r\n\r\n§ 2º - A Secretaria de Estado de Saúde fica encarregada da programação dos debates sobre o tema, bem como desenvolver ações específicas voltadas para o enfrentamento da questão apontada.\r\n\r\n§ 3º - Para o cumprimento deste artigo, poderá a Secretaria de Saúde do Estado do Rio de Janeiro, celebrar convênios com órgãos, associações e entidades cujo objetivo esteja vinculado com a divulgação, esclarecimento e incentivo à realização do Exame Preventivo da Próstata.\r\n\r\nArt. 3º - Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação revogadas as disposições em contrário.\r\n\r\nPlenário Barbosa Lima Sobrinho, 04 de outubro de 2005\r\n\r\nDEPUTADA JUREMA BATISTA\r\n\r\nJUSTIFICATIVA\r\n\r\nA grande maioria das pessoas ainda não têm as informações necessárias e adequadas sobre a realização e os procedimentos do referido Exame da Próstata.\r\n\r\nDestaca-se que grande parte das pessoas que chegam a óbito acometidas por câncer de próstata, jamais que submeteram a tal exame, sendo certo que o exame preventivo tivesse detectado a doença em sua fase inicial, o sucesso do tratamento certamente traria melhores resultados.\r\n\r\nO exame preventivo, apesar de ser conhecido por muitos, ainda não tomou o caráter popular de forma a conscientizar as pessoas da sua importância na preservação e salvação de vidas, haja vista que as vítimas estão em todas as classes sociais.\r\n\r\nQuebra A divulgação e o esclarecimentos dos riscos e os perigos da doença são fundamentais para que se controle a quantidade de vítimas existentes em nosso país, pois somente com a divulgação e a conscientização da população é que poderemos conseguir vencer mais esta batalha.\r\n\r\nAssegurando que os esclarecimentos atinjam de forma direta a população, com certeza, estaremos mais uma vez, ajudando e tentando resgatar a consciência das pessoas, no sentido de detectar a doença em sua fase inicial, bem como tentando evitar a morte precoce das pessoas portadoras da doença no Estado do Rio de Janeiro.\r\n\r\nPROJETO DE LEI Nº 2884/2005\r\n\r\nDETERMINA O TOMBAMENTO, POR INTERESSE HISTÓRICO, ARTÍSTICO E CULTURAL DO ASPECTO CONJUNTURAL ARQUITETÔNICO E DE PROXIMIDADES RIBEIRINHA DA VILA DE SÃO SEBASTIÃO DO PARAÍBA, DISTRITO DO MUNICÍPIO DE CANTAGALO, NESTE ESTADO E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.\r\n\r\nAutor: DEPUTADA APARECIDA GAMA\r\n\r\nDESPACHO:\r\n\r\nA imprimir e à Comissão de Constituição e Justiça; de Cultura; de Assuntos Municipais e de Desenvolvimento Regional; e de Orçamento Finanças Fiscalização Financeira e Controle.\r\n\r\nEm 20.10.2005.\r\n\r\nDEPUTADO JORGE PICCIANI - PRESIDENTE\r\n\r\nA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO RESOLVE:\r\n\r\nArt.1º - Fica tombado por interesse histórico, artístico e cultural e sentimental o aspecto conjuntural arquitetônico e de proximidades ribeirinha da Vila de São Sebastião do Paraíba, distrito do Município de Cantagalo, neste Estado.\r\n\r\n§ 1º - A Vila de São Sebastião do Paraíba poderá ser transferida para outro local por interesse econômico e da população local;\r\n\r\n§ 2º - Na transferência de que trata o parágrafo anterior, deverão ser observados, por ocasião de sua reconstrução, o aspecto de todo o conjunto arquitetônico de obras públicas, comunitárias, de infra-estrutura e a proximidade ribeirinha com o Rio Paraíba do Sul.\r\n\r\n§ 3º - Os custos para aquisição da nova área de terras que abrigará a Vila de São Sebastião do Paraíba, das legalizações, das reconstruções e a responsabilidade de execução das obras desde o começo até o seu término, no tocante as áreas públicas, comunitárias, lazer, infra-estrutura urbana (água, luz, esgoto e pavimentação), cemitério e vias de acesso, correrão única e totalmente por conta do agente interessado na transferência.\r\n\r\nArt. 2º - O agente interessado e executor das obras de reconstrução da Vila, obrigatoriamente será o proprietário e possuidor das áreas particulares, que deverão corresponder em localização, aos imóveis urbanos (áreas de terras sem benfeitorias) desapropriados e indenizados na Vila originária.\r\n\r\nArt. 3º - As novas áreas de terras sem benfeitorias de que trata o artigo anterior, deverão ser oferecidas preferencialmente àqueles proprietários ou seus descendentes e ou sucessores, que residiam em localizações correspondentes na Vila originária, obedecidos os valores de desapropriação ou de indenização correspondente, corrigidos pelos juros da poupança oficial ou ainda obtidos por avaliação.\r\n\r\nArt. 4º - O tombamento de que trata esta Lei observará, no que couber a Lei Nº 509, de 03/12/1981, em especial a apreciação e parecer do Conselho Estadual de Tombamento e demais normas correlatas.\r\n\r\nArt. 5º - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário. \r\n\r\nPlenário Barbosa Lima Sobrinho, 11 de Outubro de 2005.\r\n\r\nDEPUTADA APARECIDA GAMA\r\n\r\nJUSTIFICATIVA\r\n\r\nTrata-se de uma localidade histórica e tradicional, terra de grandes vultos e personalidades Cantagalenses.\r\n\r\nTrata-se de uma reparação moral, sentimental e a reconstrução também da última morada, onde já encontram-se depositados em jazigos perpétuos os restos mortais dos ancestrais comuns.\r\n\r\nA história não pode ser apagada pelo progresso.\r\n\r\nA terra natal da gente, é como diz o hino nacional brasileiro:\r\n\r\n“...Mas, se ergues da justiça a clava forte,\r\n\r\nVerás que um filho teu não foge à luta,\r\n\r\nNem teme, quem te adora, a própria morte.\r\n\r\nÓ pátria amada,\r\n\r\nIdolatrada,\r\n\r\nSalve! Salve!”\r\n\r\nPROJETO DE LEI Nº 2885/2005\r\n\r\nINSTITUI NO CALENDÁRIO OFICIAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO O DIA DOS CATADORES DO LIXO, COMO DATA PARA REVERENCIAR TAIS ATORES INFORMAIS E INDISPENSÁVEIS À PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE.\r\n\r\nAutor: DEPUTADO ADROALDO P GARANI\r\n\r\nDESPACHO:\r\n\r\nA imprimir e à Comissão de Constituição e Justiça.\r\n\r\nEm 20.10.2005.\r\n\r\nDEPUTADO JORGE PICCIANI - PRESIDENTE\r\n\r\nA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO RESOLVE:\r\n\r\nArt. 1.º - Fica criado no calendário oficial do ESTADO DO RIO DE JANEIRO, “O DIA DOS CATADORES DO LIXO”, data especial que poderão ser reverenciados pelos Poderes do Estado e dos Municípios e, pela Sociedade em geral, no dia 06 de fevereiro de cada ano, sem prejuízo das ações permanentes em favor dos mesmos.\r\n\r\nArt. 2.º - Na condição de importantes Agentes, Defensores do Meio Ambiente, “OS CATADORES DO LIXO”, merecem o respeito, a atenção e o apoiamento necessário ao melhor desempenho da importante atividade que desempenham.\r\n\r\nArt. 3.º - Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação.\r\n\r\nPlenário Barbosa Lima Sobrinho, 20 de outubro de 2005.\r\n\r\nDEPUTADO ADROALDO PEIXOTO GARANI\r\n\r\nJUSTIFICATIVA\r\n\r\nOs “CATADORES DO LIXO”, em sua grande maioria passaram à exercer tal atividade em razão do desemprego, constituindo assim uma alternativa de sobrevivência, sendo que muitos dela também necessitam como forma de complementar a sua renda precaríssima.\r\n\r\nA introdução de novas tecnologias e as exigências cada vez maiores do mercado de trabalho, exigem escolaridade e grande competitividade na disputa de vagas. Os que têm baixa escolaridade, idade mais avançada, inexperiência profissional e que estão desempregados sobretudo porque migraram de outras regiões em busca de trabalho e não o encontraram, são alguns exemplos que conduzem à tal atividade para sobreviverem honestamente, apesar do grande sacrifício e riscos.\r\n\r\nGrande parte da sociedade ainda não fez uma reflexão da importância dos “CATADORES DO LIXO”, não observou o sentido ecológico de tal atividade, que procura selecionar, readequar e direcionar de forma conveniente os materiais encontrados nas lixeiras e nos lixões devido a sua natureza diversa e, que se a coleta for efetuada com organização e eficiência virá impedir a contaminação do solo, dos lençóis freáticos e nascentes dos rios, que causam poluição, trazem as doenças e muitos outros inconvenientes graves, ressaltando-se a existência de materiais que levariam anos ou mesmo décadas para serem consumidos pela natureza e se não reciclados ofereceriam ainda uma maior degradação do meio ambiente, que precisa ser contida da melhor forma possível e com urgência, mantendo-se uma permanente e eficaz atuação.\r\n\r\nAssim, os “CATADORES DO LIXO” despontam como atores indispensáveis, uma vez que eles são os responsáveis pela separação e pela triagem do material que sai do lixo e que é vendido às indústrias de reciclagem.\r\n\r\nEm razão da importante atividade que executam, necessitam de mais proteção para o desempenho de suas tarefas, com orientação de prevenção de acidentes e de doenças, oferta de oportunidades de atenção médica, de orientação ambiental, de auxílios para constituição de Cooperativas e melhoria na atuação, apoio escolar para a educação e amparo de seus filhos, mais segurança e todos os demais auxílios possíveis uma vez que a grande maioria é obrigada a atuar na coleta seletiva do lixo como forma de sobrevivência e com muitas dificuldades, uma vez que não contam com qualquer outra fonte de renda.\r\n\r\nPor ser uma atividade honesta e que traz importantíssimo benefício para a natureza e para a melhoria da qualidade de vida de toda a sociedade, precisa ser olhada com o maior respeito e com uma atenção especial, recebendo os auxílios e a proteção cabível para que possam melhor desempenhar as suas tarefas tão difíceis e sobreviverem de forma mais digna como merece o ser humano.\r\n\r\nPROJETO DE RESOLUÇÃO Nº 1209/2005\r\n\r\nDISPÕE SOBRE A CRIAÇÃO DO SERVIÇO TELEFÔNICO DISQUE-TURISMO NO ÂMBITO DO PODER LEGISLATIVO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. \r\n\r\nAutor: DEPUTADO GLAUCO LOPES\r\n\r\nDESPACHO: \r\n\r\nA imprimir e à Comissão de Constituição e Justiça; de Turismo; e à Mesa Diretora.\r\n\r\nEm 20.10.2005.\r\n\r\nDEPUTADO JORGE PICCIANI, PRESIDENTE \r\n\r\nA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO RESOLVE:\r\n\r\nArt. 1º - Fica criado, no âmbito da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, o Serviço Telefônico “Disque-Turismo”, com a finalidade de receber denúncias e sugestões relativas ao setor. \r\n\r\nParágrafo Único - O Serviço Telefônico de que trata o caput deste artigo, ficará vinculado à Comissão de Turismo, a quem caberá a adoção das providências cabíveis.\r\n\r\nArt. 2º - A Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro disponibilizará uma linha telefônica 0800 exclusivamente destinada para o “Disque-Turismo”, no prazo máximo de 30 (trinta) dias após a aprovação desta Resolução.\r\n\r\nArt. 3º - O Serviço Telefônico de que trata a presente Resolução destina-se ao atendimento dos cidadãos, para o recebimento de queixas, reclamações, denúncias e sugestões sobre assuntos da competência da Comissão de Turismo.\r\n\r\nParágrafo Único - O atendimento a que se refere o caput deste artigo poderá ser efetuado por Estagiários contratados especificamente para este fim, sob a supervisão e coordenação da Comissão de Turismo.\r\n\r\nArt. 4º - As ligações recebidas pelo Serviço Telefônico “Disque-Turismo” serão registradas em formulários próprios, onde deverão constar os dados do turista, sua sugestão ou reclamação; sendo que para o caso do encaminhamento de denúncias respeitar-se-á a prerrogativa do anonimato.\r\n\r\nParágrafo Único - Todos os registros das ligações recebidas pelo Serviço “Disque-Turismo” a que se refere o caput deste artigo serão encaminhados a consideração da Comissão de Turismo.\r\n\r\nArt. 5º - O “Disque-Turismo” funcionará de segunda à sexta, das 10h às 18h, em sala especialmente destinada a este fim.\r\n\r\nArt. 6º - Esta Resolução entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.\r\n\r\nPlenário Barbosa Lima Sobrinho, 19 de outubro de 2005.\r\n\r\nDeputados: GLAUCO LOPES\r\n\r\nJUSTIFICATIVA\r\n\r\nO presente projeto de Resolução tem por objetivo a criação de um serviço que possibilite ao cidadão brasileiro e estrangeiro manifestar-se com criticas ou sugestões sobre condições, e qualidades dos serviços turísticos em nosso Estado.\r\n\r\nÉ preciso que eles sejam estimulados a agir cada vez mais desta forma abrindo-lhes mais canais de comunicação com as autoridades.\r\n\r\nO Poder Legislativo com certeza poderá facilitar esse diálogo entre autoridades, cidadãos e Profissionais do Setor de Turismo. \r\n\r\nA Indústria do Turismo tem um papel importante no desenvolvimento de nosso Estado, e pelos motivos expostos conto com o apoio dos nobres colegas para que o presente Projeto de Resolução seja aprovado.\r\n\r\nPROJETO DE RESOLUÇÃO Nº 1210/2005\r\n\r\nCRIA A COMISSÃO PARLAMENTAR DE INQUÉRITO - CPI PARA INVESTIGAR O USO DE RECURSOS PROVENIENTES DO ESCÂNDALO DENOMINADO VALERIODUTO NA CAMPANHA ELEITORAL DE 2002 E 2004 NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. \r\n\r\nAutor: DEPUTADO PAULO RAMOS\r\n\r\nDESPACHO:\r\n\r\nA imprimir.\r\n\r\nEm 20.10.2005.\r\n\r\nDEPUTADO JORGE PICCIANI, PRESIDENTE \r\n\r\nA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO RESOLVE:\r\n\r\nArt. 1º. - Fica criada a Comissão Parlamentar de Inquérito - CPI para investigar o uso de recursos provenientes do escândalo denominado valerioduto na campanha eleitoral de 2002 e 2004 no Estado do Rio de Janeiro.\r\n\r\nArt.2º. - A Comissão Parlamentar de Inquérito - CPI instituída pela presente Resolução será composta de 05 (cinco) membros, e terá o prazo de 90 (noventa) dias para conclusão de seus trabalhos, renováveis por mais 60 (sessenta) dias, na forma do que determina o § 6º., do art. 30, da Resolução nº. 810/97 do Regimento Interno da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro.\r\n\r\nArt. 3º. - Esta Resolução entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.\r\n\r\nPlenário Barbosa Lima Sobrinho, 18 de outubro de 2005\r\n\r\nDeputados: PAULO RAMOS\r\n\r\nPROJETO DE RESOLUÇÃO Nº 1211/2005\r\n\r\nCRIA A COMISSÃO PARLAMENTAR DE INQUÉRITO - CPI, PARA APURAR AS DIVERSAS DENÚNCIAS DE IRREGULARIDADES NA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DA CONCESSIONÁRIA DE DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA AMPLA NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. \r\n\r\nAutor: EPUTADOS ALTINEU CÔRTES, ADROALDO PEIXOTO GARANI\r\n\r\nDESPACHO:\r\n\r\nA imprimir.\r\n\r\nEm 20.10.2005.\r\n\r\nDEPUTADO JORGE PICCIANI, PRESIDENTE \r\n\r\nQuebra A ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO RESOLVE:\r\n\r\nArt. 1º - Fica criada a Comissão Parlamentar de Inquérito - CPI, com a finalidade específica de apurar as denúncias veiculadas pela imprensa, de indícios de irregularidades na prestação de serviços da concessionária de distribuição de energia elétrica AMPLA.\r\n\r\nArt. 2º - A Comissão Parlamentar de Inquérito - CPI instituída pela presente Resolução será composta de 05 (cinco) membros, e terá o prazo de 90 (noventa) dias para conclusão de seus trabalhos, renováveis por mais 60 (sessenta) dias, na forma do que determina o § 6º, do art. 30, do Regimento Interno da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro.\r\n\r\nArt. 3º - Esta Resolução entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.\r\n\r\nPlenário Barbosa Lima Sobrinho, em 17 de outubro de 2005.\r\n\r\nDeputados: ALTINEU CÔRTES; ADROALDO PEIXOTO, Inês Pandeló, André Correa, Paulo Ramos, André do PV, Edino Fonseca, Acárisi Ribeiro, Alice Tamborindeguy, Andreia Zito, Carlos Minc, Cidinha Campos, Edson Albertassi, Eliana Ribeiro, Gilberto Palmares, José Távora, Waldeth Brasiel, Walney Rocha.\r\n\r\nJUSTIFICATIVA\r\n\r\nTal Projeto de Resolução se baseia no fato das diversas denúncias veiculadas nos jornais, relativas a má prestação de serviços e cobranças abusivas pela concessionária AMPLA, em especial no município de São Gonçalo, onde há Comissão Parlamentar de Inquérito em curso na Câmara de vereadores daquele município para apuração de tais alegações.\r\n\r\nDesta forma, impõe-se ao legislador estadual a defesa da sociedade e do consumidor, uma vez que tais “denúncias” vão de encontro à legislação consumerista pátria.\r\n\r\nPROJETO DE RESOLUÇÃO Nº 1212/2005\r\n\r\nCONCEDE A MEDALHA TIRADENTES DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AO MINISTÉRIO DE LOUVOR DIANTE DO TRONO.\r\n\r\nAutor: DEPUTADO EDSON ALBERTASSI\r\n\r\nDESPACHO:\r\n\r\nA imprimir e à Comissão de Normas Internas e Proposições Internas.\r\n\r\nEm 20.10.2005.\r\n\r\nDEPUTADO JORGE PICCIANI - PRESIDENTE\r\n\r\nA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO\r\n\r\nRESOLVE:\r\n\r\nArt. 1º - Fica concedida a Medalha Tiradentes do Estado do Rio de Janeiro ao Ministério de Louvor Diante do Trono.\r\n\r\nArt. 2º - Esta resolução entrará em vigor na data de sua publicação.\r\n\r\nArt. 3º - Revogam-se as disposições em contrário.\r\n\r\nPlenário Barbosa Lima Sobrinho, 20 de outubro de 2005.\r\n\r\nDeputados: EDSON ALBERTASSI, Paulo Melo, Coronel Jairo, Edino Fonseca, Sérgio Soares, Alessandro Calazans, Alice Tamborindeguy, Antônio Pedregal, Roberto Dinamite, Waldeth Brasiel.\r\n\r\nJUSTIFICATIVA\r\n\r\nO Ministério de Louvor Diante do Trono conta hoje com mais de cinqüenta integrantes. Entre eles, músicos profissionais e leigos que, juntos, entregam seu talento e sua vida e se colocam a serviço da fé. Músicos de base, tocando os teclados, contrabaixo, guitarra, violões e bateria; uma orquestra de sopro, com trompetes, trombones, trompas, e saxofones; dançarinos e cantores: todos fazem parte da grande festa que é realizada todas as vezes que o grupo se apresenta.\r\n\r\nO Ministério Diante do Trono tem uma história diferente e muito particular. Ao contrário de muitos grupos de louvor, ele não nasceu de uma escolha dos seus integrantes, mas de um ideal de Deus plantado no coração de pessoas estratégicas. Passo a passo, cada detalhe foi cuidadosamente trabalhado por Deus, que no tempo certo fazia as coisas acontecerem.\r\n\r\nAtravés de suas canções é possível perceber a mensagem de uma nova vida para aquele que a ouve e a recebe em seu coração, que fica totalmente cheio com a esperança de Deus e experimenta a verdadeira transformação que só Jesus pode dar. São incontáveis os testemunhos relatados por pessoas que experimentaram um novo começo em suas famílias e em seus próprios corações. E-mails e cartas chegam de todas as partes do Brasil e do mundo, e hoje esse grupo conta com uma equipe de pessoas dedicadas trabalhando em tempo integral para responder aos que lhe escrevem.\r\n\r\nPelos relevantes serviços prestados não só ao nosso estado, mais a toda nação, prestamos a nossa homenagem e reconhecimento ao Ministério de Louvor Diante do Trono.\r\n\r\nREQUERIMENTO DE INFORMAÇÕES Nº 381/2005\r\n\r\n“SOLICITA INFORMAÇÕES A EXCELENTÍSSIMA GOVERNADORA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO A SRA. ROSINHA GAROTINHO”. \r\n\r\nAutor: DEPUTADA JUREMA BATISTA\r\n\r\nDESPACHO:\r\n\r\nA imprimir e à Mesa Diretora.\r\n\r\nEm 20.10.2005.\r\n\r\nDEPUTADO JORGE PICCIANI, PRESIDENTE \r\n\r\nRequeiro à Mesa Diretora, com base no art. 107 do Regimento Interno da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro e no art. 101 da Constituição do Estado do Rio de Janeiro, que a Excelentíssima Governadora do Estado do Rio de Janeiro, nos responda as informações abaixo, acerca dos professores que fizeram RET e que já se encontram aposentados.\r\n\r\n1) Por que o RET ( Lei em vigor 1614 de 24/01/90 ), a qual concede ao professor aposentado que trabalhou nesse regime receber no ato da aposentadoria 20% dos vencimentos, ainda não está sendo pago?\r\n\r\n2) Alguns professores já estão recebendo essa gratificação em suas aposentadorias?\r\n\r\n3) Estes pagamento será feito com retroatividade?\r\n\r\n4) A lei (1614) cita que a gratificação do RET deverá ser paga na aposentadoria do professor, estando inclusive, o Poder executivo a criar créditos suplementares que se façam necessários para o pagamento da mesma. Por que a lei ainda não está sendo cumprida?\r\n\r\nPlenário Barbosa Lima Sobrinho, 19 de outubro de 2005.\r\n\r\nDEPUTADA JUREMA BATISTA\r\n\r\nREQUERIMENTO DE INFORMAÇÕES Nº 382/05\r\n\r\nREQUER INFORMAÇÕES AO MINISTÉRIO DA SAÚDE SOBRE MEDIDAS TOMADAS EM RELAÇÃO À GRIPE AVIÁRIA ORIUNDA DE OUTROS PAÍSES.\r\n\r\nAutor: DEPUTADO PAULO PINHEIRO\r\n\r\nDESPACHO:\r\n\r\nA imprimir e à Mesa Diretora.\r\n\r\nEm 20.10.2005.\r\n\r\nDEPUTADO JORGE PICCIANI - PRESIDENTE\r\n\r\nVenho requerer à Mesa Diretora, nos termos do Art. 107 do Regimento Interno desta Casa Legislativa e do Art. 101 da Constituição do Estado do Rio de Janeiro, que seja oficiado ao Ministério da Saúde, para que informe a esta Comissão o seguinte:\r\n\r\n- Dada a gravidade da situação, quais medidas estão sendo tomadas pelo Ministério da Saúde para que a gripe aviária oriunda de outros países não cruze nossas fronteiras e contamine o povo brasileiro?\r\n\r\nPlenário Barbosa Lima Sobrinho, em 19 de outubro de 2005.\r\n\r\nDeputados: PAULO PINHEIRO, Presidente da Comissão de Saúde; LUIZ PAULO; CIDA DIOGO; GEORGETTE VIDOR.\r\n\r\nREQUERIMENTO DE INFORMAÇÕES Nº 383/2005\r\n\r\nSOLICITA INFORMAÇÕES A SECRETARIA DE ESTADO DA DEFESA CIVIL E COMANDANTE GERAL DO CBMERJ DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, NA FORMA QUE MENCIONA. \r\n\r\nAutor: DEPUTADO PAULO RAMOS\r\n\r\nDESPACHO:\r\n\r\nA imprimir e à Mesa Diretora.\r\n\r\nEm 20.10.2005.\r\n\r\nDEPUTADO JORGE PICCIANI, PRESIDENTE \r\n\r\nRequeiro à Mesa Diretora, nos termos do Art. 107 o Regimento Interno deste Poder Legislativo e c.c. o Art. 101 da Constituição do Estado do Rio de Janeiro; seja encaminhado ofício ao Exmº Sr. Secretário de Estado da Defesa Civil e Comandante Geral do CBMERJ, Cel. BM Carlos Alberto de Carvalho, para que o mesmo forneça as seguintes informações:\r\n\r\n1. Quais os custos médico-dentários cobrados aos bombeiros militares e seus dependentes em caso de atendimento na rede da instituição, inclusive cirurgia?\r\n\r\n2. Em caso de cobrança, como é feito o pagamento, se em espécie, através da rede bancária ou desconto em contra-cheque?\r\n\r\n3. Se o atendimento supra-citado é prestado à pacientes do Sistema Único de Saúde - SUS?\r\n\r\nRequeiro, ainda, que sejam enviados os seguintes dados:\r\n\r\n1. Relação nominal dos pacientes do SUS atendidos nos 2 (dois) últimos anos.\r\n\r\n2. Relação dos repasses financeiros feitos pelo SUS nos 2 (últimos) anos.\r\n\r\n3. Relação nominal dos bombeiros militares e familiares que efetuaram pagamento adicional por tratamento recebido, especificando a natureza do atendimento e os valores cobrados nos últimos 2 (dois) anos.\r\n\r\nSolicito a Vossa Excelência, que seja dado e solicitado ao requerimento, ora formulado, tramitação de urgência\r\n\r\nPlenário Barbosa Lima Sobrinho, 20 de outubro de 2004.\r\n\r\nDEPUTADO PAULO RAMOS\r\n\r\nOFÍCIO GPGJ Nº 1.573/2005 \r\n\r\nRio de Janeiro, 28 de setembro de 2005.\r\n\r\nDESPACHO:\r\n\r\nA imprimir e à Comissão de Orçamento, Finanças, Fiscalização Financeira e Controle.\r\n\r\nEm 20.10.2005.\r\n\r\nDEPUTADO JORGE PICCIANI - PRESIDENTE\r\n\r\nQuebra Senhor Presidente,\r\n\r\nEncaminho a Vossa Excelência a Proposta Orçamentária do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, para o exercício financeiro de 2006, em observância ao disposto no artigo 127, §3º, da Constituição Federal, artigo 167, §3º da Constituição Estadual, artigo 4º da Lei Federal nº 8.625, de 12 de fevereiro de 1993 e preceitos da Lei Estadual nº 4.577 de 12 de julho de 2005, que dispõe sobre as diretrizes orçamentárias para o próximo exercício financeiro.\r\n\r\nValho-me do ensejo para renovar a Vossa Excelência minhas expressões de elevada estima e distinta consideração. \r\n\r\nMARFAN MARTINS VIEIRA, Procurador-Geral de Justiça\r\n\r\nExcelentíssimo Senhor \r\n\r\nDEPUTADO JORGE PICCIANI\r\n\r\nDigníssimo Presidente da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro\r\n\r\nMISSÃO INSTITUCIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO\r\n\r\nAo Ministério Público, como instituição permanente e essencial à função jurisdicional do Estado, incumbe a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis. No exercício de sua missão constitucional, o Ministério Público atua, judicial e extrajudicialmente, por meio dos seus Órgãos de Execução e com o apoio operacional das unidades administrativas (Constituição Federal, artigos 127 a 130; Constituição Estadual, artigos 167 a 172; Lei Federal n° 8.625, de 12.02.93; Lei Complementar Estadual n° 28, de 21.05.82; Lei Complementar nº 106, de 06.01.2003).\r\n\r\nJudicialmente, são múltiplas as funções institucionais do Ministério Público, podendo ser mencionadas: promover ações penais e ações civis públicas; intervir, em processos judiciais, em razão da qualidade da parte ou da natureza da lide; e tutelar toda sorte de interesses indisponíveis.\r\n\r\nExtrajudicialmente, o Ministério Público detém função relevantíssima, inerente à prevenção e ao controle da criminalidade, exercida mediante requisição de diligências investigatórias nos inquéritos policiais, sem prejuízo de prover as medidas necessárias, conforme o caso, para fundamentar as ações penais públicas que, em caráter de exclusividade, lhe cabe propor junto ao Poder Judiciário.\r\n\r\nAinda no plano extrajudicial, o Ministério Público exerce outras funções constitucionais, pertinentes à tutela de interesses sociais e individuais indisponíveis, tais como: instaurar inquéritos civis, inerentes à proteção do patrimônio público e social, do meio ambiente, do consumidor, dos grupos socialmente discriminados, dos direitos humanos, do idoso e da criança e do adolescente; fiscalizar as entidades filantrópicas com vista à real efetivação da ordem social; e fiscalizar os estabelecimentos penais, que abriguem crianças e adolescentes, e de acolhimento de psicopatas.\r\n\r\nPara exercer a imensa gama de funções constitucionais, ao Ministério Público é assegurada autonomia funcional, administrativa e financeira. Sem prejuízo da referida autonomia, ao Ministério Público é vital articular-se com o Poder Judiciário e Poder Executivo, visando à eficácia e maior eficiência das ações institucionais. Sob esse prisma, independentemente da implantação dos meios e instrumentos próprios, necessários ao pleno desempenho de suas atribuições, o Ministério Público reputa necessária e oportuna a compatibilização da sua infra-estrutura operacional com as do Poder Judiciário e Poder Executivo. \r\n\r\nAÇÕES BÁSICAS\r\n\r\nEm consonância com as normas constitucionais e legais, as funções institucionais do Ministério Público são exercidas em caráter permanente, podendo ser apontadas as seguintes ações básicas:\r\n\r\n1. - Garantir a plena realização das funções constitucionais do Ministério Público, inerentes à defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis, envolvendo: prevenção e controle da criminalidade; proteção do patrimônio público e social, do meio ambiente, do consumidor, do contribuinte, dos grupos socialmente discriminados; tutela dos direitos humanos e da criança e do adolescente; fiscalização das fundações e das entidades filantrópicas; \r\n\r\n2. - Garantir o funcionamento adequado do Ministério Público, provendo os órgãos de execução e a Procuradoria-Geral de Justiça, em consonância com as funções institucionais, de recursos humanos, infra-estrutura, recursos materiais, recursos de informática e telecomunicação, mediante:\r\n\r\na) Criação de órgãos de execução necessários ao atendimento da presente demanda, ante a insuficiência dos meios existentes;\r\n\r\nb) Expansão dos recursos humanos, a nível administrativo e institucional, necessários à atuação dos órgãos de execução, dos Centros Regionais de Apoio Administrativo-Institucional, dos Centros de Apoio Operacional e demais unidades administrativas provendo as vagas no quadro de apoio como previsto em Lei; \r\n\r\nc) Ampliação de apoio técnico-profissional especializado, necessário às funções institucionais e administrativas;\r\n\r\nd) Consolidação e manutenção do sistema integrado de informações e de meios de telecomunicações, interligando Procuradoria-Geral de Justiça, órgãos de execução e fontes externas de informações, visando agilizar atividades administrativas e institucionais;\r\n\r\ne) Manutenção e expansão das instalações destinadas aos órgãos de execução da Capital e do Interior, dos Centros Regionais de Apoio Administrativo e Institucional e dos Centros de Apoio Operacional e demais unidades administrativas, mediante aquisição, construção ou locação de imóveis, e ainda dotando-os de funcionários, recursos materiais, de informática e de telecomunicação;\r\n\r\nf) Aparelhamento das Promotorias de Justiça, com material de consumo, equipamentos de informatização e meios de telecomunicação próprios.\r\n\r\n3. - Promover a modernização, aperfeiçoamento e desenvolvimento organizacional, no âmbito da Procuradoria-Geral de Justiça, visando suprir os órgãos de execução do Ministério Público de meios adequados ao exercício de suas funções, \r\n\r\n4. - Dotar a Procuradoria-Geral de Justiça e os órgãos de execução do Ministério Público de profissionais especializados, visando à exata consecução das atividades institucionais, mediante implantação de cargos e funções, formação, treinamento e desenvolvimento de recursos humanos, bem como realização de intercâmbio com órgãos e entidades do Poder Público;\r\n\r\n5. - Proporcionar a formação de equipes especializadas para o magistério e outros meios ao Centro de Estudos Jurídicos, visando ao aperfeiçoamento intelectual do membros e à consecução de suas finalidades.\r\n\r\n6. - Consolidar a renovação e a expansão da frota de veículos, visando ao atendimento das unidades administrativas, das Promotorias de Justiça, das Procuradorias de Justiça, das Coordenadorias e dos Centros Regionais;\r\n\r\n7 - Manter e expandir a sede do Ministério Público, propiciando interligação de todas as unidades administrativas e a integração institucional dos órgãos de execução.\r\n\r\nDurante o exercício de 2005, o Ministério Público implantou medidas para garantir a plena realização das funções institucionais, enfrentando a insuficiência quantitativa de Procuradores e Promotores de Justiça, em face da crescente demanda de serviços e da existência de novas atribuições, bem como de pessoal, de secretaria e de serviços auxiliares, além da falta de pessoal de apoio técnico para suporte institucional e administrativo.\r\n\r\nEm termos gerais, ao Ministério Público cabe consolidar a implantação de ações básicas de reaparelhamento, modernização e desenvolvimento institucional, visando atingir a seguinte situação desejada:\r\n\r\n1. Recomposição do número ideal de Membros do Ministério Público;\r\n\r\n2. Aumento quantitativo de pessoal dos serviços auxiliares; \r\n\r\n3. Consolidação da infra-estrutura física e de recursos materiais e operacionais para órgãos institucionais da Capital e do Interior e unidades administrativas;\r\n\r\n4. Consolidação da interiorização do Ministério Público, pela sua progressiva desconcentração e descentralização, mediante a continuidade do projeto de expansão das sedes regionais. \r\n\r\n5. Consolidação da integração física e operacional das unidades administrativas, mediante informatização, em rede integrada de dados e dos atos de gestão;\r\n\r\n6. Consolidação da integração física e operacional das ações institucionais, mediante: \r\n\r\n6.1 - operacionalização e manutenção de sistema integrado de informatização;\r\n\r\n6.2 - incremento dos Centros de Apoio Operacional;\r\n\r\n6.3 - compatibilização das ações em função das exigências de interação física e operacional com os demais entes públicos, notadamente com a Secretaria de Segurança Pública. \r\n\r\nPRIORIDADES PARA ORÇAMENTO DE 2006\r\n\r\nCom relação às prioridades para a elaboração da Proposta Orçamentária do Ministério Público para o exercício de 2006, cabe destacar as seguintes diretrizes:\r\n\r\n1. - Garantir ao Ministério Público os meios necessários ao exercício e desenvolvimento de suas atribuições constitucionais, inerentes à defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis; \r\n\r\n2. - Incentivar ações que propiciem ao Ministério Público o pleno atendimento às questões referentes à tutela dos direitos da criança e do adolescente, dos idosos e dos interesses difusos, notadamente da cidadania, à prevenção e controle da criminalidade e, ainda, à proteção do patrimônio público e social, do meio ambiente, do consumidor, do contribuinte e dos grupos socialmente discriminados;\r\n\r\n3. - Promover a efetiva descentralização e interiorização do Ministério Público;\r\n\r\n4. - Garantir a manutenção e o funcionamento da Sede do Ministério Público, viabilizando a integração física e operacional das atividades da Procuradoria-Geral de Justiça;\r\n\r\nMETAS\r\n\r\nNa elaboração da Proposta Orçamentária para o exercício de 2006, o Ministério Público ainda considerou as seguintes metas:\r\n\r\nConsolidar e manter o projeto de informatização, em rede integrada, visando a otimização das ações institucionais e administrativas;\r\n\r\nPromover formação, treinamento e desenvolvimento de recursos humanos, inclusive com programa de \"qualidade total\";\r\n\r\nGarantir ao Centro de Estudos Jurídicos os meios necessários à consecução de seus objetivos;\r\n\r\nConsolidar a implantação de meios de telecomunicação e a renovação da frota de veículos oficiais; \r\n\r\nManter os Centros Regionais de Apoio Administrativo-Institucional, dotando-os de sedes próprias e de recursos humanos, materiais e operacionais, e respectiva manutenção;\r\n\r\nManter os Centros de Apoio Operacional, dotando-os de infra-estrutura operacional e técnica;\r\n\r\nAmpliar o quadro de apoio técnico-especializado, mediante recrutamento de servidores para nomeação em cargos técnicos;\r\n\r\nConsolidar a implantação da nova estrutura administrativa e organizacional.\r\n\r\nPromover reformas e a recuperação dos imóveis afetados às atividades institucionais, nas Comarcas da capital e do interior."
                ],
                "1198": [
                    "IB - Acórdão",
                    "Plenário\r\n\r\nFormato Global\r\n\r\nATA DA 91ª SESSÃO ORDINÁRIA, \r\n\r\nREALIZADA EM 20 DE OUTUBRO DE 2005.\r\n\r\nÀs 14h30min, com a presença dos Senhores Deputados: Coronel Jairo, Inês Pandeló, Waldeth Brasiel, Luiz Paulo, Paulo Ramos, Marcos Abrahão, Acárisi Ribeiro, Alessandro Calazans, Antônio Pedregal, Armando José, Aurélio Marques, Caetano Amado, Carlos Minc, Cida Diogo, Coronel Rodrigues, Doutor Ogando, Eliana Ribeiro, Ely Patrício, Flávio Bolsonaro, Georgette Vidor, Gilberto Palmares, Glauco Lopes, Graça Matos, Heloneida Studart, Iranildo Campos, José Bonifácio, José Távora, Jurema Batista, Marco Figueiredo, Nelson Gonçalves, Paulo Pinheiro, Roberto Dinamite, Sivuca, (33), assume a Presidência o Senhor Deputado Sivuca, e ocupam os lugares de 1º, 2º 3º e 4º Secretários, respectivamente, os Senhores Deputados: Graça Matos, 1ª Secretária; Marco Figueiredo, 3° Secretário; Eliana Ribeiro, 2ª Suplente; Nelson Gonçalves, 3º Suplente.\r\n\r\nO SR. PRESIDENTE (Sivuca) - “Sob a proteção de Deus, iniciamos os nossos trabalhos.” Havendo número legal, está aberta a Sessão.\r\n\r\n(É lida pelo Senhor 2º Secretário, Eventual, a Ata da Sessão anterior que, sem restrições, é considerada aprovada)\r\n\r\nO SR. PRESIDENTE (Sivuca) - Passemos ao tempo destinado ao Expediente Inicial.\r\n\r\nPassa-se ao:\r\n\r\nExpediente Inicial\r\n\r\nO SR. PRESIDENTE (Sivuca) - O primeiro orador inscrito é o Sr. Deputado Luiz Paulo, que dispõe de dez minutos.\r\n\r\ndeputado LUIZ PAULO\r\n\r\nO SR. LUIZ PAULO - Sr. Presidente - Presidente perpétuo do Expediente Inicial, Sr. Deputado Sivuca -, Sr. Deputado Iranildo Campos, eu venho aqui dizer da minha perplexidade. Ontem, pela terceira vez, fui a uma audiência pública que trataria do aterro sanitário do famoso lixão da Cidade do Rio de Janeiro, que querem seja locado na Zona Oeste da nossa cidade.\r\n\r\nA primeira vez que fui não houve audiência pública, tratava-se do lixão de Paciência. Não houve audiência por falta de segurança, os ânimos estavam muito excitados. Como dizem em linguagem popular, a chapa estava quente e decidiram, os autores da audiência pública, não realizá-la.\r\n\r\nA segunda vez que fui, ainda em relação ao lixão de Paciência, era no Miéssimo, mas novamente a audiência pública não se realizou, não por falta de segurança. Havia segurança, porém, duas liminares obstruíram a realização da audiência justamente porque ela não tinha cumprido os requisitos legais.\r\n\r\nFinalmente, ontem, fui à terceira audiência pública em relação a Manguariba, área escolhida pela segunda colocada na licitação do lixão, empresa denominada Marquise. Confesso, Sr. Presidente, que fiquei abismado, primeiro, porque havia até segurança demais. Sr. Deputado Iranildo Campos, que já foi egresso da nossa gloriosa Polícia Militar, cerca de 300 pessoas, bastante excitadas, estavam na audiência pública, mas havia 150 policiais, logo, existia segurança até demais. \r\n\r\nO nível da audiência pública foi muito baixo. Tecnicamente, não consigo entender como a Feema aceita fazer uma audiência pública com a questão central não respondida. Qual é o primeiro quesito para se licenciar um empreendimento de destino final do lixo, um aterro sanitário, que o povo apelida de lixão? O primeiro quesito básico é saber se a legislação do uso do solo permite que naquela área haja um lixão, e tanto faz ser o lixão de Paciência como o de Manguariba, pois os dois, principalmente o de Paciência, estão em zona agrícola, não têm uso do solo permitido. \r\n\r\nA cidade tem um plano-diretor decenal. Para definir o uso do solo tem que ser por lei específica. A Câmara não aprovou nenhuma lei e, mesmo assim, a Feema faz audiência pública. E eu argüia, inclusive, a Feema lá. \r\n\r\nSerá que se um cidadão propõe um empreendimento, seja ele qual for, nas areias das praias, e a Feema abre audiência pública? Ou se propõe um empreendimento em terras públicas, sendo um empreendimento privado, a Feema abre audiência pública? A primeira coisa que você tem que respeitar é o uso do solo urbano. Se não se respeita esse quesito, acabou-se tudo. \r\n\r\nVejo aqui o ex-Vereador e sempre Deputado Ivanir de Melo que sei, mora briosamente em Ricardo de Albuquerque numa zona residencial. Imaginem, num terreno do lado da casa dele, da noite para o dia, haver uma audiência pública porque alguém resolve ali fazer uma indústria de produção de garrafas. E a Feema faz audiência pública, usa o solo e diz que é zona residencial. Eu não consigo entender. Acho estranho tudo isso. \r\n\r\nEu não quero nem ousar de achar que possa haver maracutaia. Não quero. Não vou chegar a esse limite. Nego- me. Mas considero em relação ao Lixão de Paciência, ao Lixão Manguariba, que serão nove mil toneladas de lixo por dia, que a população da Zona Oeste não deseja, que a primeira questão é definir: tem uso do solo, vamos continuar a examinar; não tem, fica tudo parado até ter, a não ser que se inverteu tudo nessa vida. Primeiro você licencia para depois criar o uso do solo. Ora, eu não consigo compreender. \r\n\r\nOntem, fiz uso da palavra, mostrei a minha contrariedade, mostrei que algumas pessoas lá estavam faltando com a verdade, numa audiência pública, informando a população de forma inadequada. Chegou um cidadão, que me parece ser funcionário da Comlurb, e um do povo pergunta: “Mas o uso do solo permite fazer o aterro sanitário aí?” O cidadão responde: “Claro, o plano-diretor permite.” E depois tive acesso à palavra e disse para o cidadão: “Quem coordenou o plano-diretor decenal da Cidade do Rio de Janeiro foi esse que vos fala”. Não tenho permissão para fazer destino final de lixo em áreas agrícolas porque, quando se definiu as áreas industriais da zona oeste, foi em cima de uma modelagem feita pela Coope, pelo Professor Cosenza, que procurou localizar as indústrias nas áreas mais próximas dos corredores dos transportes e em terrenos firmes, e as áreas mais frágeis mais perto. \r\n\r\nAs áreas de proteção ambiental ficaram destinadas à produção agrícola, por isso se chamam zonas agrícolas. Até porque, Sr. Deputado Sivuca, há de lembrar porque é da minha faixa etária - o Sr. Deputado Iranildo Campos não, por ser muito jovem - a Zona Oeste antes de ser chamada dessa forma era chamada de zona rural. É claro que essas zonas agrícolas, com o desenvolver dos anos, paulatinamente vão sendo incorporadas à urbi maior, mas precisam e sempre estão preservadas. E exatamente pegam essas zonas rurais, fazem os licenciamentos, as audiências públicas, para depois pensar de mudar o uso do solo. Isso, evidentemente, não é um bom sinal; é uma inversão da escala de valores. \r\n\r\nDesde o tempo em que o Sr. Deputado Gilberto Palmares foi Vereador, isto é, desde a Lei Orgânica de 92, o uso do solo não se define mais por decreto. O uso do solo só pode ser definido por lei, exatamente para diluir responsabilidades e preservar o interesse coletivo. \r\n\r\nPor isso, vi aquela audiência pública com muita desconfiança, como tenho visto todas as outras. Parece que há um prato encomendado, um prato feito, para fazer um jogo de cena com a população e enfiar goela abaixo esse pacote já pronto. Mas continuaremos vigilantes, comparecendo a todas essas audiências públicas, com o clima que houver, apresentando tudo o que acharmos irregular. Evidentemente, se fatos irregulares se concretizarem, ainda temos a possibilidade de recorrer ao Poder Judiciário. \r\n\r\nAgradeço, Sr. Presidente, sua complacência ao me permitir dois minutos e 30 segundos a mais. Muito obrigado.\r\n\r\nO SR. PRESIDENTE (Sivuca) - O próximo orador inscrito é o Sr. Deputado Gilberto Palmares, que dispõe de dez minutos.\r\n\r\ndeputado GILBERTO PALMARES\r\n\r\nO SR. GILBERTO PALMARES - Sr. Presidente Deputado Sivuca, Sr. Deputado Luiz Paulo, Sr. Deputado Iranildo Campos, inscrevi-me para falar sobre determinada questão, mas antes gostaria de fazer um comentário, que creio que está interligado. Estou preocupado com as notícias nos jornais, que trazem à baila o problema do aumento da favelização no Rio de Janeiro, com dados estatísticos que demonstram que a população das comunidades faveladas têm crescido num percentual superior ao crescimento no restante da Cidade. Também, alertam para o risco desse crescimento desordenado ao meio-ambiente, à Floresta da Tijuca. \r\n\r\nCreio que seja razoável e natural acompanhar e cobrar da Prefeitura que assuma suas responsabilidades nesta questão. Vou repetir algo que poderá parecer um jargão antigo, mas que entendo como verdadeiro: a maioria das pessoas que moram nas comunidades faveladas não optaram por ali morar, salvo as exceções, que sempre existem. Possivelmente, 20% da população da Cidade do Rio de Janeiro residem em comunidades faveladas por uma série de fatores, inclusive, a falta de alternativa de local para habitação. Há décadas, existem vários estudos e debates sobre essa questão, abordando a origem dessas comunidades faveladas, o êxodo do interior e a falta de alternativa.\r\n\r\nFico muito preocupado, porque houve uma época em que a saída para “resolver” - assim, entre aspas - o problema eram as remoções. Essa política não deu certo, por várias razões. Muitas pessoas foram deslocadas para locais muito distantes de seu trabalho e para outras áreas que, no decorrer do tempo, começaram também a enfrentar o problema da favelização.\r\n\r\nNão é raro, Sr. Presidente, olharmos conjuntos residenciais - não estou fazendo nenhum juízo de valor neste momento sobre como apareceram ou sobre os governantes que operaram essa questão - e vermos que para ali foram deslocados antigos moradores de comunidades faveladas. Observamos, ao lado desses conjuntos residenciais, o surgimento de comunidades faveladas. Acho que é evidente que as pessoas não foram morar em comunidades faveladas por opção. \r\n\r\nA segunda questão que para mim é evidente é que, independentemente de as pessoas gostarem ou não gostarem, uma parcela grande dos cidadãos da Cidade do Estado do Rio de Janeiro mora em comunidades faveladas. Não existe uma política habitacional - não estou falando apenas da Prefeitura; estou falando da Prefeitura, do Governo do Estado, do Governo Federal - que tenha condições de, no curto prazo, oferecer alternativas para essas comunidades. Não adianta dizer: “Vou remover uma comunidade favelada.” Vai remover para onde? Em que situação? O sujeito vai ser deslocado para uma área aonde ele vai gastar muito mais tempo para chegar, e muito mais de passagem. \r\n\r\nEu disse aqui, outro dia, da verdadeira agrura que está vivendo a população da Zona Oeste, com alternativa cada vez menor, cada vez decrescente de transporte de massa, que já não é de qualidade nem está ao alcance do pagamento. Citei o exemplo do Cesarão, que tinha até pouco tempo atrás uma linha de ônibus para o centro da cidade - essa linha deixou de existir. O cidadão que mora nesse que é um dos maiores conjuntos residenciais da América Latina pagava R$ 1,80 para vir e R$ 1,80 para voltar. Agora, se quiser vir ao centro da cidade, numa única condução, saindo do seu local de moradia, vai ter que pagar R$ 3,60 para vir e R$ 3,60 para voltar, o dobro do que pagava. Terminaram com a linha anterior, a linha normal; mantiveram uma linha de ônibus com ar-condicionado que custa o dobro do preço.\r\n\r\nVou repetir, correndo o risco de ser chato, de ser repetitivo: o cidadão que tenha a felicidade, entre aspas, de, depois de estar desempregado, arrumar um emprego em que ganhe R$ 500,00 por mês vai trabalhar 25 dias por mês pagando R$ 3,60 para vir e R$ 3,60 para voltar, ou seja R$ 7,20 por dia. Esse valor multiplicado por 25 dá quase R$ 200,00. Assim, o cidadão ganha R$ 500,00, desconta para o INSS 10%, 11%, o que reduz seu salário para R$ 445,00, R$ 450,00, e ainda vai pagar R$ 200,00 de passagem.\r\n\r\nEsse é um dos dados concretos, objetivos, factuais que revelam que é falacioso dizer o seguinte: “Vou tirar moradores da comunidade favelada da Tijuca ou da Zona Sul, vou levá-los para Santa Cruz e oferecer-lhes um conjunto residencial com grau de urbanização maior, com transporte.” Mas se não oferece transporte de massa com qualidade para quem já está lá, como vai oferecer a uma população maior?\r\n\r\nSr. Presidente, com sinceridade, estou meio farto de algumas coisas. O que acontece com a maioria de nós, detentores de mandato? Se estamos identificados com quem está à frente da Prefeitura, defendemos a todo custo o que a Prefeitura estiver fazendo, independentemente de qualquer análise mais crítica; se estamos identificados com quem está no Governo Estadual, defendemos a todo custo as políticas, as iniciativas do Governo Estadual; se estamos identificados, como é o meu caso, com o Governo Federal, nós o defendemos a todo custo. \r\n\r\nAcho que é preciso, principalmente por parte de quem está no Parlamento, alguma mudança de comportamento, alguma mudança de posição. Não abramos mão de defender as pessoas que estejam ocupando postos no Executivo com as quais nos identifiquemos, mas sem deixar de ter uma postura crítica. Da mesma forma, também temos que, definitivamente, fazer oposição de forma contundente, firme, mas sem nos permitir o direito de uma iniciativa que consideremos positiva estaremos malhando. \r\n\r\nO Projeto Favela Bairro está muito na baila. Eu presidi, na Câmara de Vereadores, uma Comissão Especial que trabalhou sobre esse projeto em 1997/98 - e não a presidi de dentro da Câmara de Vereadores, Sr. Deputado Sivuca. Eu e os outros parlamentares da Comissão corremos 12 comunidades, das mais representativas, do Projeto Favela Bairro. Conversamos com os técnicos da Prefeitura, com os representantes dos moradores, com entidades da sociedade civil. Publicamos um relatório com uma série de críticas ao projeto, e vou citar uma, que ainda hoje é comum: às vezes o cidadão fica numa aflição enorme porque a Prefeitura e o projeto definem que o local onde ele mora terá que deixar de existir, pois ali vai passar uma rua ou é área de risco. Só que a política prevê que seja pago um determinado valor a esse morador para ele ser reassentado dentro daquela mesma comunidade.\r\n\r\nÉ uma verdadeira aflição que, desde aquela época, e infelizmente, até hoje, muitos moradores de comunidades faveladas que estão dentro do Favela Bairro sofrem. Vi isso no Borel, na Formiga, na Mata Machado, no Morro do Banco, na Mangueira. Dizem: “Você tem que sair daí. Você não pode mexer mais na sua casa, não pode trocar uma porta nem consertar um telhado. Pelas regras do jogo, nós vamos dar R$ 12.000,00 para você escolher e negociar, dentro da comunidade, uma outra casa que esteja fora, por exemplo, da área de risco.” O cidadão faz isso mas o dinheiro não vem. Passa um ano, um ano e meio, o dinheiro não vem nunca. Essa foi uma das críticas que fizemos ao Projeto Favela Bairro.\r\n\r\nPor outro lado, Sr. Presidente, falo absolutamente à vontade que faço oposição ao Sr. Prefeito César Maia, como fui, na época em que era Vereador, contra o Sr. Prefeito Conde, então afinado com o Sr. César Maia. Estou entre aqueles que acham que o Projeto Favela Bairro, na sua concepção, na sua idéia geral, tem aspectos positivos. Sinto-me na obrigação de vir aqui manifestar essa posição. Não interessa que eu discorde do Sr. Prefeito César Maia, que acho ter um comportamento, uma forma de coordenar à vezes elitista, autoritária, mas não sinto que eu esteja agindo corretamente se não der este testemunho. \r\n\r\nAcho que o Programa Favela Bairro, ao apostar na urbanização das favelas, ao apostar, pelo menos em tese, em dotar comunidades faveladas de alguns equipamentos urbanos importantes para melhorar a qualidade de vida, deixa para trás um política que já assustou, pelo menos em tese, a maioria dos moradores de comunidades faveladas: a política pura e simples de remoção. Ao mesmo tempo em que tenho críticas à forma de implementação do Projeto Favela Bairro, já que o assunto está em baila este ano, em debate, posiciono-me, modestamente, como um dos defensores da idéia do projeto. \r\n\r\nPara encerrar, Sr. Presidente, lembro que outro dia busquei o Sr. Deputado Luiz Paulo para conversar a respeito. Acho que outra coisa que devemos exigir de todos nós - de mim, dos meus companheiros do PT e de outros partidos políticos - é que tenhamos também em todas as questões, sem nos intitularmos os salvadores da pátria, uma ação mais voltada a apresentar proposições. \r\n\r\nQuebra Está lançado o debate, pertinente, correto, do grande aumento da população das comunidades faveladas, assim como também no asfalto, às vezes desmesurado. Outras cidades no interior do Estado do Rio de Janeiro vêem decrescer sua população e as grandes cidades continuam crescendo de forma absurda. Temos que tentar encontrar saídas. \r\n\r\nUm elemento que deveria ser objeto de debate aqui na Casa, juntamente com a sociedade do Rio de Janeiro, é o chamado Sistema Nacional de Habitação de Interesse Social. O Sr. Presidente Lula sancionou recentemente um projeto, que agora é a Lei nº 11.124, de 16/06/05, que propõe a implementação desse sistema, a organização de um sistema que dote o País de algo que até o momento não existe: um programa, de fato, de habitação popular para os setores de baixa renda. \r\n\r\nÉramos também críticos do antigo Banco Nacional da Habitação, mas depois que o BNH foi extinto não existiu mais no país nenhum outro instrumento que focalizasse a questão da habitação popular para as camadas de baixa renda e para as camadas médias.\r\n\r\nSe quisermos discutir com seriedade o problema da habitação e da favelização, creio que é o momento de começarmos o debate sobre os reflexos da Lei nº 11.124, que cria o Sistema de Habitação de Interesse Social aqui no nosso estado. A proposta é fazer um trabalho articulado com os governos estaduais e com as prefeituras municipais. A lei aponta para algo importante, que é de onde deve vir boa parte dos recursos para serem implementados: do Fundo de Amparo ao Trabalhador. \r\n\r\nO Fundo de Amparo ao Trabalhador que, num período recente, serviu, por meio do BNDES, para financiar a privatização, jogar pessoas no desemprego, tem que ser utilizado para facilitar, subsidiar, propiciar às populações de baixa renda, principalmente em grandes metrópoles como o Rio de Janeiro, o acesso à habitação. O Fundo de Garantia por Tempo de Serviço, desde a sua criação, tem essa finalidade: ajudar a financiar o saneamento básico e a habitação popular. \r\n\r\nEssa lei preceitua ainda a necessidade de ser criado um outro fundo próprio, que é o Fundo Nacional de Interesse Social, com recursos do Orçamento federal para serem aplicados na habitação social. Há, nesse caso, um aspecto extremamente importante, Sr. Presidente: é do governo federal mas deve ser implementado de forma descentralizada, em parceria com os governos estaduais e com as prefeituras.\r\n\r\nEstou entre aqueles, Sr. Presidente, que acham que o povo brasileiro enfrenta problemas de enorme magnitude. Então, é preciso que se entenda que se não mudarmos também o comportamento da sociedade e exigirmos uma luta, para além das diferenças de concepção e outras mais; um trabalho mais articulado, mais parceiro entre os detentores das várias instâncias do Poder Executivo - prefeituras importantes, como é a Prefeitura do Rio de Janeiro, as outras prefeituras da Região Metropolitana; governo estadual e governo federal - não há a menor chance.\r\n\r\nEstaremos mentindo para a população se dissermos que o problema da habitação popular pode ser equacionado, com alguma chance de êxito, se não for um trabalho parceiro, articulado entre as várias instâncias do Poder Executivo.\r\n\r\nA Lei nº 11.124 estabelece que o próprio projeto de implementação pode ficar a cargo dos governos estaduais e dos governos municipais, estabelecendo para isso algumas exigências; uma delas é a contrapartida. As outras instâncias do Poder Executivo - no caso, os governos estaduais, as prefeituras - também devem ter um Conselho, voltado para discutir a habitação popular, e devem destinar recursos dos seus orçamentos para a habitação de interesse social.\r\n\r\nFiz questão de usar a tribuna - não pretendo esgotar aqui o debate, não domino ainda com perfeição essa lei -, porque está aqui lançado para a sociedade o debate do problema do crescimento desordenado da população - mais sério ainda do que das favelas - de rua, da população que mora literalmente debaixo da ponte, debaixo do viaduto. \r\n\r\nÉ preciso fazermos não só o debate criticando as omissões e os problemas que estão ocorrendo, mas também tentar apontar as alternativas possíveis. Acho que uma boa alternativa, uma boa medida, é darmos conseqüência à Lei nº 11.124, que, aliás, é uma lei de iniciativa popular, que nasceu - antes de ser aprovada, esgotou um período de anos - da vontade popular.\r\n\r\nEspero que as várias comissões permanentes, que as várias pessoas aqui que se debruçam sobre esse tema, como o Deputado Luiz Paulo, um estudioso da questão urbana, os membros de outros partidos, enfim, que a Alerj coloque na sua agenda, como elemento importante desse debate, a necessidade de fazer acontecer no nosso estado o Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social.\r\n\r\nÉ preciso que não se faça o debate, muitas vezes de forma inapropriada, propiciando conflito entre as camadas médias e cidadãos das comunidades faveladas - um conflito falso. \r\n\r\nOuvi uma pessoa de boa-fé dizer: “Acho um absurdo, porque da janela da minha casa vejo o quanto cresce determinada favela, e o pessoal não paga imposto, não paga gás, não paga energia elétrica.”\r\n\r\nO nível de desinformação é enorme. Quem disse que a população das comunidades faveladas não paga energia elétrica ou gás? Quem é que banca o botijão de gás do cidadão que mora na Mangueira, que mora na Formiga ou no Borel? Não sou eu nem é V. Exa., por mais bondosos que sejamos. São os próprios moradores que pagam, que bancam a energia elétrica. \r\n\r\nEu venho de uma época mais antiga, Sr. Presidente, quando a Light era privada. Depois virou estatal e, mais tarde, foi privatizada de novo. Naquele tempo havia os chamados bicos de luz que alguns detentores de relógio exploravam. E já naquela época o cidadão tinha que pagar, senão ficava sem luz. Há, portanto, desinformação nos setores da chamada clas se média, aflitos com a situação de insegurança da cidade, aflitos com o problema do narcotráfico, que os amedronta e os aterroriza tanto, mas não mais do que aterroriza a grande maioria da população da favela. \r\n\r\nAntes que se crie de novo um preconceito, um falso conflito entre a camada média e as comunidades faveladas, é preciso que aqueles que têm a responsabilidade, que têm mandato popular, façam essa análise crítica e promovam a fiscalização dos vários governantes, inclusive que haja na Prefeitura do Estado do Rio de Janeiro também um debate em que sejam apresentadas proposições, tentando fiscalizar, sim, mas se colocando como parte daqueles que buscam solução.\r\n\r\nEspero que esta Casa assuma como elemento importante o debate a implementação no Rio de Janeiro das medidas apontadas na Lei nº 11124, que busca criar o Sistema Nacional de Habitação como de interesse social, lei recentemente sancionada pelo Presidente Lula. E que, com certa mudança de postura, procuremos trabalhar também de forma construtiva e propositiva, colocando-nos à altura da população do Rio de Janeiro, do povo que nos elegeu, apontando soluções que atendam às camadas médias, mas que atendam também as camadas populares.\r\n\r\nMuito obrigado, Sr. Presidente.\r\n\r\nO SR. PRESIDENTE (Sivuca) - O próximo orador inscrito é o Sr. Deputado Iranildo Campos. (Pausa) Não se encontrando presente, solicito ao Sr. Deputado Gilberto Palmares que assuma a Presidência, para que eu possa fazer o meu pronunciamento.\r\n\r\n(ASSUME A PRESIDÊNCIA O SENHOR DEPUTADO GILBERTO PALMARES, A CONVITE.)\r\n\r\nO SR. PRESIDENTE (Gilberto Palmares) - O próximo orador inscrito é o Sr. Deputado Sivuca, que dispõe de dez minutos.\r\n\r\ndeputado SIVUCA\r\n\r\nO SR. SIVUCA - Sr. Presidente, Senhoras... não, não temos Sras. Deputadas não existem mas, em compensação, as senhoras funcionárias dão esse toque de singeleza, de beleza, delicadeza e hipersensibilidade com que se apresentam no plenário, hipersensibilidade tão forte que parece materializada e que nela podemos até tocar.\r\n\r\nSr. Presidente, V. Exa. se reportou a um assunto com o qual durante algum tempo convivi. Eu cheguei do Nordeste em 1937 e aqui no Rio de Janeiro fui morar numa favela, junto com os meus 16 irmãos. Meus pais tinham 17 filhos. Fomos morar no Morro do Tuiuti, depois uma irmã casou, a outra irmã também. Meu pai conseguiu uma casa melhorzinha, de alvenaria. Não era mais de papelão e madeira, não tinha telhado de zinco.\r\n\r\nFui morar no Morro do Telégrafo, no nº 7 da Rua Bahia, que ficava na fralda do morro. Nós éramos felizes na época em que os malandros eram apenas aqueles das rasteiras, quando muito da navalha, e respeitavam os moradores - coisa extraordinária é a metamorfose que sofreu o comportamento dos habitantes das favelas! \r\n\r\nA primeira favela surgiu no final do século XIX - o Morro da Favela, hoje chamado Morro da Providência -, habitada, a princípio, por escravos beneficiados por uma liberdade hipócrita, falsa, que sentiram o peso da escravidão justamente quando a Princesa Isabel assinou a Lei Áurea. \r\n\r\nHoje, muita gente faz crítica ferrenha ao MST. Confesso que não sou simpático a qualquer movimento que invade residências e mata trabalhadores. Quando mata bandido, eu até aplaudo; mas trabalhadores, não! O Movimento dos Sem-Terra também sofreu alterações, não sei se por equívoco, não sei se pelo fato de muita gente mandar ou porque seus membros não estejam preparados politicamente. O fato é que ocorreram e ainda ocorrem invasões, assassinatos e chacinas. Os favelados são pessoas esclarecidas. Eles vivem no centro da cidade e têm conhecimento dos seus direitos e deveres. Mas infelizmente sofrem influência, pressão e perseguição e não é só dos marginais, que se escondem no meio dos trabalhadores e os fazem de escudo. \r\n\r\nÉ muito comum ler nos jornais que “a Polícia entrou na favela atirando”. Isso acontece, não é mentira que eventualmente a Polícia se excede. Nem todos os policiais são devidamente preparados e, além disso, alguns andam preocupados com o aluguel, com a prestação dos móveis, com a conta de luz. V. Exa. até mencionou o famoso “bico da luz”, que existe até hoje e do qual também fui vítima.\r\n\r\nO cano da água é repartido. Ele chega na favela com uma determinada medida, com uma determinada pressão, mas é sangrado até chegar à última casa, lá em cima, quando a água já chega sem força. Então, um vereador malandro, desonesto, planta uma bica d'água no meio da favela. \r\n\r\nNós, da cidade, costumamos falar da indústria da seca. A indústria da seca está aqui, no Rio de Janeiro, e ninguém percebe. A indústria da seca, Sr. Presidente, existe ainda hoje nas favelas. Se os bandidos não fazem bem algum, como realmente não fazem, ao menos conseguem deter um aumento desordenado das diversas favelas. Somente os desesperançados e desiludidos procuram a favela para morar, porque, além das dificuldades impostas pelos governos - federais, estaduais e municipais -, não olham com o amor que, um dia, olhou Dom Hélder Câmara, quando se pretendeu favelizar toda a Lagoa Rodrigo de Freitas. \r\n\r\nSr. Presidente, aquela área seria toda favelizada. Eu cheguei a presenciar aquele momento. Ali havia uma favela denominada Praia do Pinto, onde hoje é o Clube Monte Líbano. Por motivos altamente duvidosos, aquela favela pegou fogo. O Sr. Governador Lacerda queria transferir o pessoal da Favela do Pinto para a Vila Kennedy. Dom Hélder Câmara foi contrário, se socorreu de Dom Jaime de Barros Câmara, seu des cendente, e assim obrigaram o Governo do antigo Estado da Guanabara a construir aquele Parque Proletário João XXIII, que hoje existe no Leblon, próximo ao Jardim de Alah - a Cruzada São Sebastião, uma favela vertical, mas com condições dignas, para que o pessoal da Favela do Pinto lá fosse habitar.\r\n\r\nImediatamente, começou a surgir do lado oposto da Lagoa Rodrigo de Freitas, perto da Fonte da Saudade, a Favela da Catacumba, que crescia de forma desordenada. O Sr. Governador Lacerda chamou Dom Hélder e disse que não tinha condições de construir outra favela vertical nos moldes da Cruzada São Sebastião, mas se comprometeu a dar casas dignas para todo aquele pessoal. Houve um entendimento entre Igreja e o Governo Municipal e todo aquele pessoal da Favela da Catacumba foi deslocado para a Vila Kennedy. Quem doou aquele terreno da Vila Kennedy foi um americano, dono de toda aquela área. Fez a doação para o Município e ali foram instalados os moradores da Favela da Catacumba. \r\n\r\nLogo após, surgiu uma favela no Morro do Pasmado. Ainda não havia o túnel de acesso à Copacabana. Mais uma vez, o Sr. Governador Lacerda conseguiu levar aquele pessoal para a Vila do Vintém. Mas isso não adiantou. Nós tivemos um Governador bem intencionado, que viajou pelo Brasil, talvez, com a finalidade de provar efetivamente que o Estado do Rio de Janeiro, ex-Guanabara, ex-Distrito Federal, tinha condições de acolher toda nossa população ribeirinha, interiorana, trazê-los para a cidade. No entanto, construídas dez mil casas, no dia seguinte, havia 50 mil novos candidatos. \r\n\r\nÉ necessário cautela até para suprir necessidades. Como V. Exa. ouviu o nobre Sr. Deputado Luiz Paulo dizer, ao lado de sua casa surgiu uma fábrica de vidros, de garrafas, um depósito, um lixão. Isso acontece, dá-se. Faz-se necessário uma cautela maior. Vamos fazer o bem, vamos cobrar e ninguém tem direito a coisa alguma se, antecedendo esse direito, não tiver demonstrado que cumpre seus deveres. O paternalismo excessivo não faz bem a ninguém. Ao contrário, pode prejudicar seriamente os cidadãos que cumprem com seus deveres. \r\n\r\nCerta feita, eu ouvi alguém dizer que a favela é um câncer social. Câncer social são os maus governantes. Estes são os verdadeiros cânceres sociais. O indivíduo não vai morar na favela porque acha bonito. Eventualmente, isso pode acontecer, como é o caso, na Estrada das Canoas, daquela favela que existe depois do Leblon, antes da Rocinha. De vez em quando, a Favela do Vidigal briga com a Rocinha. A Favela do Vidigal, hoje, aluga pontos turísticos, porque é um local privilegiado no que se refere à vista. Em compensação, no que se refere à segurança, sua população é sofrida. Eu tenho um amigo que tem um açougue na Favela do Vidigal. Ele não pode dizer que é meu amigo lá, no Vidigal. Se ele disser que é amigo do Sivuca, aparece morto no dia seguinte. Vejam o que é conviver numa comunidade como essa. O sujeito não vive, sobrevive. \r\n\r\nContudo, precisamos nos conscientizar de que a favela, se tem um lado negativo, que avança pela Mata Atlântica, pela área verde, por outro lado, é onde vamos buscar mão-de-obra para as mais diversas atividades exercidas na Cidade. Minha passadeira, a diarista lá de casa, mora na Rocinha. Assim como ela, tantas outras mães solteiras e famílias desassistidas pelo Estado conseguem sobreviver. Não apenas pelo fato de um dia ter sido favelado, reconheço no favelado um mérito maior. Lá existem profissionais das mais diversas atividades, bons profissionais, digamos de passagem. São bons profissionais, que sabem da dificuldade que é arranjar um emprego hoje sem documentos.\r\n\r\nInfelizmente, o estado ainda não se conscientizou de que é preciso documentar a criança desde o momento em que nasce. É preciso acabar com o registro no cartório apenas. \r\n\r\nNascida a criança, registra-se a planta do pé e ela já sai dali com sua certidão. Ao ouvir-se o primeiro vagido dessa criança, ao ver a mãe expulsá-la de seu ventre, que mais testemunhos são necessárias para provar que aquele bebê é filho de Maria ou Francisca?\r\n\r\nDevemos facilitar a vida dos favelados. E se pretendermos - e devemos pretender - conter a população desordenada, a habitação desordenada, a ocupação desordenada, devemos dar, ao menos, condições para essa gente viver com um mínimo de dignidade, Sr. Presidente. \r\n\r\nAí então, poderemos ocupar a tribuna e falar mal deste ou daquele governo. Façamos nossa parte, pois o dia em que cada um fizer a sua, este será - posso lhe assegurar - um Brasil melhor. \r\n\r\nMuito obrigado, Sr. Presidente, pela paciência, aquiescência e boa vontade em permitir-me ultrapassar o tempo estabelecido. \r\n\r\n(ASSUME A PRESIDÊNCIA O SENHOR DEPUTADO ELY PATRÍCIO, A CONVITE.)\r\n\r\nO SR. PRESIDENTE (Ely Patrício) - Nobre Sr. Deputado, como fui nascido e criado numa favela do Rio de Janeiro, agradeço suas palavras - e o Jacarezinho também agradece. \r\n\r\nO próximo orador inscrito é o Sr. Deputado José Bonifácio, que dispõe de dez minutos.\r\n\r\ndeputado JOSÉ BONIFÁCIO\r\n\r\nO SR. JOSÉ BONIFÁCIO - Sr. Presidente, Srs. Deputados, hoje à noite participarei de uma reunião de meu partido - o PDT - cujo tema central será exatamente a questão da habitação. Especificamente, a habitação popular. Pois o surgimento e crescimento das favelas - os núcleos habitacionais considerados abaixo do padrão - não constituem uma questão que envolve apenas o Rio de Janeiro. \r\n\r\nTemos acompanhado - há mais de 15 dias, diuturnamente - no jornal O Globo, reportagens abordadas de forma, eu diria, superficial, sobre o tema. Mas também levanta questões que devem ser levadas em consideração pelos homens públicos, não apenas deste estado, mas de nosso País. \r\n\r\nA questão habitacional não é, repito, um assunto que só traga preocupações à Cidade do Rio de Janeiro. \r\n\r\nSou originário de uma cidade do interior - hoje, mais desenvolvida. Vivi minha infância com amigos que eram pobres. Nunca fui rico mas, graças a Deus, tive uma condição melhor que a de muitos amigos meus. Convivi, Sr. Presidente, com a pobreza; perto de mim via a pobreza, mas não via a miséria. \r\n\r\nA miséria, no Brasil, talvez seja o resultado de uma política econômica. O povo brasileiro passou a vivenciá-la, pelo menos, nesta nossa Região Sudeste. \r\n\r\nNão vivi a minha infância e minha juventude em outras regiões como o Nordeste, que são castigadas não apenas por políticas econômicas mal elaboradas, mas também por governos corruptos que, de alguma forma, sucederam-se em suas cidades e Estados. Tais governos desviavam o dinheiro que deveria estar sendo aplicado na Educação e na Saúde e, no caso do Nordeste, pelo menos, deveriam buscar recursos para levar água suficiente a fim de matar a sede da população que vive lá. \r\n\r\nNo Sudeste, entretanto, a questão da miséria é muito recente. E até há um preceito bíblico que diz que Cristo, num determinado momento em que caminhava com seus discípulos, comentava: “Pobres, sempre os tereis; a mim, não”. Ele não falou em miséria. \r\n\r\nA pobreza, os pobres e os amigos com os quais convivi, com quem estudei numa escola pública, em Cabo Frio, no Colégio Estadual Miguel Couto, com quem desfrutava as águas cristalinas, àquela época, da Lagoa de Araruama, posteriormente da Praia do Forte, eram filhos de trabalhadores que tinham a sua casa simples, mas era casa própria. Os seus pais tinham emprego, recebiam um salário digno, que lhes davam condição de uma vida digna. \r\n\r\nO que o nosso País passou a viver de um certo tempo para cá foi a concentração extremada da riqueza. Sabemos que vivemos em um país capitalista e que o objetivo do capital e do empresário é o lucro, mas cabe ao Governo estabelecer regras; cabe aos governos interferirem na aplicação dos recursos públicos e investirem naquelas atribuições que são essencialmente do poder público. \r\n\r\nE o que temos assistido é que o Governo vem se afastando de suas responsabilidades. E, aí, repito, não quero - talvez nem saiba - precisar o momento dessa inflexão na aplicação dos recursos, depois, do desvio dos recursos públicos, da convivência entre grupos empresariais e homens públicos, governantes; uma convivência espúria, deletéria, que fazia com que pudéssemos, ao longe, verificar que aquele caminho não podia dar certo.\r\n\r\nNo Brasil temos visto que esse quadro se agrava. As pessoas vão morar debaixo da ponte, sob as marquises; catam pedaços de papelão e improvisam um telhado para passar a sua noite; vão buscar pedaços de madeira e restos de telha para construir o seu barraco. Tudo diante dos nossos olhos. E a reação natural daqueles que passam, às vezes, é dizer que esses são “escolhidos por Deus”. \r\n\r\nVemos essas cenas diariamente ao passarmos numa praça, num jardim, ou num viaduto. Vemos esses grupos de seres humanos, nossos irmãos, infelizes porque o destino não lhes favoreceu. Não é possível que sejam os “escolhidos de Deus”. Não é possível, porque Deus não separaria dos seus filhos, nem apontaria entre as suas criaturas umas que vivessem nababescamente e outras que ficassem ao relento, sentindo frio e fome. \r\n\r\nSomos nós que fazemos isso acontecer, pelo nosso livre-arbítrio, porque Deus quando nos criou nos colocou neste mundo e disse: “Este é o mundo que está entregue que vocês. Construam ou destruam.” Nós não temos sabido seguir os seus ensinamentos, não temos tido a capacidade de - como homens públicos - aplicar os ensinamentos do Criador.\r\n\r\nNós que estamos aqui neste Parlamento, ao Governador do Estado, ao Prefeito, ao Presidente da República, aos ministros, o Criador nos fez a todos à sua imagem e semelhança. Mas exatamente estes que têm tido a responsabilidade de gerir, de administrar, de estabelecer as políticas públicas, não têm se revelado à altura daquele ensinamento maior de amar o nosso semelhante, o nosso próximo, como a nós mesmos. \r\n\r\nE essa dicotomia, essas diferenças, esses extremos, essa distância entre o bem viver e a miséria têm sido abordados, mas não com a profundidade necessária, porque não se tem encontrado soluções para tantos problemas. Sabemos que o assunto não é fácil de se resolver, mas eu pretendia apenas acrescentar alguns ingredientes nessa problemática da habitação, porque há necessidade de se reverter esse quadro. \r\n\r\nNo Estado do Rio de Janeiro, por exemplo, fala-se na Nova Sepetiba. E eu fui lá recentemente. Há muitos anos eu não ia a Campo Grande, porque sou do interior do Estado e, quando vinha para esta grande cidade, ficava em Niterói, capital do antigo Estado do Rio. E como V. Exa. sabe eu fui seminarista, estudei no Seminário São José, em Niterói. E quando menino. \r\n\r\nTive um colega, um amigo que morava em Campo Grande no final na década de 50. Uma vez fui lá visitá-lo. Imaginem a Avenida Brasil perto de Campo Grande, ou até passando de Manguinhos: era praticamente uma pista só. Nunca mais havia retornado a Campo Grande. Tinha ido a Santa Cruz, passado pela Avenida Brasil. Vi as obras na Avenida Brasil, ia ao Sul do Estado, Itaguaí, Mangaratiba. Recentemente, fui a Campo Grande. É um bairro do Rio de Janeiro de boa qualidade de vida, mas o transporte, Sr. Presidente... Fico imaginando quem mora em Campo Grande e tem que trabalhar no centro da cidade. \r\n\r\nQuebra Tive oportunidade de conversar com uma pessoa que mora em Campo Grande e trabalha em Niterói. Imagine V. Exa. essas pessoas, essas famílias que foram para Nova Sepetiba, que deixaram seus trabalhos, suas casas, ou ainda, que são diaristas, como V. Exa. citou. Quanto tempo levam de viagem no ônibus que vai parando? Lembremos ainda que a maioria não recebe vale-transporte, tem que pagar passagem. \r\n\r\nFico pensando no governo, ou nos governos, de modo geral. Não é questão de se colocar culpa na Sra. Rosinha, no Sr. Garotinho, no Sr. Marcello Alencar. Não se trata disso. Estamos aqui fazendo uma reflexão.\r\n\r\nO SR. PAULO RAMOS - V. Exa. me concede um aparte?\r\n\r\nO SR. JOSÉ BONIFÁCIO - Sr. Presidente, se ainda tenho tempo e se V. Exa. me permitir, concedo aparte ao meu líder, que, às vezes, me coloca no rumo quando estou saindo dele. O aparte de S. Exa. é sempre muito bem recebido.\r\n\r\n(REASSUME A PRESIDÊNCIA O SENHOR DEPUTADO SIVUCA, A CONVITE)\r\n\r\nO SR. PRESIDENTE (Sivuca) - Esse é o norte de todos nós, Srs. Deputados.\r\n\r\nO SR. PAULO RAMOS - V. Exa. aborda as dificuldades enfrentadas pela população da Zona Oeste em relação aos transportes, que são uma tragédia. V. Exa. traz à nossa lembrança o programa habitacional Nova Sepetiba, do Sr. ex-Governador Anthony Garotinho. Não é tão surpreendente assim. Agora, a população que mora no Conjunto Nova Sepetiba conhece a realidade, sabe para onde foi mandada, sabe das dificuldades e também da qualidade daquela obra. Agora, sim; agora, a população de Nova Sepetiba está consciente do tratamento que lhe foi dispensado.\r\n\r\nO programa foi apresentado na campanha eleitoral como sendo uma grande realização do então Sr. Governador Garotinho. Certamente agora a Sra. Governadora Rosinha Garotinho, tentando afirmar a grandiosidade do seu governo na televisão - ou, então, o próprio Sr. ex-Governador Anthony Garotinho, que se apresenta como um grande realizador -, não terá a possibilidade de voltar ao Conjunto Nova Sepetiba para pedir um voto.\r\n\r\nO SR. JOSÉ BONIFÁCIO - Agradeço ao Sr. Deputado Paulo Ramos, um profundo conhecedor das questões do nosso Estado, em especial do Rio de Janeiro.\r\n\r\nPara não ocupar mais ainda o tempo que V. Exa. me concedeu com muita benemerência, quero falar sobre um ingrediente que não é novo nesta questão, nesta discussão. \r\n\r\nTenho me pronunciado nesta Casa e até já fiz uma distribuição de um pequeno panfleto em algumas estações do Metrô. Eu não consigo imaginar, entender como o transporte de massa, o transporte sobre trilhos continua relegado a um plano secundário. E exemplos existem em muitos outros países.\r\n\r\nA nossa cidade, o nosso Estado, o nosso País, de um modo geral, não dá a devida atenção a esse sistema de transporte. Eu vim do interior e vivi em alguns momentos no Rio de Janeiro, quando o sistema de trens da Central do Brasil transportava mais de um milhão de trabalhadores por dia. Mais de um milhão! Um transporte seguro, barato, regular. Hoje, não transporta 350 mil.\r\n\r\nVemos o Metrô, que não consegue se expandir para o Corte do Cantagalo nem chegar à Praça General Osório. A Linha 1 do Metrô pára no limite da Cidade do Rio de Janeiro com São João do Meriti, não contempla a Baixada Fluminense e nem se pensa em expansão da Linha 2.\r\n\r\nQuando se fala na Linha 3, dizem que é impossível fazer a Linha 3 para Itaboraí. Mas as horas que se perdem e o desgaste que se tem, não há medição em cifras e em recursos financeiros.\r\n\r\nO ingrediente que quero trazer à discussão na questão das sub-habitações, das favelas, é a necessidade de que passássemos a encarar o transporte de massa, o transporte sobre trilhos, de forma mais efetiva e com prioridade.\r\n\r\nEu moraria, tranqüilamente, em Itaboraí e trabalharia em São Gonçalo, Niterói, no Rio de Janeiro ou na Baixada Fluminense, se eu tivesse a facilidade de um transporte rápido e barato.\r\n\r\nNão é o ônibus, não é a van, não é o automóvel que vai permitir isso: é o transporte eficiente sobre trilhos.\r\n\r\nO Partido Democrático Trabalhista quer colocar o transporte de massa no centro das discussões que irão se dar, principalmente a partir do ano que vem, quando o povo deste Estado optará por novos governantes.\r\n\r\nIndependente das outras questões com as quais nosso partido já tem compromisso, queremos a Educação e nem precisa se falar que os CIEPs estão abandonados, infelizmente. Quantos jovens tiveram suas carreiras interrompidas porque o programa educacional do primeiro Governo Brizola foi interrompido?! Quantos jovens que se embrenharam à margem da vida poderiam ter se embrenhado à margem da vida sem chegar à marginalidade?!\r\n\r\nÉ o que trago hoje, como uma simples e pequena contribuição ao debate que se iniciou nesta Casa e que V. Exa. tão inteligentemente, antes de mim, teve a possibilidade de abordar. Acompanhava do meu gabinete, fiz questão de descer para ouvir o seu pronunciamento com sabedoria e inteligência. Por certo, outros deputados que estão nesta Casa sabem que esta questão é fundamental para que o cidadão, o chefe de família e o jovem tenham condições de morar com dignidade.\r\n\r\nO SR. PRESIDENTE (Sivuca) - O próximo orador inscrito é o Sr. Deputado Paulo Ramos, que dispõe de dez minutos.\r\n\r\ndeputado PAULO RAMOS\r\n\r\nO SR. PAULO RAMOS - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, hoje, por meio da televisão e da rede de rádio, teremos o encerramento do debate sobre a questão do desarmamento, a possibilidade ou a impossibilidade do comércio de armas e munições em nosso País. Tenho percebido que aqueles que defendem o Sim tentam se apresentar como defensores da vida. Eles são os defensores da vida! Imaginei que deveriam estar preocupados também com tudo que, em nosso País, tem levado as pessoas à morte.\r\n\r\nO Sr. Deputado José Bonifácio, desta tribuna, ao me anteceder, tratou de algumas questões sociais, mas tratou do saneamento básico, também. A falta de água potável nas torneiras ou a impossibilidade de ver o esgoto produzido tratado tem levado muitas pessoas à morte - muitas pessoas! Há uma associação entre a falta de saneamento básico e a mortalidade infantil. Mas aqueles que se manifestam preocupados com a vida não se dispõem a nenhuma campanha com o objetivo de ver a totalidade da população brasileira com água potável e esgoto tratado. \r\n\r\nEles não se preocupam, por exemplo, com a indústria do fumo, sendo o cigarro algo que tem levado muita gente à morte e à doença - muita gente! Também, não se preocupam com o fato de ser o Brasil campeão mundial em acidentes de trabalho. Os acidentes de trabalho têm levado muitos trabalhadores à morte e à invalidez, em um número infinitamente maior do que os números que eles apresentam como sendo das mortes causadas em função, não da comercialização de armas de fogo, mas simplesmente da possibilidade do uso de arma de fogo e, acima de tudo, pela crise social, pela insegurança pública - as mortes causadas pelos conflitos entre os próprios marginais e as mortes causadas pela ação do Estado. \r\n\r\nA ação do Estado tem vitimado mormente pessoas de comunidades carentes, mas também muitos profissionais da Segurança Pública, muitos policiais civis e militares. Não são poucos. O Rio de Janeiro é campeão. Eu não vejo, por parte daqueles que se apresentam como defensores da vida, a manifestação de nenhuma preocupação com a falta de investimento em Segurança Pública. As instituições policiais, especialmente as Polícias Civil e Militar em nosso Estado, não estão aparelhadas - podemos falar isso com o mais completo conhecimento. Os integrantes das instituições estão completamente abandonados, sem remuneração adequada, sem assistência médico-hospitalar adequada. Não! Sobre a segurança pública, eles preferem estimular a política do confronto; preferem transformar o estado, este sim, em indutor da morte, morte dos seus agentes e morte daqueles que ocupam a periferia da cidade ou mesmo os melhores pontos da cidade ou das cidades. Mas aqui, no Rio de Janeiro, aqueles que, em função da precariedade das habitações, são apresentados como incômodos. \r\n\r\nPassei a refletir sobre as verdadeiras razões. Qual terá sido a razão para que uma inteligência selecionasse exatamente a questão da comercialização de armas e munições para o plebiscito? E aí me lembrei que, há pouco tempo, houve a proposta concreta dos Estados Unidos, falando que países como o Brasil não necessitavam de forças armadas. Qual a razão de um país, como o Brasil, tendo tantas dificuldades para investimento na área social - não tem dificuldades para o pagamento de juros, porque o Governo Lula, ao completar três anos, terá pago mais de 500 bilhões de juros. 500 bilhões de juros! -, ter forças armadas? Porque esse dinheiro utilizado para equipar, para remunerar os integrantes das forças armadas poderia ser usado de uma forma mais útil. O que sabemos, obviamente, tratar-se de uma grande falácia. Os americanos seriam a polícia do mundo. Eles, como supostamente aliados, estariam dispostos, em qualquer situação, a emprestar seu poderio ao Brasil, para que ele fizesse face a qualquer conflito. \r\n\r\nImagino eu que duas razões estejam orientando este plebiscito. A primeira consiste no aniquilamento da nossa indústria bélica, que nem é tão grande se comparada à indústria bélica americana. Mas é uma indústria bélica aqui instalada, que tem possibilidades de produzir não apenas o que produz, mas de diversificar a sua produção, desde que o interesse nacional esteja em jogo. Mas, simultaneamente, o que eles querem dizer, e possivelmente seria - porque o “Não” vai ser vitorioso, o povo não vai se deixar enganar -, o passo seguinte. Afinal de contas, se as armas representam o fim da vida, para que forças armadas? \r\n\r\nEles não teriam possibilidades, numa fase inicial, de uma insurgência contra as forças policiais, até porque o aparelho do estado tem sido utilizado para afirmar esse modelo, para reprimir, exatamente, não os criminosos do colarinho branco, mas aqueles que vivem nas camadas menos favorecidas. O passo seguinte seria dizer: “Não há necessidade de forças armadas.” E para aqueles que, como eu, ainda têm uma visão de soberania nacional, para aqueles que compreendem que as Forças Armadas devem ser aparelhadas, devem ser armadas com a atualização tecnológica, que os seus integrantes devem ser preparados, e devem ter melhores condições de vida do que as experimentadas hoje, dou o exemplo já citado por mim, aqui, do que aconteceu no Iraque. Os americanos, com falso motivo, assaltaram um país inteiro, pelo petróleo, porque o Presidente do Iraque, Saddam Hussein, nacionalizou tudo do petróleo. Tudo! No Iraque não tinha uma bandeirinha da Shell, da Esso ou da Texaco. Nenhuma! A nossa própria Petrobrás - para a qual nós defendemos aqui o restabelecimento do monopólio estatal do petróleo, o fim desses leilões irresponsáveis, já que estão entregando nossas bacias sedimentares à exploração de empresas estrangeiras, com possibilidades, inclusive, de exportarem tudo aquilo que extrairem do nosso solo, sem qualquer dependência em relação a qual quer interesse nacional - foi contratada por Saddam Hussein para tentar descobrir petróleo numa região onde outras empresas já tinham tentado e afirmado que não havia petróleo. Mas a Petrobras descobriu que havia petróleo, e muito! E hoje - hoje não, porque não sabemos corretamente a verdade que está acontecendo no território iraquiano -, ou ontem, era o maior poço de petróleo em atividade no mundo, e as empresas ligadas aos países imperialistas disseram que ali não havia petróleo. Mas, o que fez o Presidente do Iraque, à época, Saddam Hussein? Ao nacionalizar, indenizou a Petrobrás - “isto aqui pertence ao povo iraquiano” - e o fez corretamente, porque não se brinca com a soberania nacional. \r\n\r\nAliás, já que estou tratando desse tema, falando sobre o Iraque, quero aqui manifestar a minha solidariedade ao Presidente Saddam Hussein pela dignidade com que se comportou ontem diante daquele falso tribunal, diante daquela farsa, porque já está comprovado que o motivo alegado para o assalto, para a invasão, era mentiroso. O Iraque não estava produzindo armas de destruição em massa, talvez, se estivesse, teria tido chance de resistir, mas, não estava. Comprovada a mentira - aliás, o próprio General Colin Powell já se diz constrangido porque foi o porta-voz da mentira - o Presidente Bush, Presidente dos Estados Unidos, não sofre nem a mais longínqua conseqüência por ter mentido ao mundo e assaltado um país inteiro dizimando centenas de milhares de vida porque aquela conversa de ataque cirúrgico não pode enganar a ninguém minimamente são.\r\n\r\nMas, ontem, ao ser indagado para que se identificasse, Saddam Hussein disse ao juiz: “O senhor sabe quem eu sou, eu é que não sei quem é o senhor. O que o senhor está fazendo aí? O senhor alguma vez foi juiz? Porque eu sou Saddam Hussein, Presidente do Iraque”.\r\n\r\nVamos esperar, porque há de chegar o dia em que o povo iraquiano, não obstante a divergências étnicas, que são fomentadas, há de compreender e há de pedir a volta de Saddam Hussein. \r\n\r\nDe qualquer maneira, Sr. Presidente, retornando à nossa seara, há interesses escusos de afronta à soberania nacional nessa campanha do desarmamento. Não há interesse, não há qualquer preocupação com a vida, porque os grandes condutores dessa campanha são exatamente os grandes beneficiários do modelo econômico que joga na rua da amargura a maioria esmagadora da população brasileira. Eles é que são, com esse modelo econômico, os indutores da morte, os assassinos, aparentemente sem armas; também são eles aves de rapina, os traidores da pátria a quem Getúlio Vargas se referiu na sua carta-testamento; são os mesmos que continuam aliados dos que nos exploram. Beneficiam-se com isso e sabem que é preciso iniciar uma campanha para depois indispor a população brasileira. Não vão conseguir isso com as nossas Forças Armadas. \r\n\r\nO SR. CORONEL JAIRO - V. Exa. me concede um aparte?\r\n\r\nO SR. PAULO RAMOS - Concedo aparte ao Sr. Deputado Coronel Jairo, meu afilhado - e o faço com muita alegria porque vejo, primeiro, que S. Exa. já está aqui com a saúde restabelecida; segundo, porque S. Exa. faz aniversário hoje. Com a saúde restabelecida, receba os nossos votos de que viva entre nós por muitos e muitos anos. \r\n\r\nO SR. CORONEL JAIRO - Sr. Deputado Paulo Ramos, V. Exa. sabe que a minha presença neste Parlamento teve o seu incentivo. Então, quando V. Exa. fala “meu afilhado” é a pura expressão da verdade. \r\n\r\nConcordo com V. Exa. Este, que já foi o país da esperança, o país do futuro, hoje é um país de pedintes. Hoje se discute Risco-Brasil, fala-se em Alca. O Jornal Nacional todos os dias divulga o índice da Bolsa de Nova Iorque, quando, na verdade, precisávamos fazer uma agenda de desenvolvimento. Sabemos que este País tem jeito e eles o querem entregar. Mas não vim aqui para dizer isso, porque está claro que querem entregar a soberania do nosso País. Isso está tão claro! Há o exemplo de Saddam Hussein, de Hitler, de Stalin. Tudo começou com o desarmamento. \r\n\r\nHá um dado para V. Exa. incorporar ao seu discurso, com a eloqüência que lhe é peculiar: das armas fabricadas no Brasil, 70,5% são exportadas, mandamos para fora; 20% são para as forças militares; 8% para as empresas de segurança. O que sobra para o civil, para o cidadão de bem é 1,5%. Eles estão preocupados em desarmar 1,5% da população, ou seja, estão preparando terreno para não termos nenhuma possibilidade de defesa. Onde está o estatuto da legítima defesa? Onde está o estatuto da honra? Estão preparando esta cidade e este País para não terem nenhum tipo de defesa. \r\n\r\nEste é um dado estatístico: 70,5% das armas saem daqui; 20% vão para as forças militares; 8% para as empresas de segurança; sobra 1,5%. Estão preocupados com esse 1,5%! Há algo de podre no Reino da Dinamarca.\r\n\r\nFelicito V. Exa. por estar atento a esses detalhes da entrega da soberania do nosso País aos deuses pagãos internacionais. \r\n\r\nO SR. PAULO RAMOS - Agradeço o aparte de V. Exa. e reitero os votos de que V. Exa. continue com essa garra, com muita saúde, viva por muito anos e seja muito feliz. \r\n\r\nAproveito o aparte de V. Exa. para dizer que, na Venezuela, o Sr. Presidente Hugo Chávez vem afirmando a soberania daquele país que tem como adversário o seu principal comprador de petróleo, os Estados Unidos. Mas ele, ante a possibilidade de a Venezuela ser alvo ou ser vítima por qualquer pretexto, que tentam construir também, dizendo que “é um ditador, é truculento”, ele é um homem que passou por vários pleitos até consolidar-se na Presidência da Venezuela; um homem que, com o apoio dos Estados Unidos e da mídia, quase foi deposto, ele voltou porque o povo reagiu e ele está agora fazendo exatamente o contrário: está comprando armas leves e distribuindo à população, para que ela possa resistir se por ventura houver mais uma ousadia. \r\n\r\nO que fazem as Nações Unidas? O que faz a ONU diante desse quadro que se explicita como o caso do Iraque? Aquele que foi a vítima está sendo processado e o autor ainda se apresenta como quem exige a pena máxima. \r\n\r\nMas na Venezuela acontece o contrário. Os americanos já têm instaladas muitas bases militares em torno do Brasil e agora busca instalar outra, aqui ao lado, no Paraguai. Já está cuidando disso.\r\n\r\nVeja bem, Sr. Presidente, venho a esta tribuna tentar dar essa contribuição para o esclarecimento da população quanto à leviandade, à hipocrisia - como o Sr. Deputado Coronel Jairo diz, a respeito do “percentual da exportação” - de dizerem que defendem a vida e são internacionalistas, todavia deveriam ter a coragem de assumir que o objetivo deles é o de acabar com a indústria armamentista brasileira. Eles têm que assumir isso, mas agem sempre através de uma mentira. \r\n\r\nNinguém pode pretender que uma pessoa seja vitimada por uma arma de fogo ou que uma criança pegue uma arma de fogo e leve para a escola; ou que haja um disparo acidental; ou que alguém, que não saiba manusear uma arma, tenha uma. É claro que ninguém pretende isso! Mas que eles mentem.\r\n\r\nVenho a esta tribuna com esta preocupação, com a vinculação que pode ter um passo adiante com as nossas Forças Armadas, porque estamos na Semana da Asa. Dia 23 agora, coincidentemente o mesmo dia do plebiscito, também é o dia em que o Pai da nossa Aviação, Santos Dumont, fez o primeiro vôo do mais pesado que o ar - o 14 Bis. Dia 23. \r\n\r\nPortanto, ao mesmo tempo em que homenageio a nossa Força Aérea, ao mesmo tempo em que homenageio as nossas Forças Armadas, ao mesmo tempo em que afirmo aqui a defesa patriótica da soberania nacional para aqueles que assistem a TV Alerj e aos que, de alguma forma, ainda não compreenderam o significado grave da manipulação desse plebiscito, peço que que passem a meditar pelo menos com esse outro referencial. E possam, no domingo, usando uma expressão que era utilizada pelo nosso velho Brizola, que não está mais aqui entre nós: “Que o povo brasileiro possa dizer um rotundo Não, votando no 1.”\r\n\r\nMuito obrigado.\r\n\r\nO SR. PRESIDENTE (Sivuca) - O próximo orador inscrito é o Sr. Deputado Coronel Rodrigues, que dispõe de dez minutos.\r\n\r\ndeputado CORONEL RODRIGUES\r\n\r\nO SR.CORONEL RODRIGUES - Sr. Presidente, meu amigo Sivuca, Sr. Deputado Coronel Jairo...\r\n\r\nO SR. PAULO RAMOS - Sr. Deputado Coronel Rodrigues, V. Exa. me permite fazer uso da palavra?\r\n\r\nO SR CORONEL RODRIGUES - Claro.\r\n\r\nO SR. PAULO RAMOS - Sr. Presidente, a TV Alerj está fora do ar? A TV Alerj passa programa de criancinha, programa de não sei o quê. Qual a razão de a TV Alerj estar fora do ar, exatamente no dia de hoje? (Pausa) Não está fora do ar? (Pausa) Só para nós? Ah, bom.\r\n\r\nO SR. PRESIDENTE (Sivuca) - É o horário da Câmara Municipal.\r\n\r\nO SR. PAULO RAMOS - Então, Sr. Presidente, a TV Alerj está no ar?\r\n\r\nO SR. PRESIDENTE (Sivuca) - Não, não está no ar.\r\n\r\nO SR. PAULO RAMOS - Foi dito que está. (Pausa) Está no ar ou não está no ar?\r\n\r\nO SR. PRESIDENTE (Sivuca) - É o horário da Câmara Municipal, Sr. Deputado Paulo Ramos.\r\n\r\nO SR. PAULO RAMOS - Está no ar? (Pausa) Só não está para nosso telão, Sr. Presidente. Assim, fico mais tranqüilo. Eu, que feito apologia da nossa TV Alerj, dos nossos profissionais, fiquei assustado, porque apelei para os telespectadores, aqueles que poderiam estar nos assistindo, para refletirem sobre os argumentos que expendi da tribuna. Então, quero pedir desculpas e cumprimentar o Sr. Deputado Coronel Rodrigues. \r\n\r\nMuito obrigado.\r\n\r\nO SR CORONEL RODRIGUES - V. Exa. merece e pode, tem toda autoridade. Sr. Presidente, lembro-me das aulas de meu mestre nos cursos do Corpo de Bombeiros, meu amigo, o Professor Marcelo Caldas. Aqui, faço uma convocação ao Secretário de Defesa Civil, para que possamos levá-lo a ocupar de novo a cadeira da qual nunca deveria ter saído, à frente dos nossos oficiais, nossos praças, lá nos cursos do Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro. \r\n\r\nO Mestre Marcelo Caldas sempre dizia, em nossas aulas, que normalmente é preciso escolher três temas. Dos três temas de que tratarei hoje, o primeiro é a satisfação e a alegria, como motivo principal para assomar a esta tribuna, de dar os parabéns ao meu amigo, o Sr. Deputado Coronel Jairo. Fiz questão de que ele ficasse no plenário. Quando se escolhe um irmão, quando se tem na figura de um homem a figura de um irmão, de quem realmente se gosta, com quem se preocupa, é porque aquela pessoa fez por merecer e tocou fundo seu coração. \r\n\r\nEu tenho por hábito, gosto de fazer amigos, não por ler livros, não pelo dia-a-dia, que a vida nos ensina, mas pela criação que meu pai e minha mãe me deram. Quando eu conheci o Jairo - permita-me cahamá-lo assim, Jairo - eu era Comandante de Jacarepaguá. Vi no Jairo uma pessoa íntegra, que, no primeiro contato, comecei a admirar. Essa admiração se tornou uma profunda amizade, um profundo carinho - que eu sei que é recíproco -, com nossa convivência, nosso convívio diário aqui, no plenário, nos gabinetes, no nosso partido. \r\n\r\nTenho certeza de que, no período em que Jairo ficou enfermo, Deus o deixou um pouquinho no estaleiro, para ele poder se calçar melhor, se condicionar fisicamente. No ano que vem, teremos uma batalha árdua, a da nossa reeleição. Ele parou de fumar. Hoje, está remoçado, no mínimo, dez anos. Fico feliz ao dizer isso. Quem foi ao hospital, viu o Jairo convalescendo e o vê hoje, um garoto, fica profundamente feliz. Hoje, ele está aqui e, de coração, assomei a esta tribuna para falar, principalmente, do aniversário de meu amigo, meu irmão, Coronel Jairo. Dizer a ele que os 55 anos lhes deram uma condição de discernimento imenso e totalmente já confirmada com os parâmetros exatos da vida. E o dia-a-dia neste plenário faz com que a sua atuação, faz com que o seu equilíbrio emocional e político nos dê a certeza de que estamos diante de uma liderança política, não simplesmente de um político, mas diante de um homem que aprendeu, como na época da Polícia Militar, a respeitar os seus pares e a comandar os seus subordinados. \r\n\r\nTenho certeza que o Coronel Jairo tem pela frente uma trajetória brilhante na política. E vejo, não pelo que ele me fala, mas pelo olhar, pelos comentários dos nossos colegas, pela admiração que nossos pares têm por ele, e pela brecha que deixou em nosso Parlamento quando esteve ausente naqueles quase dois meses. \r\n\r\nJairo, receba o abraço de um amigo, de um irmão, com quem você sabe que pode contar, e que se mexeu com você, mexeu comigo. \r\n\r\nO SR. CORONEL JAIRO - Quero agradecer, estendendo também o agradecimento ao Sr. Deputado Sivuca, pelas palavras de carinho na minha volta, dizendo da falta que eu fazia. Isso tudo calou fundo em mim. \r\n\r\nMas, Coronel Rodrigues, quero relembrar que nos conhecemos antes de vir para cá. \r\n\r\nQuando cheguei ao quartel onde você era comandante, antes fui tomar informações suas. E as pessoas sempre me diziam: “Aquele coronel é um cara sério, é um cara digno.”\r\n\r\nQuando vejo você ocupar a tribuna para falar de um companheiro coronel, com essa humildade, com essa simplicidade, tenho que declarar que isso é próprio dos grandes homens. Neste país de desamor, onde as pessoas fazem das costas dos outros a sua própria ascensão, você ocupar a tribuna desta Casa, a mais importante do Estado do Rio de Janeiro, para homenagear e dizer essas palavras carinhosas a um companheiro, só pode partir mesmo de um grande homem. Eu já sabia disso, lá atrás, e não sou eu quem está dizendo. Os seus subordinados, seus oficiais diziam: “Esse coronel é um grande homem, é um cara digno.” Chegando aqui e convivendo com você, apenas atestei a veracidade dessas afirmações. \r\n\r\nQuero agradecer em nome da minha família e em meu nome, a sua grandeza de dizer essas palavras elogiosas sobre mim. E falar que esperava exatamente isso de você, porque só os grandes homens são capazes de elogiar. A crítica traz a notoriedade, as pessoas se notabilizam pela crítica, só que a crítica é dos medíocres e os elogios são dos nobres. E você, amigo, é nobre. \r\n\r\nObrigado, Rodrigues. Seja feliz, companheiro. \r\n\r\nO SR. CORONEL RODRIGUES - Eu que tenho que agradecer pela sua amizade, pelo seu carinho. \r\n\r\nAmigo Sivuca, vamos observando o comportamento das pessoas, vamos avaliando pelo carinho que vemos da família, dos filhos, da esposa, dos subordinados, dos funcionários, dos amigos, quando chegam perto. E em todo esse tempo que conheço o Jairo, as pessoas, ao chegarem perto dele, não estão chegando perto do deputado nem do coronel. \r\n\r\nSempre tive como convicção e sempre disse dentro do quartel que jamais desejei que um subordinado meu me temesse, sempre quis e quero, até hoje, que um subordinado meu, um funcionário meu me respeite porque eu o respeito, acima de tudo, pela pessoa, pelo ser humano, independente da posição, do cargo ou da situação financeira.\r\n\r\nQuando respeitamos a figura humana, o ser humano, estamos fazendo um bem à humanidade. Vejo muita gente falar de amor nas igrejas, nos cultos, nos atos religiosos, nas reuniões, mas na hora de praticar realmente o amor, vemos, simplesmente a demonstração de ódio.\r\n\r\nJairo, estou aqui parabenizando-o de coração e você sabe que é verdadeiro o que eu sinto. Fico emocionado ao ver o carinho que as pessoas têm por você, porque eu me vejo com os meus amigos, com os meus filhos, com a minha família. Sei que eles estão passando para você aquilo o que você plantou: o amor.\r\n\r\nEste seu amigo aqui deixa um beijo no seu coração. Vamos em frente porque estamos juntos para o ano que vem, estamos juntos no nosso partido para que ele fique cada vez mais forte; para dignificar cada vez mais este Parlamento e fazer com que o Estado do Rio de Janeiro se torne uma pujança nacional.\r\n\r\nDentre tudo aquilo de errado que está acontecendo em Brasília que o Rio de Janeiro seja a mola mestra para mostrar em Brasília como as coisas devem ocorrer e fazer com que o povo brasileiro deixe de ser um pouco menos sofrido.\r\n\r\nJairo, um beijo do fundo do meu coração.\r\n\r\nSr. Presidente, muito obrigado. \r\n\r\nQuebra O SR. PRESIDENTE (Sivuca) - Não havendo mais oradores inscritos, a Presidência suspende os trabalhos até as 16h30, quando retornaremos com a Ordem do Dia.\r\n\r\nEstá suspensa a Sessão.\r\n\r\n(Suspende-se a Sessão às 16h25min).\r\n\r\n(Comparecem os Senhores Deputados: Paulo Melo, Ricardo Abrão, André Corrêa, Geraldo Moreira, Jodenir Soares, José Nader, Edino Fonseca, Adroaldo Peixoto Garani, Alessandro Molon, Alice Tamborindeguy, Altineu Cortes Andreia Zito, Aparecida Gama, Átila Nunes, Dica, Domingos Brazão, Edna Rodrigues, Edson Albertassi, Fábio Silva, Gilberto Silva, Jorge Picciani, Leandro Sampaio, Leo Vivas, Pedro Augusto, Pedro Fernandes, Renato de Jesus, Sérgio Soares).\r\n\r\n(ASSUME A PRESIDÊNCIA O SENHOR DEPUTADO JOSÉ TÁVORA, 2º VICE-PRESIDENTE).\r\n\r\n(Reabre-se a Sessão às 16h30min).\r\n\r\nO SR. PRESIDENTE (José Távora) - Está reaberta a Sessão. Esgotado o tempo destinado ao Expediente Inicial, passemos à Ordem do Dia.\r\n\r\nPassa-se à\r\n\r\nOrdem do Dia\r\n\r\nO SR. PRESIDENTE (José Távora) - A Ata registra a presença de 60 Senhores Deputados.\r\n\r\nAnuncia-se a Votação, da Discussão Única, em Regime de Prioridade, da: \r\n\r\nINDICAÇÃO LEGISLATIVA 626/2002, DE AUTORIA DA COMISSÃO DE INDICAÇÕES LEGISLATIVAS, QUE SOLICITA AO PODER EXECUTIVO O ENVIO DE MENSAGEM A ESTA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA QUE AUTORIZE A CRIAÇÃO DO FUNDO ESTADUAL DE HABITAÇÃO DE INTERESSE SOCIAL (FUNDHIS), DESTINADO À PROMOÇÃO, PRODUÇÃO E FINANCIAMENTO DA CASA PRÓPRIA PARA POPULAÇÃO DE MAIS BAIXA RENDA, E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.\r\n\r\nPARECER: DA COMISSÃO DE INDICAÇÕES LEGISLATIVAS ÀS EMENDAS DE PLENÁRIO, FAVORÁVEL.\r\n\r\nRELATOR: DEPUTADA WALDETH BRASIEL.\r\n\r\nO SR. PRESIDENTE (José Távora) - Em votação as emendas de Plenário. Os Srs. Deputados que aprovam a matéria permaneçam como estão. (Pausa)\r\n\r\nAprovada.\r\n\r\nEm votação a Indicação assim emendada. Os Srs. Deputados que aprovam a matéria permaneçam como estão. (Pausa)\r\n\r\nAprovada. Vai à Redação Final.\r\n\r\nAnuncia-se a Votação, da Discussão Única, em Regime de Prioridade, da: \r\n\r\nINDICAÇÃO LEGISLATIVA 627/2002, DE AUTORIA DA COMISSÃO DE INDICAÇÕES LEGISLATIVAS, QUE SOLICITA O ENVIO DE MENSAGEM A ESTA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA QUE AUTORIZE O PODER EXECUTIVO A CONCEDER ANISTIA DE DÉBITOS DE PESSOAS FÍSICAS CONTRAÍDOS COM A CEDAE E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.\r\n\r\nPARECER: DA COMISSÃO DE INDICAÇÕES LEGISLATIVAS ÀS EMENDAS DE PLENÁRIO, CONTRÁRIO ÀS EMENDAS NºS 1, 2, 3 e 4 E FAVORÁVEL À DE Nº 5.\r\n\r\nRELATOR: DEPUTADA WALDETH BRASIEL.\r\n\r\nO SR. PRESIDENTE (José Távora) - Em votação a Emenda nº 5, com parecer favorável. Os Srs. Deputados que a aprovam permaneçam como estão. (Pausa)\r\n\r\nAprovada.\r\n\r\nEm votação as Emendas nºs 1, 2, 3 e 4, com pareceres contrários. Os Srs. Deputados que as aprovam permaneçam como estão. (Pausa)\r\n\r\nRejeitadas.\r\n\r\nEm votação a Indicação Legislativa assim emendada. Os Srs. Deputados que aprovam a matéria permaneçam como estão. (Pausa)\r\n\r\nAprovada. Vai à Redação Final.\r\n\r\nAnuncia-se a Votação, da Discussão Única, em Regime de Prioridade, da: \r\n\r\nINDICAÇÃO LEGISLATIVA 631/2002, DE AUTORIA DA COMISSÃO DE INDICAÇÕES LEGISLATIVAS, QUE SOLICITA O ENVIO DE MENSAGEM A ESTA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA QUE AUTORIZE O PODER EXECUTIVO A CONVOCAR PROCESSO SELETIVO PARA A CONTRATAÇÃO DE 200 MÉDICOS PARA LOTAÇAO NOS HOSPITAIS PÚBLICOS DA BAIXADA FLUMINENSE.\r\n\r\nPARECER: DA COMISSÃO DE INDICAÇÕES LEGISLATIVAS ÀS EMENDAS DE PLENÁRIO, FAVORÁVEL.\r\n\r\nRELATORA: DEPUTADA WALDETH BRASIEL.\r\n\r\nO SR. PRESIDENTE (José Távora) - Em votação as emendas de Plenário com pareceres favoráveis. Os Srs. Deputados que as aprovam permaneçam como estão. (Pausa)\r\n\r\nAprovadas.\r\n\r\nEm votação a Indicação Legislativa assim emendada. Os Srs. Deputados que aprovam a matéria permaneçam como estão. (Pausa)\r\n\r\nAprovada. Vai à Redação Final.\r\n\r\nAnuncia-se a 2ª Discussão (Redação do Vencido), em Tramitação Ordinária, do \r\n\r\nPROJETO DE LEI 251-A/2003, DE AUTORIA DO DEPUTADO NELSON DO POSTO, QUE FICA O PODER EXECUTIVO AUTORIZADO A CRIAR O PROJETO A CASA DO VESTIBULANDO.\r\n\r\nO SR. PRESIDENTE (José Távora) - Em discussão a matéria. Não havendo quem queira discuti-la, encerrada a discussão.\r\n\r\nEm votação. Os Srs. Deputados que aprovam a matéria permaneçam como estão. (Pausa)\r\n\r\nAprovada. Vai a Autógrafo.\r\n\r\nO SR. LUIZ PAULO - Peço a palavra pela ordem, Sr. Presidente. \r\n\r\nO SR. PRESIDENTE (José Távora) - Pela ordem, tem a palavra o Sr. Deputado Luiz Paulo.\r\n\r\nO SR. LUIZ PAULO (Pela ordem) - Sr. Presidente, registre-se que, apesar de ser Redação do Vencido, este projeto deveria ser uma mera indicação simples.\r\n\r\nO SR. PRESIDENTE (José Távora) - Está feito o registro, Sr. Deputado Luiz Paulo.\r\n\r\nAnuncia-se a 2ª Discussão, em Tramitação Ordinária, do: \r\n\r\nPROJETO DE LEI 648/2003, DE AUTORIA DO DEPUTADO ANTÔNIO PEDREGAL, QUE DISPÕE SOBRE O ENSINO DE NOÇÕES DE RECICLAGEM.\r\n\r\nO SR. PRESIDENTE (José Távora) - Em discussão a matéria. Não havendo quem queira discuti-la, encerrada a discussão.\r\n\r\nEm votação. Os Srs. Deputados que aprovam a matéria permaneçam como estão. (Pausa)\r\n\r\nAprovada. Vai a Autógrafo.\r\n\r\nAnuncia-se a 2ª Discussão, em Tramitação Ordinária, do: \r\n\r\nPROJETO DE LEI 881/2003, DE AUTORIA DOS DEPUTADOS GILBERTO PALMARES E PAULO MELO, QUE ESTABELECE CRITÉRIOS PARA A DEMISSÃO DE TRABALHADORES REGIDOS POR CONTRATO DE TRABALHO E REGIME CELETISTA VINCULADOS ÀS EMPRESAS BENEFICIADAS POR INCENTIVOS FISCAIS CONCEDIDOS PELO GOVERNO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.\r\n\r\nO SR. PRESIDENTE (José Távora) - Em discussão a matéria. Não havendo quem queira discuti-la, encerrada a discussão.\r\n\r\nO projeto recebeu duas emendas e retorna às Comissões Técnicas.\r\n\r\nAnuncia-se a 2ª Discussão, em Tramitação Ordinária, do: \r\n\r\nPROJETO DE LEI 2435/2005, DE AUTORIA DO DEPUTADO NOEL DE CARVALHO, QUE CONSIDERA DE UTILIDADE PÚBLICA ESTADUAL A SOCIEDADE HUMANITÁRIA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL E CULTURAL - SOHASC.\r\n\r\nO SR. PRESIDENTE (José Távora) - Em discussão a matéria. Não havendo quem queira discuti-la, encerrada a discussão.\r\n\r\nEm votação. Os Srs. Deputados que aprovam a matéria permaneçam como estão. (Pausa)\r\n\r\nAprovada. Vai a Autógrafo.\r\n\r\nAnuncia-se a 1ª Discussão, em Tramitação Ordinária, do: \r\n\r\nPROJETO DE LEI 411/2003, DE AUTORIA DO DEPUTADO PAULO RAMOS, QUE DISCIPLINA A INSTALAÇÃO DE MEDIDORES DIVERSOS, NA FORMA QUE MENCIONA.\r\n\r\nPARECERES: DAS COMISSÕES DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, PELA CONSTITUCIONALIDADE; DE OBRAS PÚBLICAS, FAVORÁVEL; DE ECONOMIA, INDÚSTRIA E COMÉRCIO, FAVORÁVEL; DE DEFESA DO CONSUMIDOR, FAVORÁVEL; E DE ORÇAMENTO, FINANÇAS, FISCALIZAÇÃO FINANCEIRA E CONTROLE, FAVORÁVEL.\r\n\r\nRELATORES: DEPUTADOS DOMINGOS BRAZÃO, LUIZ PAULO, EDMILSON VALENTIM, CIDA DIOGO E PAULO MELO.\r\n\r\n(EM ANEXO O PROJETO DE LEI 418/2003)\r\n\r\nO SR. PRESIDENTE (José Távora) - Em discussão a matéria. Não havendo quem queira discuti-la, encerrada a discussão.\r\n\r\nEm votação. Os Srs. Deputados que aprovam a matéria permaneçam como estão. (Pausa)\r\n\r\nAprovada em 1ª, a matéria retornará em 2ª discussão.\r\n\r\nAnuncia-se a 1ª Discussão, em Tramitação Ordinária, do: \r\n\r\nPROJETO DE LEI 1461/2004, DE AUTORIA DO DEPUTADO ANTÔNIO PEDREGAL, QUE DISPÕE SOBRE OS SERVIÇOS DE FABRICAÇÃO DE CHAVES, CONSERTO E ABERTURA DE FECHADURAS.\r\n\r\nPARECERES: DAS COMISSÕES DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, PELA TRANSFORMAÇÃO EM INDICAÇÃO SIMPLES; DE SEGURANÇA PÚBLICA E ASSUNTOS DE POLÍCIA, PELA TRANSFORMAÇÃO EM INDICAÇÃO SIMPLES; DE DEFESA DO CONSUMIDOR, FAVORÁVEL; DE ECONOMIA, INDÚSTRIA E COMÉRCIO, FAVORÁVEL, COM VOTO PELA TRANSFORMAÇÃO EM INDICAÇÃO SIMPLES DO DEPUTADO PAULO MELO; E DE ORÇAMENTO, FINANÇAS, FISCALIZAÇÃO FINANCEIRA E CONTROLE, PELA TRANSFORMAÇÃO EM INDICAÇÃO SIMPLES.\r\n\r\nRELATORES: DEPUTADOS NOEL DE CARVALHO, NOEL DE CARVALHO, CIDINHA CAMPOS, ROBERTO DINAMITE E PAULO MELO.\r\n\r\nO SR. PRESIDENTE (José Távora) - Em discussão a matéria. Não havendo quem queira discuti-la, encerrada a discussão.\r\n\r\nEm votação o parecer da Comissão de Constituição e Justiça. Os Srs. Deputados que aprovam a matéria permaneçam como estão. (Pausa)\r\n\r\nAprovada, a matéria retornará ao autor para elaboração de indicação simples.\r\n\r\nAnuncia-se a 1ª Discussão, em Tramitação Ordinária, do: \r\n\r\nPROJETO DE LEI 1506/2004, DE AUTORIA DA DEPUTADA ELIANA RIBEIRO, QUE AUTORIZA O PODER EXECUTIVO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO A PROMOVER CONVÊNIOS COM AS INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.\r\n\r\nPARECERES: DAS COMISSÕES DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, PELA TRANSFORMAÇÃO EM INDICAÇÃO SIMPLES, COM VOTO PELA CONSTITUCIONALIDADE DOS DEPUTADOS PAULO MELO E DOMINGOS BRAZÃO; DE SERVIDORES PÚBLICOS, PELA TRANSFORMAÇÃO EM INDICAÇÃO SIMPLES; DE EDUCAÇÃO E CULTURA, FAVORÁVEL; E DE ORÇAMENTO, FINANÇAS, FISCALIZAÇÃO FINANCEIRA E CONTROLE, FAVORÁVEL.\r\n\r\nRELATORES: DEPUTADOS NOEL DE CARVALHO, GERALDO MOREIRA, PAULO MELO E PAULO MELO.\r\n\r\nO SR. PRESIDENTE (José Távora) - Em discussão a matéria. Não havendo quem queira discuti-la, encerrada a discussão.\r\n\r\nEm votação o parecer da Comissão de Constituição e Justiça. Os Srs. Deputados que aprovam a matéria permaneçam como estão. (Pausa)\r\n\r\nAprovada, a matéria retornará ao autor para elaboração de indicação simples.\r\n\r\nA SRA. GEORGETTE VIDOR (Pela ordem) - Sr. Presidente, peço a publicação nos Anais da Casa do relatório da viagem que fiz à China.\r\n\r\nO SR. PRESIDENTE (José Távora) - A Presidência defere o pedido de V. Exa.\r\n\r\nA SRA. GEORGETTE VIDOR - Muito obrigada.\r\n\r\nRELATÓRIO DE VIAGEM\r\n\r\nViagem: CHINA\r\n\r\nPeríodo: 06 a 16 de outubro de 2005\r\n\r\nProcessos: \r\n\r\nCidades visitadas: Pequim, Xangai, Nanjin\r\n\r\nRepresentantes da Alerj: Deputada Georgette Vidor e a chefe de gabinete Luisa Parente\r\n\r\nObjetivo principal: intercâmbio com a política pública esportiva chinesa; visita às Escolas de Educação Física e Esporte, ao Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Para-olímpicos e acompanhamento dos Jogos Nacionais da China.\r\n\r\n1.ª encontro-visita: \r\n\r\nNa segunda-feira dia 09 de outubro visitamos a Escola de Esportes de um de bairros de Pequim, construída em 2000 por ocasião do Campeonato Mundial Universitário. Fomos recebidas pelo Sr. Li, Coordenador Esportivo da Escola. Cada bairro possui uma escola de Educação Física.\r\n\r\nNesta escola são praticadas 14 modalidades esportivas, todas olímpicas. Dentre ela; Judô, Tae kwan do, halterofilismo, beisebol, tênis de mesa, natação, badminton, luta romana (olímpica). Os alunos são provenientes das escolas primárias (07 a 12 anos) e secundárias (13 a 15 anos) da redondeza. Cada escola de educação física de bairro desenvolve entre os esportes praticados, 3 ou 4 com alunos talentos, que treinam mais horas que os demais e, no caso destes esportes o trabalho visa o alto rendimento. Caso um aluno talentoso que more neste bairro, não tenha seu esporte desenvolvido para o alto rendimento nesta escola, ele é indicado para a escola mais próxima que o faça.\r\n\r\nOs Treinadores vão às escolas observar os melhores alunos. São formados dois grupos de atletas que freqüentam a Escola de Esportes. O primeiro de atletas comuns, como parte de uma cultura desenvolvida dando ênfase na importância da atividade física e prática esportiva, os quais vêm após o horário do colégio e o segundo, são os talentos que querem elevar o nível nos treinamentos e que já foram detectados pelos treinadores. \r\n\r\nOs alunos pagam uma mensalidade simbólica ($ 100 RMB- o equivalente a R$ 20,00). Os talentos o governo subsidia uma parte. Eles não recebem remuneração. Podem até receber algum tipo de prêmio como cadernos, livros, canetas. Todos os investimentos para a construção e manutenção do centro são provenientes do governo de Pequim.\r\n\r\nTodos os alunos praticam no mínimo as atividades físicas 6x por semana durante duas horas por dia. A capacidade da escola é de 1000 alunos.\r\n\r\nEste sistema de Escolas Esportivas de bairro teve início em 1963.\r\n\r\nA Escola de Esporte promove e participa de eventos. Existem os oficiais, no âmbito municipal e outro que são os adolescentes de Pequim. Estes são obrigatórios e a Escola que não participar não recebe recursos no ano seguinte. \r\n\r\nA Escola de Esporte acolhe uma Comissão de professores de Educação Física que administra e fiscaliza as aulas de Educação Física das Escolas regulares de ensino. As aulas de educação física acontecem dia sim dia não, com duração de 1 hora. Até os seis, anos são ministradas somente atividades recreativas, ministradas por ex-atletas. Alguns desenvolvem natação e tênis de mesa. Além da Educação Física regular os alunos estão obrigados a praticar pelo menos 2 horas de alguma modalidade na Escola de Esportes.\r\n\r\nOs professores e Treinadores são profissionais formados ou renomados campeões.\r\n\r\nO Plano Nacional de Educação Física é elaborado em conjunto pelo Departamento nacional de Educação Física da China e a entidade correspondente na esfera provincial.\r\n\r\nPara ingressar na escola secundária do 2.º ciclo tem prova de Educação Física. Se tiver bom resultado o aluno pode conseguir matrícula em escolas mais conceituadas. No caso de bom rendimento esportivo, o aluno ganha uma pontuação que facilita o ingresso nas universidades.\r\n\r\nO Departamento Geral de Educação Física Nacional, vinculado ao Governo Central da China (equivalente ao Ministério do Esporte no Brasil), pertence ao Conselho de Estado que administra os Ministérios. É encarregado de distribuir as tarefas e estabelecer metas para os departamentos das províncias de acordo com as características de cada província.\r\n\r\nPequim, Xangai e Canton são as províncias mais fortes nos esportes. “A quantidade de medalhas é o sucesso político dos governos”\r\n\r\n2.ª encontro-visita :\r\n\r\nNa terça-feira, dia 10 de outubro visitamos o Comitê Organizador dos Jogos olímpicos e para-olímpicos de 2008. Fomos recebidos pelos Sub-Chefes de Departamentos de Relações Internacionais do Comitê Olímpico da China Sr. Shao hongbo, pela Sra. Lili, responsável pelos assuntos Hispano-latino-americanos e pelo Sr. Kong responsável pelos assuntos do Comitê para-olímpico Chinês.\r\n\r\nO CO- Pequim 2008 foi constituído desde a decisão de realização dos jogos. Até o final de 2005 serão 22 departamentos e 600 funcionários. (Para-olímpicos, MKT, Publicidade, TV - mídia, educação). Atualmente possui 19 departamentos e 500 funcionários. Dos 22 departamentos do momento, 16 já trabalham em comum acordo com os dois comitês.\r\n\r\nOs Jogos se realizarão no dia 08/08/08 às 08:00 da noite, representando números de felicidade e o desenvolvimento das 28 modalidades esportivas. São 36 “equipamentos esportivos” entre ginásios e estádios, sendo 30 em Pequim e 6 em outras cidades.\r\n\r\nOs Recursos investidos na organização dos jogos são em sua maioria de origem privada, de operações mercantis. O total investido é de U$ 1 bilhão e 600 mil só na realização. Excluindo-se o valor das construções e a preparação dos atletas dos atletas.\r\n\r\nDentre os patrocinadores estão os bancos, a indústria automobilística, petróleo, gás natural, eletrodomésticos, cias. aéreas e outros.\r\n\r\nO Slogan adotado é: “One world one dream”.No mesmo mundo o mesmo sonho. Estimam que terão 100 mil voluntários.\r\n\r\n“Após as eleições receberam muitos apoios de países amigos, inclusive do Brasil, que foi o primeiro país a enviar uma delegação para visitar o CO-Pequim 2008. Neste momento ele agradece a atenção e o apoio.”\r\n\r\nSobre as Para-olimpíadas “o governo também apóia muito este evento e o povo valoriza isso”.\r\n\r\nAs estruturas administrativas e esportivas e departamentos do CO-B servem e servirão às para-olimpíadas., que acontecerão logo após entre 06 e 17 de setembro. Neste evento são 20 modalidades. Pela primeira vez haverá Remo adaptável. Também mantém contatos com comitês nacionais para-olímpicos de diversos países, inclusive o brasileiro. A única diferença além das modalidades será o mascote.\r\n\r\n3.ª encontro-visita:\r\n\r\nNa quinta-feira dia 13 de outubro, visitamos o Complexo de Esportes de Xangai, situado numa região mais afastada do centro da cidade.\r\n\r\nO complexo possui: \r\n\r\n1 ginásio coberto de futebol de campo (grama sintética);\r\n\r\n3 quadras de vôlei de praia;\r\n\r\n6 quadras de tênis;\r\n\r\n4 quadras descobertas de basquete;\r\n\r\n1 ginásio de tênis de mesa com mais de 20 áreas com mesas;\r\n\r\n1 estádio de remo, canoagem e iatismo (raia de 2,5 Km);\r\n\r\nGinásio aquático com 2 piscinas oficiais para natação e pólo aquático, 1 piscina de treinamento e uma piscina de nado sincronizado e mais um tanque de aperfeiçoamento;\r\n\r\n5 campos de futebol com grama natural; \r\n\r\nObs: Cada ginásio tem duas salas de preparação física;\r\n\r\n1 local com baixa pressão atmosférica para treinamentos específicos conforme a competição;\r\n\r\n5 prédios de alojamentos para atletas;\r\n\r\n4.ª encontro-visita:\r\n\r\nNa sexta-feira dia 14 de outubro Escola de Esportes de Xangai e fomos recebidos pelo Sr. Zhou Ping Yuan. \r\n\r\nEsta escola acolhe 14 esportes sendo 6 deles de alto rendimento. Futebol feminino (campeã), softball feminino, judô feminino e masculino, natação, beisebol masculino, tênis de mesa (equipe juvenil).\r\n\r\nOs alunos treinam esportes pela manhã e a tarde. Os praticantes dos esportes de elite recebem remuneração e estudam uma carga horária menor do que as escolas normais.\r\n\r\nOs alunos são provenientes das escolas primárias, ensino fundamental e médio, e têm entre 10 e 18 anos. A seleção desses alunos se dá em outras três escolas de diferentes graus.\r\n\r\nOs mais velhos, em idade universitária, também têm suas classes nesta Escola de Esportes.\r\n\r\nSobre a política com vistas a respaldar o atleta ao final de sua carreira esportiva existem duas perspectivas pós-carreira: 1. Emprego em empresas privadas ou órgãos governamentais; 2. Financiamento governamental para abertura do próprio negócio com valores entre 200 mil RMB = U$ 25 mil a 300 mil RMB); A opção é do atleta.\r\n\r\nA Escola acolhe: 100 atletas de elite mais 500 atletas em treinamento. Todos moram no local, nos alojamentos. Em Xangai, as modalidades mais importantes são a natação e o futebol feminino.\r\n\r\nEm Xangai existem duas escolas como essa, além de outras de menor capacidade.\r\n\r\nAntes desta faixa etária, as crianças até 10 anos em geral praticam atividades recreativas nas pré-escolas, nos Jardins de infância. E normalmente os professores que ministram estas classes são ex-atletas. O programa aplicado é o nacional.\r\n\r\nA estrutura da Escola consiste em:\r\n\r\n2 centros Administrativos, sendo um para esportes não adaptados e outro adaptados;\r\n\r\n6 quadras de tênis;\r\n\r\n1 ginásio de atletismo indoor;\r\n\r\nAlojamentos femininos e masculinos;\r\n\r\nGinásios de tênis de mesa, judô e esgrima;\r\n\r\n1 campo de futebol;\r\n\r\n2 de beisebol (externo e interno);\r\n\r\n1 estufa de pesquisas, energia e medicina;\r\n\r\n1 piscina externa;\r\n\r\n1 piscina interna;\r\n\r\n1 pista de atletismo completa;\r\n\r\nAo todo são 324 funcionários entre treinadores e gestores.\r\n\r\n5.ª encontro-visita\r\n\r\nNo mesmo local onde está situada a Escola de Esportes, está também a Escola de Esportes Para-olímpicos de Xangai. Lá fomos recebidos pelo Sr. Zhan, um dos diretores da escola. \r\n\r\nDentre as modalidades praticadas nesta Escola estão: Atletismo, natação, levantamento de peso, judô para cegos, tiro, ciclismo, esgrima na cadeira, tênis de mesa, badminton, vôle sentado feminino e masculino, “Deph gate ball”, bocha, tênis de campo na cadeira de rodas, futebol de paralisado cerebral, rugby na cadeira de rodas. \r\n\r\nAo total a Escola acolhe 150 atletas. O sistema de seleção tem por base as cidades da região. Estes atletas moram e treinam na Escola e folgam 1x por semana. 20 % são cegos. Os atletas para-olímpicos recebem remuneração proveniente de um fundo e também possuem empregos e são dispensados dos mesmos para treinar e competir.\r\n\r\nConclusão:\r\n\r\nA viagem foi extremamente promissora, e atingiu todos os meus objetivos. Ficou somente a tristeza de saber que estamos longe de termos políticas públicas esportivas de qualidade, ficando sobre tudo a certeza de que precisamos de um programa nacional. Fotos e documentos estão a disposição no meu gabinete.\r\n\r\nGeorgette Vidor\r\n\r\nDeputada Estadual\r\n\r\nAnuncia-se a Discussão Única, em Tramitação Ordinária, do \r\n\r\nPROJETO DE RESOLUÇÃO 1099/2005, DE AUTORIA DO DEPUTADO ADROALDO PEIXOTO GARANI, QUE CONCEDE A MEDALHA TIRADENTES E RESPECTIVO DIPLOMA, AO GRÊMIO RECREATIVO SOCIAL E CULTURAL TORCIDA ORGANIZADA YOUNG FLU DO FLUMINENSE FOOTBALL CLUB, PELOS RELEVANTES SERVIÇOS QUE PRESTA AOS SEUS DILETOS ASSOCIADOS, E EM ESPECIAL, AOS TORCEDORES DO FLUMINENSE FOOTBALL CLUB, NO ASPECTO DE RECREAÇÃO E LAZER, INCENTIVANDO A PRÁTICA SALUTAR DOS ESPORTES, PROMOVENDO A CULTURA, TENDO UMA ATUAÇÃO ESPECIAL NO CAMPO SOCIAL.\r\n\r\nPARECER: DA COMISSÃO DE NORMAS INTERNAS E PROPOSIÇÕES EXTERNAS, FAVORÁVEL.\r\n\r\nRELATOR: DEPUTADO DICA.\r\n\r\nO SR. PRESIDENTE (José Távora) - Em discussão a matéria. Não havendo quem queira discuti-la, encerrada a discussão.\r\n\r\nEm votação. Os Senhores Deputados que aprovam a matéria permaneçam como estão. (Pausa)\r\n\r\nAprovada. Vai à Promulgação.\r\n\r\nO SR. LUIZ PAULO - Peço a palavra para declaração de voto, Sr. Presidente.\r\n\r\nO SR. PRESIDENTE (José Távora) - Tem a palavra, para declaração de voto, o Sr. Deputado Luiz Paulo.\r\n\r\nO SR. LUIZ PAULO (Para declaração de voto) - Sr. Presidente, a não ser que haja sempre aberrações, esta Casa não costuma votar contrariamente a nenhuma medalha concedida, nem eu o faço. Mas consigno estranho uma torcida organizada merecer uma medalha, ainda mais do Fluminense, sendo eu um flamenguista. Mas não é a tese “clubística”. É que torcida organizada é torcida organizada. Todos os clubes de futebol têm méritos pela importância na vida cultural da nossa cidade, do nosso estado e do nosso país no recebimento de todas as medalhas possíveis. Mas a torcida organizada só transborda de paixão pelo seu próprio clube; não tem a relevância social devida. \r\n\r\nEntão, deixo o registro dessa questão.\r\n\r\nO SR. PRESIDENTE (José Távora) - Eu sou tricolor, Deputado, mas compreendo a preocupação de V. Exa. \r\n\r\nO SR. LUIZ PAULO - Se fosse, Sr. Presidente, quanto à raça rubro-negra, eu falaria a mesma coisa.\r\n\r\nO SR. GILBERTO PALMARES - Peço a palavra pela ordem, Sr. Presidente.\r\n\r\nO SR. PRESIDENTE (José Távora) - Pela ordem, tem a palavra o Sr. Deputado Gilberto Palmares.\r\n\r\nO SR. GILBERTO PALMARES (Pela ordem) - Sr. Presidente, quero justificar a ausência do Sr. Deputado Edmilson Valentim, que se encontra em Brasília num evento do Partido Comunista do Brasil, e do Sr. Deputado Alessandro Molon que também não está presente por estar numa atividade externa relacionada à questão do referendo sobre o desarmamento.\r\n\r\nMuito obrigado.\r\n\r\nO SR. PRESIDENTE (José Távora) - Feitas as justificações.\r\n\r\nO SR JOSÉ BONIFÁCIO - Peço a palavra pela ordem, Sr. Presidente.\r\n\r\nO SR. PRESIDENTE (José Távora) - Pela ordem, tem a palavra o Sr. Deputado José Bonifácio\r\n\r\nO SR JOSÉ BONIFÁCIO (Pela ordem) - Também, Sr. Presidente, justifico a ausência da Sra. Deputada Cidinha Campos, que precisou ir a uma consulta médica hoje.\r\n\r\nO SR. PRESIDENTE (José Távora) - Está feita a justificativa, Sr. Deputado.\r\n\r\nAnuncia-se a Discussão Única, em Tramitação Ordinária, do \r\n\r\nPROJETO DE RESOLUÇÃO 1158/2005, DE AUTORIA DO DEPUTADO LEANDRO SAMPAIO, QUE CONCEDE A MEDALHA TIRADENTES A OLNEY RIBEIRO BOTELHO.\r\n\r\nPARECER: DA COMISSÃO DE NORMAS INTERNAS E PROPOSIÇÕES EXTERNAS, FAVORÁVEL.\r\n\r\nRELATOR: DEPUTADO EDINO FONSECA.\r\n\r\nO SR. PRESIDENTE (José Távora) - Em discussão a matéria. Não havendo quem queira discuti-la, encerrada a discussão.\r\n\r\nEm votação. Os Senhores Deputados que aprovam a matéria permaneçam como estão. (Pausa)\r\n\r\nAprovada. Vai à Promulgação.\r\n\r\nAnuncia-se a Discussão Única, em Tramitação Ordinária, do \r\n\r\nPROJETO DE RESOLUÇÃO 1166/2005, DE AUTORIA DO DEPUTADO PAULO PINHEIRO, QUE CONCEDE O TÍTULO DE BENEMÉRITO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AO JORNALISTA ADOLFO MARTINS DE OLIVEIRA.\r\n\r\nPARECER DA COMISSÃO DE NORMAS INTERNAS E PROPOSIÇÕES EXTERNAS, FAVORÁVEL.\r\n\r\nRELATOR: DEPUTADO RENATO DE JESUS.\r\n\r\nO SR. PRESIDENTE (José Távora) - Em discussão a matéria. Não havendo quem queira discuti-la, encerrada a discussão.\r\n\r\nEm votação. Os Senhores Deputados que aprovam a matéria permaneçam como estão. (Pausa)\r\n\r\nAprovada. Vai à Promulgação.\r\n\r\nAnuncia-se a Discussão Única, em Tramitação Ordinária, do \r\n\r\nPROJETO DE RESOLUÇÃO 1182/2005, DE AUTORIA DO DEPUTADO PAULO PINHEIRO, QUE CONCEDE O TÍTULO DE CIDADÃO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AO DR. MIGUEL ÁLVARO SANTIAGO NOBRE, PRESIDENTE DO CONSELHO FEDERAL DE ODONTOLOGIA.\r\n\r\nPARECER DA COMISSÃO DE NORMAS INTERNAS E PROPOSIÇÕES EXTERNAS, FAVORÁVEL.\r\n\r\nRELATOR: DEPUTADO EDINO FONSECA.\r\n\r\nO SR. PRESIDENTE (José Távora) - Em discussão a matéria. Não havendo quem queira discuti-la, encerrada a discussão.\r\n\r\nEm votação. Os Senhores Deputados que aprovam a matéria permaneçam como estão. (Pausa)\r\n\r\nAprovada. Vai à Promulgação.\r\n\r\nAnuncia-se a Discussão Única, em Tramitação Ordinária, do \r\n\r\nREQUERIMENTO 640/2005, DE AUTORIA DA DEPUTADA WALDETH BRASIEL, QUE REQUER A CONSTITUIÇÃO DE COMISSÃO ESPECIAL PARA ESTIMULAR AÇÕES QUE CONTRIBUAM PARA O DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL DO ENTORNO DO PORTO DE SEPETIBA NO ÂMBITO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO.\r\n\r\nO SR. PRESIDENTE (José Távora) - Em discussão a matéria. Não havendo quem queira discuti-la, encerrada a discussão.\r\n\r\nEm votação. Os Senhores Deputados que aprovam a matéria permaneçam como estão. (Pausa)\r\n\r\nAprovada.\r\n\r\nAnuncia-se a Discussão Única, em Tramitação Ordinária, do \r\n\r\nREQUERIMENTO 647/2005, DE AUTORIA DO DEPUTADO JORGE PICCIANI, QUE SOLICITA REALIZAÇÃO DE SESSÃO SOLENE EXTRAORDINÁRIA PARA ENTREGA DE TÍTULO DE CIDADÃO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, DE TÍTULO DE BENEMÉRITO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO E DE MEDALHA TIRADENTES AO DR. PAULO BELFORT E DE MEDALHA TIRADENTES E TÍTULO DE BENEMÉRITO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO À DRª ÂNGELA MARIA BRAGA BAPTISTA.\r\n\r\nPARECER: DA MESA DIRETORA, FAVORÁVEL.\r\n\r\nRELATOR: DEPUTADO JOSÉ TÁVORA.\r\n\r\nO SR. PRESIDENTE (José Távora) - Em discussão a matéria. Não havendo quem queira discuti-la, encerrada a discussão.\r\n\r\nEm votação. Os Senhores Deputados que aprovam a matéria permaneçam como estão. (Pausa)\r\n\r\nAprovada.\r\n\r\nAnuncia-se a Discussão Única, em Tramitação Ordinária, do \r\n\r\nREQUERIMENTO 648/2005, DE AUTORIA DO DEPUTADO JORGE PICCIANI, QUE REQUER REALIZAÇÃO DE SESSÃO SOLENE EXTRAORDINÁRIA EM COMEMORAÇÃO AO SEXAGÉSIMO ANIVERSÁRIO DA CONFEDERAÇÃO NACIONAL DO COMÉRCIO - CNC.\r\n\r\nPARECER: DA MESA DIRETORA, FAVORÁVEL.\r\n\r\nRELATOR: DEPUTADO JOSÉ TÁVORA.\r\n\r\nO SR. PRESIDENTE (José Távora) - Em discussão a matéria. Não havendo quem queira discuti-la, encerrada a discussão.\r\n\r\nEm votação. Os Senhores Deputados que aprovam a matéria permaneçam como estão. (Pausa)\r\n\r\nAprovada.\r\n\r\nNada mais havendo a tratar na Ordem do Dia, passemos ao Expediente Final. \r\n\r\nPassa-se ao\r\n\r\nExpediente Final\r\n\r\nO SR. PRESIDENTE (José Távora) - O primeiro orador inscrito é o Sr. Deputado Iranildo Campos. (Pausa) Não se encontrado presente, tem palavra o Sr. Deputado Luiz Paulo.\r\n\r\nA SRA. HELONEIDA STUDART - Sr. Presidente!\r\n\r\nO SR. PRESIDENTE (José Távora) - Antes, porém, tem a palavra a Sra. Deputada Heloneida Studart.\r\n\r\nA SRA. HELONEIDA STUDART (Pela ordem) - Querido Presidente, apenas gostaria de avisar que o Sr. Deputado Alessandro Molon não pôde estar presente.\r\n\r\nO SR. PRESIDENTE (José Távora) - Já foi feita a justificação.\r\n\r\nO SR. LUIZ PAULO - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, há pouco verificávamos a necessidade de promovermos uma discussão interna aqui, nesta Assembléia Legislativa, respeitando o direito individual de cada um, de modo a balizar melhor o conceito de mérito da maior condecoração desta Casa, a Medalha Tiradentes. Não especificarei caso algum, estou falando em tese. Tiradentes foi para a forca, depois, esquartejado e, hoje, patrocina este bem histórico tombado, que é a nossa Casa Legislativa, porque ousou se revoltar contra a Lei dos Quintos, isto é, a lei que tomava 20% da nossa produção aurífera e encaminhava para a Coroa Imperial. Ele é um herói nacional. Por via de conseqüência, nós devemos refletir exatamente sobre este conceito, sobre quem pode ser merecedor da Medalha Tiradentes. \r\n\r\nSei que há questões subjetivas, é difícil avaliar o grau de mérito de cada cidadão brasileiro. Até a Sra. Deputada Cidinha Campos definiu um critério para si mesma - só concede a Medalha Tiradentes para quem já morreu. Desta forma, não fica suscetível de erros futuros, nem de mudança de rumo, só se analisa a vida pretérita. Este é o critério da Sra. Deputada Cidinha Campos. Eu não havia feito uma reflexão de maior profundidade. Até a presente data, acompanhei todos os votos aqui proferidos em relação à Medalha Tiradentes. Precisamos começar, de fato, a pensar nessa questão, até porque é uma questão regimental. Precisamos valorizar, de fato, todos aqueles que homenageamos e, para isso, há que ser uma condecoração extremamente relevante.\r\n\r\nDito isso, voltamos agora ao nosso dia-a-dia: insisto que hoje a questão mais importante de nosso tempo seja discutir as questões urbanas. No Expediente Inicial, falei de minha decepção sobre as audiências públicas realizadas pela Feema na Zona Oeste, com relação ao destino final do lixo da cidade.\r\n\r\nAquele órgão aceitou fazer a audiência pública, quando o básico - a questão primeira de um projeto de destino final de lixo - seria verificar se o uso do solo, naquela área onde o lixo será depositado, o permite. \r\n\r\nE eles não partem dessa questão primordial. \r\n\r\nDepois, ouvi os Srs. Deputados José Bonifácio, Sivuca e Gilberto Palmares falarem sobre as questões urbanas. Da ausência de programas habitacionais, de nossas favelas e que ninguém vai morar porque gosta, mas por necessidade.\r\n\r\nVerifico, assim, que esse tema começa a contagiar diversos parlamentares de nossa Casa. Diria que o tema Segurança Pública não se dissocia, de forma alguma, da questão urbana. \r\n\r\nOntem, recebi um aluno de doutorado da Coppe, que veio me entrevistar a respeito da área de transportes, preocupado com o tema “Congestionamento”. \r\n\r\nDizia-lhe que esse tema é sempre muito grave nas grandes cidades, pois a queima de combustível - gasolina e diesel - é a queima de bens não-renováveis. Incendiamos, queimando esses combustíveis, milhões e milhões de reais. \r\n\r\nAssociado a isso, as pessoas ficam paralisadas no congestionamento e perdem horas e horas produtivas de suas vidas numa situação de estresse. \r\n\r\nHá agora um terceiro condicionante, qual seja, de que quem pára no congestionamento está sujeito a ser assaltado a mão armada ou, até mesmo, a pedradas, Sr. Deputado José Bonifácio, pois esta é a nova forma de assalto - a pedradas.\r\n\r\nA segurança, assim, não se desliga da questão dos transportes. \r\n\r\nO fenômeno das kombis e vans nada mais é do que uma derivação da Segurança Pública, pois cada vez mais o usuário de transportes deseja o transporte porta a porta; se possível, saindo de seu portão até o portão do trabalho. Pois quanto menos circular a pé pelas ruas, mais se sente protegido. \r\n\r\nEntão, não há como dissociar o tema Segurança da questão urbana. \r\n\r\nQuanto às favelas, por que se transformam aquelas comunidades em guetos dominados pelo narcotráfico? Não por vontade dos moradores - por certo, pois são pessoas de bem - mas sim, pela acessibilidade; pela dificuldade em acessá-las. \r\n\r\nE aí a ausência de um programa habitacional se liga diretamente à questão da violência e da insegurança. \r\n\r\nSe formos para a Saúde Pública, vamos verificar, - e ainda há pouco transitava aqui pelo plenário o Deputado Paulo Pinheiro -, que se associarmos as entradas nos hospitais públicos das pessoas vitimadas pela violência da bala com a violência do trânsito, em termos de perdas, em termos de gastos para a rede pública hospitalar é algo incomensurável. Então, está aí a questão urbana diretamente envolvida com a questão da saúde pública. \r\n\r\nDuvido que haja um tema que não esteja inserido na questão urbana. Até mesmo a palavra cidadania existe pelas questões do exercício pleno que um cidadão pode ter, entre direitos e deveres, por habitar as cidades. \r\n\r\nEntão, acho que é mais do que oportuno que nos aprofundemos nestas questões urbanas. O Deputado José Bonifácio se envolveu na questão de examinar o destino final do lixo das cidades, uma questão urbana gravíssima, porque lixo nós não vamos parar de produzir, mas ele tem que ir para algum lugar. \r\n\r\nOs programas de reciclagem, o aproveitamento com geração de emprego e renda para catadores etc são absolutamente ínfimos perto da realidade de lixo produzida. Lixo virar riqueza é o ideal mas, até agora, muito pouco de riqueza ele gera, a não ser despesas superfaturadas para os municípios que têm que administrá-lo. \r\n\r\nQuando vejo o dilema, por exemplo, da Cidade do Rio de Janeiro, que produz nove mil toneladas de lixo por dia, com o lixão de Gramacho já na sua fase final, pergunto: por que será que nunca foi feito um plano diretor para o destino final do lixo metropolitano, analisando todas as opções possíveis? Porque, quando temos uma audiência pública para discutirmos o destino final do lixo, uma das questões fundamentais é saber as opções locacionais, porque nunca ninguém apresenta; só é apresentada uma determinada área como resultado final. \r\n\r\nPor isso, Sr. Presidente, acho que devemos insistir nesta temática, porque nada é mais relevante do que aprofundarmos a discussão urbana para termos propostas inovadoras, para que possamos ousar ousar. No papel, pode parecer algo sem sentido, as duas palavras ousar ousar, mas sob o ponto de vista da entonação da voz faz todo o sentido. Temos que ter administradores criativos, que ousem ousar.\r\n\r\nMuito obrigado, Sr. Presidente. \r\n\r\nO SR. PRESIDENTE (José Távora) - O próximo orador inscrito é o Sr. Deputado José Bonifácio, que dispõe de dez minutos.\r\n\r\nQuebra Deputada Heloneida Studart, V. Exa. quer fazer uso da palavra pela ordem? O Deputado José Bonifácio diz que cede a palavra a V. Exa.\r\n\r\nO SR. JOSÉ BONIFÁCIO - Com muita honra, não só para mim, mas para esta Casa. Podemos ouvir a nossa doce Heloneida. \r\n\r\nO SR. PRESIDENTE (José Távora) - V. Exa. é um cavalheiro. \r\n\r\nA SRA. JUREMA BATISTA - Peço a palavra pela ordem, Sr. Presidente.\r\n\r\nO SR. PRESIDENTE (José Távora) - Antes do pronunciamento da Deputada Heloneida, concederei a palavra pela ordem à Deputada Jurema Batista. \r\n\r\nA SRA. JUREMA BATISTA (Pela ordem) - Sr. Presidente, quero agradecer a esta Casa de Leis e aos Srs. Deputados porque, ontem, foi publicado no Diário Oficial o Projeto de Lei de minha autoria, sancionado pela Sra. Governadora. O Projeto obriga o Estado a oferecer serviço público de saúde para o tratamento de reposição hormonal para as mulheres.\r\n\r\nGosto sempre de explicar que não será obrigatório, será realmente com uma indicação médica, até porque vários médicos são contra. A idéia é que as mulheres possam optar se elas querem ou não fazer a reposição hormonal.\r\n\r\nEntão, está no Diário Oficial. O estado está se colocando à disposição das prefeituras para que façam o convênio referente à reposição hormonal para mulheres. \r\n\r\nFoi uma lei aprovada por unanimidade nesta Casa, portanto, quero agradecer aos meus pares por essa conquista.\r\n\r\nObrigada.\r\n\r\nO SR. PRESIDENTE (José Távora) - Tem a palavra, Deputada Heloneida Studart.\r\n\r\nA SRA. HELONEIDA STUDART - Prezado Presidente, Srs. Deputados, quero agradecer o cavalheirismo e a fidalguia reconhecidos do Deputado José Bonifácio. E quero retomar aqui o texto já abordado pelo Deputado Luiz Paulo. \r\n\r\nHá muito tempo, Sr. Presidente, desde menina, eu ouço dizer que para ser respeitado é preciso, primeiro, se respeitar. E esta Casa, neste assunto de Medalha Tiradentes, não tem se respeitado. Nós queremos ver a Assembléia Legislativa como a Casa da democracia, como o poder soberano, legítimo e independente, porque só aqui todos foram votados - ninguém foi nomeado por nada.\r\n\r\nEntão, é preciso que se pense, como bem frisou o Deputado Luiz Paulo, que foi desta Casa - naquele tempo Cadeia Velha - que saiu o nosso grande herói Tiradentes para ser enforcado no Largo da Lampadosa, hoje, Praça Tiradentes. Porque na história vemos muitos dos que foram vilipendiados, humilhados e até mortos se engrandecerem no futuro, enquanto se apagam e se esquecem o nome de seus detratores e perseguidores. Então, a Medalha Tiradentes é maior condecoração que o Estado do Rio de Janeiro pode oferecer a um cidadão. \r\n\r\nEu, que já tenho seis mandatos, posso dizer que só concedi esta Medalha a figuras como Apolônio de Carvalho, à figuras de cientistas, de grandes escritores; muito poucas, com o maior critério, por respeito a esta Casa. E vejo, no entanto, que vários companheiros e colegas meus concedem a Medalha Tiradentes a um comerciante que os ajudou na campanha, a um empresário amigo que favoreceu de alguma maneira a sua eleição; a uma pessoa simplesmente que é das suas relações afetivas. E isto, Sr. Presidente, amesquinha e diminui a nossa condecoração máxima. Sem faltar com o desapreço que mostra pela figura de Tiradentes e pelo que a Assembléia Legislativa representa.\r\n\r\nQuero fazer um apelo, até porque é muito constrangedor o deputado recusar ao seu colega o apoio para dar a Medalha Tiradentes. Várias vezes me senti tentada a recusar vendo a figura menor que estava sendo homenageada. Mas é muito constrangedor fazer isso com o colega. Quem recebeu princípio de educação, de gentileza, de respeito pelos outros, tem vergonha de recusar um pedido feito por um companheiro de bancada ou de Assembléia. E então se torna esse festival de Medalhas Tiradentes imerecidas, de condecorações que nada significam, para pessoas que não são relevantes, que não prestaram serviço à pátria, não prestaram serviços à ciência, à arte, ao Estado do Rio de Janeiro.\r\n\r\nEra o que eu queria frisar, Sr. Presidente, pedindo a todos que de ora por diante pensem duas vezes antes de colocar o nome do nosso máximo herói na Medalha que vão dar a quem quer que seja, e que esse “quem quer que seja” seja sempre alguém de grande importância ética, cultural, científica, social e nunca aquele personagem da esquina que amanhã será esquecido e que cairá no anonimato.\r\n\r\nMuito obrigada.\r\n\r\nO SR. PAULO RAMOS - Peço a palavra pela ordem, Sr. Presidente.\r\n\r\nO SR. PRESIDENTE (José Távora) - O próximo orador inscrito é o Sr. Deputado José Bonifácio, que dispõe de dez minutos. Antes, porém, pela ordem, tem a palavra o Sr. Deputado Paulo Ramos.\r\n\r\nO SR. PAULO RAMOS (Pela ordem) - Sr. Presidente, estive há pouco na Rua Erasmo Braga, onde os serventuários da Justiça fazem uma manifestação. Surpreendentemente, fato nunca ocorrido, a direção do Tribunal determinou a proibição da realização de ato público. Nunca, nunca na história do Judiciário do Rio de Janeiro houve tal proibição. Ao mesmo tempo, ainda procura se utilizar da força policial do Estado, a Polícia Militar, para causar um confronto desnecessário. \r\n\r\nA manifestação não prejudica o trânsito, a manifestação não causa qualquer problema para o rumo dos trabalhos no fórum, entretanto, houve tal determinação. Comunico o ocorrido à Casa porque é uma espécie de atentado à democracia e espero que o próprio Presidente do Tribunal possa modificar tal ordem, que é possível sequer tenha passado por ele. Impedir que uma categoria profissional se manifeste democraticamente é algo que traz à nossa memória outros períodos da história. \r\n\r\nConsegui contornar a situação, na medida em que a ordem que era conduzida pelo sargento da Polícia Militar previa a proibição para a Rua Dom Manuel e o ato está sendo realizado na Rua Erasmo Braga. Mas é possível que seja providenciada uma outra ordem escrita para que os serventuários não possam se manifestar. Todos nós sabemos que a prestação jurisdicional do Estado se dá com a contribuição expressiva e diária dos serventuários. Sem eles não há prestação jurisdicional. Se há conflito, se há reivindicação, é preciso dar tratamento democrático, e não tratamento autoritário, à questão.\r\n\r\nFica aqui o registro.\r\n\r\nMuito obrigado, Sr. Presidente.\r\n\r\n(ASSUME A PRESIDÊNCIA O SENHOR DEPUTADO LUIZ PAULO, A CONVITE)\r\n\r\nO SR. PRESIDENTE (Luiz Paulo) - Sr. Deputado Paulo Ramos, está registrado o seu protesto.\r\n\r\nPasso a palavra ao nobre Sr. Deputado José Bonifácio, que na Casa de Tiradentes tem dez minutos para fazer uso da mesma. \r\n\r\nO SR. JOSÉ BONIFÁCIO - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, nós, da Comissão Especial do Lixo, estamos tendo algumas preocupações, e não poderia ser diferente. Além das atribuições para as quais a Comissão foi constituída, de analisar contratos, termos dos editais de licitação, acomodação do lixo nos mais diversos terrenos e suas conseqüências danosas ao meio ambiente, estamos preocupados com o que talvez seja a maior das conseqüências, Sr. Presidente, a contaminação do lençol freático, que vem causando prejuízos, às vezes, até irreparáveis, a determinadas comunidades. Significa isso dizer que tem tomado conta de nossa mente a questão da preservação dos nossos recursos hídricos.\r\n\r\nComo todos sabem, sou vinculado - estreitamente vinculado, sentimentalmente vinculado - à Região dos Lagos fluminense. Trago aqui a preocupação com a deterioração da Lagoa de Araruama, com a sua recuperação, os danos que têm sido causados à economia da região com a decadência da produção salineira, muito em função, também, da deterioração da qualidade da água da Lagoa de Araruama.\r\n\r\nMais recentemente, Sr. Presidente, o bom senso dos administradores, em sua maioria, dos municípios da Região dos Lagos, fez com que os prefeitos, ultrapassando as divergências político-partidárias, se congregassem num consórcio. Hoje, a Região dos Lagos, ampliada, formalizou o Consórcio Intermunicipal da Lagoa de Araruama e do Rio São João, em Rio das Ostras. \r\n\r\nToda essa região extraordinária, composta de 12 municípios, se abastece de água potável de uma cidade, que, eu diria, é uma cidadezinha - repito, sem nenhum termo pejorativo, mas carinhosamente - a Cidade de Silva Jardim. Nós temos a Lagoa de Juturnaíba, que é o manancial de água doce que abastece a maioria dos municípios da Região dos Lagos. Nesta Lagoa de Juturnaíba, Sr. Presidente, deveria estar concentrada uma preocupação maior das autoridades governamentais do Estado do Rio de Janeiro. \r\n\r\nOs municípios se consorciaram e já começam a trabalhar de forma que as ações possam convergir e determinados projetos, determinadas definições estratégicas para aqueles municípios tenham sempre em mente a preservação da Lagoa de Juturnaíba. O Prefeito de Silva Jardim, Sr. Augusto Tinoco, gerencia um orçamento muito reduzido, mas seu município, em extensão territorial, é um dos maiores do Estado do Rio de Janeiro, com milhares de quilômetros de estradas vicinais a serem conservadas, sem ajuda alguma por parte do Governo do Estado. \r\n\r\nA Lagoa de Juturnaíba recebe a contribuição de alguns rios que nascem no território de Silva Jardim, rios que percorrem todo o território deste município e contribuem para que a Lagoa de Juturnaíba seja, ainda hoje, a fonte de onde as concessionárias, que abastecem boa parte dos municípios da Região dos Lagos, tiram água potável e permitem que toda aquela população se sirva de água de boa qualidade - tanto da Concessionária Prolagos, quanto da Concessionária Águas de Juturnaíba.\r\n\r\nSr. Presidente, como tenho feito periodicamente, escolho, na minha região, determinado município e busco me aprofundar, tomar ciência não só dos problemas, mas também da realidade em que vive a população daquela cidade, a influência, positiva ou negativa, de determinado evento, que possa estar contribuindo ou não para o progresso daquele conjunto de cidadãos, de bairros e municípios. Ultimamente, a Lagoa de Juturnaíba tem sido não apenas minha preocupação, mas a preocupação de 12 prefeitos, que estão verificando os recursos necessários para garantir que a qualidade da água da Lagoa de Juturnaíba seja mantida. Isso, de certa forma, não vem acontecendo. Já começa a ocorrer o aumento de construções às margens da Lagoa, com o lançamento do esgoto in natura nas suas águas. E isso, sem dúvida alguma, Sr. Presidente, é um filme que já assistimos em outras áreas, em outras regiões. Isto já aconteceu no início, no entorno da Lagoa de Araruama. Isso já aconteceu aqui no Rio de Janeiro na Lagoa Rodrigo de Freitas. Precisamos tomar medidas duras, efetivas e aí, quando digo nós, estou dizendo Poder Legislativo junto com os órgãos do Estado, a Serla, o próprio Governo do Estado.\r\n\r\nQuebra Sr. Presidente, não basta a vontade; tem que haver uma determinação no Orçamento do Estado para o próximo ano, que será apreciado por nós nesta Casa. Já chegou; está na Comissão de Orçamento, Finanças, Fiscalização Financeira e Controle. E sempre ficamos na dúvida, se o Parlamento fluminense apenas irá referendar aquela peça com números, agregados de números, atribuindo a esta ou àquela Secretaria; a este ou aquele setor, determinados recursos em reais; se será para investimentos, se será para manutenção. E se vamos permitir que a Governadora, por um simples decreto, poderá fazer o que quiser de alteração neste Orçamento.\r\n\r\nSr. Presidente, V. Exa. que preside a Sessão e é um membro atuante, não só nesta Casa, como na Comissão de Finanças e Orçamento, quero contar como sempre tem ocorrido em todas as questões que levo à consulta e peço a sua orientação. \r\n\r\nQuis trazer o assunto, aproveitando que V. Exa. preside os trabalhos, para que possamos chegar à definição do que será possível fazer com a proposta orçamentária que a Governadora Rosinha encaminhou a esta Casa. Porque, ontem, infelizmente, não houve número para que a Comissão de Orçamento pudesse se reunir. \r\n\r\nEstamos com um prazo e a Comissão de Orçamento se reúne uma vez por semana. Teremos muito pouco prazo até o recesso parlamentar para que haja uma verdadeira discussão, a não ser que a base que dá sustentação à Governadora Rosinha queira fazer - como acontece em outras situações - com que esta Assembléia Legislativa seja apenas uma Casa para referendar a vontade do Palácio Guanabara. Mas, eu sei que não é este o pensamento de V. Exa. Não é este o pensamento, o comportamento e o desejo da Sra. Deputada Jurema Batista. \r\n\r\nVejo também a Sra. Deputada Heloneida Studart. Sei, mais do que todos nós, do trabalho de S. Exa. nesta Casa, na sua vida, que nunca foi mulher de referendar qualquer coisa que venha sem uma discussão democrática; muito menos por vontade do Palácio Guanabara.\r\n\r\nFaço um apelo para que os Deputados que formam independentemente uma opinião nesta Casa, não se curvem, não se agachem, já que não estão aqui para dizer amém ao que o Palácio Guanabara deseja. Que possamos, paralelamente ou não, induzir a que os parlamentares da Comissão de Orçamento - e quem sabe até a Executiva desta Casa numa reunião de Colégio de Líderes - possam efetivamente começar a discutir o Orçamento para o próximo ano. Daqui a pouco, irá se esvair esse tempo e o rolo compressor nos obrigará a simplesmente dizer um não, a simplesmente manifestar o nosso voto. Quando não é esse o nosso trabalho. Queremos contribuir. Quero, então, apelar a todos os meus pares, principalmente àqueles mais presentes nos trabalhos das Comissões, do plenário e conscientes da realidade da rua, para que não se transformem outra vez um projeto de proposta orçamentária numa peça de números do tipo que a população não possa analisar. \r\n\r\nNão falo isso como crítica. Quem sabe alguma vez já tenha sido feito dessa forma, para que o leigo, o cidadão comum - como o presidente de uma associação de moradores, de uma instituição ou de um sindicato - possa se inteirar dos propósitos do governante. É bom que seja assim.\r\n\r\nSr. Presidente, quero agradecer a V. Exa. a sua atenção e a dos demais deputados.\r\n\r\nO SR. PRESIDENTE (Luiz Paulo) - O próximo orador inscrito é o Deputado Paulo Pinheiro. (Pausa) Não se encontrando presente, o próximo orador inscrito é a Deputada Edna Rodrigues, que dispõe de dez minutos.\r\n\r\nA SRA. EDNA RODRIGUES - Sr. Presidente, senhoras e senhores, quero saudar as companheiras Deputadas Heloneida Studart e Jurema Batista, que estão no plenário e dizer da nossa alegria quando seus nomes são apontados para prêmio tão importante, para o Prêmio Nobel da Paz . Ficamos muito envaidecidas de termos essas mulheres fazendo parte da nossa vida, do nosso dia-a-dia, de podermos estar sentadas ao lado de vocês e de poder gozar da amizade das companheiras. \r\n\r\nSempre temos o incentivo de falar do nosso mandato ou da questão de gênero, porque acabamos lidando muito com a questão da mulher. A Heloneida é uma feminista, é uma pessoa que tem dado importante contribuição na questão do gênero. A Jurema Batista tem sempre lutado pelas questões da mulher negra, como guerreira e trabalhadora. Quero saudar as duas companheiras e dizer que estamos sempre juntas. Para a Jurema, também porque nós duas somos evangélicas. Lembro da reunião que fazemos quando nos unimos para agradecer a Deus, reunião que já poder ser transmitida pela TV Alerj, uma conquista que considero muito importante, como mulher e evangélica. \r\n\r\nTambém estou aqui, Sr. Presidente, para saudar funcionárias e funcionários, meus companheiros deputados presentes, o Luiz Paulo, que preside esta Sessão e o José Bonifácio, do PDT. Trazemos no coração muitas lembranças do Brizola. Nunca fui do PDT, mas fui professora do CIEP Passarela dos Desfiles e executei - posso dizer assim - suas idéias, especialmente as do Professor Darcy Ribeiro, tratando a criança naquele núcleo comum, pela manhã; e, à tarde, no outro núcleo. \r\n\r\nA escola era prazerosa. Lembro-me que se dizia, naquele momento, que a criança vinha de manhã quando tinha toda a sua atividade e, depois, mais tarde ela iria para casa de banho tomado e refeição feita, para os braços da família. Isso ficou muito dentro do coração desta professora, tal era a importância que estávamos dando às crianças naquela época. \r\n\r\nSr. Deputado José Bonifácio, o PDT de alguma forma contribuiu na formação desta professora, porque vivi um momento ideológico e, é claro, porque aquele Governo propunha esse tipo de educação. Aquele governo, naquele momento, com aquelas idéias, com aquela ideologia formou o meu ca ráter de professora também. Acho que hoje precisamos discutir mais essa questão da Educação, porque podemos ocupar a tribuna e dizer das nossas lutas. \r\n\r\nEstou divulgando o encontro que tivemos, o Encontro Nacional de Deputadas. Temos muito a agradecer aos colegas deputados que passaram por aqui para dar um alô e um incentivo. A Heloneida foi homenageadíssima no Dia do Encontro Internacional, recebeu uma comenda especial da Rede de Mulheres e da Unale também. Foi muito festejada. \r\n\r\nEstamos aqui discutindo a questão da mulher e vamos ter agora um terceiro encontro, no dia 29, no Rio Othon Palace, em Copacabana. O encontro agora é mais setorizado, é do meu partido, o PMDB. Queremos estar levando essas idéias, Jurema, dos nossos encontros nacional e internacional para esse encontro que é partidário. Estamos convidando todas as pessoas para a discussão de Saúde Pública e Educação. \r\n\r\nNo momento em que estávamos comemorando o Dia da Criança, vimos como a Educação ainda se encontra nos três níveis, vimos que o professor ainda tem muita dificuldade, ele está exercendo o seu sacerdócio - hoje não é uma profissão, mas um sacerdócio. \r\n\r\nA SRA. JUREMA BATISTA - V. Exa. me concede um aparte?\r\n\r\nA SRA. EDNA RODRIGUES - Concedo o aparte a Deputada Jurema Batista.\r\n\r\nA SRA. JUREMA BATISTA - Deputada Edna, tudo o que V.Exa. falou aqui com relação a mim e à Deputada Heloneida, falando por ela, com certeza, nós devolvemos. Para mim, é uma grata surpresa estarmos juntas aqui neste Parlamento. Nós nos conhecemos desde o Andaraí, você lá na “favelinha” e eu no “favelão”.\r\n\r\nA SRA. EDNA RODRIGUES - Exato.\r\n\r\nA SRA. JUREMA BATISTA - E nós temos orgulho.\r\n\r\nA SRA. EDNA RODRIGUES - Temos orgulho de ter vindo de uma comunidade carente.\r\n\r\nA SRA. JUREMA BATISTA - Nós temos vínculo, nós sabemos de onde viemos, temos raízes plantadas. Eu espero que V.Exa. leve, para esse encontro de mulheres do PMDB, tudo isso que nós discutimos aqui e, principalmente num ano pré-eleitoral, a debate sobre as quotas das mulheres no partido político. Mas não só quotas; quotas sem auxílio, sem verba, é a mesma discussão de quotas para negros nas universidades públicas. Se não tiver estrutura, as mulheres vão estar constando na lista partidária, mas, não estarão, realmente, competindo com os homens que, na maioria das vezes, são os donos dos partidos, os donos do dinheiro e também os donos das malas. \r\n\r\nO PMDB é um grande partido, mas, quando vocês tiverem lá reunidas, acho importante que se discuta essa questão do espaço da mulher na reforma política e a questão do fundo partidário que os partidos políticos têm. Que desse fundo partidário, também tenha que haver o investimento nas campanhas políticas das mulheres.\r\n\r\nNós acompanhamos a implementação das quotas nos partidos. Não é o meu caso nem o caso da Heloneida. Nós entramos não por questão de quotas, foi pelo nosso trabalho, como também V.Exa. Não foi por questão de quotas. Mas, nós, para atrairmos mulheres para se candidatarem num partido político, deveremos exigir que essa mulher tenha comprometimento, competência, talento, vocação, e que o partido político dê a ela o necessário para que a candidatura não seja de brincadeira. Repito, a candidatura, hoje, das mulheres nas quotas, significa só o preenchimento da legenda, não necessariamente que o partido queira que essa mulher seja eleita. \r\n\r\nEntão, leve essa minha preocupação para o mulherio do PMDB e bom encontro.\r\n\r\nA SRA. EDNA RODRIGUES - Muito obrigada, Deputada. Certamente eu vou levar, V.Exa. tocou num assunto muito importante. Deu-se quotas para os estudantes mas não deu o dinheiro da passagem para ele ir à escola, nem comprar os livros, então, ele não vai estudar nada. Se der quotas para as mulheres, elas até aparecem na lista majoritárias dos nomes dos partidos, dos pretensos candidatos, mas, não se dá o dinheiro, ela tem a tripla jornada de trabalho, ela tem toda uma questão conjuntural e histórica, como V. Exa. aborda, que a mulher não tem o dinheiro na mão e, nem historicamente, fomos preparadas para sermos parlamentares. \r\n\r\nEu tenho discutido, dentro da Fundação Ulysses Guimarães, que hoje é nacionalmente presidida pelo Deputado Federal Moreira Franco, e no Rio pela Clarissa, a filha do ex-Governador e da Governadora, que há necessidade de uma escola política para mulheres, curso de formação política. Isso nós não temos. \r\n\r\nÉ possível que nós estejamos sendo ouvidas por uma dona-de-casa, que está em casa pensando assim: “Mas como é que eu um dia vou ser uma parlamentar?”. Eu acho que uma dia também colocamos a mão no queixo, assim, você no “favelão” e eu na “favelinha” e pensamos: “Como é que eu vou ser uma deputada um dia?”, e estamos aqui, chegamos aqui. Eu posso falar do trabalho. Jurema, com a graça de Deus, chegou até aqui. Estamos aqui. \r\n\r\nVocê, que está em casa, não diga “não”; você, que é mulher e está nos ouvindo, talvez no seu trabalho, na sua casa, no seu lar, fazendo comida, pode estar pensando: “Mas eu sou uma dona-de-casa, que contribuição daria?” Toda a contribuição possível. É por isso que encontros como foi o nacional, como os encontros que o PT realiza de mulheres, como os encontros que os partidos realizam são da maior importância: porque vão despertar essa vocação. \r\n\r\nQuebra Não temos medo da concorrência. Homens têm medo; jamais formariam mulheres porque têm medo, talvez, da concorrência. Nós, não. Cada uma tem uma plataforma, cada uma vai defender um setor, cada uma vai defender a sua origem, a sua raiz, o seu motivo, a sua motivação maior, a vida. \r\n\r\nSr. Presidente, falando mais uma vez desse encontro, ressalto o trabalho do professor - estamos no mês do professor - e a importância da educação para a criança, que é o futuro do nosso País. Quem sabe estamos falando com um jovem, com uma jovem que será o parlamentar de amanhã? O nosso momento vai passar, mas que geração estamos preparando para ocupar essas cadeiras que aqui estão? Que geração estamos preparando? Quem serão os novos legisladores, tanto na esfera municipal como na estadual e na federal? É nossa contribuição, como mulher, como mãe, como irmã, como cidadã, levar sempre essa bandeira da mulher, da criança, da participação política. \r\n\r\nEsses encontros se revestem de muita propriedade, de muita humanidade. Vamos receber Deputadas, a Sra. Maria Helena Sartori, do Rio Grande do Sul; a Sra. Celina Jallad, do Mato Grosso do Sul; a Sra. Iraê, da Paraíba; vamos receber companheiras do Pará, de São Paulo, de Minas Gerais, do Espírito Santo. Saúdo essas companheiras todas, cariocas e fluminenses, que vão estar conosco. Pretendemos, eu e a nossa equipe, uma equipe inteira do PMDB Mulher, não só o meu gabinete, fazer um encontro muito importante. \r\n\r\nSra. Deputada Jurema Batista, a sua contribuição foi decisiva também no Encontro Nacional. \r\n\r\nMuito obrigada.\r\n\r\nO SR. PRESIDENTE (Luiz Paulo) - O próximo orador inscrito é o Sr. Deputado Alessandro Molon, que dispõe de dez minutos.\r\n\r\nO SR. ALESSANDRO MOLON - Muito obrigado, Sr. Deputado Luiz Paulo. Não será necessário usar todo esse tempo. Agradeço a V. Exa. o tempo que me concede, mas serei breve. \r\n\r\nVenho, na verdade, fazer um balanço da campanha do desarmamento que termina hoje. Amanhã não haverá mais propaganda na televisão, na rádio. Os debates se encerram hoje, portanto, teremos que discernir a partir daquilo que nos foi apresentado. \r\n\r\nV. Exa., depois de tanta contribuição na Frente, conseguiu avançar em alguns pontos - vamos nos deparar com outros ainda, depois da votação do referendo. O Sr. Deputado André Corrêa, que tanto se empenhou também nessa luta; o Sr. Deputado José Bonifácio, que se encontra aqui no plenário e teve a sua atuação intensa; a Sra. Deputada Heloneida Studart e tantos Deputados desta Casa, cada um do seu jeito, no seu canto, na sua região, com seu eleitorado, procuraram chamar a atenção da população para a importância do voto Sim no dia 23. \r\n\r\nSempre deixamos claro, Sr. Deputado Luiz Paulo, a nossa posição. Lembro-me de V. Exa., em pronunciamento no dia do lançamento da Frente, dizendo: “Sabemos que o Sim não resolve tudo.” Sabemos que a segurança pública no País tem deixado muito a desejar e que todos os governos - governo federal, governos estaduais e prefeituras - não têm investido como deveriam. Tudo isso é verdade, por isso não temos a ilusão de que o Sim resolve o problema da segurança pública, de que a vitória do Sim no dia 23 fará com que tudo esteja resolvido. Não temos essa ilusão, mas sabemos que o voto Sim é um primeiro passo - um primeiro passo importante, um primeiro passo efetivo cujo resultado será o aprofundamento dos bons frutos que já colhemos no ano de 2004. \r\n\r\nPela primeira vez depois de 13 anos de sucessivos aumentos, os homicídios por armas de fogo caíram - 8,2% em um ano apenas. Foram poupadas, graças ao Estatuto do Desarmamento, 3.300 vidas. Mais muito ainda será feito se a comercialização de armas de fogo for proibida para civis, como defendemos no dia 23. \r\n\r\nQueremos alertar a população quanto à arma de fogo que, ao contrário de garantir defesa ou proteção, aumenta o risco de quem a tem em casa, ou a está portando. Por isso, defendemos a proibição.\r\n\r\nSegundo o Ministério da Justiça, noventa por cento das pessoas que reagem a assalto terminam vítimas de sua reação, por isso todas as Polícias responsáveis, daqui do Brasil, recomendam: “Se você for assaltado não reaja”. Daí defendermos a proibição do comércio de armas.\r\n\r\nMuitos nos disseram, ao longo dessa campanha, que deveríamos desarmar os bandidos e deixar os cidadãos de bem armados para se protegerem, mas vimos, que essa separação, arma do bandido e arma do cidadão de bem é uma ilusão. A prova disso é que, ano passado, quarenta mil armas de cidadãos de bem foram roubadas, segundo a Polícia Federal, e mais do que isso, por motivos fúteis são praticados cerca de 1/3 dos crimes no Brasil, como aqueles em briga de bar, em briga de trânsito, em briga de vizinhos, em briga conjugal. Esses sim, serão reduzidos pela proibição do comércio de armas. A criminalidade será prejudicada pela proibição do comércio, indiretamente, pois terá menos armas para roubar do cidadão bem, como ocorreu ano passado.\r\n\r\nA posse de uma arma não é um direito. Em momento algum a Constituição brasileira fala sobre o direito de se ter armas, pelo contrário, fala apenas em termos de proibição. O direito à vida se sobrepõe a todos os outros. Portanto, àqueles que apresentam o argumento da legítima defesa dizemos que queremos proteger o cidadão dessa ilusão, porque em apenas 10% dos casos, a reação em legítima defesa é bem-sucedida.\r\n\r\nPor todas essas razões, e por ter certeza de que no dia 23, se o Sim vencer, estaremos dando um passo importante na mudança do País. Votemos Sim! Votemos 2, no dia 23. \r\n\r\nSe o Não vencer, como alguns acreditam, sobretudo pelas pesquisas, teremos uma péssima notícia dia 24, a de que no Brasil nada mudou, tudo permanece igual. E o que a vitória do Não representa.\r\n\r\nPara dar uma chance à mudança, para apostar na possibilidade de o Brasil avançar, dar passos de maneira concreta, eficaz e decidida, defendemos o voto Sim.\r\n\r\nA SRA. HELONEIDA STUDART - V. Exa. me concede um aparte?\r\n\r\nO SR. ALESSANDRO MOLON - Concedo o aparte à 1ª Vice- Presidente da Casa, a Sra. Deputada Heloneida Studart.\r\n\r\nA SRA. HELONEIDA STUDART - Meu companheiro, meu amigo Alessandro Molon, o voto Sim é necessário e as mulheres estão, elas principalmente, a defendê-lo, porque são inimigas do derramamento de sangue, são amigas da paz, não querem que seus filhos morram e nem os das outras mulheres. Estamos todas defendendo o Sim. \r\n\r\nO cidadão de bem não pode matar o outro por causa de uma briga de trânsito; um homem ciumento não pode fuzilar sua esposa por causa de uma crise de ciúmes; o pai amoroso não pode matar o vizinho por causa de briga de crianças em jogo de bola de gude. \r\n\r\nQuantas vezes vemos brigas de trânsito que poderiam ser resolvidas com meia dúzia de xingamentos, mas o são a bala, onde morre um pai de família. Não estamos falando dos bandidos, porque esses cabe à Polícia desarmar. Estamos falando de pessoas honestas, de cidadãos de bem, de homens sérios. \r\n\r\nFaço a pregação do voto Sim. Já estou com minha modesta kombi nas ruas derramando folhetos pelo voto Sim e apelando principalmente ao coração das mulheres.\r\n\r\nMuito obrigada.\r\n\r\nO SR. ALESSANDRO MOLON - Obrigado pelo aparte, Sra. Deputada Heloneida Studart, e também por todo seu empenho nessa luta que é de todos nós - do Brasil, do povo brasileiro, dos que querem mudança.\r\n\r\nRespeitamos os que defendem o voto Não e, embora com divergência frontal em relação a sua posição, mas com respeito, com educação, como base da democracia, pedimos o voto Sim a todos os cidadãos brasileiros no dia 23 de outubro, domingo próximo. Votem 2, para que o Brasil possa dar este passo, que não resolve tudo, que não coloca um ponto final no problema da insegurança pública, mas que, certamente, trará uma contribuição eficaz e concreta ao problema da violência no Brasil, em especial, a esses crimes a que se referia a Sra. Deputada Heloneida Studart.\r\n\r\nPortanto, antes que meu tempo termine, agradeço pela atenção a V. Exa., ao Sr. Deputado André Corrêa, à Sra. Deputada Heloneida Studart, ao Sr. Deputado José Bonifácio, a todos aqueles que nos acompanham aqui. Vamos esperar que a vitória do Sim se confirme no dia 23.\r\n\r\nMuito obrigado.\r\n\r\nO SR. PRESIDENTE (Luiz Paulo) - Obrigado, Sr. Deputado Alessandro Molon.\r\n\r\nO próximo orador inscrito é o Sr. Deputado André Corrêa, que dispõe de dez minutos.\r\n\r\nO SR. ANDRÉ CORRÊA - Sr. Presidente em exercício, Deputado Luiz Paulo, Sr. Deputado José Bonifácio, Sr. Deputado Alessandro Molon e demais Deputados presentes, venho a esta tribuna para abordar alguns pontos. Hoje, quis o destino - isso não foi planejado - que fizéssemos a última intervenção antes do Referendo do próximo domingo. Pela primeira vez na história deste País, teremos um referendo - já tivemos plebiscito. Isso é significativo. Em que pese, talvez, a inoportunidade do momento, mas é significativo como as pessoas estão debatendo e discutindo essa questão, em diversos locais. \r\n\r\nIsso é importante e fundamental. A cada dia, deve ser fortalecida, no País, a democracia direta, a questão de instrumentos permanentes de consulta à população. Apenas, Sr. Presidente, penso que esses procedimentos devem, na medida do possível, ser colocados juntos do processo eleitoral. De certa forma, isso obriga todos nós, homens públicos, a ter posicionamentos claros sobre determinadas questões polêmicas, que haverão de permitir que o eleitor conheça nosso posicionamento, nosso comportamento e nossas posições. \r\n\r\nOutros países já exercem essa prática com muito mais constância. Nas últimas eleições americanas, existiram Estados que chegaram a fazer consultas paralelas ao sistema eleitoral - sete, oito, nove questões de referendo, perguntas em relação a pontos específicos. Esta é uma tendência, no sentido de buscar radicalizar a democracia. Cada vez mais, haverá espaço para esses mecanismos de representação, de escolha direta, sobretudo, com o avanço da informática e da internet. \r\n\r\nAo longo dos debates de que participei, ouvi muito que o Referendo não deveria ser feito - isso é natural, é a primeira vez. Ouvi dizerem: “Se os políticos são eleitos, eles é que têm que decidir isso. Não somos nós que temos que ficar optando”. Penso que esta reação se dá em função da crise política, da falta de credibilidade, do que acontece, sobretudo, em Brasília. Este não foi, efetivamente, um bom momento para estrear esse princípio democrático do referendo. De qualquer forma, essa é uma questão que veio para ficar e outros temas precisam ser levados à discussão e debatidos com a população.\r\n\r\nDe forma clara e convicta, venho reafirmar minha decisão de, no próximo domingo, votar Sim. Eu respeito quem pensa assim, há pessoas preparadas, pessoas de bem defendendo efusivamente a opção “Não”. Mas por uma questão de raiz, arma não tem outro objetivo senão a morte. Arma é quase sinônimo de morte, é produzida para ferir. Não consigo compreender, nem aceitar que achem que arma possa defender alguma coisa. \r\n\r\nÉ obvio que qualquer um de nós pode ter um exemplo aqui ou acolá, que fulano de tal deu um tiro para o alto, então o ladrão não entrou, e tal, mas todas as estatísticas provam, comprovam, reprisam que a maioria esmagadora daquelas pessoas que em determinado momento se utilizam de sua arma para reagir a qualquer ameaça, não se deu bem. Ou morreu ou se feriu gravemente. A maioria esmagadora. E quanto a isso não há argumento, por várias razões, pela questão da surpresa, etc. E mais do que isso - não quero ser repetitivo - mas quantas pessoas acabam sendo vítimas de tragédias!\r\n\r\nRecentemente, em São Paulo, vimos mais uma tragédia, que não é novidade. Uma média de três crianças, por dia, perdem a vida, da mesma forma que, se não me engano, o caso do Rafael. Na última quinta-feira, em São Paulo, pegou a arma do pai, levou para a escola e acabou matando um colega que estava estudando, que estava escrevendo. Isso, infelizmente, é uma fatalidade? É! Mas faz parte das estatísticas e vem acontecendo, acontecendo e acontecendo. \r\n\r\nPortanto, não vou desfilar aqui os diversos argumentos. Já vi algumas pessoas dizerem que isso vai dar a certeza ao bandido de que você não existe arma na casa e ele vai entrar. \r\n\r\nCom todo o respeito, isso não resiste a um argumento: apenas em 5% dos domicílios brasileiros a pessoa tem uma arma. E infelizmente, nessa nossa cultura de achar que as pessoas não vão respeitar a lei, quem vai garantir que alguém desrespeitou a lei, mesmo com a proibição, e não vai ter uma arma em casa? Então a insegurança do bandido vai ser permanente, não vai ser isso que mudará sua decisão de entrar. \r\n\r\nDeputado Luiz Paulo, a única argumentação que me faz refletir com mais profundidade sobre essa situação é a questão de mercado. Mas os produtos são diferentes. As pessoas citam: “Veja a questão da Lei Seca. A proibição gerou o comércio clandestino.” É óbvio que a proibição vai gerar um comércio clandestino. É óbvio que essas questões vão acontecer. Algumas pessoas citam a questão das drogas, que são proibidas e o comércio continua. \r\n\r\nCom certeza, na medida em que há proibição, o preço tende a subir, vai tornar-se muito mais caro adquirir uma arma e, obviamente, quando ficar mais caro, menos gente vai ter condição de comprar e é claro que vai diminuir a circulação. \r\n\r\nQuanto às drogas, diferentemente das armas, as pessoas que infelizmente entraram nesse caminho, que caíram nesse vício, têm o fator da compulsão, da dependência física, que as leva a procurar e a continuar procurando, o que é diferente da arma. A arma, você compra uma vez, e se o “Sim” ganhar, como eu espero, se você tiver aquela arma, você ficará permanentemente na ilegalidade. São duas coisas impossíveis de serem comparadas. \r\n\r\nSr. Presidente, espero que os brasileiros, sobretudo cariocas e fluminenses, possam ter essa compreensão, respeitando os argumentos do Não, mas que a cultura da paz, a cultura da vida possa prevalecer. Não vamos resolver com isso a questão da violência. Mas obviamente é um primeiro passo, importante, estratégico e essencial.\r\n\r\nOutro ponto que eu gostaria de abordar, Sr. Presidente, inclusive falei hoje por telefone com o Sr. Deputado Iranildo Campos, é sobre o pronunciamento do meu companheiro de partido, líder do PPS na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, Vereador Stepan Nercessian. Ele participou de um debate sobre esse tema tão palpitante e que deve ser realmente bastante discutido.\r\n\r\nCostumo dizer que o maior problema ambiental que vivemos na Cidade do Rio de Janeiro é a ausência de uma política de habitação e a ausência de uma política de transporte de massa, que é estrutural. O Sr. Deputado Luiz Paulo, com muito mais propriedade do que eu, sabe disso. É a grande razão de as pessoas buscarem a solução da moradia na favela. Ninguém vai morar numa favela porque quer. O meu amigo e companheiro Stepan, ao discutir essa questão, colocou uma verdade: nós perdemos aqui no Rio de Janeiro - o Estado e a sociedade perderam -o controle territorial de diversas áreas.\r\n\r\nO consumo de drogas grassa em qualquer lugar do mundo. Há desastres ecológicos, como recentemente em Nova Orleans com o Katrina. Nova Orleans é um dos locais onde se dá o maior índice de consumo de drogas dos Estados Unidos. Só que lá os traficantes operam dentro de um apartamento. Eles não dominam uma área como aqui, mas provavelmente o consumo lá é muito maior. No Rio de Janeiro eles controlam territórios e o poder público perdeu o controle de certas áreas geográficas. É como se tivéssemos enclaves territoriais na nossa cidade.\r\n\r\nO Vereador Stepan, ao abordar o assunto, disse que essa prática vai acabar levando setores que atuam nessas áreas, tanto do ponto de vista da polícia mineira quanto do tráfico, a se organizar. E se não encontrarmos um caminho para resgatar esses locais, mais cedo ou mais tarde, fatalmente essa situação vai passar a ter representação política, o que inexorável.\r\n\r\nMas ele não quis dizer que na Assembléia ou na Câmara tinha representação da polícia mineira e de traficantes. Foi uma frase retirada de um contexto que preciso recolocar no lugar. Como líder do PPS, quero dar essa satisfação aos meus pares e aos meus colegas.\r\n\r\nO SR. PRESIDENTE (Luiz Paulo) - Sr. Deputado, seu tempo já se esgotou, em muito.\r\n\r\nO SR. ANDRÉ CORRÊA - Vou encerrar, tinha outros temas a falar, mas agradeço a gentileza de V. Exa., pedindo que a Presidência autorize a transcrição do discurso, uma homenagem que eu gostaria de fazer pelo próximo dia 25 de outubro, passagem de 30 anos da morte do jornalista Vladimir Herzog. Não vou discorrer o conteúdo, mas gostaria que ficasse registrado, como militante originário do PPS, antigo Par tido Comunista Brasileiro e, posteriormente, me pronunciarei com mais vigor a respeito.\r\n\r\nQuero dizer também, Sr. Presidente, que V. Exa. esteve presente no evento ontem e que eu, em breve, vou fazer uma outra audiência pública, da qual V. Exa. certamente irá participar, para decidirmos sobre essa questão estratégica, fundamental, que é a destinação do lixo, dos resíduos urbanos na nossa cidade. É uma discussão que esta Casa precisa aprofundar mais. Dentro em breve retornarei ao tema.\r\n\r\nMuito obrigado, Sr. Presidente.\r\n\r\nO SR. PRESIDENTE (Luiz Paulo) - Autorizo a publicação.\r\n\r\nO SR. ANDRÉ CORRÊA - Muito obrigado, Sr. Presidente.\r\n\r\nSr. Presidente\r\n\r\nNo dia de hoje, 25 de outubro, registramos a passagem de 30 anos da morte do jornalista Vladimir Herzog.\r\n\r\nVladimir Herzog nasceu em 1937, na cidade sérvia de Osijsk, filho de um casal de judeus. Ante a perseguição nazista a família Herzog migrou para o Brasil.\r\n\r\nAos 38 anos Vladimir Herzog era professor da Universidade de São Paulo e um dos mais respeitados jornalistas do Brasil, quando assumiu a direção de jornalismo da TV Cultura. \r\n\r\nNa noite do dia 24 de outubro de 1975, Vladimir Herzog, na qualidade de diretor de jornalismo da TV Cultura, apresentou-se na sede do DOI-Codi (Destacamento de Operações de Informações/ Centro de Operações de Defesa Interna), em São Paulo, para prestar esclarecimentos sobre suas ligações com o antigo PCB - Partido Comunista Brasileiro (atual PPS - Partido Popular Socialista). No dia seguinte, foi morto. Segundo a versão oficial da época, ele teria se enforcado com o cinto do macacão de presidiário. Porém, de acordo com os testemunhos de jornalistas presos na mesma época, Vladimir foi assassinado sob forte tortura.\r\n\r\nPor ser judeu, o corpo de Herzog foi encaminhado ao Shevra Kadish (comitê funerário judaico). Ao prepará-lo para o funeral, um rabino percebeu que havia marcas de tortura no corpo do jornalista, prova de que o suicídio tinha sido forjado.\r\n\r\nEm 1978, o legista Harry Shibata confirmou haver assinado o laudo necroscópico da vítima - na qualidade de segundo perito - sem examinar ou sequer ver o corpo.\r\n\r\nEm 1978, a Justiça responsabilizou a União por prisão ilegal, tortura e morte do jornalista. Em 1996, a Comissão Especial dos Desaparecidos Políticos reconheceu que Herzog foi assassinado e decidiu conceder uma indenização para sua família.\r\n\r\nA morte de Herzog foi um marco na ditadura militar (1964 - 1985). Tornou-se elemento decisivo para a desmoralização da repressão política e a desmontagem do DOI-CODI, abrindo caminho para a redemocratização do País. O triste episódio paralisou as redações de todos os jornais, rádios, televisões e revistas de São Paulo. Os donos dos veículos de comunicação fizeram um acordo com os jornalistas. Todos trabalhariam apenas uma hora, para que os jornais e revistas não deixassem de circular, e as emissoras de rádio e televisão continuassem com suas programações.\r\n\r\nNo dia 31 de outubro de 1975, foi realizado um culto ecumênico em memória de Herzog na Catedral da Sé, do qual participaram 8.000 pessoas, num protesto silencioso contra a ditadura.\r\n\r\nNa análise do rabino Henry Sobel, presidente do Rabinato da Congregação Israelita Paulista, o assassinato de Herzog mudou o país. \"Foi o catalisador da abertura política e da restauração da democracia. Esse fato será sempre a recordação dolorosa de um sombrio período de repressão, um eco eterno da voz da liberdade, que não se cala jamais.\"\r\n\r\nÉ, pois, como Líder do Partido Popular Socialista, sucedâneo do partido em que militava Herzog, que presto esta homenagem objetivando manter viva na memória do povo brasileiro aqueles que lutaram pela liberdade de imprensa, primeiro passo para a conquista das demais liberdades democráticas.\r\n\r\nO SR. PRESIDENTE (Luiz Paulo) - Não havendo mais oradores inscritos...\r\n\r\nO SR. GERALDO MOREIRA - Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem.\r\n\r\nO SR. PRESIDENTE (Luiz Paulo) - Antes de encerrar os trabalhos, concedo a palavra pela ordem, por uma questão relevante, ao Sr. Deputado Geraldo Moreira.\r\n\r\nO SR. GERALDO MOREIRA - Sr. Presidente, em primeiro lugar, deixo registrado que o Partido Comunista a que pertencia o jornalista Vladimir Herzog não é o mesmo partido que deu origem ao PPS de hoje.\r\n\r\nEm segundo lugar, Sr. Presidente, registro que no próximo domingo votarei Sim: sim ao desarmamento, sim à vida. Quem defende a vida por princípio não pode, em hipótese alguma, ser a favor de qualquer expediente que possa ser utilizado para tirar vidas - e as armas foram feitas única e exclusivamente para isso.\r\n\r\nMuito obrigado.\r\n\r\nO SR. PRESIDENTE (Luiz Paulo) - Concordo plenamente com V. Exa., Sr. Deputado Geraldo Moreira.\r\n\r\nNão havendo mais oradores inscritos, a Presidência, antes de encerrar os trabalhos, convoca os Srs. Deputados para a Sessão Solene Extraordinária de hoje, dia 20 de outubro de 2005, às 19 horas, em homenagem aos cem anos de nascimento do Sr. Tancredo da Silva Pinto, conforme Requerimento 637/05, de autoria do Sr. Deputado Átila Nunes. A Presidência designa ainda para a Sessão Ordinária do dia 21 de outubro de 2005, às 14h30, constando apenas de Expediente Inicial.\r\n\r\nEstá encerrada a Sessão.\r\n\r\n(Encerra-se a Sessão às 17h50min).\r\n\r\nPRESIDÊNCIA DOS SENHORES DEPUTADOS: JOSÉ TÁVORA, 2º VICE-PRESIDENTE; SIVUCA, GILBERTO PALMARES, ELY PATRÍCIO, LUIZ PAULO, TODOS A CONVITE.\r\n\r\nEMENDAS DE PLENÁRIO, EM TRAMITAÇÃO ORDINÁRIA, EM 2ª DISCUSSÃO, AO PROJETO DE LEI Nº 881/2003, DE AUTORIA DOS DEPUTADOS GILBERTO PALMARES E PAULO MELO.\r\n\r\nSUPRESSIVA Nº 1\r\n\r\nSuprima-se o Art. 2º.\r\n\r\nPlenário Barbosa Lima Sobrinho, 20 de outubro de 2005.\r\n\r\nDeputado LUIZ PAULO\r\n\r\nSUPRESSIVA Nº 2\r\n\r\nSuprima-se o Art. 3º.\r\n\r\nPlenário Barbosa Lima Sobrinho, 20 de outubro de 2005.\r\n\r\nDeputado LUIZ PAULO\r\n\r\nATA DO II SEMINÁRIO DA COMISSÃO DE DEFESA DOS DIREITOS DA MULHER “SAÚDE REPRODUTIVA, ABORTO E DIREITOS HUMANOS”, REALIZADO EM 28 DE SETEMBRO DE 2005.\r\n\r\nAssume a Presidência a Sra. Deputada Cida Diogo. \r\n\r\nA SRA. PRESIDENTE (Cida Diogo) - Bom-dia a todos. Vamos dar início ao nosso seminário “Saúde Reprodutiva, Aborto e Direitos Humanos”, promoção de duas entidades que trabalham há muitos anos com a questão dos direitos da mulher em parceria com a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher desta Casa.\r\n\r\nGostaria de convidar, para fazer parte da Mesa, a Dra. Gleyde Selma, advogada e coordenadora executiva da Advocaci, uma das entidades promotoras deste evento; a Dra. Leila Adesse, médica sanitarista e diretora do Ipas-Brasil, outra entidade que está em parceria conosco, promovendo este seminário sobre um assunto tão importante para as mulheres do nosso país. (Palmas)\r\n\r\nVamos, também, convidar para compor a Mesa, os nossos expositores, que vão proferir palestras ligadas ao tema e que vão nos ajudar com o debate. A posteriori, vamos fazer um debate, abrindo a palavra para os participantes, para que possamos aprofundar o tema. Gostaria de convidar, então, o Dr. Jorge Andalaft, médico, presidente da Comissão Nacional contra a Violência Sexual, a qual pertence à Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, e também integrante da Comissão Tripartite; a Dra. Maíra Fernandes, bacharel em Direito e pós-graduada em Direitos Humanos e Relações de Trabalho pela UFRJ; a Dra. Cláudia Bonam, médica e membro da Rede Feminista de Saúde; e a Dra. Bernadett Espírito Santo, defensora pública.\r\n\r\nVamos dar início, passando a palavra para as representantes das duas Organizações Não-Governamentais, que nos solicitaram que pudéssemos fazer esse debate aqui nesta Casa Legislativa, para que façam uma breve saudação a todos os presentes, aos nossos telespectadores da TV Alerj também, que nos acompanham através dos órgãos de comunicação. \r\n\r\nVamos passar a palavra primeiramente para a Dra. Gleyde, aproveitando para dar os nossos parabéns, porque exatamente hoje ela está completando mais um aniversário. A Dra. Gleyde tem tido uma história de muita luta em defesa das mulheres e vai poder, agora, comemorar o seu aniversário participando de um debate tão rico como esse. \r\n\r\nA SRA. GLEYDE SELMA DA HORA - Obrigada pelos parabéns. \r\n\r\nBom dia a todos e todas. Saúdo a Mesa, os palestrantes, na pessoa da presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, Cida Diogo, minha companheira antiga de lutas e de trabalho. \r\n\r\nQueria agradecer por esta Casa estar abrigando o 2º Seminário de Saúde Reprodutiva, Aborto e Direitos Humanos. O Ipas e a Advocaci foram convidados para organizar esse Seminário, em função de já termos feito um outro nesses moldes e ter sido muito rico e muito importante, no momento de conjuntura talvez não muito favorável, mas importante para estarmos mantendo essa discussão, principalmente hoje que é o Dia pela Descriminilização do Aborto na América Latino e no Caribe. \r\n\r\nTenho certeza de que vamos ter aqui palestras e argumentações bastante contundentes que estarão fortalecendo as nossas reflexões acerca desse tema. \r\n\r\nObrigada. \r\n\r\nA SRA. PRESIDENTE (Cida Diogo) - Obrigada, Gleyde. \r\n\r\nQuero passar a informação de que, ontem, a nossa Ministra Nilcéia Freire entregou o projeto, na Câmara Federal, que vai debater exatamente esse tema. É um projeto construído com o movimento de mulheres no país inteiro, com as diversas entidades que debatem essa questão em nosso país, um projeto de construção coletiva. Todo esse trabalho foi coordenado pela Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres; a conclusão se deu com a apresentação, ontem. Pelo que foi veiculado, ela, ao entrar na sala, para registrar a inscrição do projeto, cantava o nosso Hino Nacional, por conta de marcar efetivamente essa vitória do movimento de mulheres que, após anos e anos de luta, consegue finalmente ter no Poder Executivo federal uma Secretaria que hoje trabalha para garantir os direitos da mulher. \r\n\r\nEntão, é para nós uma felicidade muito grande esse momento que estamos vivendo e estarmos realizando esse seminário hoje, um dia após a nossa Ministra ter entregue o nosso projeto na Câmara Federal. \r\n\r\nAgora vamos passar a palavra para a representante do Ipas-Brasil, Leila Adesse, nossa parceira e que também fez todo o trabalho de divulgação, de organização desse evento, para debatermos esse tema muito importante. \r\n\r\nA SRA. LEILA ADESSE - Eu me somo aos comentários das duas pessoas que me antecederam, que são realmente parceiras, são pessoas com quem a gente vem dialogando. Cumprimento a todos os presentes. \r\n\r\nAcho que temos um desafio importante e é isso que nos faz vibrar sempre, porque temos um desafio de dar uma resposta às necessidades das mulheres que se encontram na fase reprodutiva, que, na área da saúde pública, são consideradas aquelas que estão na faixa entre 15 e 49 anos, que, no nosso Brasil, país tão grande, somam um total de 48 milhões.\r\n\r\nEntão, isso para a gente coloca uma tarefa muito importante e a necessidade de a gente estar sempre lembrando que, quando se fala em saúde reprodutiva, são esses números, é esse contingente de mulheres que a gente precisa estar apoiando e endereçando respostas contundentes dos serviços. \r\n\r\nEssa parceria de Ipas e Advocaci está sendo muito frutífera. Eu atuo principalmente no setor saúde, e a Advocaci, principalmente no setor jurídico. Vimos travando esse diálogo desde 2002. Entendemos que é exatamente ampliando o número de visões, ampliando as perspectivas e as abordagens que vamos construir uma situação melhor para a saúde das mulheres no Brasil.\r\n\r\nEu agradeço muito a essa Casa por ter aberto esse espaço para que a gente possa multiplicar, para que a nossa voz chegue a esses milhões de mulheres.\r\n\r\nObrigada. \r\n\r\nA SRA. PRESIDENTE (Cida Diogo) - Obrigada, Leila. Vamos, agora, à apresentação dos palestrantes. Com a palavra, Maíra Fernandes, que vai fazer a sua exposição inicial. \r\n\r\nA SRA MAÍRA FERNANDES - Bom dia a todos. Saúdo a Mesa e a Deputada Cida Diogo. É um prazer enorme estar aqui nesta Casa. \r\n\r\nHoje, nós vivemos, em relação ao aborto - inclusive nesse dia tão especial para a luta a favor do aborto -, um momento especial, já que Executivo, Legislativo e Judiciário discutem quase simultaneamente o aborto no Brasil. O Executivo porque foi nomeada a Comissão Tripartite - o Dr. Jorge pode contribuir com a gente sobre isso -; o Legislativo porque há um sem-número de projetos - a Câmara dos Deputados vai analisar o resultado da Comissão -; e o Judiciário - talvez alguns saibam através das noticias dos jornais - em virtude da argüição de descumprimento de preceito fundamental, número 54, que discute a possibilidade de a mulher grávida de um feto anencefálico realizar a interrupção da gravidez. Então, é um momento muito especial.\r\n\r\nEu gostaria de começar a exposição, pautando algumas premissas para a nossa discussão. A primeira é a seguinte: há quem diga que o aborto é uma questão de fé. Eu acredito que o aborto possa ser, sim, uma questão de fé. Acontece que o Executivo, o Legislativo e o Judiciário não podem se pautar por uma questão de fé. Não, por quê? Porque quem diz isso para a gente é a Constituição da República Federativa do Brasil, porque nós vivemos numa República laica. Portanto, as discussões do Executivo, do Legislativo e do Judiciário devem respeitar todas as religiões do Brasil: católica, espírita, protestante, e inclusive aqueles que não têm religião alguma, os agnósticos e ateus. Isso está estabelecido pelo Artigo 1o da Constituição da República, que diz que nós vivemos numa República laica. Temos ainda o 19, Inciso I, que diz que há o respeito a todas as religiões, ao culto etc. Nós temos o Artigo 5o, Inciso VI, que também fala de religião. \r\n\r\nEntão, tudo o que eu vou trazer em relação à discussão do aborto, hoje, não vai se pautar em discussões religiosas. Vai se pautar em discussões sobre aquilo que um filósofo americano, John Rawls, chama de “razões públicas”. O que é isso? O Executivo, o Legislativo e o Judiciário devem atuar pautados em razões públicas - razões que sejam aceitas por uma coletividade - isso em respeito ao pluralismo, em respeito à laicidade do Estado etc.\r\n\r\nPois bem, é interessante trazermos para o Brasil, que tem uma das legislações mais criminalizadoras, mais atrasadas por assim dizer, um pouco da discussão do direito comparado, para a gente entender o que está acontecendo no mundo em relação a isso. E nesse ponto, eu posso dizer que o Brasil está atrasado numa discussão que já começou há muitos anos. Nos Estados Unidos, por exemplo, em 1973, em um famosíssimo caso, chamado Roll x Weidt, sobre uma lei do estado do Texas que criminalizava o aborto, decidiu-se que aquela lei era inconstitucional porque violava o direito à privacidade da gestante e o direito à intimidade da gestante, o direito à liberdade da gestante também. \r\n\r\nE aí decidiu-se que o aborto deveria ser permitido em alguns casos. Foram estipulados determinados parâmetros para os estados legislarem sobre o aborto. Então, durante o primeiro trimestre da gravidez, o aborto deveria ser livre, por decisão da gestante, acompanhada por seu médico. No segundo trimestre da gravidez, o aborto poderia ser regulado, regulamentado pelos estados, com vistas a proteger a saúde da gestante. E, somente no terceiro trimestre da gravidez, é que o aborto poderia ser proibido e criminalizado. \r\n\r\nA França também discutiu o aborto em 1975, ou seja, muito mais tempo antes do que nós estamos discutindo. E a França também decidiu pela possibilidade de a mulher realizar o aborto, em uma série de casos, acompanhada por seu mé dico. Num primeiro momento, decidiu que a mulher deveria se submeter a um sistema de aconselhamento prévio; um aconselhamento psicológico etc. e, depois, mais recentemente, já em 2001, decidiu que isso é opcional: se a mulher quiser se submeter a esse sistema de aconselhamento, ela se submete; em outros casos, não. \r\n\r\nA Alemanha também discutiu o aborto em dois casos super famosos: Aborto I e Aborto II. E a Alemanha, embora mantendo uma decisão pela inconstitucionalidade do aborto, decidiu que o aborto poderia ser regulado por leis que não o criminalizassem. Ou seja, o aborto poderia ser regulamentado, poderia haver uma série de leis, desde que não fosse criminalizado. \r\n\r\nEntão, a Europa como um todo e os Estados Unidos, já há muito tempo, resolveram a questão do aborto com decisões muito bem fundamentadas, todas elas baseadas em direitos fundamentais. Todos são países democráticos, que têm o direito à vida em suas constituições, assim como também têm os direitos da mulher: o direito à privacidade, o direito à intimidade, o direito à liberdade etc. \r\n\r\nDe modo que posso dizer com segurança que a maior parte desses países fez uma ponderação. Uma ponderação entre o direito à vida do feto e os direitos da gestante. E decidiu que, nesses casos, os direitos das gestantes deveriam prevalecer. Não houve uma negação do direito à vida do feto; houve uma ponderação. E nessa ponderação decidiu-se que os direitos da gestante deveriam prevalecer. Isso, inclusive, está dentro de um contexto - e até hoje podemos dizer também com segurança muito maior - em que os direitos sexuais e reprodutivos são reconhecidos como direitos humanos. Há pouco tempo, era impossível se discutir numa convenção internacional direitos sexuais e reprodutivos como direitos humanos e hoje isso é uma realidade. \r\n\r\nDe modo que entendo que, hoje, no Brasil, se nós aprovássemos uma lei descriminalizando o aborto, essa lei teria total condição de ser constitucional. E por que digo isso - e a minha área de atuação é o Direito -? Porque ela estaria respeitando todos os outros princípios que também são resguardados pela Constituição e estaria fazendo uma ponderação entre o direito à vida do feto e os direitos da gestante.\r\n\r\nHá um dado muito interessante a ser ressaltado. A maior parte desses países estabeleceu tempo de gestação para a proteção ao feto ir aumentando, gradativamente, de acordo com o aumento do tempo de gestação. Então, a maior parte dos países permite o aborto em torno dos três meses de gravidez, aumentando um pouco esse prazo para casos excepcionais, como estupro, em que a mulher demora muito tempo para decidir pela gravidez, porque tem todo um trauma psicológico enorme; aumentando mais em casos de anomalias fetais, em que muitas vezes o diagnóstico é um pouco demorado e também requer uma prorrogação desse prazo. De modo que vai protegendo a vida do feto gradativamente; aumentando na medida em que aumenta o tempo de gestação.\r\n\r\nGostaria também de chamar a atenção para os graves dados que nós temos aqui no Brasil sobre aborto. Isso é absolutamente fundamental: conhecermos a nossa realidade para discutirmos o aborto. A Rede Feminista de Saúde fez uma pesquisa interessantíssima. É muito interessante que vocês procurem. Ela está disponível inclusive na internet, no site da Rede Feminista de Saúde. Eu tenho aqui um exemplar comigo. Chama-se Dossiê Mortes Preveníveis e Evitáveis. \r\n\r\nNesse dossiê eles colocaram um cálculo estimativo de quantos seriam os abortos realizados no Brasil. É claro que, como o aborto é clandestino, esse número é estimativo, respeita um método do Instituto Alan Guttmacher, que é extremamente respeitado. O cálculo é feito com base no número de curetagens pós-aborto que chegam ao Sistema Único de Saúde. O número é assustador. A estimativa é que varia entre 705 mil a 1.000.008. Quer dizer, pode chegar a 1 milhão o número de abortos clandestinos no Brasil!\r\n\r\nE quando se fala em abortos clandestinos no Brasil, é importante lembrar que há o aborto clandestino que é realizado nas clínicas de saúde, em que mulher paga de R$ 1.500,00 a R$ 3.500,00 e o realiza com certas condições de higiene etc; e há o aborto clandestino que é feito em casa, com verduras, com objetos pontiagudos, com remédios que não são para esse fim. E as seqüelas são absurdas. Há dois médicos na mesa que certamente poderão conversar com a gente até mais sobre isso. O aborto clandestino no Brasil é a quarta causa de mortalidade materna. Isso é um dado também muito alto. Gostaria de trazer só um último dado, também segundo a Rede Feminista de Saúde: chegou a 538 o número de óbitos no Brasil entre 99 e 2002. \r\n\r\nDiante desses números que eu trouxe para os senhores, vemos a necessidade de discutirmos realmente a nossa legislação, as conseqüências que a legislação brasileira tem provocado. É uma legislação que não resguarda nem mesmo o direito à saúde da mulher, porque a mulher só pode realizar o aborto em caso de risco de vida ou em caso de estupro. E vemos ainda a necessidade de se fazer essa discussão também pautados no direito comparado, no modo como os outros países já decidiram isso. Devemos observar essa fundamentação trazendo, claro, a discussão para o Brasil, adaptando-a à nossa realidade, que sem dúvida alguma é assustadora, é desalentadora e requer cuidados e observação. \r\n\r\nNesse sentido, é muito interessante que estejamos todos aqui reunidos num espaço como a Alerj, justamente para um debate. E espero que depois da palestra a gente possa conversar bastante sobre isso e levar ao maior número de pessoas o conhecimento do que significa a criminalização do aborto no Brasil, hoje. \r\n\r\nMuito obrigada pela presença de todos e pela atenção. (Palmas)\r\n\r\nA SRA. PRESIDENTE (Cida Diogo) - Vamos agora passar a palavra ao Dr. Jorge Andalaft, para que possamos ouvir também essa larga experiência que ele tem em relação a esse tema. \r\n\r\nO SR. JORGE ANDALAFT - Bom dia.\r\n\r\nEu gostaria, inicialmente, de agradecer à Deputada Cida Diogo, presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro; à Dra. Gleyde; à Dra. Leila Adesse e aos demais componentes desta Mesa. \r\n\r\nHoje é um dia realmente importante, não só pelo que representa, pois é um dia contra o aborto, um dia pela descriminalização do aborto, como também porque, ontem, foi entregue um documento muito importante na Câmara dos Deputados, para a Comissão de Seguridade Social e Família, que trata realmente desse tema. E hoje já está nos jornais que o documento foi aprovado, aceito para discussão com os nossos parlamentares. Quem vai fazer a tramitação desse projeto é a Deputada Jandira Feghali, deputada aqui do Rio de Janeiro muito atuante; portanto, temos confiança de que ela consiga.\r\n\r\nAssim, o Rio de Janeiro está inserido nesse contexto, através do seu quadro político. Estou vendo aqui a nossa companheira Shuman, que também milita aqui no Rio de Janeiro e que é da Comissão Tripartite. Portanto, nós temos orgulho de estar aqui nesta manhã conversando com vocês.\r\n\r\nEu queria, antes de falar sobre a Comissão Tripartite, fazer algumas considerações sobre o que aconteceu antes de chegarmos a esse momento. Então, existe uma história, existe todo um passado e é importante que a gente faça um resgate de uma maneira muito simplificada, evidentemente, porque um resgate técnico demoraria muito tempo porque foram muitas as ações que aconteceram no Brasil.\r\n\r\nVocês sabem que o Código Penal Brasileiro é de 1940, e o Código Penal Brasileiro tem uma lei que autoriza a realização da interrupção da gestação - e aqui a gente tem evitado falar a palavra “aborto” porque, na verdade, o que se quer não é a intenção de provocar o aborto, mas, sim, de atender as exigências do Código Penal. E o Artigo 128 deste Código Penal diz que não se torna crime no Brasil a prática da interrupção da gestação nos casos de estupro e nos casos de risco de vida materna.\r\n\r\nApesar desse Artigo 128, durante 47 anos, ninguém soube como atender a esse Código Penal. No ano de 1987 uma lei municipal, aqui do Rio de Janeiro, autorizou o Instituto Municipal da Mulher Fernando Magalhães a realizar o atendimento às mulheres com gravidez decorrente de estupro. Então, o Rio de Janeiro foi o primeiro estado brasileiro a ter uma lei municipal regulamentando o atendimento ao aborto previsto na lei, na situação de estupro.\r\n\r\nEm 1989 essa mesma lei foi feita em São Paulo, no Hospital Municipal do Jabaquara, e aí começaram os protocolos que hoje são utilizados em todo o Brasil pelos serviços que atendem o aborto legal, nessas situações de estupro e de risco materno.\r\n\r\nMas essas situações são a menor preocupação para o sistema de saúde, porque representam hoje 0,25% do total de abortos que acontecem no Brasil. Existe um grande debate sobre essa lei, mas na verdade isso é 0,25% de tudo o que acontece na área de abortamento no Brasil. \r\n\r\nIsso quer dizer que nós temos hoje mil abortos legais realizados contra cerca de um milhão de abortos que acontecem por ano. Ou seja, há um debate muito intenso sobre a questão de quem vai atender a mulher que tem gravidez por estupro, de quem vai atender a mulher com risco materno - e essas mulheres com risco materno são particularmente importantes para o sistema de saúde, porque é daí que vem a morte materna; elas são cardiopatas, são diabéticas, têm câncer, têm aids, fazem quimioterapia, estão grávidas e precisam interromper a gravidez. Mas isso é o mínimo. Até 1994 três hospitais brasileiros faziam aborto legal; um no Rio de Janeiro, dois em São Paulo. Depois, em 96, a Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia criou a Comissão Nacional, que estuda a violência contra a mulher e o aborto previsto na lei. \r\n\r\nEssa comissão começou a trabalhar no Brasil todo, sensibilizando a Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia, os hospitais universitários, as maternidades, as cátedras de ginecologia quanto à necessidade de discutirem com os seus médicos, com os seus assistentes, com os residentes a questão da violência contra a mulher e o aborto previsto na lei. Isso foi um passo importante, como outras ações também foram importantes no Brasil. \r\n\r\nEm 1998, o Ministério da Saúde criou uma norma técnica que orientava todos os serviços do Sistema Único de Saúde a atender a violência contra a mulher e fazer a interrupção da gestação. Então, vocês vejam que a coisa vem andando. Não é: acabou na Comissão Tripartite, que vai legalizar o aborto. Não! É uma coisa que vem de 1987, é uma luta que vem caminhando, vem caminhando lentamente, mas vem caminhando. \r\n\r\nA partir de 1996, nós começamos a realizar um fórum nacional, que congregava todos os serviços de ginecologia e as universidades, a classe política, os conselhos de medicina, para discutirem essa questão. Já foram feitos nove fóruns no Brasil. O 10º Fórum vai acontecer aqui no Rio de Janeiro, nos dias 21 e 22 de novembro, antes do Congresso Brasileiro, que vai acontecer aqui também, a partir do dia 23 de novembro, e vai reunir muita gente: os conselhos de medicina, as organizações não-governamentais, a classe médica, a classe política, psicólogos, assistentes sociais, para debater essa questão do aborto e da violência contra a mulher. \r\n\r\nEntão, não são atitudes isoladas; não são atitudes do grupo feminista, simplesmente, que têm um valor impressionante nessa causa, porque é o grupo feminista que vem estimulando, vem puxando, vem fazendo com que as ações aconteçam, enfim, vem acordando o pessoal para trabalhar essa questão. Mas é um trabalho que vem já caminhando. \r\n\r\nEm 2002, foi enviado para o serviços de ginecologia e obstetrícia, através da Febrasgo e do Cemicamp, um questionário, perguntado para os médicos ginecologistas o que eles achavam de várias situações relacionadas ao abortamento. Foi mandado para 18.000 ginecologistas no Brasil. E a resposta foi dada por 40% dessa população que recebeu esse questionário. Os outros não responderam. Desse que responderam o questionário, 92% dos médicos achavam que era muito importante fazer interrupção da gestação do risco materno; 78% disseram que poderiam ajudar uma mulher numa situação grave, para a interrupção da gestação; 82% eram favoráveis à interrupção nos casos de estupro. Isso mostra que o médico também está um pouco mais voltado para atender essas situações.\r\n\r\nA Comissão Tripartite, na verdade, foi criada pela Ministra Nilcéia Freire, quando assumiu a Secretaria Especial de Política para as Mulheres, no lugar da Deputada Emília Fernandes, atendendo um compromisso internacional que o Brasil assumiu, de revisar as leis punitivas do aborto, por entender, em primeiro lugar, que as leis do aborto não estavam sendo suficientes para salvar a vida das mulheres, que continuam morrendo por abortamento. Hoje, o aborto - e disse bem a Dra. Maíra -, é a quarta causa de morte de mulheres no Brasil. \r\n\r\nEntão, uma lei que pune o aborto não está conseguindo ser suficiente para proteger a vida dessas mulheres. E uma lei punitiva, como está no Código Penal, não está sendo suficiente para reduzir o número de aborto, que hoje chega perto de um milhão, 900 mil a um milhão. Então, nós temos uma lei que não funciona. Nós temos uma lei que não protege a mulher e temos uma lei que não reduz o número de abortos. Portanto, essa lei precisa ser revista. E foi em cima desta necessidade da revisão da lei que se criou, então, esta Comissão Tripartite, que foi constituída por senadores, deputados, pelo representante da Casa Civil, pelo representante do Ministério da Justiça, pelo representante da Secretaria de Políticas para as Mulheres, pelo representante do Ministério da Saúde e pelas organizações sociais, dentre as quais está a Federação de Ginecologia e Obstetrícia que esteve participando dessa reunião. Foi um trabalho construído com muita responsabilidade, um trabalho construído com muito afinco. Nós trabalhamos cerca de três meses seguidos, participando semanalmente das reuniões em Brasília, para construir um texto que contemplasse realmente os interesses dessa situação que nós queríamos mudar, essa situação que não está resolvendo, que é a punição do aborto. \r\n\r\nDessa construção do texto saiu, então, um projeto de lei que foi, ontem, encaminhado à Câmara dos Deputados para ser submetido ao Plenário daquele órgão, sobre a descriminalização do aborto; ou seja, elimina essas leis punitivas do aborto, autorizando a interrupção da gravidez até a 12ª semana; nos casos de estupro, até 20 semanas; no caso de risco de vida para a mulher a na má formação fetal grave incompatível com a vida, quem vai estipular a data é o corpo médico que vai atender essa mulher. O projeto ainda prevê que esse atendimento seja gratuito na rede do Sistema Único de Saúde e na rede privada também, fazendo com que os planos de saúde também atendam esta exigência dentro da cláusula de partos e obstetrícia etc.\r\n\r\nEntão, é uma lei muito avançada, é uma lei que se compara às leis que hoje estão em vigor nos países desenvolvidos. Essa lei muito parecida com essas. É uma lei avançadíssima. Se aprovada, o Brasil vai ser um dos países com uma das leis mais avançadas do mundo nessa questão dos direitos reprodutivos. \r\n\r\nPortanto, nosso interesse é que essa lei seja aprovada e que nós consigamos tirar a mulher da clandestinidade porque é o que hoje está acontecendo quando a mulher aborta. Eu não sei se vocês sabem, mas, se a pessoa entrar na internet hoje, ela consegue comprar o Citotec. Ela entra na internet, ela acha um telefone, ela liga e um grupo de pessoas mal intencionadas, que não estão sendo sequer perseguidas, está vendendo pelo correio um medicamento que provoca aborto, chamado Citotec. A mulher recebe em casa uma caixinha com os remédios dentro e uma orientação de como tomá-lo. E diz o seguinte: “Quando você sangrar, procure o serviço de saúde”. Aí, essa mulher vai procurar o serviço de saúde para fazer uma curetagem, às vezes com infecção, às vezes com um quadro complicado. Muitas perdem o útero, vão parar na UTI com hemorragia, têm anemia, precisam fazer tratamento médico, e o sistema de saúde paga essa conta. \r\n\r\nEntão, o que ser quer é tirar a mulher da clandestinidade, trazê-la para o sistema de saúde. Se ela não quer a gravidez, ela vai ao sistema de saúde. Ela vai ser atendida por um psicólogo, por um médico, por uma assistente social, ela terá um atendimento qualificado. Isso reduz a mortalidade, reduz o problema para a mulher. Então, a intenção é tirar a mulher da clandestinidade mas há um grupo aqui no Brasil que parece que quer que as mulheres morram por aborto. Então, vamos impedir. Elas continuam morrendo por aborto, não tem problema nenhum, continuam com hemorragia, não tem problema nenhum. O sistema de saúde continua gastando 35 milhões por ano para tratar as complicações do aborto. “Vamos continuar assim”, “É ótimo isso”, “Não vamos melhorar nada”, “Tirem todas as leis”, como querem alguns deputados federais, que querem retirar inclusive a permissão para fazer aborto nos casos de estupro. Vocês sabem que existe lá em Brasília, na Câmara Federal, gente que quer inclusive mudar o Código Penal para parar acabar com a permissão do aborto em caso de estupro. \r\n\r\nEntão, precisamos acabar com essa hipocrisia, precisamos acabar com isso, precisamos tirar a mulher da clandestinidade, precisamos lhe dar um atendimento seguro, fazer um planejamento familiar, oferecer educação sexual, e atendê-la se ela não quiser e não puder prosseguir com aquela gravidez. \r\n\r\nEntão, o coroamento de toda essa discussão política, essa discussão de justiça vem com esse projeto.\r\n\r\nEu queria só fazer mais um registro. Existe hoje uma confusão enorme entre a política, a Medicina, o Direito e o Judiciário. Por exemplo, precisa de autorização judicial, ou não precisa; precisa do boletim de ocorrência, ou não precisa? Sabe o que aconteceu com o Brasil? Aconteceu o seguinte: nós tínhamos 57 hospitais credenciados do Sistema Único de Saúde para fazer o aborto previsto no Código Penal. Sabem quantos tem hoje? 37. Então, nós perdemos 20 hospitais que não querem mais lidar com a mulher que precisa fazer aborto por estupro nem que tenha risco materno. “O que eu faço?” “Não sei. Aqui nós não atendemos mais. A gente não sabe se tem que pedir documento ou se não tem que pedir documento”. \r\n\r\nEntão, dos 57 serviços que nós tínhamos antigamente, hoje temos 37. Houve realmente um retrocesso que precisa ser qualificado e que precisa ser recuperado com leis e com atuações que realmente tragam benefício para a mulher e não tragam prejuízo, como o caso de estados em que a mulher não tem o que fazer. Há estados que mandam a mulher para São Paulo. Põem a mulher no ônibus e mandam para São Paulo para fazer o aborto legal. Não pode mais isso acontecer. Cada estado tem que ter sua responsabilidade. Lá tem Secretário de Saúde, lá têm políticas para a saúde. O que é isso? Há políticos, médicos, tudo. Não conseguem legislar uma lei? \r\n\r\nNa verdade, o que estamos vivendo hoje no Brasil é um retrocesso, com relação à questão do aborto. Mas, com pessoas interessadas, como esse grupo que está aqui, é fácil acontecer ações que melhorem a qualidade de vida reprodutiva das mulheres. \r\n\r\nMuito obrigado.\r\n\r\n(Palmas)\r\n\r\nA SRA. PRESIDENTE (Cida Diogo) - Vamos passar agora a palavra para a Dra. Cláudia Bonam.\r\n\r\nA SRA. CLÁUDIA BONAM - Bom dia, Deputada Cida Diogo. Bom dia aos companheiros e companheiras dessa mesa e bom dia a todos os senhores e senhoras que vieram a esse seminário. \r\n\r\nEu aqui represento a Rede Nacional Feminista de Saúde - Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos. A Rede é uma articulação, de âmbito nacional, de ONGs feministas, associações de mulheres, mulheres sindicalistas, mulheres ligadas a núcleos universitários de estudos de gêneros, fundada em 1991, cuja missão é defender os direitos das mulheres no âmbito da saúde, da sexualidade e da reprodução. \r\n\r\nA legalização do aborto é uma bandeira histórica, que a gente tem levantado há muitos anos. E, à luz de pelo menos 25 a 30 anos de debate, eu queria fazer aqui hoje, já que esse encontro é um seminário, uma síntese de motivos que nós, na condição de mulheres e feministas, vemos para defender e exigir a legalização do aborto. São sete motivos, sinteticamente. Não são os únicos mas são os que nesse momento sintetizei para o nosso debate aqui. \r\n\r\nO primeiro é o próprio motivo da saúde. Como já foi falado pelo Dr. Jorge, no Brasil estima-se que um milhão de mulheres, anualmente, fazem abortos e, maciçamente, são abortos clandestinos e em condições inseguras. As estatísticas do SUS mostram que 250 mil mulheres por anos, dessas que fazem aborto, entram nos hospitais com complicações de aborto. A morbidade por aborto é algo assim incalculável, tanto do ponto de vista físico, emocional e psicológico para a mulher. E há a situação de criminalização do aborto, como o Dr. Jorge já falou - não vou me estender -, que em nada resolve, nem para garantir a vida da mulher, nem para garantir a vida de um futuro ser humano, muito menos para reduzir o número de abortos. Ao contrário, eu também compartilho a opinião do Dr. Jorge de que a criminalização até acentua o problema da saúde. \r\n\r\nEm primeiro lugar, muitos profissionais de Saúde se sentem no direito de exercerem a lei punitiva contra o aborto no próprio exercício da sua profissão. Maus tratos físicos e psicológicos e negligência, infelizmente, têm caracterizado o atendimento das mulheres que entram nos hospitais em processo de abortamento. Às vezes, há seqüela; às vezes, há morte. Às vezes a morbidade não é nem do ato em si do aborto clandestino e inseguro, mas é da negligência e da falta de tratamento humanizado e com competência técnica.\r\n\r\nEm segundo lugar, ainda quanto ao motivo da Saúde, a criminalização e a clandestinidade põem fora do alcance dos órgãos de vigilância sanitária e dos órgãos de controle social as clínicas e os profissionais que o realizam, nivelando seu serviço por baixo, no sentido da qualidade, sabendo que a mulher que vai lá, nem como consumidora, nem como cidadã, pode reclamar seus direitos perante esse serviços profissionais. A indústria clandestina do aborto torna-se, ao mesmo tempo, altamente lucrativa e inimputável em relação ao que acontece com a saúde e com a vida dessa mulher ao realizar o aborto nessa situação.\r\n\r\nEntão, o primeiro motivo, sem ordem de prioridade, apenas segundo uma organização didática dos motivos, é o motivo da saúde. \r\n\r\nO segundo motivo, para defendermos a legalização do aborto, é o da justiça social. O aborto clandestino é realizado em todo o espectro do mercado formal da saúde e também em um mercado informal, composto não necessariamente por profissionais e instituições de saúde. Em todas as camadas sociais se faz aborto; em clínicas dos mais diferente padrões de qualidade e excelência técnica se faz aborto. As mulheres, como nós, como eu, como outras que estão aqui, de classe econômica mais favorecidas, dispõem de recursos para comprar serviços de saúde de mais qualidade no mercado, inclusive aborto clandestino de mais qualidade. E não são essas mulheres o principal componente das estatísticas de morte materna por aborto, nem das estatísticas do SUS de atendimento de mulheres nos hospitais com seqüelas e complicações devido ao aborto inseguro e clandestino. São as mulheres mais pobres e com menos escolaridade e inseridas de uma maneira mais precária no mercado profissional, quando são.\r\n\r\nEntão, a clandestinidade e a criminalização do aborto reproduzem as desigualdades sociais e as desigualdades de classe. Nesse sentido, a legalização do aborto é também uma questão de justiça e cidadania social; diz respeito ao acesso eqüitativo a recursos, a bens sociais, como recursos médicos e tecnológicos para a promoção e preservação da saúde.\r\n\r\nEu queria conclamar, então, as mulheres de classe média que estão aqui, quando se posicionarem no debate sobre o aborto, para que levem em conta essa questão. Quando algumas dessas mulheres defendem a criminalização do aborto, elas estão lesando direito e a segurança daquelas outras mulheres, que não são elas, cujas difíceis condições de sobrevivência, nós, ou pouco ou nada conhecemos, ou pelo menos podemos dizer que não conhecemos na carne.\r\n\r\nE também conclamamos as mulheres de classe sócio-econômica mais baixa a pensarem nessa questão. Aquelas entre elas que defendem a criminalização do aborto podem estar reproduzindo as próprias desigualdades sociais a que estão sujeitas.\r\n\r\nO terceiro motivo é a justiça étnico-racial. Nas estatísticas de morte materna e morbidade por aborto clandestino e inseguro, a representação das mulheres negras e pardas, ou seja, das afrodescendentes, é maior, e bem maior, do que a representação percentual dessas mulheres na população feminina em geral, ou seja, as mulheres negras, proporcionalmente, são as mais afetadas, as mais atingidas pela situação do aborto clandestino ilegal e criminalizado. \r\n\r\nNesse sentido, a legalização do aborto também é um mecanismo importante para eqüidade étnico-racial e para a promoção das boas condições de saúde da mulher negra. \r\n\r\nAqui também nós exortamos as mulheres brancas - e eu me auto-exorto como mulher branca - a pensarem nessa questão quando nos posicionarmos em frente ao aborto. Como mulheres brancas, se a gente defende a criminalização, a gente está defendendo a marginalização, a desigualdade que incide sobre a outra. E também as mulheres negras, todas elas, de qualquer tipo de camada social, confissão religiosa, também eu exorto a pensarem essa questão da discriminação racial e do aborto criminalizado, refletirem bem sobre isso antes de se posicionarem definitivamente em relação à questão do aborto.\r\n\r\nO quarto motivo se relaciona ao que a doutora que falou primeiramente já dispôs e eu acho super importante, é o motivo da justiça de gênero. Então, vamos recapitular os motivos que já citei: saúde, justiça social e justiça étnico racial. Justiça de gênero é o quarto motivo. A criminalização do aborto, nos moldes como está na legislação brasileira - já falaram aqui antes de mim -, institui um crime que tem como réu o sujeito de um único sexo, de um único gênero. Os homens raramente, muito perifericamente, são imputados como réu numa situação de aborto; quando são, é porque, de alguma maneira, ajudaram ou facilitaram a mulher a fazer o aborto, o aborteiro, o médico ou outro profissional de saúde envolvido, mas, como sujeito da reprodução, como aquele homem que fecundou aquela mulher que abortou, o homem nunca é penalizado, nunca é penalizado na situação de aborto. \r\n\r\nEntão, mulheres de todas as raças, cores e crenças, pensem nessa questão da justiça de gênero, antes de se posicionarem sobre o aborto e também, homens imbuídos do senso de justiça e do senso de direitos humanos, pensem sobre essa questão da justiça de gênero na situação do aborto.\r\n\r\nO quinto motivo para defesa da legalização do aborto, tem relação com o Estado laico. A defesa da legalização do aborto, ou melhor, da legalização do direito ao aborto, é também uma defesa do Estado laico. Não achamos que as religiões não possam, não devam se posicionar no debate; porém, há duas questões importantes. A primeira é que somos um país plural, em diversos sentidos, inclusive no sentido espiritual, confessional e religioso. Então, temos que defender a nossa diversidade, a nossa pluralidade, porque ela é nossa riqueza, é nosso instrumento, nossa matéria-prima principal para construirmos uma sociedade profundamente democrática e inclusiva, porque uma sociedade que exclui a diversidade de opinião, de estilo de vida, de opção sexual, de raça ou qualquer tipo de diversidade, ela jamais será uma sociedade com vocação democrática.\r\n\r\nEntão, em um Estado laico e democrático, nenhuma religião - isso aqui também já foi falado e eu acho que é um ponto importantíssimo para a gente discutir -, pode impor seus princípios como lei. \r\n\r\nE a segunda questão sobre a defesa do Estado laico se relaciona com essa primeira. As religiões podem e devem ser contra ou a favor ao direito do aborto, ou também não tomarem esse objeto como uma coisa importante para sua pauta; elas têm todo direito de conduzir seus fiéis em direção aos seus próprios princípios, mas, no Estado laico, os mecanismos religiosos de persuasão e normatização das práticas e condutas das pessoas não podem, de maneira nenhuma, se confundir com a lei, com a estrutura geral do direito, o direito laico. A função da lei deve ser garantir a eqüidade e o direito de todos em toda a sua diversidade. Os mecanismos para difundir, inculcar e preservar as observações morais devem ser outros. O Estado laico aceita religião, mas os mecanismos da religião, para ganharem seus fiéis e conduzirem o seu rebanho, devem ser outros que não a lei. \r\n\r\nEntão, não se nega o direito à prática religiosa no contexto do Estado laico; ao contrário, o Estado laico deve proteger o direito de religião, mas rejeita-se, firmemente, a imposição das verdades, de qualquer religião que seja, a todos os cidadãos e a todas as cidadãs, por força de lei. Então, nesse sentido, a defesa da legalização do aborto é também uma questão de defesa do princípio do Estado laico como fundamento imprescindível da convivência pacífica e eqüitativa da sociedade complexa e plural como a nossa.\r\n\r\nO sexto motivo para a defesa da legalização do aborto tem a ver com direitos humanos. A defesa da legalização é também uma questão de avanço na agenda dos direitos humanos, que vem sendo construída ao longo de décadas.\r\n\r\nRessalto dois aspectos para dizer porque a legalização do aborto tem a ver com o avanço dos direitos humanos. O primeiro - vai ser rápido até porque é uma coisa já debatida pelo público que acompanha essa discussão sobre aborto -, é a questão dos direitos reprodutivos. Os direitos reprodutivos já foram consagrados como parte integrante e inalienável dos direitos humanos, tanto na legislação nacional quanto internacional. Isso não quer dizer que eles estão garantidos; eles têm que se desenvolver - os seus princípios já foram escritos nessa legislação.\r\n\r\nEntão, significa o direito de homens e mulheres casados a terem o número de filhos que desejarem, sem imposições - quando e como desejarem - e terem acesso a um conjunto de recursos, como educação, saúde, renda etc, para poderem efetivar suas escolhas reprodutivas. Esses recursos, é obrigação e dever do estado garantir.\r\n\r\nO segundo aspecto que quero ressaltar, porque tem sido pouco discutido e também tem a ver com a legalização do aborto e direitos humanos, é a seguinte questão: o direito ao aborto em condições seguras, legais e legítimas tem a ver também com o direito de não sofrer tortura.\r\n\r\nVou até propor às minhas companheiras de anos de luta esse tema: o direito a não sofrer tortura. A criminalização do aborto tem conseqüências bem mais amplas do que aquelas meramente jurídico-penais, ou seja, o processo penal, a prisão, o julgamento, a condenação, etc. Na realidade, parece que nem os mais ardorosos defensores da criminalização pensariam em colocar anualmente um milhão de mulheres brasileiras nas malhas da justiça e no sistema prisional. Então, o efeito da criminalização é sancionar também outras práticas, outros comportamentos, outras condutas punitivas às mulheres que não somente aquela literalmente penal.\r\n\r\nA criminalização do aborto tem seus efeitos principais a partir de outros mecanismos: a ascensão médica, a ascensão social, a culpabilização da mulher, os maus-tratos físicos e psíquicos no serviço de saúde - como já falei -, o estigma da maternidade ou da mãe degenerada, da mulher criminosa etc.\r\n\r\nA maioria das pessoas, homens e mulheres, tendo abortado ou não, em sã consciência, sabe que a mulher que aborta sofre uma verdadeira tortura: é o medo da clínica, é o medo do aborteiro, é o medo da lei, é o medo da polícia, é o medo de que a família saiba, é o medo de que os amigos saibam, é o medo do abandono do companheiro, é o medo do companheiro não assumir, não acompanhá-la. Fora isso, qualquer um que tenha acompanhado mulheres, por algum motivo, ao SUS para atendimento de complicação de aborto pode identificar os componentes de tortura psicológica, moral, física que sofrem essas mulheres ao serem atendidas por profissionais de saúde.\r\n\r\nNão estou aqui atacando os profissionais de saúde em geral; pelo contrário, sou uma profissional da saúde. Agora, esse é um debate sobre humanização, sobre o direito à não-tortura, direito a bons-tratos físicos, psicológicos e morais na área da saúde, um conjunto de temas, inclusive, no tema da atenção da mulher, no tema da atenção à mulher que aborta.\r\n\r\nO último motivo é o motivo ético, para a defesa da legalização do aborto. Os vários motivos que já falei antes, outros seis, eles já engendram ou geram um conjunto de motivos éticos para defender a legalização do aborto: a defesa da vida e da saúde da mulher, os princípios de eqüidade e de gênero, étnico e racial e da justiça social; os princípios dos direitos reprodutivos. Mas há ainda - e eu quero finalizar com isso - um quarto princípio ético para a defesa da legalização do aborto ou do direito ao aborto, que talvez seja até anterior aos outros que eu já falei e mais transcendente: é o direito de dar a vida. \r\n\r\nA reprodução humana, com “H” maiúsculo, de maneira nenhuma, é um fenômeno puramente biológico, como insiste em dizer muitas vezes uma sociedade sexista e medicalizada - devo dizer. Como humanos, o que nos distingue é o fato de organizarmos nossas vidas particulares, pessoais e coletivas segundo significados, valores, normas e regras que nós mesmos produzimos e nós mesmos transformamos. \r\n\r\nEntão, nesse sentido, toda a nossa atividade humana se caracteriza por isso, inclusive a reprodução humana. Por que falar que a reprodução humana é um mero fato biológico, por que a vida humana parte de um mero fato biológico? Isso é de uma negação da história, da cultura e da nossa capacidade de significados que eu acho que até fere a lógica da própria criação do mundo. \r\n\r\nEntão, a reprodução humana também é um fato cultural, é um fato social e um fato político e não um fenômeno meramente regido pela biologia. Quando eu estou falando em reprodução humana como fato político - e isso é importante -, eu quero dizer que ela também é moldada por estruturas de poder que uma dada sociedade constrói ao longo de sua história. Estruturas que não são permanentes, fixas nem estão isentas de conflitos.\r\n\r\nEntão, nessas sociedades como as nossas, que discriminam e inferioriza a mulher, que a colocam em posição de subordinação aos poderes constituídos, a gestação de uma nova vida é considerada uma obrigação feminina. Consideram que a mulher não tem, nesse plano da gestação de uma nova vida, do plano do dar a vida, que a mulher não tem nenhum papel político e moral específico; ela não tem o que decidir. Na sociedade sexista a mulher não tem o poder de dar a vida. O início da vida é colocado em um fato biológico, a concepção. E esse fato biológico imediatamente é apropriado pelo poder político sexista e é ele que determina que a vida começa ali, a vida está dada e a mulher não tem nada que decidir.\r\n\r\nEntão, nesse esquema, a mulher é destituída de sua condição de sujeito da reprodução, é negada a sua capacidade política e moral de dar a vida e ela se torna um mero meio ou veículo ou uma mala,como dizia Fernando Pessoa, com que as crianças vêm ao mundo.\r\n\r\nEntão, para concluir mesmo, a defesa da legalização do aborto se apóia em última instância no princípio ético que recupera a mulher como sujeito da reprodução e reconhece a sua capacidade moral e política de decidir quando e como dar a vida. A mulher que aborta não rejeita a reprodução ou a maternidade, nada disso; ela apenas reclama sua condição de sujeito na sociedade e nos processos de reprodução humana, o direito de decidir dar a vida. E o princípio da vida é quando a sociedade humana e seus sujeitos ativos, autônomos e incluídos decidem dar a vida. Esse é o início da vida, quem começa a vida é a sociedade.\r\n\r\nObrigada.\r\n\r\nA SRA. PRESIDENTE (Cida Diogo) - Vamos agora passar a palavra para a nossa última palestrante, a Dra. Bernadett Espírito Santo.\r\n\r\nA SRA. BERNADETT ESPÍRITO SANTO - Boa tarde a todos. Aproveito para saudar os componentes da Mesa na pessoa da nossa presidente, a Deputada Cida Diogo e agradecer o espaço que a Casa ofereceu para a discussão do tema. \r\n\r\nAproveitando um pouco o que a Dra. Maíra já mencionou, a gente tem que separar o debate das idéias do debate das crenças porque a gente está num estado laico, como já foi dito aqui. Mas lembrando sempre que, hoje, no Brasil, o aborto ainda é infelizmente tratado como uma questão de polícia. Não deveria ser. Na verdade, como foi muito bem mencionado aqui pelas nossas profissionais da área de Saúde, o aborto deveria ser um problema de saúde pública. Só que o Estado, convenientemente, se omite; o mesmo Estado que, no art. 227 da Constituição Federal, diz e assegura - na verdade, impõe - como um poder/dever da família o educar, a vida - e a vida com dignidade -; mas se coloca num segundo plano, num plano supletivo - convenientemente supletivo - na hora dos deveres. Na hora de delimitar se essa família irá ou não ser formada - ou seja - na hora de viabilizar a essa mulher ou ao casal a realização, o início dessa família, aí ele se intromete. Ele não fica mais no segundo plano. Ele retira o direito de escolha da mulher e coloca justamente a conduta daquela mulher que opta por não ter um determinado filho, numa determinada oportunidade, como crime. \r\n\r\nEntão, o Estado que se omite na hora de educar, de assegurar saúde e tudo mais - uma vida digna - se coloca, num primeiro plano, para punir. Para o Estado é muito mais conveniente punir do que tratar, do que cuidar. Ele cria o estereótipo dessa mulher como criminosa - e isso eu vejo na minha prática profissional; sou titular do Primeiro Tribunal do Júri e estou na Defensoria desde 1988 -, e o que vejo é que essa mulher é massacrada. Ela é torturada; não só a mulher que pratica o aborto, mas aquela que até tenta o amparo do Estado, como foi mencionado aqui pela Dra. Maíra Fernandes, nos casos de feto anencefálico - a discussão está no Supremo, na Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental nº54.\r\n\r\nNa verdade, essa mulher - que tenta não agir às margens da lei e sabendo através dos exames que seu feto não terá vida - na verdade já não tem -... Por mais que isso choque os religiosos aqui presentes, ele não é vida; é um parasita. O feto anencefálico não tem vida própria. Basta um pouco de conhecimento técnico. Só que as mesmas pessoas que criminalizam o aborto, dando uma proteção total à vida, não teriam dúvida em dizer que, num eventual assalto, se alguém mata o semelhante, o faz em legítima defesa, tem o direito de fazê-lo e não deverá ser punido.\r\n\r\nSe a vida é um direito absoluto, por que relativizar num aspecto e não relativizar em outro? A vida é um direito absoluto se for dada com dignidade. E quem viabilizará essa dignidade? O Estado impõe que essa mulher tenha o filho, mas, depois, o dever é dela - de educar, de manter - e ele se omite, se coloca num plano supletivo. Então, está na hora de esse Estado, que após a Constituição de 88 se colocou num plano supletivo, fazer a adequação de seu Código Penal, que é da época ditatorial, muito anterior a 88; é de 1940. Ele não é compatível com a Constituição. \r\n\r\nHoje, eu discordo muito até do rumo que a Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental está tomando. Como profissional da área, tenho uma visão um pouco diferente: acho que se esquecem aí de uma situação, de um princípio maior de Direito. A Constituição é a lei maior. Todo o ordenamento infraconstitucional, complementar à Constituição, tem que ser interpretado de acordo com essa Constituição.\r\n\r\nE o Código Penal tem que ser interpretado pelo fenômeno da Recepção. Na minha visão, o art. 128 não deveria ter esse tratamento. O art. 128 é aquele que permite o aborto nos casos terapêuticos e sentimentais: estupro e, na verdade, resguardo da própria vida da mulher, quando em perigo. \r\n\r\nEle não deveria ter a interpretação taxativa. E por quê? Porque hoje a realidade é outra. Nós não tínhamos a Constituição de 88 quando o Código Penal de 40 foi feito. A Constituição de 88 hoje assegura, no art. 5º, todos os direitos fundamentais individuais que foram mencionados pela Dra. Maíra. \r\n\r\nE a Constituição assegura lá adiante, no art. 227, o Direito de Formação da família primeiro à mulher, já que assegura - e não verdade impõe a ela - os deveres relacionados à formação dessa família. E se coloca - o próprio constituinte assim colocou - o Estado num caráter supletivo. Se ele optou por uma posição supletiva, ele não tem o direito de impor a essa mulher; o direito é de escolha, agrade ou não essa situação. \r\n\r\nSó que o que verificamos hoje é que o tratamento não é o que deveria ser: o Código Penal é imposto, interpretado estritamente, cegamente e desamparado da orientação constitucional. O que vemos hoje é uma situação, como foi muito bem colocado aqui, de total hipocrisia: o Estado é hipócrita, porque se omite, não trata e pune. E a sociedade é igualmente hipócrita, porque o Direito é fruto da vontade social. Se se demorou a tocar no assunto, como bem colocou a Dra. Maíra, demorou-se porque a sociedade foi hipócrita. \r\n\r\nQuebra A sociedade demorou a ver a realidade. A sociedade demorou a ver que o mesmo homem que critica a mulher que faz aborto é o primeiro que a leva a fazer o aborto, porque é o primeiro que não a apóia e a coloca sozinha na situação de aborto (Palmas). Infelizmente, a mulher demorou muito... \r\n\r\n(Manifestação contrária)\r\n\r\n... E aí eu volto a dizer: a questão é de educação. Uma sociedade que não é educada sequer para respeitar as idéias não pode ser educada para punir alguém (Palmas). Ninguém, ninguém tem obrigação de pensar como eu. Cada um tem o direito de pensar e agir de acordo com a sua consciência e ser levado ao rumo que a sua consciência der. Agora, o que nós temos de fazer, primeiramente, como pessoas é respeitar a idéia do outro. Eu vi aqui, enquanto assistia ao debate das colegas que compõem a mesa, uma situação lamentável: justamente o fechamento ao debate. As pessoas que muitas vezes não têm argumentos criticam no âmbito pessoal, porque lhes faltam argumentos e se cegam para a realidade - que não é delas - porque assim é mais conveniente. A mulher, hoje, que pensa, e está brigando pelo espaço que merece ter conseguiu isso muito recentemente, porque, na verdade, essa mulher ficava em casa; essa mulher não votava; essa mulher não tinha direitos sequer de optar por manter ou não o seu relacionamento. O divórcio veio em 77. \r\n\r\nEntão, a gente começa vendo que a demora na discussão do aborto, como falou a Dra. Maíra, veio justamente da demora da mulher ser reconhecida como pessoa, no sentido amplo da palavra. Se a gente discute isso hoje aqui, é porque a mulher está numa posição - aliás, ainda não como deveria estr - muito melhor do que estava no passado. Ela está avançando. E avançando, como disse aqui a nossa profissional da saúde, ela busca a descriminalização do aborto, mas a banalização do aborto. As pessoas confundem muito essas duas situações e criticam a mulher dizendo que o aborto vai ser a primeira opção. Não. Quem defende a descriminalização do aborto pretende colocar o aborto como opção viável, uma opção com todo o amparo que deve ter. Não como uma opção negligente, opção primeira, porque isso é prejudicial - como já foi dito aqui - para o corpo da própria mulher. \r\n\r\nAgora, se essa mulher foi levada a isso por questões sociais, por questões econômicas, por questões de relacionamento, enfim, se ela é levada a não poder manter a sua gestação que seja a ela viabilizadas pelo Estado as condições dignas para que ela faça aquela antecipação do período gestacional, porque é essa mulher que terá futuramente um encargo de educar e de viabilizar a vida digna. \r\n\r\nPor que digo hipocrisia, muitas vezes, devido ao posicionamento de algumas pessoas? Porque, ao invés da solução de viabilização das condições de que essa mulher precisa, o que se dá como solução - já ouvi isso muitas vezes, inclusive em outras palestras em que estavam membros da Associação dos Magistrados Espíritas do Brasil e Associação dos Médicos Espíritas do Brasil que defendem, com unhas e dentes, a manutenção do aborto como crime; eu ouvi que a solução seria: “Não, essa mulher, que tenha e que dê o filho à adoção”... Essa é a solução mais hipócrita. Em que país essas pessoas vivem?! Porque nós temos - como foi colocado aqui - o aborto como solução nas classes mais baixas. Se essa pessoa não pode optar por essa situação e é obrigada a ter o filho e dar para a adoção, a gente está sendo hipócrita em pensar que a criança negra, mal nutrida ou doente será facilmente adotada, porque quem busca a adoção - e a gente sabe que a nossa sociedade é ainda muito racista, medíocre - vai buscar o filho perfeito: o filho lourinho, saudável, de olhos azuis. Onde fica aquela criança que não é o estereótipo do filho perfeito para as suas mentes nada evoluídas, totalmente limitadas? Fica onde? Vai ficar num abrigo. Vai ter uma vida digna? Não. Cadê a proteção à vida? Vida é vida com dignidade (Palmas). \r\n\r\nEssas pessoas que protegem a manutenção de um código ditatorial o são, na minha visão, tão ditadoras como a época que criou esse código. Nós temos que evoluir. Evoluir para amparar membros da sociedade em que nós vivemos. As pessoas se colocam numa posição muito diferente da daquela mulher que pratica o aborto. Todas as mulheres são sujeitos em potencial, por quê? “Ah, mas eu sou casada. Eu tenho uma profissão; o meu marido, também. Eu não vou precisar fazer aborto.” Será que se um dia, engravidando, descobrir que no seu ventre existe um feto anencefálico, vai levar essa gestação, com os riscos desse tipo de gestação, até o final? Já ouvi de algumas assistidas da Defensoria que se tornaram um caixão ambulante. É isso que eles impõem a essas mulheres. O aborto, hoje, na verdade, tem sido a solução para a interrupção de uma situação crítica. Essas mulheres que sonharam com a gravidez - que pensam e protegem a vida como vocês -, descobrem num exame que estão portando um feto que não crânio, ou um dos hemisférios, ou não tem desenvolvimento do tubo neural; um feto que, quando arrancado do seu corpo, não viverá. Não pensem em buscar milagres, porque o Instituto Oswaldo Cruz já atestou diversas vezes que não há possibilidade de vida com ausência de formação do tubo neural. Não vou discutir aqui o que para Deus é possível, ou impossível, porque não me cabe. Agora, isso é uma realidade. Se essa mulher levar a gestação adiante, será submetida a um parto - e as nossas médicas podem, até, atestar isso; eu já vi em vários laudos -, ela pode sofrer, inclusive, um processo de eclampsia e morrer. O que me choca é que a concessão do alvará judicial, de que essa mulher precisa - porque os médicos diante desse quadro ditatorial do Código Penal precisam desse alvará para realizar a intervenção gestacional antecipada, ao solicitar esse alvará e se encaminhar para a Justiça, essa mulher muitas vezes se vê diante de um magistrado, de uma mulher magistrada que se coloca, por questões religiosas, numa posição muito distante da dela e nega a expedição do alvará. Vi, logo que assumi na remoção a titularidade, quando saí do 2º para o 1º Tribunal do Júri, uma mulher recém-ingressa nos quadros da magistratura negando um alvará ju dicial. Vi-me na situação de ter que recorrer dessa situação. Quando o Tribunal de Justiça iria examinar a questão, a questão perdeu o objeto, porque já havia morrido a mãe e o bebê. Então, aquelas pessoas que usavam o direito à vida para inviabilizar a interrupção acabaram com uma vida que existia, que era da mãe, a título de proteger uma outra, que não era sequer vida no conceito que nós conhecemos da palavra. \r\n\r\nEntão, eu acho que falta um pouco de solidariedade na questão do aborto, de se colocar na posição do outro e de lembrar que, mesmo a vida, para ser tratada de forma absoluta, deve ser tratada com dignidade. É um pedido que eu faço.\r\n\r\nEu tenho um jeito de falar muito agressivo, porque sou de júri. Não estou brigando com ninguém, não. O que me choca profundamente é um tratamento diferenciado de um ser humano que é tão ser humano quanto a gente, porque é fácil. Tem um ditado popular que muitas vezes eu escuto dos próprios assistidos que não conhecem direito, mas resumem a questão como ninguém: “Pimenta nos olhos dos outros é refresco”. É fácil criticar a mulher que precisa - não é a mulher que quer - fazer o aborto, porque você não está na situação dela. Então, reflitam com um pouco de sensibilidade e solidariedade sobre esse tema. É o que eu peço. Fico muito feliz com o estudo feito pela Comissão. Acho que a gente está, pelo menos, vislumbrando um futuro muito melhor do que a realidade que nós temos. Muito melhor, tenho certeza, do que o passado que já tivemos.\r\n\r\nObrigada pela atenção de todos (Palmas).\r\n\r\nA SRA. PRESIDENTE (Cida Diogo) - A Leila Adesse, do Ipas, e, em seguida, a Gleyde Selma da Hora, vão fazer uma breve intervenção. Depois, a gente abre para o debate.\r\n\r\nA SRA. LEILA ADESSE - Queria me somar ao movimento da mesa de trazer os argumentos a favor da legalização do aborto. O Ipas vem trabalhando no sentido de melhorar a qualidade da atenção nos serviços de saúde em parceria com as Secretarias e o Ministério da Saúde; melhorar o acesso a esses serviço e contribuir para a redução das barreiras que existem no sentido de as mulheres terem esse acesso qualificado.\r\n\r\nAcrescentarei dois pontos. Os números que trouxemos aqui, de que existe um milhão de abortos estimados, baseados no número das internações no SUS, que são de 240 mil - é o segundo procedimento obstétrico realizado pelo SUS; o primeiro, claro, é o parto; então, o segundo leito obstétrico ocupado no SUS é por causa de abortamento -; os números que mostram o grau de mortalidade materna, o impacto que isso causa é sempre elemento importante para a gente trabalhar com evidências. \r\n\r\nNão são coisas inventadas, criadas pela cabeça das pessoas. São números que precisam estar a todo momento no debate, porque isso caracteriza do que, realmente, nós estamos tratando. Porque a Organização Mundial de Saúde considera que o abortamento é uma questão de saúde pública. Porque é importante que o Estado, pela Constituição, tão bem citada aqui pela Doutora, precisa estar garantindo o atendimento digno às mulheres que chegam nos serviços.\r\n\r\nConsidero que nós estamos em um movimento mais de avanço, não de retrocesso - como foi citado aqui pelo outro colega -. Eu acho que os movimentos sociais, particularmente, o movimento de mulheres vêm mantendo essa lembrança desses números o tempo todo, mostrando que essas mulheres não têm suas necessidades atendidas. Como falei aqui no início, as mulheres em idade fértil somam 48 milhões. Também é outro dado que precisa estar na nossa cabeça. \r\n\r\nEntão, nesse sentido, eu queria chamar a atenção para dois aspectos: as normas técnicas elaboradas pelo Ministério da Saúde para atender a essas necessidades. Uma foi citada pelo Dr. Jorge, que é de atendimento a mulheres em situação de violência; e a outra é a norma técnica de atenção humanizada ao abortamento, que é essa que foi editada agora em 2005, que fala, exatamente, sobre a necessidade de a gente abrir os olhos para essa realidade dessa segunda causa de internação no Sistema Único de Saúde. \r\n\r\nEm terceiro lugar, quero lembrar que também esse mesmo Ministério da Saúde, juntamente com a Secretaria de Políticas Especiais para as Mulheres, fez parte dessa Comissão Tripartite de revisão da Lei do Aborto exatamente porque só os números não vêm resolvendo a situação do atendimento às necessidades. \r\n\r\nA gente tem que avançar em atualizar essa lei, que é anacrônica, que acaba “empurrando” as mulheres para uma clandestinidade. Isso pode acontecer com qualquer uma de nós. Neste exato momento eu acho que a gente está num movimento bastante positivo. Devemos contar com cada um de nós aqui presente para estarmos multiplicando essa discussão no sentido de apoiar esse movimento da Comissão Tripartite. \r\n\r\nAgradeço a possibilidade de a gente ter esse espaço aberto; à Deputada Cida Diogo, tão sensível às necessidades das mulheres, e a todos os presentes.\r\n\r\nObrigada (Palmas).\r\n\r\nA SRA. GLEYDE SELMA DA HORA - Já havia, no início do nosso encontra, feito a saudação, mas queria saudar as minhas companheiras, as quais também represento, da AMB, Articulação Brasileira de Mulheres. \r\n\r\nAcho que ficou bem claro aqui nas exposições quão perverso e contraditório é o crime tipificado no Art. 124 do Código Penal. A mulher é sujeito ativo desse crime e também é a sua principal vítima. Vítima da exposição da sua saúde, vítima dos riscos gravíssimos a que ela está submetida, vítima da desigualdade de gênero, vítima do tratamento constrangedor e, também, das estatísticas de morte e morbidade materna. \r\n\r\nAgora, nesse contexto, a Advocaci vem pautado seu trabalho em duas linhas de atuação: uma delas é a advocacia de interesse público, pela qual prestamos assessoria jurídica nos casos de violação de direitos humanos, especialmente a mulheres processadas pela prática do aborto, denunciadas por isso. A gente busca desenvolver um modelo jurídico adequado, principalmente para as mulheres que figuram nesse processo, haja vista as peculiaridades desse caso e a fragilidade em que se encontram essas mulheres.\r\n\r\nOutra linha de atuação são as nossas pesquisas sobre a temática dos direitos sexuais e reprodutivos. A instituição atualmente vem desenvolvendo a pesquisa Aborto e Direitos Humanos: Ações Estratégicas e Jurídicas de Proteção aos Direitos Sexuais e Reprodutivos, cujo objetivo principal é identificar o número de mulheres processadas no Estado do Rio de Janeiro pela prática do aborto, especialmente no Artigo 124 do Código Penal, e analisar o discurso jurídico embasados nas decisões finais, ou seja, absolvição, condenação e suspensão condicional do processo; e, também, identificar o perfil sócio-econômico dessas mulheres envolvidas com a polícia e com o Poder Judiciário.\r\n\r\nAgora, para chegarmos a esse resultado, a gente tem esbarrado em inúmeras dificuldades, que são especialmente os dados institucionais do Tribunal de Justiça, da Asplan e do Ministério Público Estadual, além da precariedade do fornecimento desses dados. Optamos também por fazer um trabalho de campo em, pelo menos, dez comarcas escolhidas, que compreende o que chamamos de Grande Rio, para obtermos cópias assim desse processo. Hoje a gente tem apenas onze processos, no Estado do Rio de Janeiro, em tramitação pela prática do crime de aborto, sendo que em quatro estamos dando assessoria. \r\n\r\nA partir desses onze, podemos identificar, de forma preliminar ainda , que o maior número dessas mulheres é de jovens de 19 a 27 anos, negras ou pardas, com baixo grau de escolaridade; a maioria possui de um a três filhos e a grande maioria trabalha, mas exerce profissões pouco qualificadas; há a ausência de co-responsabilidade do companheiro ou marido; recorrem a métodos mais acessíveis e baratos para interromper a gravidez - chás, Citotec etc. A pesquisa está em andamento e pretendemos concluí-la até o final de outubro, quando iremos preparar um relatório final, divulgando e publicando.\r\n\r\nHoje estamos lançando a publicação de um seminário, que aconteceu em 26 de agosto passado, em parceria com a Associação dos Defensores Públicos do Estado do Rio de Janeiro, na sede da Associação. Foi muito interessante, com argumentações muito importantes para os que, como nós, defendem a descriminalização do aborto. Iremos distribuí-lo a todos ainda hoje.\r\n\r\nMuito obrigada. (Palmas)\r\n\r\nA SRA. PRESIDENTE (Cida Diogo) - Chegou um bilhete anônimo à Mesa pedindo que anunciemos o aniversário da Gleyde, o que já fizemos, e que divulgássemos o lançamento do livro, o que ela acabou de fazer.\r\n\r\nVamos agora abrir um espaço para debates. Quem tiver interesse em se inscrever é só levantar a mão.\r\n\r\nO SR. PAULO DE HERÁCLITO - Boa-tarde a todos, especialmente à Maíra, que foi minha colega no Colégio Santo Agostinho no Ensino Médio. Sou presidente do Instituto Juventude Pela Vida, que, como diz o próprio nome, defende a vida desde a concepção até a morte natural. \r\n\r\nQueria começar com a consideração de que muito foi falado na Mesa de que o Estado é laico. Sim, o Estado brasileiro é uma república laica, mas o Estado laico não prescinde de valores nem muito menos da moral. Tanto é que o artigo da Constituição, também citado aqui, garante o direito à vida como direito fundamental. \r\n\r\nE o direito à vida, como já foi dito também, é o primeiro dos direitos humanos. Não se pode ter nenhum outro direito se não se tem direito à vida. É o direito fundamental, e eu acho que jamais ele pode ser relativizado. Eu acho que o princípio da ponderação dos direitos pode ocorrer, sim, em relação a direitos que estejam no mesmo campo, no mesmo patamar. Agora, jamais se pode relativizar o valor da vida. Quando se relativizou o valor da vida, ocorreram grandes massacres na humanidade. Isso, eu acho que nenhum de nós, como mães, pais, filhos, cidadãos brasileiros quer. \r\n\r\nA vida, como o primeiro dos direitos humanos, tem que ser defendida. E a vida, medicamente falando, filosoficamente falando... Já foi aqui combatido que a vida é só uma coisa biológica. Não, a vida, filosoficamente falando, é movimentos intrínsecos, e aquele ser, formado pela união dos gametas - espermatozóide e óvulo - já tem em si todas as condições necessárias, intrinsecamente, para se desenvolver; não depende de mais nada, só de alimento, assim como todos nós; sem alimento, todos nós morremos, infelizmente.\r\n\r\nEntão, esse direito, que começa desde a concepção, tem que ser defendido. Tem que ser defendido com veemência, porque, se não fosse defendido, quem estaria aqui, comentando sobre isso? Se não houvesse direito à vida, se não pudéssemos existir, não haveria discussão.\r\n\r\nUm outro ponto que a Doutora - infelizmente esqueci o nome; peço desculpas - falou é que o feto anencefálico é um parasita. Bom, o próprio Dr. Jorge, que, acredito, tem muita competência profissional, e todos os médicos sabem que o critério de vida, hoje, é o de morte encefálica. E o feto anencefálico - o termo é mal usado - não tem o fechamento perfeito do tubo neural, mas, em todos os casos, ele tem tronco cerebral funcionante. Na maioria dos casos tem; senão, ele está morto; senão, pelos critérios de morte encefálica, ele está morto, ele não é nem um feto vivo, ele está morto. E ele, estando morto, não tem discussão. Acho que não foi dito com propriedade. Esse é um tema que deveria ser abordado pelos médicos.\r\n\r\nEntão, eu conclamo todas as mães, aqui, a não relativizarem o valor da vida, a não fazerem com que o destino dos seus filhos seja bisturis, injeções salinas, a lata do lixo, totalmente despersonalizado. Então, isso não é uma questão de valores laicos, de Estado laico e, sim, de moral, e todos nós temos o dever de cumprir a moral pelo bem comum da sociedade.\r\n\r\n(Palmas)\r\n\r\nA SRA. ÂNGELA FREITAS - Sou Coordenadora de Comunicação das Jornadas pelo Direito ao Aborto Legal e Seguro, mas eu venho falar como cidadã brasileira. Quero dar os parabéns à Cida Diogo, à Rede Feminista, à Articulação de Mulheres Brasileiras, ao Ipas e à Advocaci por esse maravilhoso debate, importante, e agradecer a presença do Dr. Jorge Andalaft e das duas profissionais da área do direito, Maíra e Bernadett, que tão bem abordaram essa questão. \r\n\r\nComo cidadã, gostaria de dizer o seguinte: sou uma cidadã católica. Na minha religião, fui perdoada por dois abortos. Muitas mulheres católicas abortam e eu não admito que eu seja considerada uma pessoa imoral. As minhas decisões por abortar ... \r\n\r\n(Palmas) \r\n\r\n...em dois momentos da minha vida foram conscientes, de uma pessoa humana, que precisava daquilo. Como eu, muitas mulheres o fazem, inclusive católicas ou de outras religiões.\r\n\r\nO nosso movimento luta por esse direito de decidir, como direito de cidadania, querendo ver a sociedade feliz, uma sociedade que não é perseguida, que não é torturada, que não lida com discursos terroristas em torno dessa questão do aborto. Nós queremos, como na Itália, como na França, como na Inglaterra, como nos Estados Unidos, ter o direito de optar. Ninguém está aqui para dizer que as mulheres são obrigadas a fazer o aborto e, muito menos, para considerar o aborto como forma de vida. Não se trata disso. Não queremos banalizar o fato do aborto; é um fato social, é um fato sociológico, é um fenômeno cultural, comum a todas as sociedades e o que a gente quer é que a sociedade brasileira olhe esse fenômeno com compaixão e com respeito pelas mulheres que, com toda a dignidade, optam por abortar. \r\n\r\nPortanto, as mulheres têm direito a dizer “não” ao aborto, sim. Mas aquelas que dizem “sim” precisam ser olhadas com cidadania, com compaixão, com direito, com serviços e com apoio. E não é uma política isolada; é uma política que vem acompanhada de educação nas escolas, de orientação, de informação, de acesso a métodos contraceptivos e de apoio psicológico, para que aquele fato, que é duro, sim, na vida das mulheres, mas que é uma opção a que elas precisam recorrer às vezes na vida para serem boas mães, para serem boas cidadãs, para serem mulheres com moral.\r\n\r\n(Palmas)\r\n\r\nO SR. BRUNO SCHROEDER - Boa tarde, Sra. Deputada, boa tarde membros da Mesa, boa tarde, senhoras e senhores. Sou estudante da Pontifícia Universidade Católica, sou um dos diretores do Instituto Juventude pela Vida. O Instituto Juventude pela Vida é aconfessional e defende o estado laico. É por isso mesmo que defendemos a vida, desde o princípio dela até a morte natural.\r\n\r\nViemos aqui discutir idéias, discutir princípios. Não viemos discutir utopias. Foram faladas aqui muitas utopias. Foi falado que o aborto não mata, foi falado que o bebê portador de anencefalia, está morto. Isso é utopia, isso não é verdade. Isso tudo foi falado e não é verdade. \r\n\r\nEstamos aqui para defender todas as mulheres brasileiras, as mulheres que estão dentro do útero e as mulheres que estão fora do útero. Estamos para defender as mulheres que estão fora do útero das utopias que vão instrumentalizar as mulheres e usá-las para levá-las a alguns lugares em que elas não pensaram e não querem ir.\r\n\r\nNos Estados Unidos, no início, no caso Roll x Weidt, o aborto foi liberado até três semanas, com restrições etc. Depois de vinte anos, chegamos ao caso do Partial-Birth Abortion. O Partial-Birth Abortion é o seguinte: a criança nasce até a metade, é feita uma incisão no pescoço, o crânio é estourado e o resto da criança é puxado.\r\n\r\nA mulher tem o dever de amamentar seu filho, caso possa; ela tem o dever - não é “direito” - de dar a vida. Temos que arcar com as conseqüências dos nossos atos. O Brasil perdeu os princípios e a impunidade está aí à solta. O problema do Brasil, a corrupção e a impunidade toda, é que as pessoas já não sabem mais o que é certo e o que é errado, porque estão enganadas com mentiras.\r\n\r\nUma pessoa que faz um aborto está matando uma outra. A vida é movimento intrínseco. Depois que dois gametas se juntam, ali há uma vida nova, um código genético novo e ali começa um movimento que a força vem de dentro, é intrínseca, não é de fora. Ele faz a placenta, ele faz o cordão umbilical, ele produz enzimas para que o sistema de defesa da mãe não o mate. Desde que é uma mórula, ele tem alimento ali dentro. Esses são argumentos simples, e não precisa ser estudante de medicina para saber - eu sou estudante de engenharia.\r\n\r\nA vida começa na concepção. No Direito Romano, pensavam que aquilo que estava dentro do ventre era parte das tripas. E por isso o aborto era legalizado. O aborto não é novidade, não é progresso; é um regresso à antiguidade, à barbárie da antiguidade. \r\n\r\nEntão, eu estou aqui para isso, para proteger a mulher dentro do útero e fora do útero. Quero lembrar que o aborto, no Brasil, é crime. Nós estamos abertos à discussão, mas dentro da moralidade. (Palmas)\r\n\r\nA SRA. CRISTIANE FERREIRA MAGALHÃES - Boa tarde à Mesa, boa tarde a vocês presentes. Eu sou Cristiane, educadora, mulher - é assim que quero me apresentar. \r\n\r\nEntão, como educadora, eu penso sempre no antes, antes de pensar no durante e no depois. Na perspectiva do antes do aborto, eu vim falar que nós, mulheres e homens, não podemos esquecer que dentro da nossa fertilidade existem muitas diferenças. A primeira é que os homens são férteis todos os dias. E as mulheres, dentro de um ciclo menstrual, entre aspas, de trinta dias, um ciclo médio, somos férteis, em média, sete dias. Então, precisamos repensar a educação que damos aos nossos meninos e nossas meninas, de quando soltamos os nossos bodes e prendemos as nossas cabras, qual é a conseqüência disso? Porque, se somos férteis só sete dias e os homens são férteis todos os dias, qual é a proporção de haver maior gravidez, maior concepção? \r\n\r\nA segunda coisa é que eu uso o método da ovulação Billings, eu uso o método do muco. Por quê? Porque esse método é na natureza, é um método que a natureza me deu; ele é meu, como mulher, ele acontece dentro do meu corpo. E eu controlo a minha fertilidade. E o que isso quer dizer? Isso quer dizer que eu me apoderei do meu corpo e eu controlo a hora que eu quero engravidar e a hora que eu não quero engravidar. \r\n\r\nQuando nós, mulheres, soubermos definitivamente qual é o nosso período fértil e nos apoderarmos disso, nós vamos poder evitar, com uma maior proporção, a questão do aborto. Então, nós precisamos dominar o nosso corpo. E é isso que eu, como educadora, acho que é fundamental a gente trabalhar. A gente vai manter relações sexuais da forma que a gente quer, na hora que a gente quer, e tendo a consciência de que quer ter filhos, ou não. \r\n\r\nEntão, numa perspectiva de educação, que é anterior à questão do próprio aborto, nós precisamos pensar: em que medida, dos dezesseis ou mais métodos contraceptivos que existem, está sendo divulgado isso, como é que está sendo trabalhado isso, como é que nós mulheres estamos tendo acesso a isso? Porque, com mais de quinze métodos contraceptivos existentes, é uma vergonha nacional nós termos um milhão de abortos. \r\n\r\nEntão, a hipocrisia é: não se pode transar, não se pode manter relação sexual, porque eu preciso assumir, para eu poder usar um método contraceptivo, que eu mantenho relação sexual. E nós mulheres temos liberdade para assumir que transamos, temos liberdade para assumir que temos desejo sexual? \r\n\r\nEntão, se queremos que esse número seja reduzido, nós precisamos pensar na prevenção. E, na prevenção, é falar de desejo, é falar de libido. Libido é da natureza, é natural do ser humano sentir libido. Então, precisamos pensar em tudo que antecede um aborto, que é a relação sexual, que é o desejo. Vamos encarar o desejo como uma coisa natural. Se eu não quero ter filhos, eu preciso me apoderar do meu corpo e evitar, de uma forma mais sadia e mais prazerosa, acima de tudo. (Palmas) \r\n\r\nO SR. MÁRIO DIAS - Boa tarde a todos, sou estudante de Relações Internacionais, sou Católico Apostólico Romano. Quero cumprimentar a Deputada e aos demais membros da Mesa.\r\n\r\nGostaria de comentar o que a nossa expositora, ali à direita, falou, a respeito de comparar o ato do aborto à questão da legítima defesa. Vou falar a verdade: sou favorável à legítima defesa e sou contra o aborto. E desde o momento que você chega e compara a defesa de um cidadão, ou seja, melhor, ter o direito à legítima defesa... A questão do aborto é uma questão clara. Quando eu tenho direito à legítima defesa, estou tendo com uma pessoa que não é inocente. O fato do aborto, essa criança que está dentro da barriga dessa mulher é inocente. Ela não está tentando ou cometeu nenhum tipo de crime. Então, é por isso que você não tem a justificativa de poder matar essa pessoa, matar essa vida, matar essa criança. \r\n\r\nOutra coisa que eu quero questionar é esse número: um milhão de abortos. Numa boa, gente, vamos parar para pensar. Um milhão de abortos por ano no Brasil! Faz as contas, se a cada dez mulheres grávidas uma aborta, faz as contas: quantas pessoas nascem por ano? Quanto isso vai ser daqui a dez anos? Pelo amor de Deus, isso está muito elevado. Essas estatísticas são absolutamente absurdas.\r\n\r\nA senhora comentou a respeito de dignidade, de direito humano. Quanto à criança, qual o direito humano que vocês prevêem para essa criança que está dentro da barriga? Nenhum. Que tortura é essa contra a mulher, se vocês cometem uma tortura contra essa criança, contra essa vida? (Palmas) É fácil a gente estar aqui e sinalizar como tortura da mulher e não pensar o que está dentro das mulheres.\r\n\r\nQuero ressaltar também um ponto que a nossa expositora falou: os homens que são hipócritas, que falam em defesa da vida e são os primeiros a levar a mulher para uma clínica de aborto. Quero dizer que, quando a minha mulher ficar grávida, eu não vou levá-la para fazer aborto, não. Eu vou assumir a responsabilidade como pai. E quero que ela também tenha a responsabilidade como mãe. É uma coisa clara.\r\n\r\nQueria agradecer à Deputada e fazer um desafio a ela. Ano que vem é ano de eleição. Gostaria de saber se a senhora chegar em suas bases eleitorais se declarando a favor do aborto, em cada casa, se a senhora estará aqui em 2006.\r\n\r\nMuito obrigado a todos. Que Deus os abençoe.\r\n\r\nA SRA. PRESIDENTE (Cida Diogo) - Vou responder depois.\r\n\r\nA SRA LEILA CRISTINA TAVARES - Muito boa tarde a todos e a todas. Sou da Secretaria Estadual de Mulheres do PT, assessora da Deputada Inês Pandeló.\r\n\r\nInicialmente, queria agradecer à Mesa pelas belíssimas explanações e por colocar mais elementos e argumentos para a nossa reflexão e para o nosso debate e fundamentalmente para a nossa luta. Queria trazer um elemento para o debate - acho que a Cláudia e outros companheiros tocaram nele en passant - que acho fundamental, porque estamos tratando de um debate mais amplo, que é a questão do poder. Quando a gente debate essa questão de aborto, é essencialmente isso, para mim. Claro que existem outros elementos que se desdobram a partir desse, porque numa sociedade machista, patriarcal, quando tem uma lógica - e a lógica é de poder e de dominação sobre a vida e sobre o corpo das mulheres -, a questão do aborto é mais um elemento nessa disputa de poder. O que a gente tem ao longo da vida das mulheres, ao longo da nossa história e da sociedade e ao longo das nossas vidas individuais é uma disputa de poder permanente, na qual até hoje, embora a gente lute, lute e lute, estamos sendo derrotadas, apesar de todos os avanços, porque a gente quer que se altere essa condição de vida. \r\n\r\nEntão, queria colocar a questão da discussão da legalização do aborto, da descriminalização do aborto e do direito das mulheres abortarem dentro desse debate.\r\n\r\nAcho que esse é um debate fundamental quando tentamos contextualizá-lo dentro dessa lógica, da disputa geral da sociedade em relação ao poder dos homens sobre a vida e sobre o corpo das mulheres.\r\n\r\nUma pergunta que sempre me faço e que nunca vai ser respondida, com certeza, mas tenho absoluta certeza da resposta, é que, se os homens engravidassem, se os homens tivessem esse poder de gerar a vida, o aborto não seria crime. (Palmas) Não seria crime porque a maioria dos homens tem o poder sobre a lógica da sociedade. \r\n\r\nE esse é um ponto claro. Toda vez que se estabelece esse debate, pelo menos o nosso lado, o das mulheres que estão nessa luta, acabamos trazendo uma carga emocional muito grande, porque não é só um debate efêmero, mas um debate sobre as nossas vidas, sobre o que podemos ou não podemos fazer e como nos colocamos dentro da sociedade quando estamos disputando o poder dentro dela. \r\n\r\nEntão, queria até baixar o tom dessa carga mais emocional, mas não deixa de ser muito claro, transparente, no debate aqui, que o que particularmente os homens - e com características muito claras: homens de classe média ou de classe média alta, brancos - falaram é de uma arrogância em relação à questão do poder sobre a vida e o corpo das mulheres, que é de uma absurdo total. \r\n\r\nEntão, fica muito claro que é exatamente essa coisa assim: “As mulheres não podem fazer isso”, “Eu não deixaria a minha mulher fazer isso”, “Eu quero defender a vida em relação às mulheres”. É muito o “eu” do homem machista, com uma lógica patriarcal, de absoluto domínio sobre a vida e o corpo das mulheres. \r\n\r\nAcho que isso é o que queremos disputar e estamos disputando no dia-a-dia. É isso que queremos transformar na sociedade, não só por conta da legalização do aborto, que é uma luta na qual vamos até o fim, mas mais do que isso: queremos transformar todas e quaisquer relações para que esse tipo de atitude não se perpetue. \r\n\r\nAcho que nossa luta é pela legalização do aborto, sim, mas vamos lutar muito mais em torno dos outros elementos da disputa do poder dentro da sociedade, na relação entre homens e mulheres, para uma sociedade sem preconceito e sem discriminação. \r\n\r\n(Palmas)\r\n\r\nA SRA. CLÁUDIA MACHADO - Boa tarde a todos, boa tarde à Mesa. Sou cristã, da Igreja Presbiteriana, sou lésbica, sou feminista e quero dizer que apóio toda a mobilização pelo direito que a pessoa tem de decidir sobre sua vida, independentemente do gênero.\r\n\r\nVejo, concordando com a fala da Leila, que a nossa sociedade é regida pelo sistema machista, que é predominante. E por esse sistema ser machista, a mulher fica na invisibilidade em praticamente todos os segmentos nos quais ela poderia ter direitos. \r\n\r\nTrago aqui também o apoio do Centro de Documentação e Informação Coisa de Mulher; do Coletivo de Lésbicas do Rio de Janeiro; da Rede Nacional Feminista de Saúde e também da Liga Brasileira de Lésbicas a essa luta, que é uma luta de todas nós e de todos também, porque temos companheiros que são sensíveis a esta causa e estão abraçando a nossa bandeira por uma questão de dignidade e de direitos humanos da mulher. \r\n\r\nObrigada.\r\n\r\n(Palmas)\r\n\r\nA SRA. ADRIANA MARTINS - Boa tarde a todos. Sou do Fórum Estadual de Mulheres Negras, também sou da MB-Rio e sou candomblecista. \r\n\r\nAssim como várias outras religiões, a minha religião também não permite a questão do aborto. Só que eu, Adriana, mulher, negra, sou a favor do aborto. Sou a favor de que mulheres não morram por optarem por fazer interrupção do aborto.\r\n\r\nUm dos companheiros ali disse que o Brasil perdeu os princípios. O Brasil já nasceu sem princípios a partir do momento em que toda sua riqueza foi construída em cima do genocídio de milhares e milhares de cidadãos, de mulheres e homens negros, que foram estuprados (Palmas), que perderam toda sua vida na África, toda sua vida quando chegou aqui. Até hoje a minha raça paga por esse Brasil sem princípios. E hoje, eu, ainda sou obrigada a lutar para que mulheres, principalmente mulheres negras, não morram, na sua maioria, por optarem por fazer um aborto porque não têm condição ou porque não querem. E o Estado tem que garantir, se realmente é democrático como a Constituição diz, que essa interrupção seja segura. O Brasil não respeita o princípio da individualidade da mulher. Nós somos donas do nosso corpo e podemos decidir o que devemos fazer dele.\r\n\r\nPara finalizar, gostaria de perguntar ao companheiro, aquele de jaqueta, que não se identificou: você - não sei se é casado -, se a sua mulher fosse estuprada, criaria o filho de outro até o final? (Palmas)\r\n\r\nA SRA. ROSÂNGELA CASTRO - Boa tarde a todas e a todos. Sou lésbica, negra, feminista e de terreiro. \r\n\r\nEm nome da Liga Brasileira de Lésbicas, da Associação Internacional de Lésbicas, Gays e Transgêneros, nós viemos trazer o nosso apoio. Eu fui, não perdoada, porque na minha religião não tem perdão, mas Obaluaê, que é o meu orixá, permitiu que eu fizesse um aborto, aos seis meses e meio de gravidez, por estupro. Porque eu fui estuprada a mando de um homem branco, pai de uma ex-companheira minha. E tive problemas sérios. Talvez, se eu tivesse tido autorização para fazer esse aborto, eu não teria seqüelas que tenho até hoje. \r\n\r\nCausa muita tristeza ver jovens brancos, cursando nível superior, falarem sobre moral, falar que uma operadora de direito é imoral. Imoral foi a Inquisição que nos matou (Palmas), imorais foram os homens brancos que tiraram os nossos filhos negros e deixaram na senzala para que nós amamentássemos os seus filhos brancos! (Palmas) Isso que é imoralidade. Imoral, sabe, são cristãos que não usam o preservativo e estupram suas mulheres...\r\n\r\n(FALAS FORA DO MICROFONE)\r\n\r\nA SRA. ROSÂNGELA CASTRO - Não, não estou trocando não, companheiro. Estupram suas mulheres no dia-a-dia, obrigando-as a engravidar. Isso sim é imoralidade. Porque nem todo dia...\r\n\r\n(FALAS FORA DO MICROFONE)\r\n\r\nA SRA. ROSÂNGELA CASTRO - Eu garanti a sua palavra. Por favor, você é um jovem branco, num curso superior, me respeite, certo? (Palmas) Então, imoral é o não-uso de preservativo; é a não-disponibilidade de métodos de prevenção a todas as mulheres. Isso sim é imoral!\r\n\r\nE, Deputada, com certeza, em 2006, nós não queremos a senhora nesta Casa. Brasília está a sua espera, porque nós estaremos votando na senhora. (Palmas)\r\n\r\nA SRA. SUZANA MALHEIROS FARACO - Queria falar basicamente da questão científica, porque eu vejo que a gente foge aqui por questões religiosas e para mim isso não é uma questão religiosa. É uma questão científica. \r\n\r\nA ciência diz que na concepção se forma o DNA. E não há outra forma de classificar esse ser a não ser como ser humano. Se eu tiver um embrião de cachorro, de um gato, de um ser humano, é o DNA que identifica como ser humano. \r\n\r\nO DNA de cada ser humano é único e identifica o sujeito desde a concepção, durante toda a sua vida e até depois da sua morte. E, além disso, é ele que faz o sujeito ser o que ele é. Além disso, o bebê, assim como toda a estrutura placentária, não é do corpo da mulher; ele tem DNA próprio e é o bebê quem constrói toda a estrutura placentária dentro do útero da mãe. A mãe só alimenta. É ele que desenvolve a estrutura placentária, e é ele que se desenvolve. A mãe alimenta essa estrutura, que não é dela, é dele.\r\n\r\nAlém disso, o desenvolvimento embrionário é extremamente rápido. Com 25 dias da concepção o coração começa a bater. Com seis semanas de concebido surgem as primeiras ondas cerebrais. Com sete semanas - isso se vê em ultra-sonografias - surgem os primeiros movimentos. Qualquer mãe que faça ultra-som verifica isso. Com 45 dias o bebê já sente dor. Com oito semanas, todos os órgãos internos já estão presentes. Ele já possui braços e pernas. Com dez semanas, ele já pula, rotaciona, dá cambalhotas dentro do útero.\r\n\r\nComo vocês podem ver, é bem antes de completar as doze semanas, nas quais vocês estão pleiteando que seja legalizado o aborto. E essas informações não são dadas à mulher quando ela deseja o aborto, porque, se fossem dadas, muitas mulheres desistiriam do aborto. Se lhe fosse dada uma ultra-sonografia, muitas delas desistiriam do aborto.\r\n\r\nE, além disso, a maioria da população brasileira, 97%, é contra o aborto. Se o aborto for legalizado no Brasil, vai ser a maior ditadura do estado brasileiro sobre a vontade soberana da nação, que é contrária ao aborto e não favorável ao aborto.\r\n\r\nMuito obrigada. (Palmas)\r\n\r\nA SRA. PRESIDENTE (Cida Diogo) - Já tinha encerrado a inscrição, mas três pessoas pediram. Vou encerrar com essas três, e a gente vê quem da Mesa quer responder para que possamos terminar o mais rápido possível, porque já estão cobrando o horário da entrega do plenário.\r\n\r\nA SRA. LILIAN GONÇALVES DA SILVA - Boa tarde. Sou multiplicadora da Bemfam - Bem-Estar familiar no Brasil -, uma ONG que trabalha na área de saúde sexual reprodutiva.\r\n\r\nEu ouvi aqui falarem da questão do método contraceptivo, os métodos naturais, o muco. Sou uma multiplicadora e trabalho em comunidades carentes. Então, quando se fala do método do muco, estamos falando aqui de mulheres que sabem o que é o muco e que sabem que o seu ciclo menstrual é regular.\r\n\r\nAgora, eu sou jovem, trabalho com adolescentes. Sabemos aqui que o ciclo menstrual de uma adolescente é completamente irregular. Então, como é que essa adolescente vai se apoderar do seu corpo se ela não sabe nem o que é muco. Ela não vai saber distinguir muco de um corrimento. E como é que ela vai fazer uma contracepção segura se ela não sabe o que é muco, se ela não tem um ciclo regular? Então, se a gente investe em um método natural, nós estamos limitando o nosso público.\r\n\r\nTrabalho com muitos jovens e eu sei que a maioria das pessoas que faz ou que tem o aborto provocado é jovem. Somos as pessoas que mais sofrem. Falamos muito de vida, falamos muito de relativizar a vida, mas que vida é essa que pode ser perdida em nome de Deus, em guerras? Falamos de estado laico, mas que estado laico é esse que tem na sua Câmara um projeto para curar as pessoas que são homossexuais? (Palmas)\r\n\r\nO SR. SÍLVIO RODRIGUES ROBERTO - Boa tarde à Mesa, boa tarde a todos aqui presentes. Sou padre, mas não estou aqui para doutrinar nem catequizar ninguém. Todo mundo tem liberdade quanto à escolha religiosa. Aquela pessoa que falou aqui quanto à confissão, se fosse no âmbito católico, eu diria que a sua confissão é inválida, porque a confissão requer verdadeiro arrependimento. Se não houver arrependimento, não vale a confissão. Mas não é isso que eu quero dizer, porque o debate não é sobre a questão religiosa.\r\n\r\nPenso que devemos tratar essas questões com maturidade e vendo a questão da vida. Simpatizo com aquela pessoa que disse aqui do estupro, de tudo isso. Atendo pessoas assim. Ela não é a primeira que ouço falar isso. Volta e meia, estou conversando com pessoas assim. Mas isso não me dá o direito de dizer que aquela vida não merece mais existir. A questão é muito maior do que outras questões de dor e sofrimento. Eu concordo com muitas mulheres aqui, do sofrimento das mulheres. Concordo; porém, vamos lembrar o direito de quem não tem voz. A questão da justiça, de direito à defesa. Vamos lembrar o seguinte, numa analogia muito simples: existe um termo que se chama “guerra justa”. O que é “guerra justa”? É porque os dois lados estão guerreando, supõe-se que os dois lados tenham os meios. O que é um crime de guerra? Crime de guerra é porque uma pessoa trata a outra, durante a guerra, de uma forma que a outra não tem legítima defesa de jeito nenhum. O aborto é uma crime de guerra, poderíamos dizer assim, nessa analogia. Não é justo. Não são dois adultos que estão conversando. Há uma vida. Não é questão de religião. A questão é estabelecermos vida; não é questão de religião. Não estou aqui como padre, embora sempre eu seja padre. Estou aqui falando em defesa da vida.\r\n\r\nMuito obrigado.\r\n\r\n(Palmas)\r\n\r\nA SRA. BEATRIZ GALLI - Sou advogada. Estudei também na Pontifícia Universidade Católica do Rio. Também venho aqui como cidadã e também defendo o direito à vida. \r\n\r\nAcho que este debate fica num terreno muito caloroso, quando, na verdade, deveríamos olhar para uma realidade da vida das pessoas. Por que falo isso? Porque, aqui, se questionou o número de um milhão de abortos. Não estamos dizendo um milhão de abortos aleatoriamente. Quem está dizendo um milhão de abortos é o Ministério da Saúde. Um milhão de abortos é um dado estimado. Por quê? Porque a qualidade dos serviços de saúde nesse país é tão precária, que com certeza morrem muito mais mulheres do que um milhão de abortos. \r\n\r\nEu acho que esse debate tem que ser travado com mais informação. As pessoas que vêm até aqui falar devem procurar estudar esse assunto. Nós estamos falando sobre saúde das mulheres. A questão é muito mais prática. Nós não estamos aqui falando de filosofia, de ideologia, de religião. É uma coisa real: as mulheres estão morrendo, as mulheres procuram os serviços de saúde e morrem. Então, nós não estamos defendendo uma coisa no terreno das idéias; nós estamos defendendo uma coisa que faz parte da realidade social porque nós vivemos no Brasil. O Brasil é um país subdesenvolvido. No Brasil, as mulheres ainda morrem! Se nós estivéssemos no Canadá, se estivéssemos na França, seria diferente porque lá as mulheres podem escolher. E quando falamos “podem escolher”, pode parecer uma coisa utópica mas é real porque, se a pessoa não puder escolher, vai morrer. \r\n\r\nNesse terreno é que nós temos que procurar pensar. Nós não estamos aqui defendendo o aborto porque queremos assassinar pessoas, entendeu? Não é esse tipo de argumentação. Temos que ser nessa hora racionais. As mulheres morrem. \r\n\r\nDireitos humanos, não estamos aqui também falando aleatoriamente, não. Há um movimento internacional de direitos humanos, há as Nações Unidas. Os países ratificam tratados internacionais de direitos humanos. E ali há princípios para os governos, fornecendo diretrizes para suas políticas públicas. A política de saúde vem originariamente dos tratados internacionais de direitos humanos. Então, não estamos aqui inventando nada. \r\n\r\nAcho, então, que falta informação para esse debate, para realmente podermos avançar porque, senão, fica uma coisa muito emocional, muito ideológica que, com certeza, não vai levar a lugar nenhum, e as mulheres vão continuar morrendo. (Palmas)\r\n\r\nA SRA. PRESIDENTE (Cida Diogo) - Nós vamos passar para a Mesa responder. Antes, porém, já que uma das pessoas dirigiu uma pergunta diretamente a mim, eu queria só dizer o seguinte: primeiro, eu não trabalho na lógica de ser Deputada ou vir a ser candidata a qualquer cargo eletivo procurando agradar eleitor ou fazer debate com eleitor. Eu quero fazer um debate em cima daquilo em que eu acredito. E eu digo muito francamente aqui - acho que eu nunca me neguei a firmar minhas posições em todas as áreas, na área em que sou profissional, área de saúde, na área da política, em qualquer área -: eu, por opção pessoal, na minha vida, tive oportunidades, até por ser médica, por ser da área de saúde, de realizar aborto. Nas duas gravidezes que eu tive - tenho dois filhos -, tive oportunidade de fazer aborto. E foi uma opção pessoal não ter feito aborto. Eu tenho essa posição pessoal. Acho que, se eu engravidasse novamente, eu não faria, mesmo talvez vivendo situações que me levassem a pensar nisso, mas é uma posição muito pessoal. \r\n\r\nAgora, eu acho que não tenho o direito, por ter essa posição individual, própria, de achar que uma mulher que optou por fazer o aborto deva ser incriminada por isso. Esse debate, eu faço na minha região, na minha cidade, aonde eu vou. Sempre peço às mulheres com quem eu falo que analisem e se acham se sua vizinha, sua amiga, sua parente deve ser incriminada por ter realizado aborto. E eu lhes digo que as mulheres mais simples e até aquelas com nível intelectual mais elevado, todas elas, são unânimes em dizer que não aceitam que a sua irmã, que a sua prima, que a sua vizinha, que a sua amiga seja considerada criminosa porque em algum momento da sua vida fez opção pelo aborto. Todas essas mulheres. Muitas delas ajudaram as suas companheiras nesse momento, que não é um momento fácil - todo mundo sabe disso. É momento de uma decisão muito dura para a mulher que, normalmente, toma essa decisão sozinha, porque nessa hora o homem a abandona. No máximo, com algumas mulheres ele vira e fala assim: “Toma o dinheiro para você pagar, te vira”. Isso é uma realidade que hoje acontece no nosso país. E eu, como profissional de saúde, como médica, não posso, de forma nenhuma, assistir hoje a esses índices de morte, porque já vi muito, em pronto-socorro, mulheres com o útero perfurado, com infecção gravíssima, vindo a perder a sua vida. E ainda tive que ir dar a notícia que aquela mulher faleceu dentro da minha sala no pronto-socorro para o pai, o marido, a mãe, os filhos dessa mulher e dizer que ela perdeu a vida porque fez uma opção sozinha, sem amparo do poder público, sem o direito de ter feito de uma forma mais segura, mais decente e mais digna. E aí você vê lá vários filhos; então, a gente tem que pensar nisso: a vida desses que ficam e que eram ligados a essa mulher e que perderam a oportunidade de continuar tendo a convivência com a sua mãe, porque infelizmente o estado brasileiro a considera criminosa, e ela foi obrigada a procurar um jeito clandestino, porque, se fizesse abertamente, ela iria ser chamada de criminosa. Então, fez a opção, nesse caso, pela morte. Sua vida acabou sendo ceifada e ela perde a convivência com seus familiares. \r\n\r\nÉ muito duro. É uma realidade muito dura. Fico preocupada de ver que as pessoas que convivem com essa realidade no seu cotidiano não percebem que aquilo está acontecendo lá na sua comunidade, lá na sua igreja, lá no seu bairro, lá na sua escola. Não conseguem perceber que, de repente, a gente vai ter que repensar isso tudo. \r\n\r\nPor isso, digo muito claramente, o nosso mandato tem um compromisso muito grande, sempre teve, um compromisso muito grande com a vida e, principalmente, com a liberdade nesse país. E eu não vou abrir mão disso nunca, mesmo tendo essa decisão pessoal, íntima, individual. Mas eu tenho o direito de optar. Se quisesse fazer, faria, talvez numa clínica muito bem instalada. Tenho condições de pagar. Agora, e aquelas mulheres que não têm esse direito?\r\n\r\nNa verdade, a gente tem que discutir em cima dessa realidade, como bem Beatriz falou. Existem concepções filosóficas, ideológicas, que a gente respeita, porque as pessoas têm o direito de optar. Agora, o estado brasileiro tem que ser laico e tem que ser um estado preocupado com seu cidadão, com a sua cidadã, com o direito à vida dessas pessoas. E aí a gente tem que separar um pouco a questão filosófica do que é garantir cidadania, efetivamente, por um estado brasileiro que a gente espera que cumpra o seu papel. \r\n\r\nÉ muito clara a minha posição. Sempre fiz questão de deixar claro isso. E não vou abrir mão disso. Não tenho nenhum problema de discutir isso com o meu eleitorado, porque o meu eleitorado me conhece, sabe que tenho posições firmes sobre tudo que defendo, sobre tudo em que acredito, e não vou, em momento algum, pestanejar, ou ficar com posições dissimuladas, sem assumir minha posição. \r\n\r\n(Palmas)\r\n\r\nVamos à Mesa, quem quer ser o primeiro a responder?\r\n\r\nA SRA. CLÁUDIA BONAM - Muito brevemente. Ficou muito clara aqui uma primeira e grande dissensão ideológica desse debate; digo ideológica porque, justamente como muito bem falou Leila, envolve poder. \r\n\r\nO companheiro, estudante de engenharia, falou que na sua visão a maternidade é uma obrigação da mulher, com todos os seus eventos: a concepção, a gestação, o parto, a amamentação etc. E por um conjunto enorme de mulheres brasileiras e por um conjunto enorme de homens brasileiros também, essa questão já não é mais assim. A maternidade é um direito da mulher, não é uma obrigação. Então, para mim, essa é a primeira grande dissensão ideológica, mesmo. As mulheres querem ter poder de dar a vida e de dar a vida quando quiserem, como quiserem, com quem quiserem, com todas as condições e direitos e recursos a bens sociais que o Estado deve garantir.\r\n\r\nObrigada. \r\n\r\n(Palmas)\r\n\r\nA SRA. PRESIDENTE (Cida Diogo) - Jorge.\r\n\r\nO SR. JORGE ANDALAFT - Eu já vou, na medida em que eu vou tecer as minhas últimas considerações, me despedir e agradecer a oportunidade de estar aqui.\r\n\r\nPara mim, fica muito claro que a idéia não é absolutamente estimular o aborto. Isso é uma questão que eu tenho muito clara comigo. Ninguém quer que haja mais abortos. O que a gente quer, realmente, é diminuir esse número de abortos que existe hoje no Brasil. Se é um milhão, se é menos que um milhão, de qualquer jeito, ele acontece. A Dra. Leila Adesse disse muito bem: é a segunda causa de internação obstétrica no Brasil, depois do parto. E as complicações para as mulheres são muito grandes, físicas e psicológicas. As mulheres que fazem aborto sofrem, têm que fazer, às vezes, terapia. Então, é uma situação delicada, não é uma situação fácil. É uma situação de muita dificuldade. A Deputada falou, e falou bem, sobre que momento difícil é esse que a mulher atravessa quando ela tem que fazer essa opção na sua vida!\r\n\r\nEntão, as políticas públicas têm que ser voltadas para o planejamento familiar, têm que ser voltadas para anticoncepção de emergência, que hoje também é combatida porque dizem até que o método hormonal, que é o remédio para evitar gravidez, contraceptivo de emergência, pílula do dia seguinte, é abortivo. Quer dizer, tenta-se, de todas as maneiras, colocar empecilhos. Parece que o pessoal quer que a mulher engra vide e faça aborto mesmo e a coisa vai andando. Outro anticoncepcional de emergência é uma progesterona que existe nas pílulas anticoncepcionais que as mulheres tomam e não é abortiva. \r\n\r\nEntão, há que se implementar programas de inclusão social, programas de orientação, que fazem com que as mulheres tenham controle sobre a sua sexualidade e tenham controle sobre a gravidez e tenham a gravidez na hora que elas desejarem. Mas a gente sabe que existem gestações não planejadas, existem gestações não desejadas que continuam e vão continuar acontecendo porque é difícil o controle total da sexualidade.\r\n\r\nCom relação ao início da vida, existe uma questão científica colocada no início da vida, que é a evolução da vida. Quer dizer, você tem a união do espermatozóide com o óvulo, formando a célula-ovo. É uma vida em potencial. Você não pode dizer que existe um assassinato aí. Não pode dizer que existe um crime quando essa embrião é abortado, quando o ovo é abortado. O aborto no Brasil, pela Organização Mundial da Saúde e pelo Ministério da Saúde, é a interrupção de uma gravidez dentro do útero. Então, você começa a discutir a questão da interrupção da gestação a partir desse momento, até porque a gente não sabe, antes da implantação da gravidez no útero, se está havendo ou não uma fecundação. Então, essa coisa filosófica de dizer: “a partir do momento em que o espermatozóide se junta com o óvulo é um assassinato...”. Não é bem assim, gente. Vamos raciocinar. Vamos colocar as coisas cientificamente, pelo amor de Deus. Vamos ter um pouco de bom senso para entender que, quando a mulher está grávida, é que começa a gravidez, quando ela faz o exame de gravidez, quando a menstruação dela não desce. Aí, sim, você tem o início da gravidez. Então, vamos colocar direitinho essas questões.\r\n\r\nQuanto à questão da anencefalia, que foi abordada aqui, só para esclarecer: o tronco cerebral pode existir no anencéfalo, como existe na maioria dos anencéfalos, mas isso não garante que ele vai continuar sobrevivendo. O que pode acontecer, quando existe um tronco cerebral mais desenvolvido, é que esse feto anencéfalo sobreviva algumas horas a mais do que aquele que tem o tronco cerebral rudimentar. Vai sobreviver três horas a mais, seis horas a mais, nove horas a mais, e onde fica a mãe, onde está esta gestante que não foi ouvida, onde está esse pai que vai ver agonizando seu filho numa UTI durante quatro ou seis horas? E as complicações do parto, as complicação da amamentação para essa mulher que está na maternidade? Então, vamos acalmar o discurso e vamos raciocinar cientificamente: um bebê anencéfalo não vai sobreviver, se tem ou não tem um pouco mais de tronco cerebral; é questão de horas de sobrevivência.\r\n\r\nObrigado.\r\n\r\nA SRA. PRESIDENTE (Cida Diogo) - Maíra.\r\n\r\nA SRA. MAÍRA FERNANDES- Vou responder aos rapazes Paulo e Mário. Paulo, você começou falando que defende a vida. Eu também, acho que todos nós aqui também. Há alguém aqui no auditório que não defenda a vida? Eu acho que não, assim como todas esses países que eu mencionei para vocês também defendem a vida e não são países amorais e imorais; são países que defendem a vida mas também defendem os direitos da mulher, defendem a dignidade da pessoa humana, defendem o direito à privacidade, defendem o direito de a mulher escolher em que momento ela quer ser mãe - e aí ela pode escolher, num determinado momento, realizar o aborto e num outro momento não fazê-lo. \r\n\r\nO nosso colega que estuda relações internacionais pode ver que há um sem-número de tratados internacionais que tratam o aborto como problema de saúde, uma questão de saúde. Então, hoje, o aborto tem que ser visto, como já foi dito aqui, como problema de saúde. E quando eu digo saúde, é o conceito de saúde da ONU, conceito que envolve tanto a saúde física quanto a saúde mental. Então, quando eu falo em aborto aqui, eu falo em aborto como uma questão de saúde. Vou repetir só para ficar bem claro: como uma questão de saúde e que deve ser vista sob o prisma da saúde física e da saúde mental. \r\n\r\nIsso não significa que eu não defendo a vida, absolutamente. Fui clara, mas vou repetir: o que eu faço é uma ponderação entre a vida do feto e a vida da mãe. E ser contra o aborto não é defender a vida e eu vou te dizer por quê. Se fosse defender a vida, não teria esse número absurdo de mortes que acontece. A criminalização do aborto não protege a vida porque ela não protege a vida de um sem-número de mulheres que recorrem a métodos cada vez mais precários e que morrem ou que ficam com seqüelas gravíssimas. \r\n\r\nEntão, defender a criminalização do aborto não é defender a vida, e digo mais uma outra coisinha também: você disse que o direito à vida é um direito absoluto. Não é um direito absoluto. Segundo a ONU, também - vou invocar a ONU até porque o colega que faz relações internacionais deve estar por dentro disso -, o único direito absoluto é o direito de não ser torturado; não há outro direito absoluto. Há alguns doutrinadores, por exemplo, Norberto Bobbio, super respeitado, italiano, infelizmente falecido, que apontam um segundo: de não ser torturado e de não ser escravizado. Mas não há um direito absoluto à vida, um direito absoluto à privacidade. Eles devem ser vistos... E aí eu fico pensando no caso de uma mulher que queira interromper a gravidez e que é proibida pelo Estado de fazê-lo e que vai recorrer a métodos precários, vai inserir legumes e objetos cortantes etc e tal; ela é proibida de fazê-lo, nós vamos estar defendendo a vida? Será? Ou que é que pesa mais? Quer dizer que essa expectativa de vida do feto pesa mais do que o direito à vida e à saúde da gestante - eu não gosto nem de falar em mãe nesse caso -. \r\n\r\nEntão, o que eu gostaria realmente frisar com vocês é isso: mesmo países católicos, como Itália, Espanha e Portugal, discutiram o aborto e entenderam que o direito à vida não é um direito absoluto e permitiram o aborto, não em todos os casos, mas num sem-número de casos, vendo o tempo de gestação, permitindo até os três meses; depois, aumentando gradativamente. E eu tenho certeza de que eles o fizeram entendendo que estariam protegendo os direitos da gestante. Só que no Brasil isso é ainda mais grave porque no Brasil a gente tem legalizar a descriminalização do aborto, não só para proteger os direitos que eu já mencionei - privacidade, liberdade, autonomia sexual, reprodutiva -, mas proteger o próprio direito à vida da mãe. (Palmas)\r\n\r\nA SRA. PRESIDENTE (Cida Diogo) - Bernadett.\r\n\r\nA SRA. BERNADETT ESPÍRITO SANTO - Bem, eu vou fazer um esclarecimento, porque eu até entendo a paixão com que os jovens defendem o que eles acham acreditar. Eu já tive vinte e poucos anos. Hoje eu tenho 31 anos; sei que ainda é pouco, continuo aprendendo a cada dia. Vou passar para vocês algumas informações sobre o que foi enfocado aqui, porque se discute, se critica o que não se conhece.\r\n\r\nA primeira coisa, Mário, só para você ter um pouquinho - já que você não faz Direito - de conhecimento. Você diz assim: o aborto é crime e você se colocou numa posição de defender a legislação. Então, deixa eu lhe dizer uma coisa: eu exemplifiquei com a legitima defesa, mas o art.23 do Código Penal, que você disse proteger e respeitar, fala em estado de necessidade, legítima defesa, estrito cumprimento do dever legal e exercício regular do direito.\r\n\r\nÉ bom você prestar atenção para você não usar mais o exemplo que usou, viu, Mário? Você disse assim: a legítima defesa não cabe, porque você mata quem não é inocente. Só que você desconhece o estado de necessidade. No estado de necessidade, você mata quem não praticou crime. Você deve ter visto há um tempo - não sei se você acompanhou o noticiário na época -: houve umas quedas de avião nos Andes, em vários lugares; ninguém ali praticou crime algum - aliás, todos eram vítimas -, mas se viram numa situação de comer o semelhante, não o que estava morto; então, tiveram de matar o semelhante para garantir a sua vida. Eles não foram considerados criminosos, eles tiveram a ilicitude excluída porque estavam em absoluto estado de necessidade.\r\n\r\nA nossa Constituição, no art.5º, diz que nenhum direito fundamental é absoluto. Aí você diz: “Ah, pode não ser na sua casa”. Mas também não é na sua, porque a sua casa fica no Brasil, e a Constituição da República deve ser respeitada no Brasil inteiro, e a vida não é absoluta, goste você ou não. Então, brigue para mudar a Constituição, porque ela estabelece a relativização não só da vida mas de todos os direitos fundamentais.\r\n\r\nE aí, para você ter um pouquinho de informação, até para engrandecer um pouquinho a sua posição, porque o que engrandece o nosso conhecimento geral é o debate, mas o debate não pode ser pautado só na religião: aconselho que você compre, mesmo você não sendo da área do Direito, mas já que você gosta de participar socialmente, politicamente - isso é muito saudável -, o livro do Luiz Alberto Barroso, constitucionalista que entrou com a inicial da ação de descumprimento de preceito fundamental, justamente envolvendo a questão do feto anencefálico. Lá, ele ensina, principalmente com uma linguagem bem acessível para os leigos no Direito, que nenhum direito fundamental é absoluto.\r\n\r\nFaltou também conhecimento de português, não só jurídico: quando eu falei “parasita”, não disse que o feto estava morto. O parasita se alimenta e sobrevive às custas de outro ser; e é exatamente isso que o feto anencefálico é. Você disse assim: “Ela disse que não se mata porque já está morto”. Não. Ele está vivo, vivo porque sobrevive às custas da mãe, mas ele não tem vida viável, vida autônoma. Você não sabe fazer essa diferenciação, meu querido: vida autônoma, vida viável - isso é que é vida, porque a vida de encosto não é vida; é a mesma coisa de uma pessoa que precisa de uma máquina para sobreviver.\r\n\r\nHoje todos nós estamos caminhando - até aqueles que são radicais, inclusive, na posição dos próprios filhos - e olha que é de uma vida que, realmente, tinha sido desenvolvida -; os pais lutaram, lutaram e o estado entendeu por interromper uma vida que era ligada à máquina. A máquina, mal comparando, do anencefálico, é a mãe. Só que essa pessoa, que você considera pessoa, não é pessoa no sentido estrito do termo jurídico.\r\n\r\nPara você também entender um pouquinho mais, o novo Código Civil, que translocou do art.4º para o art.2º os direitos à proteção, à expectativa de vida, exige ainda que a vida não se prolongue, que seja viável, e a vida do feto anencefálico não é viável.\r\n\r\nEntão, na minha visão e de muitos operadores do Direito, essa discussão é inócua: não há crime. O crime de aborto é o desrespeito à vida, porque essa é a objetividade jurídica, é o que se defende; e, se não há vida, não há aborto, tipicamente, legalmente falando, para o feto anencefálico.\r\n\r\nEntão, é melhor você mudar um pouquinho o seu discurso e entender que parasita não está morto. O sanguessuga é um ser parasita, ele vive às custas do sangue de outro ser. Só que você, querido, tem que estudar muito. Eu já tive 20, 23 anos; hoje tenho 31 e, no futuro, quando tiver 40, 50 espero já estar - não que elas aparentem ter; calculo pela experiência profissional - nesse patamar de intelecto que as outras componentes da mesa têm. Para isso, a gente precisa ter humildade de reconhecer que não sabe tudo, a gente precisa saber ouvir. Vocês ainda estão em busca dessa humildade. Vamos ler um pouquinho. Vamos nos informar. Vocês têm todo o direito de pensar diferente, mas vocês não podem continuar com essa arrogância. O caminho é muito triste, principalmente porque ouvi alguém ter dito que aqui alguns machistas já se posicionam de forma diferente. \r\n\r\nEu quero, também, lembrar o seguinte: a Igreja Católica - embora eu seja católica -, eu a critico, porque ela é machista. Vocês já viram um padre mulher celebrando missa? Pois é, o machismo está enrustido em todos os segmentos sociais. É por isso que o mundo caminha a passos tão vagarosos, porque o homem esteve, até bem próximo, no comando. Nós estamos chegando lá. Eu só lamento porque vocês devem ter sido criados por mulheres. Para ter essa cabeça, algumas mulheres têm culpa desse tipo de pensamento. Vamos, nós mulheres, conversar com outras mulheres para que não tenham filhos assim, pelo amor de Deus (Palmas).\r\n\r\nA SRA. PRESIDENTE (Cida Diogo) - Leila \r\n\r\nA SRA. LEILA ADESSE - Queria agradecer a presença de todos. Sem dúvida, a gente precisa multiplicar o debate.\r\n\r\nQueria fazer um comentário final. Com todos os avanços tecnológicos no campo da saúde, a gente precisa estimular entre todos os nossos colegas, amigos, parceiros, familiares a indignação de ter que reconhecer que é inaceitável, nos tempos de hoje, uma mulher morrer pelo simples exercício da sua sexualidade, pela condição dela de mulher, de fecundidade. \r\n\r\nDe uma certa maneira, por mais esforços que venhamos empreendendo, as Organizações Não-Governamentais, o setor saúde, para melhorar a qualidade da atenção, de trazer novas tecnologias para atenção à saúde reprodutiva, tudo isso encontra uma limitação frente à situação de ter uma lei restritiva, uma lei punitiva. \r\n\r\nEu acho que é essa a questão a que estamos chegando no momento. Nós temos um elevado número de mortes maternas causadas por abortamento, não pelo fato de optar, ou decidir fazer o aborto, e sim pelas complicações físicas que a prática do aborto clandestino traz para as mulheres. A colocação de um objeto estranho no colo do útero gera um processo infeccioso; gera um processo hemorrágico. É para essa situação que essa lei está “empurrando” as mulheres, que no Sistema Único de Saúde a gente vê no dia-a-dia, nas emergências. Como é que gente pode reduzir essa situação? Melhorando a qualidade da atenção? Claro. É criando instrumentos que criem padrões de qualidade? Sem dúvida. Agora, existe uma questão central: quando você tem uma lei desse tipo, a redução da mortalidade materna pode cair muito mais radicalmente se a gente não ficar insistindo só no lado da tecnologia. Países como a África do Sul, em que a situação de vida da mulher se assemelha muito com a da mulher brasileira, conseguiram reduzir drasticamente a morte materna quando legalizaram o aborto. É uma opção de saúde. É uma opção pela condição de saúde pública. A gente precisa unir esforço do setor saúde e da Justiça para garantir a melhoria de vida das mulheres.\r\n\r\nPor último quero dizer que, infelizmente, por mais que a gente pegue todo o dinheiro do mundo para investir em métodos contraceptivos, em informação à população de contracepção, a gente tem que reconhecer que a ciência ainda não encontrou - nem mesmo o Bilings - um método totalmente infalível. Vai ter sempre um conjunto de mulheres que vai bater às portas do serviço de saúde precisando, talvez, se for esse o caso, interromper uma gravidez indesejada, fruto de falha de um método contraceptivo.\r\n\r\nEntão, não adianta a gente tampar o sol com a peneira e achar que: “Não, nós vamos investir em prevenção. Nós vamos trabalhar em informação”. Tudo bem, vamos continuar fazendo isso, mas sempre existirão as falhas: nenhum método é 100% certo. Aí o Estado precisa dar resposta a isso e não deixar a mulher ao Deus dará - como foi falado aqui -. Então, eu acho que a gente precisa unir o setor saúde, a Justiça, o movimento de mulheres, as comunidades, os sindicatos numa corrente para a frente pela legalização do aborto, para que a gente ofereça vida digna para as mulheres e para os homens, sem dúvida. (Palmas)\r\n\r\nA SRA. PRESIDENTE (Cida Diogo) - Gleyde.\r\n\r\nA SRA. GLEYDE SELMA DA HORA - Para não ser repetitiva - acho que todos os companheiros da mesa já apresentaram todas as argumentações -, queria agradecer a presença de todos; à Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Alerj por ter abrigado este seminário, às nossas parcerias, ao Dr. Jorge Andalaft por ter aceitado o nosso convite; à Cláudia, da Rede Feminista.\r\n\r\nDesejo a todos um bom dia de atividades. A gente, hoje, tem uma atividade aqui fora. Então, gostaria de convidar todos para participarem.\r\n\r\nMuito obrigada. Quem puder comparecer ao aniversário... (Risos)\r\n\r\nA SRA. PRESIDENTE (Cida Diogo) - Hoje vai ter festa. A Gleyde convida todos nós. Lá no Bar do Ernesto vai ter uma festa em comemoração ao aniversário da Gleyde.\r\n\r\nRecebi aqui na mesa a cópia do projeto que foi entregue ontem pela Ministra na Câmara Federal. (Palmas) Então, agora, é batalhar para que esse projeto seja aprovado. (Palmas)\r\n\r\nAgradeço a presença de todos e todas, inclusive, a presença do contraditório. Acho que foi importante a presença de vocês, porque é o debate que vai construir, de fato, a discussão.\r\n\r\nA gente tem que encerrar o nosso encontro, mas não vamos encerrar o debate aqui. Podem ter certeza de que nós vamos continuar convidando todos e todas. \r\n\r\nFizemos um rico debate. Agradecemos aos componentes da Mesa, que contribuíram enormemente para o debate: Bernadett, Maíra, Cláudia e Jorge. Eu tenho certeza de que não somente nós, que participamos aqui, hoje, mas principalmente os telespectadores da TV Alerj puderam acompanhar um debate de alto nível onde, inclusive, posições contrárias foram apresentadas. Isso vai contribuir enormemente para a gente poder trabalhar esse movimento de aprovação do projeto que foi entregue ontem.\r\n\r\nConvido todo mundo para, no Salão Nobre, na entrada da Assembléia, participar do lançamento e receber o livro publicado pela Advocaci. \r\n\r\nUm grande abraço e até a próxima (Palmas)\r\n\r\nPRESIDÊNCIA DA SENHORA DEPUTADA CIDA DIOGO."
                ],
                "1199": [
                    "IB - Acórdão",
                    "Comissões\r\n\r\nFormato Global\r\n\r\nPermanentes\r\n\r\nPARECER\r\n\r\nDA COMISSÃO DE INDICAÇÕES LEGISLATIVAS À INDICAÇÃO LEGISLATIVA Nº. 681/2005, QUE “CRIA A VARA DE FAMÍLIA, DA INFÂNCIA, DA JUVENTUDE E DO IDOSO DA COMARCA DE SANTO ANTÔNIO DE PÁDUA, ALTERA O CÓDIGO DE ORGANIZAÇÃO E DIVISÃO JUDICIÁRIAS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS”.\r\n\r\nAutor: Deputado ADROALDO PEIXOTO GARANI\r\n\r\nRelator: Deputado MARCOS ABRAHÃO\r\n\r\n(FAVORÁVEL)\r\n\r\nI - RELATÓRIO\r\n\r\nTrata-se de Indicação que visa solicitar ao Excelentíssimo Senhor Presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro o envio de mensagem que cria a Vara de Família, da Infância, da Juventude e do Idoso da Comarca de Santo Antônio de Pádua, alterando o Código de Organização e Divisão Judiciárias do Estado do Rio de Janeiro e dá outras providências.\r\n\r\nII - PARECER DO RELATOR\r\n\r\nLouvável a iniciativa do nobre autor. Desta forma, o nosso voto é FAVORÁVEL à Indicação Legislativa nº 681/2005.\r\n\r\nSala das Comissões, 06 de outubro de 2005.\r\n\r\n(a) Deputado Marcos Abrahão - Relator\r\n\r\nIII - CONCLUSÃO\r\n\r\nA COMISSÃO DE INDICAÇÕES LEGISLATIVAS, na 10ª Reunião Ordinária, realizada em 11 de outubro de 2005, aprovou o parecer do Relator, FAVORÁVEL à Indicação Legislativa n.º 681/2005.\r\n\r\nSala das Comissões, 06 de outubro de 2005. \r\n\r\n(a) Deputados: Marcos Abrahão - Presidente; Dica - Vice-presidente e Waldeth Brasiel.\r\n\r\nPARECER\r\n\r\nDA COMISSÃO DE INDICAÇÕES LEGISLATIVAS À INDICAÇÃO LEGISLATIVA Nº. 739/2005, QUE “SOLICITA AO PODER EXECUTIVO ENVIO DE MENSAGEM QUE DISPÕE SOBRE A CONCESSÃO DE PENSÃO ÀS VÍTIMAS SOBREVIVENTES E AOS DEPENDENTES DE VÍTIMAS FATAIS, NA FORMA QUE MENCIONA”.\r\n\r\nAutor: COMISSÃO DE DIREITO HUMANOS\r\n\r\nRelator: Deputado CORNÉLIO RIBEIRO\r\n\r\n(FAVORÁVEL)\r\n\r\nI - RELATÓRIO\r\n\r\nTrata-se de Indicação Legislativa que visa solicitar ao Poder Executivo o envio de mensagem dispondo sobre a concessão de pensão às vítimas sobreviventes e aos dependentes e tentar reparar o erro das ações policiais.\r\n\r\nII - PARECER DO RELATOR\r\n\r\nLouvável a iniciativa da Comissão de Direitos Humanos desta Casa de Leis. Sabedores que o Executivo enviou mensagens relacionadas a casos recentes concedendo o pagamento de pensões e que há outras pessoas que se encontram na mesma situação, e que esta ação trará o mínimo de justiça e amparo àqueles que sofreram a perda brutal de seus entes queridos em decorrência de erros de ações catastróficas da Polícia Militar deste Estado.\r\n\r\nDiante do exposto o meu parecer é FAVORÁVEL à Indicação Legislativa nº 739/2005.\r\n\r\nSala das Comissões, 21 de setembro de 2005.\r\n\r\n(a) Deputado CORNÉLIO RIBEIRO - Relator\r\n\r\nIII - CONCLUSÃO\r\n\r\nA COMISSÃO DE INDICAÇÕES LEGISLATIVAS, na 12ª Reunião Ordinária, realizada em 11 de outubro de 2005, aprovou o parecer do Relator, FAVORÁVEL à Indicação Legislativa n.º 739/2005.\r\n\r\nSala das Comissões, 11 de outubro de 2005. \r\n\r\n(a) Deputados: Marcos Abrahão - Presidente; Dica - Vice-presidente e Waldeth Brasiel.\r\n\r\nQuebra PARECER\r\n\r\nDA COMISSÃO DE NORMAS INTERNAS E PROPOSIÇÕES EXTERNAS AO PROJETO DE RESOLUÇÃO Nº 1147/2005, QUE “CONCEDE A MEDALHA TIRADENTES AO ILUSTRÍSSIMO COMANDANTE DO LABORATÓRIO QUÍMICO-FARMACÊUTICO DA AERONÁUTICA, SR. MANOEL RODRIGUES MARTINS”.\r\n\r\nAutor: Deputada GRAÇA PEREIRA\r\n\r\nRelator: Deputado ÉDINO FONSECA\r\n\r\n(FAVORÁVEL)\r\n\r\nI - RELATÓRIO\r\n\r\nTrata-se de projeto de resolução, da nobre Deputada Graça Pereira, propondo a concessão da Medalha Tiradentes ao Ilustríssimo Comandante do Laboratório Químico-Farmacêutico da Aeronáutica, Sr. Manoel Rodrigues Martins.\r\n\r\nII - PARECER DO RELATOR\r\n\r\nA presente proposição é justa e meritória, portanto concluo por parecer FAVORÁVEL.\r\n\r\nSala das Comissões, 10 de outubro de 2005.\r\n\r\n(a) Deputado ÉDINO FONSECA - Relator.\r\n\r\nIII - CONCLUSÃO\r\n\r\nA COMISSÃO DE NORMAS INTERNAS E PROPOSIÇÕES EXTERNAS, na 18ª Reunião Ordinária, realizada em 19 de outubro de 2005, aprovou o parecer do Relator, FAVORÁVEL ao Projeto de Resolução nº 1147/2005.\r\n\r\nSala das Comissões, 19 de outubro de 2005.\r\n\r\n(a) Deputados: Édino Fonseca - Presidente, Paulo Melo - Vice-Presidente e Doutor Ogando.\r\n\r\nPARECER\r\n\r\nDA COMISSÃO DE NORMAS INTERNAS E PROPOSIÇÕES EXTERNAS AO PROJETO DE RESOLUÇÃO Nº 1149/2005, QUE “CONCEDE A MEDALHA TIRADENTES AO TENENTE CORONEL MÉDICO DO CBMERJ SÉRGIO DE SOUZA ALVES”.\r\n\r\nAutor: Deputado PAULO ALBERNAZ\r\n\r\nRelator: Deputado ÉDINO FONSECA\r\n\r\n(FAVORÁVEL)\r\n\r\nI - RELATÓRIO\r\n\r\nTrata-se de projeto de resolução, do nobre Deputado Paulo Albernaz, propondo a concessão da Medalha Tiradentes ao Tenente Coronel Médico do CBMERJ Sérgio de Souza Alves.\r\n\r\nII - PARECER DO RELATOR\r\n\r\nA presente proposição é justa e meritória, portanto concluo por parecer FAVORÁVEL.\r\n\r\nSala das Comissões, 10 de outubro de 2005.\r\n\r\n(a) Deputado ÉDINO FONSECA - Relator.\r\n\r\nIII - CONCLUSÃO\r\n\r\nA COMISSÃO DE NORMAS INTERNAS E PROPOSIÇÕES EXTERNAS, na 18ª Reunião Ordinária, realizada em 19 de outubro de 2005, aprovou o parecer do Relator, FAVORÁVEL ao Projeto de Resolução nº 1149/2005.\r\n\r\nSala das Comissões, 19 de outubro de 2005.\r\n\r\n(a) Deputados: Édino Fonseca - Presidente, Paulo Melo - Vice-Presidente e Doutor Ogando.\r\n\r\nPARECER\r\n\r\nDA COMISSÃO DE NORMAS INTERNAS E PROPOSIÇÕES EXTERNAS AO PROJETO DE RESOLUÇÃO Nº 1150/2005, QUE “CONFERE O TÍTULO DE CIDADÃO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AO OFICIAL MÉDICO BOMBEIRO MILITAR, ARISTIDES LUIZ GONÇALVES DE SOUZA”.\r\n\r\nAutor: Deputado CORONEL RODRIGUES\r\n\r\nRelator: Deputado ÉDINO FONSECA\r\n\r\n(FAVORÁVEL)\r\n\r\nI - RELATÓRIO\r\n\r\nTrata-se de projeto de resolução do nobre Deputado Coronel Rodrigues, propondo a concessão do Título de Cidadão do Estado do Rio de Janeiro ao oficial Médico Bombeiro Militar, Aristides Luiz Gonçalves de Souza.\r\n\r\nII - PARECER DO RELATOR\r\n\r\nA presente proposição é justa e meritória, portanto concluo por parecer FAVORÁVEL.\r\n\r\nSala das Comissões, 10 de outubro de 2005.\r\n\r\n(a) Deputado ÉDINO FONSECA - Relator.\r\n\r\nQuebra III - CONCLUSÃO\r\n\r\nA COMISSÃO DE NORMAS INTERNAS E PROPOSIÇÕES EXTERNAS, na 18ª Reunião Ordinária, realizada em 19 de outubro de 2005, aprovou o parecer do Relator, FAVORÁVEL ao Projeto de Resolução nº 1150/2005.\r\n\r\nSala das Comissões, 19 de outubro de 2005.\r\n\r\n(a) Deputados: Édino Fonseca - Presidente, Paulo Melo - Vice-Presidente e Doutor Ogando.\r\n\r\nPARECER\r\n\r\nDA COMISSÃO DE NORMAS INTERNAS E PROPOSIÇÕES EXTERNAS AO PROJETO DE RESOLUÇÃO Nº 1155/2005, QUE “CONCEDE A MEDALHA TIRADENTES E O RESPECTIVO DIPLOMA À ILUSTRE PROFESSORA CARLA MARIA MACHADO DOS SANTOS, DIGNÍSSIMA PREFEITA MUNICIPAL DE SÃO JOÃO DA BARRA/RJ, PELOS RELEVANTES SERVIÇOS PRESTADOS AO ESTADO DO RIO DE JANEIRO”.\r\n\r\nAutor: Deputado ADROALDO PEIXOTO GARANI\r\n\r\nRelator: Deputado ÉDINO FONSECA\r\n\r\n(FAVORÁVEL)\r\n\r\nI - RELATÓRIO\r\n\r\nTrata-se de projeto de resolução, do nobre Deputado Adroaldo Peixoto Garani, propondo a concessão da Medalha Tiradentes e o respectivo diploma, à Ilustre Professora Carla Maria Machado dos Santos, Digníssima Prefeita Municipal de São João da Barra/RJ, pelos relevantes serviços prestados ao Estado do Rio de Janeiro.\r\n\r\nII - PARECER DO RELATOR\r\n\r\nA presente proposição é justa e meritória, portanto concluo por parecer FAVORÁVEL.\r\n\r\nSala das Comissões, 10 de outubro de 2005.\r\n\r\n(a) Deputado ÉDINO FONSECA - Relator.\r\n\r\nIII - CONCLUSÃO\r\n\r\nA COMISSÃO DE NORMAS INTERNAS E PROPOSIÇÕES EXTERNAS, na 18ª Reunião Ordinária, realizada em 19 de outubro de 2005, aprovou o parecer do Relator, FAVORÁVEL ao Projeto de Resolução nº 1155/2005.\r\n\r\nSala das Comissões, 19 de outubro de 2005.\r\n\r\n(a) Deputados: Édino Fonseca - Presidente, Paulo Melo - Vice-Presidente e Doutor Ogando.\r\n\r\nPARECER\r\n\r\nDA COMISSÃO DE NORMAS INTERNAS E PROPOSIÇÕES EXTERNAS AO PROJETO DE RESOLUÇÃO Nº 1167/2005, QUE “CONCEDE A MEDALHA TIRADENTES E RESPECTIVO DIPLOMA À DRª. ROSELY RIBEIRO DE CARVALHO PESSANHA, SECRETÁRIA DE ESTADO CHEFE DO GABINETE CIVIL DO GOVERNO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO”.\r\n\r\nAutor: Deputado NOEL DE CARVALHO\r\n\r\nRelator: Deputado ÉDINO FONSECA\r\n\r\n(FAVORÁVEL)\r\n\r\nI - RELATÓRIO\r\n\r\nTrata-se de projeto de resolução, do nobre Deputado Noel de Carvalho, propondo a concessão da Medalha Tiradentes e respectivo diploma à Drª. Rosely Ribeiro de Carvalho Pessanha, Secretária de Estado Chefe do Gabinete Civil do Governo do Estado do Rio de Janeiro.\r\n\r\nII - PARECER DO RELATOR\r\n\r\nA presente proposição é justa e meritória, portanto concluo por parecer FAVORÁVEL.\r\n\r\nSala das Comissões, 10 de outubro de 2005.\r\n\r\n(a) Deputado ÉDINO FONSECA - Relator.\r\n\r\nIII - CONCLUSÃO\r\n\r\nA COMISSÃO DE NORMAS INTERNAS E PROPOSIÇÕES EXTERNAS, na 18ª Reunião Ordinária, realizada em 19 de outubro de 2005, aprovou o parecer do Relator, FAVORÁVEL ao Projeto de Resolução nº 1167/2005.\r\n\r\nSala das Comissões, 19 de outubro de 2005.\r\n\r\n(a) Deputados: Édino Fonseca - Presidente, Paulo Melo - Vice-Presidente e Doutor Ogando.\r\n\r\nPARECER\r\n\r\nDA COMISSÃO DE NORMAS INTERNAS E PROPOSIÇÕES EXTERNAS AO PROJETO DE RESOLUÇÃO Nº 1178/2005, QUE “CONCEDE A MEDALHA TIRADENTES AO MÉDICO MARCOS HESDRAS PALOMO VALLE”.\r\n\r\nAutor: Deputado PAULO ALBERNAZ\r\n\r\nRelator: Deputado ÉDINO FONSECA\r\n\r\n(FAVORÁVEL)\r\n\r\nI - RELATÓRIO\r\n\r\nTrata-se de projeto de resolução, do nobre Deputado Paulo Albernaz, propondo a concessão da Medalha Tiradentes ao Médico Marcos Hesdras Palomo Valle.\r\n\r\nII - PARECER DO RELATOR\r\n\r\nA presente proposição é justa e meritória, portanto concluo por parecer FAVORÁVEL.\r\n\r\nSala das Comissões, 18 de outubro de 2005.\r\n\r\n(a) Deputado ÉDINO FONSECA - Relator.\r\n\r\nIII - CONCLUSÃO\r\n\r\nA COMISSÃO DE NORMAS INTERNAS E PROPOSIÇÕES EXTERNAS, na 18ª Reunião Ordinária, realizada em 19 de outubro de 2005, aprovou o parecer do Relator, FAVORÁVEL ao Projeto de Resolução nº 1178/2005.\r\n\r\nSala das Comissões, 19 de outubro de 2005.\r\n\r\n(a) Deputados: Édino Fonseca - Presidente, Paulo Melo - Vice-Presidente e Doutor Ogando.\r\n\r\nPARECER\r\n\r\nDA COMISSÃO DE NORMAS INTERNAS E PROPOSIÇÕES EXTERNAS AO PROJETO DE RESOLUÇÃO Nº 1192/2005, QUE “CONFERE A MEDALHA TIRADENTES E RESPECTIVO DIPLOMA BANDA SINFÔNICA DO CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PELOS INESTIMÁVEIS SERVIÇOS PRESTADOS AO NOSSO ESTADO”.\r\n\r\nAutor: Deputados CORONEL RODRIGUES, JORGE PICCIANI e NOEL DE CARVALHO\r\n\r\nRelator: Deputado ÉDINO FONSECA\r\n\r\n(FAVORÁVEL)\r\n\r\nI - RELATÓRIO\r\n\r\nTrata-se de projeto de resolução dos nobres Deputados Coronel Rodrigues, Jorge Picciani e Noel de Carvalho, propondo a concessão da Medalha Tiradentes e respectivo diploma a Banda Sinfônica do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro pelos inestimáveis serviços prestados ao nosso Estado.\r\n\r\nII - PARECER DO RELATOR\r\n\r\nA presente proposição é justa e meritória, portanto concluo por parecer FAVORÁVEL.\r\n\r\nSala das Comissões, 18 de outubro de 2005.\r\n\r\n(a) Deputado ÉDINO FONSECA - Relator.\r\n\r\nIII - CONCLUSÃO\r\n\r\nA COMISSÃO DE NORMAS INTERNAS E PROPOSIÇÕES EXTERNAS, na 18ª Reunião Ordinária, realizada em 19 de outubro de 2005, aprovou o parecer do Relator, FAVORÁVEL ao Projeto de Resolução nº 1192/2005.\r\n\r\nSala das Comissões, 19 de outubro de 2005.\r\n\r\n(a) Deputados: Édino Fonseca - Presidente, Paulo Melo - Vice-Presidente e Doutor Ogand\r\n\r\nPARECER\r\n\r\nDA COMISSÃO DE NORMAS INTERNAS E PROPOSIÇÕES EXTERNAS AO PROJETO DE RESOLUÇÃO Nº 1194/2005, QUE “CONFERE A MEDALHA TIRADENTES E RESPECTIVO DIPLOMA AO CORONEL BOMBEIRO MILITAR MARCOS ALEXANDRE GEBARA MURARO”.\r\n\r\nAutor: Deputados CORONEL RODRIGUES, JORGE PICCIANI \r\n\r\nRelator: Deputado ÉDINO FONSECA\r\n\r\n(FAVORÁVEL)\r\n\r\nI - RELATÓRIO\r\n\r\nTrata-se de projeto de resolução dos nobres Deputados Coronel Rodrigues e Jorge Picciani, propondo a concessão da Medalha Tiradentes e respectivo diploma ao Coronel Bombeiro Militar Marcos Alexandre Gebara Muraro.\r\n\r\nII - PARECER DO RELATOR\r\n\r\nA presente proposição é justa e meritória, portanto concluo por parecer FAVORÁVEL.\r\n\r\nSala das Comissões, 18 de outubro de 2005.\r\n\r\n(a) Deputado ÉDINO FONSECA - Relator.\r\n\r\nIII - CONCLUSÃO\r\n\r\nA COMISSÃO DE NORMAS INTERNAS E PROPOSIÇÕES EXTERNAS, na 18ª Reunião Ordinária, realizada em 19 de outubro de 2005, aprovou o parecer do Relator, FAVORÁVEL ao Projeto de Resolução nº 1194/2005.\r\n\r\nSala das Comissões, 19 de outubro de 2005.\r\n\r\n(a) Deputados: Édino Fonseca - Presidente, Paulo Melo - Vice-Presidente e Doutor Ogando.\r\n\r\nPARECER\r\n\r\nDA COMISSÃO DE NORMAS INTERNAS E PROPOSIÇÕES EXTERNAS AO PROJETO DE RESOLUÇÃO Nº 1198/2005, QUE “FICA CONCEDIDO O TÍTULO DE CIDADÃO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AO PROCURADOR DE JUSTIÇA FERNANDO FERNANDY FERNANDES”.\r\n\r\nAutor: Deputado PAULO ALBERNAZ\r\n\r\nRelator: Deputado ÉDINO FONSECA\r\n\r\n(FAVORÁVEL)\r\n\r\nI - RELATÓRIO\r\n\r\nTrata-se de projeto de resolução, do nobre Deputado Paulo Albernaz, propondo a concessão do Título de Cidadão do Estado do Rio de Janeiro ao Procurador de Justiça Fernando Fernandy Fernandes.\r\n\r\nII - PARECER DO RELATOR\r\n\r\nA presente proposição é justa e meritória, portanto concluo por parecer FAVORÁVEL.\r\n\r\nSala das Comissões, 18 de outubro de 2005.\r\n\r\n(a) Deputado ÉDINO FONSECA - Relator.\r\n\r\nIII - CONCLUSÃO\r\n\r\nA COMISSÃO DE NORMAS INTERNAS E PROPOSIÇÕES EXTERNAS, na 18ª Reunião Ordinária, realizada em 19 de outubro de 2005, aprovou o parecer do Relator, FAVORÁVEL ao Projeto de Resolução nº 1198/2005.\r\n\r\nSala das Comissões, 19 de outubro de 2005.\r\n\r\n(a) Deputados: Édino Fonseca - Presidente, Paulo Melo - Vice-Presidente e Doutor Ogando.\r\n\r\nPARECER\r\n\r\nDA COMISSÃO DE NORMAS INTERNAS E PROPOSIÇÕES EXTERNAS AO PROJETO DE LEI Nº 2787/2005, QUE “CONSIDERA DE UTILIDADE PÚBLICA DA CAMPANHA NACIONAL DE ESCOLAS DA COMUNIDADE - CNEC”.\r\n\r\nAutor: Deputado PAULO MELO\r\n\r\nRelator: Deputado ÉDINO FONSECA\r\n\r\n(FAVORÁVEL)\r\n\r\nI - RELATÓRIO\r\n\r\nTrata-se de projeto de lei, do nobre Deputado Paulo Melo, propondo que seja considerada de utilidade pública da Campanha Nacional de Escolas da Comunidade - CNEC.\r\n\r\nII - PARECER DO RELATOR\r\n\r\nA presente proposição é justa e meritória, portanto concluo por parecer FAVORÁVEL.\r\n\r\nSala das Comissões, 10 de outubro de 2005.\r\n\r\n(a) Deputado ÉDINO FONSECA - Relator.\r\n\r\nIII - CONCLUSÃO\r\n\r\nA COMISSÃO DE NORMAS INTERNAS E PROPOSIÇÕES EXTERNAS, na 18ª Reunião Ordinária, realizada em 19 de outubro de 2005, aprovou o parecer do Relator, FAVORÁVEL ao Projeto de Lei nº 2787/2005.\r\n\r\nSala das Comissões, 19 de outubro de 2005.\r\n\r\n(a) Deputados: Édino Fonseca - Presidente, Paulo Melo - Vice-Presidente e Doutor Ogando.\r\n\r\nATA DA 8ª REUNIÃO EXTRAORDINÁRIA\r\n\r\nCONVOCADA EM CARÁTER PERMANENTE\r\n\r\nAos dois dias do mês de junho de dois mil e cinco, às dez horas, na sala trezentos e dezesseis do Palácio Tiradentes, reuniu-se a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania, com a presença dos Senhores Deputados GERALDO MOREIRA - Presidente, ALESSANDRO MOLON, PAULO RAMOS e NOEL DE CARVALHO, membros efetivos, GILBERTO PALMARES, suplente, e do Coronel Paulo César Ferreira Lopes - Comandante do 15º Batalhão da Polícia Militar. O Senhor Presidente iniciou os trabalhos e justificou a ausência do Deputado PAULO MELO - Vice-Presidente. Prosseguindo, Sua Excelência informou que esta Reunião Extraordinária, convocada segundo edital publicado no Diário Oficial do dia dois de junho do corrente, tem como finalidade ouvir o Coronel Paulo César Ferreira Lopes, considerando os incidentes ocorridos no 15º Batalhão da Polícia Militar, dias antes da Chacina da Baixada, acontecida no último dia trinta e um do mês de março deste ano. Continuando, Sua Excelência concedeu a palavra ao Coronel Paulo César Ferreira Lopes para que explicasse como está sendo conduzida a apuração do caso e se já se identificaram os responsáveis. Após breve explanação do Coronel Paulo César Ferreira Lopes sobre os incidentes em tela, o Senhor Presidente,formulou várias perguntas ao Coronel Paulo César Ferreira Lopes, que respondeu a todas. Dando prosseguimento, Sua Excelência explicou que esta Comissão procura atuar em todos os fatos que ferem os direitos humanos, para que esses crimes não fiquem impunes, pois quan do os autores são identificados e punidos, evidentemente há uma tendência de inibição quanto à continuidade desse tipo de prática. Em seguida, o Senhor Presidente concedeu a palavra ao Coronel Paulo César Ferreira Lopes, para que este narrasse a situação que encontrou o 15º Batalhão quando ele assumiu o comando. Prosseguindo, Sua Excelência fez várias perguntas ao Coronel Paulo César Ferreira Lopes, que respondeu a todas. Continuando, o Senhor Presidente concedeu a palavra ao Deputado PAULO RAMOS que formulou várias perguntas sobre a situação do 15º Batalhão da Polícia Militar ao Coronel Paulo César Ferreira Lopes, tendo o mesmo respondido em seguida. Dando prosseguimento, o Senhor Presidente concedeu a palavra ao Deputado GILBERTO PALMARES que, após ampla explanação sobre o tema, fez várias perguntas ao Coronel Paulo César Ferreira Lopes, que as respondeu. A seguir, o Senhor Presidente concedeu a palavra ao Deputado PAULO RAMOS, que formulou perguntas referentes à chacina da Baixada Fluminense ao Coronel Paulo César Ferreira Lopes, que as respondeu em seguida. Continuando, o Senhor Presidente mais uma vez deu palavra ao Deputado GILBERTO PALMARES, que fez várias perguntas ao Coronel Paulo César Ferreira Lopes, que respondeu a todas. Em seguida, o Senhor Presidente cedeu a palavra ao Deputado ALESSANDRO MOLON, que se manifestou sobre o tema e formulou várias perguntas ao Coronel Paulo César Ferreira Lopes, que as respondeu prontamente. Dando prosseguimento, o Senhor Presidente se pronunciou sobre questões pertinentes à matéria em pauta, e, em seguida, formulou várias perguntas ao Coronel Paulo César Ferreira Lopes, que as respondeu em seguida. Continuando, Sua Excelência concedeu a palavra ao Deputado ALESSANDRO MOLON, que fez várias perguntas ao Coronel Paulo César Ferreira Lopes, que as respondeu em seguida. Continuando, o Senhor Presidente concedeu a palavra ao Deputado PAULO RAMOS, que se manifestou sobre a matéria em pauta, levantando várias questões sobre o assunto. Em seguida, o Senhor Presidente formulou várias perguntas ao Coronel Paulo César Ferreira Lopes, que as respondeu prontamente. Dando prosseguimento, Sua Excelência franqueou a palavra e como ninguém mais quisesse fazer uso da mesma, informou que solicitará as notas taquigráficas desta reunião ao Departamento de Taquigrafia desta Casa Legislativa, devido a importância da matéria tratada. Concluindo, Sua Excelência suspendeu a Reunião para que eu, Haroldo Motta Lima Leão de Aquino, Secretário, matrícula 201.597-2, lavrasse a presente Ata. Reabertos os trabalhos, foi a Ata lida, aprovada e segue assinada por mim e pelo Senhor Presidente, que encerrou a reunião em seguida. Sala da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania, em dois de junho de dois mil e cinco. \r\n\r\n(a) Haroldo M.L.Leão de Aquino - Secretário \r\n\r\nDeputado GERALDO MOREIRA - Presidente\r\n\r\nCOMISSÃO DE DEFESA DOS DIREITOS HUMANOS E DA CIDADANIA\r\n\r\nATA DA 5ª REUNIÃO ORDINÁRIA\r\n\r\nAos dezesseis dias do mês de junho de dois mil e cinco, às quinze horas e quarenta e cinco minutos, reuniu-se a COMISSÃO DE DEFESA DOS DIREITOS HUMANOS E CIDADANIA, na sala trezentos e onze do Palácio Tiradentes, com a presença dos Senhores Deputados GERALDO MOREIRA - Presidente, PAULO MELO - Vice-Presidente, ALESSANDRO MOLON, PAULO RAMOS e NOEL DE CARVALHO, membros efetivos deste órgão técnico. ABERTURA: Havendo número regimental, o Senhor Presidente declarou aberta a 5ª Reunião Ordinária, conforme convocação por edital publicado em 15/06/2005. EXPEDIENTE: I - Documentos recebidos: Sua Excelência informou não haver recebido qualquer ofício. II - Distribuição de proposições: A seguir, o Senhor Presidente comunicou haver recebido e avocado, em 14.06.2005, o Projeto de Resolução nº 948/2005, da Deputada Andreia Zito e as emendas de Plenário ao Projeto de Lei nº 1336/2004, do Deputado Alessandro Molon; em 03.05.2005, recebido e distribuído ao Deputado PAULO MELO, o Projeto de Lei nº 76/2003, do Deputado Edino Fonseca; e ao Deputado NOEL DE CARVALHO, o Projeto de Lei nº 201/2003, do Deputado Léo Vivas. ORDEM DO DIA: Em seguida, Sua Excelência comunicou a inclusão em pauta das seguintes proposições: Projeto de Resolução nº 948/2005, da Deputada Andréia Zito, e os Projetos de Lei nºs 201/2003, do Deputado Léo Vivas, e 1336/2004, do Deputado Alessandro Molon. Prosseguindo, o Senhor Presidente, nos termos de artigo 40 do Regimento Interno, passou a Presidência ao Deputado PAULO MELO - Vice-Presidente, para exarar seus pareceres: 1 - FAVORÁVEL ÀS EMENDAS Nºs 1 E 2, E PELA PREJUDICABILIDADE À EMENDA Nº 3, às emendas de Plenário ao Projeto de Lei nº 1336/2004, do Deputado Alessandro Molon; posto em discussão e votação, foi aprovado, com voto CONTRÁRIO às emendas do Deputado ALESSANDRO MOLON. 2 - FAVORÁVEL, ao Projeto de Resolução nº 948/2005, da Deputada Andreia Zito; posto em discussão e votação, foi aprovado. Reassumindo a Presidência, o Senhor Presidente concedeu a palavra ao Deputado PAULO MELO que relatou seus pareceres: 3 - CONTRÁRIO, ao Projeto de Lei nº 76/2003, do Deputado Édino Fonseca, posto em discussão e votação, foi aprovado, com voto FAVORÁVEL, do Deputado GERALDO MOREIRA; 4 - Parecer do vencido: FAVORÁVEL À EMENDA Nº 05 E CONTRÁRIO ÀS EMENDAS Nºs 01, 02, 03 E 04, às emendas de Plenário ao Projeto de Lei nº 24/2003, dos Deputados André Corrêa e Jorge Picciani, posto em discussão e votação, foi aprovado, com voto separado FAVORÁVEL ÀS EMENDAS, do Deputado ALESSANDRO MOLON, relator original, e concordância do Deputado PAULO RAMOS. Em seguida, o Senhor Presidente concedeu a palavra ao Deputado NOEL DE CARVALHO que relatou seu parecer: 5 - PELA TRANSFORMAÇÃO EM INDICAÇÃO LE GISLATIVA, ao Projeto de Lei nº 201/2003, do Deputado Léo Vivas; posto em discussão e votação, foi aprovado. Continuando, o Senhor Presidente comunicou a retirada de pauta do Projeto de Lei nº 2379/2005, da Andréia Zito. Dando prosseguimento, Sua Excelência propôs a realização de Audiência Pública para tratar do seguinte tema: A superlotação na POLINTER e suas conseqüências. Posta em discussão e votação, foi aprovada por unanimidade. ENCERRAMENTO: Concluindo, nada mais havendo a tratar, e como ninguém quisesse fazer uso da palavra, o Senhor Presidente suspendeu a reunião para que eu, Haroldo Mota Lima Leão de Aquino, Secretário, matrícula nº 201597-2, lavrasse a presente ata. Reabertos os trabalhos, foi a ata lida, aprovada, sendo assinada por mim e pelo Senhor Presidente. Sala das Comissões, em dezesseis de junho de dois mil e cinco.\r\n\r\n(a) Haroldo M. L. L. de Aquino - Secretário \r\n\r\nDeputado GERALDO MOREIRA Presidente \r\n\r\nCOMISSÃO DE DEFESA DOS DIREITOS HUMANOS E DA CIDADANIA\r\n\r\nATA DA 2ª AUDIÊNCIA PÚBLICA\r\n\r\nAos vinte e oito dias do mês de junho de dois mil e cinco, às quatorze horas e trinta minutos, na sala trezentos e dezesseis do Palácio Tiradentes, reuniu-se a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania, com a presença dos Senhores Deputados GERALDO MOREIRA - Presidente, ALESSANDRO MOLON, NOEL DE CARVALHO e PAULO RAMOS, membros efetivos, Dr. Astério Pereira dos Santos - Secretário de Estado de Administração Penitenciária, Dr. Leonardo de Souza Chaves - SubProcurador Geral de Justiça de Direitos Humanos, Dr. Álvaro Lins - Chefe de Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, Dr. Aldney Peixoto - SubSecretário Geral de Administração Penitenciária, Drª Ana Lúcia Melo - Promotora de Justiça, Drª Luzanilba Moreira da Silva - Defensora Pública, Dr. Luiz Alberto de Andrade - Diretor da POLINTER, Dr. Luiz Pedra - Diretor da Vara de Execuções Penais, Sr. Paulo César Andrade - Chefe da Custódia da POLINTER. O Senhor Presidente iniciou os trabalhos e informou que esta Audiência Pública, convocada segundo edital publicado no Diário Oficial do dia vinte e quatro de junho do corrente, tem como tema principal a superlotação da POLINTER e suas conseqüências. A seguir, Sua Excelência explicou que, após a visita dos membros desta Comissão à POLINTER, onde constataram problemas extremamente graves, como a superlotação e a insalubridade do local, decidiram, como primeira ação, solicitar ao Poder Judiciário a interdição do local. Entretanto esta decisão, já solicitada pelo Ministério Público Estadual, acarretaria problemas de igual gravidade. Desta forma, o Senhor Presidente informou que convocou esta Audiência Pública para encontrar soluções efetivas e imediatas para o problema. Continuando, Sua Excelência exibiu fotografias da carceragem da POLINTER, comentando cada uma delas. Prosseguindo, o Senhor Presidente concedeu a palavra ao Dr. Álvaro Lins, que em ampla explanação, explicou detalhadamente a real extensão do problema, suas causas e suas conseqüências. A seguir, o Senhor Presidente passou a palavra ao Dr. Astério Pereira dos Santos, que discorrendo sobre o tema, citou alguns dados colhidos pela Secretaria de Estado, comparou a situação do Estado do Rio de Janeiro com a mesma situação nos outros Estados da Federação e louvou o sucesso do Projeto Delegacia Legal, ressaltando que, concomitantemente à sua implementação deveria ser implantado o Projeto Custódia Legal. O Senhor Secretário informou ainda que há perspectiva de criação de mais quatro casas de custódia pelo Estado, e em seguida, dissertou sobre os problemas de ordem processual, ressaltando que estes são uma das causas da superlotação da carceragem da POLINTER. Dando prosseguimento, o Senhor Presidente cedeu a palavra ao Dr. Leonardo de Souza Chaves que em ampla explanação sobre o tema, informou que o problema não se restringe somente à POLINTER; em seguida, relatou as ações do Ministério Público, explicando que o objetivo das mesmas não é desativar a carceragem da POLINTER, mas que esta funcione dentro de sua capacidade. O Senhor Subprocurador Geral de Justiça, ainda com a palavra, propôs várias medidas para minimizar o problema da superlotação. Em seguida, o Senhor Presidente passou a palavra ao Dr. Luiz Alberto de Andrade, que explicou os problemas acarretados pelo mecanismo de distribuição de vagas na carceragem, conforme a classificação dos presos. Continuando, o Senhor Presidente concedeu a palavra à Drª Luzanilba Moreira da Silva, que ressaltou a necessidade de profissionais competentes, explicando que há diminuição de funcionários, enquanto o número de presos aumenta, e defendeu, ainda, a regionalização da pena. Prosseguindo, o Senhor Presidente cedeu a palavra ao Dr. Luiz Pedra que explicou o trabalho desenvolvido na Vara de Execuções Penais e os problemas encontrados. A seguir, o Senhor Presidente passou a palavra ao Dr. Aldney Peixoto que louvou a iniciativa desta Comissão, promovendo um debate amplo sobre o tema em pauta, confiante de que se encontrem soluções urgentes para o problema, ressaltou a necessidade de modificações na legislação para que, efetivamente, a pena surta o efeito na recuperação do preso e defendeu a aplicação de penas alternativas. Continuando, o Senhor Presidente concedeu a palavra ao Deputado NOEL DE CARVALHO, que discorreu sobre o tema, narrando fatos pertinentes ao assunto e levantando propostas objetivas, no sentido de se encontrarem soluções que minimizem o problema em tela. Dando prosseguimento, o Senhor Presidente passou a palavra ao Deputado ALESSANDRO MOLON que se manifestou sobre a matéria em pauta e suscitou questões que foram respondidas pelo Dr. Astério Pereira dos Santos. Em seguida, o Senhor Presidente concedeu a palavra ao Deputado PAULO RAMOS, que em ampla explanação, discorreu sobre o tema, levantando vários tópicos sobre o as sunto, e solicitou uma solução imediata para o problema. Prosseguindo, o Senhor Presidente se manifestou sobre o tema, ressaltando a importância de uma audiência com o Presidente do Tribunal de Justiça, assim como a promoção de uma discussão profunda sobre o tema que envolve a classificação dos presos no sistema prisional de nosso Estado, onde participem as autoridades competentes e as entidades representativas afins. A seguir, Sua Excelência passou a palavra ao Senhor Marcelo Freixo, que, em ampla explanação, ofereceu propostas e levantou questões pertinentes à matéria, que foram respondidas pelo Dr. Luiz Alberto de Andrade e pelo Senhor Paulo César Andrade. Em seguida, após amplo debate entre os membros desta Comissão, foi sugerido pelo Deputado PAULO RAMOS, como debate para a próxima reunião deste órgão técnico, a maneira que o sistema deve se posicionar diante da classificação dos presos segundo as facções, sendo aprovado por unanimidade. Dando prosseguimento, o Senhor Presidente propôs audiência desta Comissão e entidades representativas com o Presidente do Tribunal de Justiça para discussão sobre a descentralização da Vara de Execuções Penais e ampliação de sua estrutura, para que esta possa cumprir seu papel com maior eficácia e rapidez, e, neste sentido, fazer justiça, colocando em liberdade quem já cumpriu sua pena, ao mesmo tempo que, abrindo vagas no sistema, contribuirá para o esvaziamento das cadeias, principalmente da POLINTER. Em seguida, Sua Excelência concedeu a palavra ao Dr. Leonardo de Souza Chaves que informou que a idéia é dar efetividade à resolução conjunta, sendo preenchidas todas as vagas semanais oferecidas pela Secretaria de Administração Penitenciária. Continuando, o Senhor Presidente concedeu a palavra ao Deputado NOEL DE CARVALHO que, discorreu sobre a matéria em pauta, corroborando a importância de um debate amplo sobre a classificação dos presos no sistema prisional. Prosseguindo, o Senhor Presidente passou a palavra ao Dr. Leonardo de Souza Chaves, que colocou algumas idéias no sentido de preencher as vagas oferecidas por outras delegacias, fazendo remanejamento com a POLINTER, quando foi aparteado pelo Dr. Luiz Alberto de Andrade que informou que estas medidas já vêm sendo adotadas, sem resultados satisfatórios. Continuando, o Senhor Presidente cedeu a palavra ao Deputado ALESSANDRO MOLON, que levantou algumas questões pertinentes, no sentido de se alcançarem soluções imediatas para o problema, que foram respondidas pelo Dr. Luiz Alberto de Andrade e pelo Dr. Álvaro Lins. Dando prosseguimento, o Senhor Presidente manifestou mais uma vez sua preocupação com a gravidade da situação, relatando sua visita ao local e seu empenho em convocar esta Audiência Pública, onde pretende encontrar soluções efetivas para diminuir a superlotação na carceragem da POLINTER. Em seguida, Sua Excelência passou a palavra ao Dr. Álvaro Lins que se comprometeu a transferir o controle dos presos para um órgão da chefia da Polícia, onde se tentará aproveitar todas as vagas que forem oferecidas. Continuando, o Senhor Presidente concedeu a palavra à Dra. Luzanilba Moreira da Silva que levantou algumas questões pertinentes ao tema, enfocando a atuação do Poder Judiciário e, em especial, a Vara de Execuções Penais. Dando prosseguimento, o Senhor Presidente passou a palavra aos Senhores Dr. Aldney Peixoto, Dr. Luiz Alberto de Andrade, Dr. Luiz Pedra e Dr. Álvaro Lins que levantaram mais algumas questões sobre o tema, apresentando sugestões e demonstrando interesse em solucionar o problema da superlotação da Polinter. Em seguida, o Senhor Presidente cedeu a palavra ao Deputado NOEL DE CARVALHO que, em suas considerações finais, destacou os pontos positivos desta Audiência Pública, levantou novas propostas e reafirmou o seu empenho para resolver o problema, comunicando que, neste momento, estava em contato com o Presidente do Tribunal de Justiça, tendo agendado com o mesmo audiência para o dia treze de julho do corrente às dezessete horas. A seguir, o Senhor Presidente confirmou a audiência agendada pelo Deputado NOEL DE CARVALHO, fez um resumo da reunião, ressaltando as propostas aprovadas pela Comissão e se comprometeu a acompanhar a situação até que se encontrem soluções efetivas e permanentes para solucionar a crise da superlotação na POLINTER. Concluindo, Sua Excelência suspendeu a Reunião para que eu, Haroldo Motta Lima Leão de Aquino, Secretário, matrícula 201.597-2, lavrasse a presente Ata. Reabertos os trabalhos, foi a Ata lida, aprovada e segue assinada por mim e pelo Senhor Presidente, que encerrou a reunião em seguida. Sala da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania, em vinte e oito de junho de dois mil e cinco. \r\n\r\n(a) Haroldo M.L.Leão de Aquino - Secretário \r\n\r\nDeputado GERALDO MOREIRA - Presidente\r\n\r\nCOMISSÃO DE SERVIDORES PÚBLICOS\r\n\r\nATA DA 4ª REUNIÃO ORDINÁRIA\r\n\r\nAos dezoito dias do mês de agosto de dois mil e cinco, às quinze horas e quinze minutos, reuniu-se a COMISSÃO DE SERVIDORES PÚBLICOS, na sala trezentos e dezesseis do Palácio Tiradentes, com a presença dos Senhores Deputados Aurélio Marques, Presidente; Paulo Melo, Vice-Presidente; e Noel de Carvalho, membros efetivos. ABERTURA: Havendo número regimental, o Senhor Presidente declarou aberta a 4ª Reunião Ordinária, conforme convocação por edital publicado em dezesseis de agosto de dois mil e cinco. EXPEDIENTE: I - Documentos Recebidos: Não houve documentos recebidos. II - Distribuição de proposições: O Senhor Presidente comunicou haver recebido e avocado, em 21.06.2005, a seguinte proposição: Projeto de Lei 2388/2005, do Deputado Alessandro Molon. Comunicou, ainda, ter recebido e distribuído ao Deputado Paulo Melo, em 12.05.2005, as emendas de plenário aos Projetos de Lei nºs 2029/2001, do Deputado Alessandro Calazans; 390/2003, do Deputado Paulo Ramos; os Projetos de Lei n°s 1139/2003, do Deputado Alessandro Calazans; 1382/2004, do Deputado Antônio Pedregal; 2042/2004, do Deputado Luiz Paulo; 2050/2004, da Deputada Cidinha Campos; 2161/2004, do Deputado Coronel Rodrigues; 2330/2005, do Deputado Paulo Ramos; 2361/2005, do Deputado Paulo Ramos; 2402/2005, do Deputado Coronel Rodrigues; em 21.06.2005 os Projetos de Lei n°s 2401/2005, do Deputado Coronel Rodrigues; 2344/2005, do Deputado Paulo Ramos; 2418/2005, do Deputado Armando José; 2506/2005, do Deputado Paulo Ramos; ao Deputado Paulo Pinheiro, em 21/06/2005, o Projeto de Lei n° 1664/2004, da Deputada Aparecida Gama; ao Deputado Paulo Ramos, em 12.11.2004 , o Projeto de Lei n°s 1466/2004, do Deputado Armando José; em 10.03.2005, o Projeto de Lei 1508/2004, do Deputado Armando José. ORDEM DO DIA: Continuando com os trabalhos, o Senhor Presidente solicitou ao Deputado Paulo Melo, Vice-Presidente, que assumisse a presidência, nos termos do artigo 40 do Regimento Interno, para que exarasse seus pareceres, como se segue: 1- PELA TRANSFORMAÇÃO EM INDICAÇÃO LEGISLATIVA do Projeto de Lei n° 2388/2005, do Deputado Molon; posto em discussão e em votação, foi aprovado; Reassumindo a presidência, o Deputado Aurélio Marques passou a palavra ao Deputado Paulo Melo, para que exarasse seus pareceres, como se segue: 2 - CONTRÁRIO à emenda ao Projeto de Lei n° 2029/2001, do Deputado Alessandro Calazans; posto em discussão e em votação, foi aprovado; 3 - CONTRÁRIO às emendas de Plenário ao Projeto de Lei n° 390/2003, do Deputado Paulo Ramos; posto em discussão e em votação, foi aprovado; 4 - PELA TRANSFORMAÇÃO EM INDICAÇÃO LEGISLATIVA do Projeto de Lei n° 1139/2003, do Deputado Alessandro Calazans; posto em discussão e em votação, foi aprovado; 5 - CONTRÁRIO ao Projeto de Lei n° 1382/2004, do Deputado Antônio Pedregal; posto em discussão e em votação, foi aprovado; 6 - PELA TRANSFORMAÇÃO EM INDICAÇÃO LEGISLATIVA do Projeto de Lei n° 2042/2004, do Deputado Luiz Paulo; posto em discussão e em votação, foi aprovado; 7 -CONTRÁRIO ao Projeto de Lei n° 2050/2004, da Deputada Cidinha Campos; posto em discussão e em votação, foi aprovado; 8 - PELA TRANSFORMAÇÃO EM INDICAÇÃO SIMPLES do Projeto de Lei n° 2161/2004, do Deputado Coronel Rodrigues; posto em discussão e em votação, aprovado; 9 - CONTRÁRIO ao Projeto de Lei n° 2330/0005, do Deputado Paulo Ramos; posto em discussão e em votação, foi aprovado; 10 - PELA TRANSFORMAÇÃO EM INDICAÇÃO SIMPLES do Projeto de Lei n° 2344/2005, do Deputado Paulo Ramos; posto em discussão e em votação, foi aprovado; 11 - CONTRÁRIO ao Projeto de Lei n° 2361/2005, do Deputado Paulo Ramos; posto em discussão e em votação, foi aprovado; 12 - PELA TRANSFORMAÇÃO EM INDICAÇÃO LEGISLATIVA do Projeto de Lei n° 2401/2005, do Deputado Coronel Rodrigues; posto em discussão e em votação, aprovado; 13 - PELA TRANSFORMAÇÃO EM INDICAÇÃO LEGISLATIVA do Projeto de Lei n° 2402/2005, do Deputado Coronel Rodrigues; posto em discussão e em votação, foi aprovado; 14 - PELA TRANSFORMAÇÃO EM INDICAÇÃO LEGISLATIVA do Projeto de Lei n° 2418/2005, do Deputado Armando José; posto em discussão e em votação, foi aprovado; 15 - PELA TRANSFORMAÇÃO EM INDICAÇÃO LEGISLATIVA do Projeto de Lei n° 2506/2005, do Deputado Paulo Ramos; posto em discussão e em votação, foi aprovado; Continuando com os trabalhos, o Deputado Aurélio Marques, Presidente, solicitou ao Deputado Paulo Melo que lesse os pareceres exarados pelo Deputado Paulo Pinheiro, como se segue: 16 - PELA TRANSFORMAÇÃO EM INDICAÇÃO LEGISLATIVA do Projeto de Lei n° 1664/2004, da deputada Aparecida Gama; posto em discussão e em votação, foi aprovado; Reassumindo a presidência, o Deputado Aurélio Marques solicitou ao Deputado Noel de carvalho que lesse os pareceres exarados pelo Deputado Paulo Ramos, como se segue: 17 - FAVORÁVEL ao Projeto de Lei n° 1466/2004, do Deputado Armando José; posto em discussão e em votação, foi aprovado; 18 - FAVORÁVEL ao Projeto de Lei n° 1508/2004, do Deputado Armando José; posto em discussão e em votação recebeu parecer PELA TRANSFORMAÇÃO EM INDICAÇÃO LEGISLATIVA, dos demais membros presentes, sendo então retirado de pauta para que o Deputado Noel de Carvalho pudesse relatar o vencido. A seguir, o Sr. Presidente submeteu à deliberação dos Senhores Deputados a realização de audiência pública com os Exmos. Srs. Secretários de Estado Anthony Garotinho (Governo e Coordenação), Luiz Rogério Vargas (Administração e Reestruturação), sobre o plano de cargos e salários dos funcionários do DER/RJ. Em discussão e votação, foi aprovada, por unanimidade dos presentes, a realização da audiência. Concluindo, o Senhor Presidente franqueou a palavra e, como ninguém mais quisesse fazer uso desta, suspendeu a reunião, para que eu, Alexandre Lima Villaverde, Secretário, matrícula nº 201.700-2, lavrasse a presente ata. Reabertos os trabalhos, foi a ata lida, aprovada e vai assinada por mim e pelo Senhor Presidente, que encerrou a reunião. Sala das Comissões, em dezoito de agosto de dois mil e cinco.\r\n\r\n(a) Deputado AURÉLIO MARQUES - Presidente ALEXANDRE LIMA VILLAVERDE - Secretário"
                ],
                "1200": [
                    "IB - Acórdão",
                    "Atos da Mesa Diretora\r\n\r\nFormato Global\r\n\r\nATO \"E\"/MD/Nº 1552/2005\r\n\r\nA MESA DIRETORA DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, no uso das atribuições que lhe confere o Inciso V do artigo 18 do Regimento Interno, e tendo em vista as informações contidas no Processo Nº 11888/2005\r\n\r\nR E S O L V E :\r\n\r\nNOMEAR LEONARDO GARIBALDI DA SILVA, matrícula nº 408.966-0, para exercer o cargo em comissão de Assistente de Gabinete, símbolo CCDAL - 5, junto à Liderança do PSB - Deputado Armando Jose, na vaga decorrente da exoneração de MONIQUE NASCIMENTO DOS PRAZERES, \r\n\r\nRio de Janeiro, 20 de outubro de 2005. \r\n\r\nDEPUTADO JORGE PICCIANI - PRESIDENTE\r\n\r\nDEPUTADA GRAÇA MATOS - 1ª SECRETÁRIA\r\n\r\n*ATO \"E\"/MD/Nº 1542/2005\r\n\r\nA MESA DIRETORA DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, no uso das atribuições que lhe confere o Inciso V do artigo 18 do Regimento Interno, e tendo em vista as informações contidas no Processo Nº 11713/2005\r\n\r\nR E S O L V E :\r\n\r\nEXONERAR, a pedido, RODRIGO HIPOLITO TARDIN OLIVEIRA, matrícula nº 408.602-1, do cargo em comissão de Assessor Técnico Parlamentar, símbolo CCDAL - 4, que vinha exercendo junto ao Gabinete do Deputado Atila Nunes. \r\n\r\nRio de Janeiro, 18 de outubro de 2005.\r\n\r\nDEPUTADO JORGE PICCIANI - PRESIDENTE\r\n\r\nDEPUTADA GRAÇA MATOS - 1ª SECRETÁRIA\r\n\r\n*(Republicado por haver saído com incorreções no D.O Parte II de 20/10/2005)\r\n\r\nDespachos da Mesa Diretora\r\n\r\nEm 20.10.2005\r\n\r\nProcesso nº\r\n\r\n11009/2005 - DEPTO. TRANSPORTES\r\n\r\nA MESA DIRETORA, em reunião realizada nesta data, decidiu autorizar a aquisição solicita no presente Processo, sendo inexigível a licitação nos termos do artigo 25, caput, da Lei Federal nº 8666/93.\r\n\r\nProcesso nº\r\n\r\n11662/2005 - DEPTO. INFORMÁTICA E PROC. DADOS\r\n\r\nA MESA DIRETORA, em reunião realizada nesta data, decidiu autorizar, nos termos do parecer da douta Procuradoria-Geral, a contratação solicitada no presente Processo, sendo dispensável o procedimento licitatório com base no art. 24, XIII, da Lei nº 8666/93.\r\n\r\nProcesso nº\r\n\r\n14412/2004 - DIRETORIA-GERAL ALERJ\r\n\r\nA MESA DIRETORA, em reunião realizada nesta data, decidiu, a vista dos despachos da Procuradoria-Geral, favorável ao prosseguimento dos autos, e da Assessoria de Controle Interno, homologar o resultado da Licitação por Convite nº 27-A/2005, considerada DESERTA, e autorizar a abertura de novo procedimento licitatório.\r\n\r\nProcesso nº\r\n\r\n8564/2005 - TV ALERJ\r\n\r\nA MESA DIRETORA, em reunião realizada nesta data, decidiu, nos termos do parecer da douta Procuradoria-Geral, revogar a licitação por Convite nº 76/05, com base no disposto no art. 49 da Lei nº 8666/93.\r\n\r\nAtos da Primeira Secretária\r\n\r\nEm 20.10.2005.\r\n\r\nATO “E”/GS/Nº 447/2005\r\n\r\nO PRIMEIRO SECRETÁRIO DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, no uso das atribuições que lhe confere o artigo 32, do Regulamento da Secretaria e tendo em vista as informações contidas no Processo Nº 11938/2005,\r\n\r\nR E S O L V E :\r\n\r\nDESIGNAR o servidor requisitado MARCELO SILVA PINTO, matrícula nº 304.958-2, para exercer a função gratificada de Adjunto, símbolo CAI-6, junto ao Gabinete do Deputado Adroaldo Peixoto Garani, na vaga decorrente da dispensa de Carlos Henrique Abrahim. \r\n\r\nDespachos da Primeira Secretária\r\n\r\nEm 20.10.2005.\r\n\r\nProcesso nº:\r\n\r\n8573/2005 - JAIRO DOS SANTOS\r\n\r\nDEFIRO de acordo com o parecer da Procuradoria Geral da Alerj constantes de fls. 12/23.\r\n\r\nProcesso nº:\r\n\r\n11496/2005 - RITA DE CÁSSIA FELIPE DE SOUZA E SILVA\r\n\r\nDEFIRO de acordo com o parecer da Procuradoria Geral da Alerj constante de fls. 09.\r\n\r\nProcesso nº:\r\n\r\n8265/2005 - GUSTAVO ADOLPHO DE SOUZA DE CARVALHO\r\n\r\nDefiro de acordo com o parecer da Procuradoria Geral da Alerj constantes de fls. 14/17.\r\n\r\nProcesso nº:\r\n\r\n8718/2005 - MÔNICA MARIA MARTINS DE ARAUJO\r\n\r\nDefiro de acordo com o parecer da Procuradoria Geral da Alerj constantes de fls. 11/14.\r\n\r\nProcesso nº:\r\n\r\n8755/2005 - VERA LUCIA ALMEIDA DE FRAGA\r\n\r\nDefiro de acordo com o parecer da Procuradoria Geral da Alerj constantes de fls. 19/22.\r\n\r\nProcesso nº:\r\n\r\n9104/2005 - THEREZA VALÉRIA BECHER MATERA\r\n\r\nDefiro de acordo com o parecer da Procuradoria Geral da Alerj constantes de fls. 12/15.\r\n\r\nProcesso nº:\r\n\r\n9114/2005 - HAROLDO MOTTA LIMA LEÃO DE AQUINO\r\n\r\nDefiro de acordo com o parecer da Procuradoria Geral da Alerj constantes de fls. 12/22.\r\n\r\nProcesso nº:\r\n\r\n9132/2005 - CARLOS FREDERICO RAMALHO ALVES\r\n\r\nDefiro de acordo com o parecer da Procuradoria Geral da Alerj constantes de fls. 14/24.\r\n\r\nProcesso nº:\r\n\r\n9254/2005 - MARCELO CATARINO LIMA\r\n\r\nDefiro de acordo com o parecer da Procuradoria Geral da Alerj constantes de fls. 13/16.\r\n\r\nProcesso nº:\r\n\r\n9329/2005 - SILVANA DE ABREU RIBEIRO PINTO\r\n\r\nDefiro de acordo com o parecer da Procuradoria Geral da Alerj constantes de fls. 14/25.\r\n\r\nProcesso nº:\r\n\r\n9500/2005 - ROSANE TRAJANO DE CARVALHO\r\n\r\nDefiro de acordo com o parecer da Procuradoria Geral da Alerj constantes de fls. 12/16.\r\n\r\nProcesso nº:\r\n\r\n9680/2005 - LEONARDO MANOEL DA SILVA FALCÃO JUNIOR\r\n\r\nDefiro de acordo com o parecer da Procuradoria Geral da Alerj constantes de fls. 10/13.\r\n\r\nProcesso nº:\r\n\r\n9718/2005 - PATRÍCIA VIEIRA DUARTE\r\n\r\nDefiro de acordo com o parecer da Procuradoria Geral da Alerj constantes de fls. 10/13.\r\n\r\nProcesso nº:\r\n\r\n9901/2005 - GLÓRIA LUCIA ALVES\r\n\r\nDefiro de acordo com o parecer da Procuradoria Geral da Alerj constantes de fls. 08/11.\r\n\r\nDespachos do Diretor-Geral da Assembléia Legislativa\r\n\r\nEm 18.10.2005\r\n\r\nFÉRIAS\r\n\r\nProcesso n°\r\n\r\n11602/2005 - HELENA SIMÕES BOCAYUVA CUNHA\r\n\r\nDeferido"
                ],
                "1201": [
                    "IB - Acórdão",
                    "Avisos, Editais e Termos de Contratos\r\n\r\nFormato Global\r\n\r\nCOMISSÃO DE ASSUNTOS MUNICIPAIS \r\n\r\nE DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL\r\n\r\nEDITAL DE CONVOCAÇÃO\r\n\r\nConvoco, na forma regimental, os Senhores Deputados NOEL DE CARVALHO - Vice-Presidente, SÉRGIO SOARES, INÊS PANDELÓ e DICA, membros efetivos e JOSÉ BONIFÁCIO, PEDRO AUGUSTO, WALNEY ROCHA, ADROALDO PEIXOTO GARANI e ANDRÉIA ZITO, membros suplentes da Comissão de Assuntos Municipais e de Desenvolvimento Regional e demais interessados, para a 15ª Audiência Pública, a realizar-se em 26 de outubro de 2005, às 10:00 horas, na Sala nº 316 do Palácio Tiradentes, com a seguinte Ordem do Dia: \r\n\r\nDEBATE SOBRE O CONSELHO TUTELAR .\r\n\r\nEm 20 de outubro de 2005.\r\n\r\n(a) Deputado PAULO RAMOS - Presidente.\r\n\r\nCOMISSÃO DE DEFESA DOS DIREITOS\r\n\r\nDA MULHER\r\n\r\nEDITAL DE CONVOCAÇÃO\r\n\r\nConvoco, na forma regimental, as Senhoras Deputadas ALICE TAMBORINDEGUY, EDNA RODRIGUES, WALDETH BRASIEL e GRAÇA PEREIRA, membros efetivos da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, para a 6ª Reunião Ordinária, a realizar-se em de 25 outubro de 2005, às 13 horas e 30 minutos, na sala 316 do Palácio Tiradentes, com a seguinte Ordem do Dia.\r\n\r\n. Distribuição de proposições;\r\n\r\n. Discussão e votação dos pareceres à proposição:\r\n\r\nRelator: Deputada CIDA DIOGO\r\n\r\n1. PROJETO DE LEI N° 2606/2005, da Deputada Jurema Batista, que “Institui a Semana Estadual de Combate à Mortalidade Materna no Estado do Rio de Janeiro e dá outras providências”.\r\n\r\n2. PROJETO DE LEI N° 2647/2005, da Deputada Inês Pandeló, que “Dispõe sobre distribuição gratuita de kits de 'teste de gravidez' na Rede Pública de Saúde Estadual”.\r\n\r\n. Deliberação sobre Audiência Pública sobre “FAMÍLIA CARCERÁRIA: DIREITOS E HUMANIZAÇÃO NO ATENDIMENTO”.\r\n\r\nEm 14 de outubro de 2005.\r\n\r\n(a) Deputada CIDA DIOGO - Presidente\r\n\r\nCOMISSÃO DE OBRAS PÚBLICAS\r\n\r\nEDITAL DE CONVOCAÇÃO\r\n\r\nConvoco na forma regimental, os Senhores Deputados LUIZ PAULO - Vice-Presidente, PAULO MELO, NOEL DE CARVALHO e SAMUEL MALAFAIA, membros efetivos da Comissão de Obras Públicas, para a 4ª Reunião Ordinária, a realizar-se no dia 25 de outubro de 2005, às dezesseis horas, na sala 316 do Palácio Tiradentes, com a seguinte Ordem do Dia:\r\n\r\nI - Discussão e votação dos pareceres aos Projetos de Lei nºs:\r\n\r\nRelator - Deputado LUIZ PAULO\r\n\r\n1 - EMENDA DE PLENÁRIO AO PROJETO DE LEI nº 87/2003 - do Deputado Aurélio Marques, que “Obriga as empresas concessionárias de serviços públicos de telefonia, energia elétrica, saneamento e fornecimento de gás a emitirem, anualmente, extrato simplificado de todos os pagamentos efetuados no exercício, e dá outras providências”. \r\n\r\n2 - EMENDA DE PLENÁRIO AO PROJETO DE LEI nº 751/2003 - do Deputado Otávio Leite, que \"Dispõe sobre a adaptação de prédios de uso público para as pessoas com deficiência, em cumprimento ao disposto no art. 338, V, da Constituição do Estado”.\r\n\r\n3 - PROJETO DE LEI nº 851/2003 - do Deputado Otávio Leite, que “Torna obrigatório o registro, fotográfico ou em película filmada, das intervenções urbanísticas promovidas pelo Estado, e dá outras providências“.\r\n\r\n4 - EMENDA DE PLENÁRIO AO PROJETO DE LEI nº 2050/2001 - do Deputado Roberto Dinamite, que “Cria programas permanentes destinados à educação, reutilização, preservação e uso racional da água em todo o Estado do Rio de Janeiro e dá outras providências”.\r\n\r\nRelator - Deputado NOEL DE CARVALHO\r\n\r\n5 - EMENDA DE PLENÁRIO AO PROJETO DE LEI nº 2787/2001 - dos Deputados Chico Alencar, Paulo Pinheiro e Carlos Minc, que “Dispõe sobre a divulgação da análise da qualidade da água distribuída à população do Estado do Rio de Janeiro”.\r\n\r\nRelator - Deputado PAULO MELO\r\n\r\n6 - PROJETO DE RESOLUÇÃO nº 990/2005 - do Deputado André do PV, que “Dispõe sobre a criação do serviço Disque-Denúncia de Obras Públicas”.\r\n\r\n7 - PROJETO DE LEI nº 178/2003 - do Deputado Edino Fonseca, que “Institui a Política Estadual do Cooperativismo”.\r\n\r\n8 - PROJETO DE LEI nº 2525/2005 - do Deputado Carlos Minc, que “ALTERA A LEI Nº 3125, DE 04 DE DEZEMBRO DE 1998, E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS”.\r\n\r\nRelator - Deputado SAMUEL MALAFAIA \r\n\r\n9 - EMENDA DE PLENÁRIO AO PROJETO DE LEI nº 268/2003 - do Deputado Gilberto Palmares, que “Determina que as repartições ou entidades da administração centralizada, autarquias, fundações, empresas públicas e sociedades de economia mista, do Poder Legislativo, Executivo ou Judiciário do Estado do Rio de Janeiro, inclusive concessionárias de serviços estaduais de utilidade ou interesse público informem aos seus funcionários sobre o teor da lei 3921/02”.\r\n\r\n10 - EMENDA DE PLENÁRIO AO PROJETO DE LEI nº 879/2003 - do Deputado Sérgio Soares, que “Obriga as empresas de transporte coletivo públicos ou privados a comunicar aumento de tarifa ou passagens com antecedência, através de avisos em locais visíveis no interior do veículo”.\r\n\r\n11 - PROJETO DE LEI nº 2042/2004 - do Deputado Luiz Paulo, que “Estabelece procedimento licitatório simplificado para as empresas públicas e sociedades de economia mista do Estado do Rio de Janeiro”.\r\n\r\nEm 20 de outubro de 2005.\r\n\r\n(a) Deputado ANDRÉ DO PV - Presidente\r\n\r\nCOMISSÃO DE ORÇAMENTO, FINANÇAS, FISCALIZAÇÃO FINANCEIRA E CONTROLE\r\n\r\nEDITAL DE CONVOCAÇÃO\r\n\r\nConvoco, na forma regimental, os Senhores Deputados, PAULO MELO - Vice-Presidente, NOEL DE CARVALHO, RENATO DE JESUS, INÊS PANDELÓ, PAULO PINHEIRO e LUIZ PAULO membros efetivos deste Órgão Técnico, e os demais Deputados deste Poder Legislativo, para a 3ªAudiência Pública e Debate, a realizar-se em 26 de outubro de 2005, às 14 horas, na sala número 311 do Palácio Tiradentes, com a seguinte Ordem do Dia:\r\n\r\n. Discussão sobre os Projetos de Lei nºs: \r\n\r\n. 2845/2005 (Mensagem nº 40/2005), do Poder Executivo, que “DISPÕE SOBRE A REVISÃO DO PLANO PLURIANUAL 2004/2007, INSTITUÍDO PELA LEI Nº 4.258/2003.” \r\n\r\n. 2846/2005 (Mensagem nº 41/2005), do Poder Executivo, que “ESTIMA A RECEITA E FIXA A DESPESA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, PARA O EXERCÍCIO FINANCEIRO DE 2006.”\r\n\r\n. Com a presença dos Senhores:\r\n\r\n- FLÁVIO BAPTISTA SILVEIRA - Secretário de Estado de Controle e Gestão; \r\n\r\n- LUIZ FERNANDO VICTOR - Secretário de Estado da Receita; e\r\n\r\n- JOSÉ HENRIQUE BELLÚCIO DE LACERDA MARCA - Secretário de Estado de Finanças\r\n\r\nEm 20 de outubro de 2005.\r\n\r\n(a) Deputado Edson Albertassi - Presidente\r\n\r\nCOMISSÃO DE DEFESA DA PESSOA PORTADORA DE DEFICIÊNCIA - PPD\r\n\r\n*EDITAL DE CONVOCAÇÃO\r\n\r\nNos termos do §6° do art. 43 do Regimento Interno, convoco os Senhores Deputados, JUREMA BATISTA, Vice-Presidente, ALICE TAMBORINDEGUY, ÁTILA NUNES e DICA, membros efetivos, assim como os membros suplentes da Comissão de Defesa da Pessoa Portadora de Deficiência - PPD, para a 2ª Reunião Extraordinária, a ser realizada em 20 de outubro de 2005, às dezesseis horas e quinze minutos, na sala T-03 do Palácio 23 de Julho, com a seguinte ORDEM DO DIA:\r\n\r\n1. Deliberação sobre a realização de Audiência Pública, com o tema: “ Os Transportes e a Pessoa Portadora de Deficiência”.\r\n\r\nSala das Comissões, em 20 de outubro de 2005.\r\n\r\n(a) Deputada GEORGETTE VIDOR, Presidente.\r\n\r\n*Omitido no D.O. II de 20/10/2005 \r\n\r\nCOMISSÃO DE LICITAÇÕES\r\n\r\nAVISO\r\n\r\nLICITAÇÃO: CONCORRÊNCIA Nº 08/2005\r\n\r\nPROCESSO: Nº 8370/2005\r\n\r\nOBJETO: Contratação de locação de 108 máquinas reprográficas para os gabinetes e diversos setores da Casa.\r\n\r\nREUNIÃO: 13/12/2005, às 13:00 horas\r\n\r\nO edital estará à disposição dos interessados na COMISSÃO DE LICITAÇÕES, na Rua D. Manuel s/nº, Sala 102, andar térreo do Palácio Tiradentes, na Praça XV, Centro, das 13 às 17 horas. Mediante a apresentação do carimbo do CNPJ com a razão social do interessado. \r\n\r\nRio de Janeiro, 20 de outubro de 2005.\r\n\r\nAVISO\r\n\r\nCONTRATO nº 24/05\r\n\r\nPROCESSO 2616/05\r\n\r\nOBJETO: Aquisição de novos equipamentos componentes da atualização do parque computacional da Rede Estruturada de Dados.\r\n\r\nPARTES: ALERJ\r\n\r\nSOFTLEARN LTDA"
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